Batman V - I Create My Own Luck
1 Capítulo 1 - Quem é o homem da maquilhagem?
EAST END
Foi naquele momento, naquele mesmo instante que Batman tivera o pressentimento que o homem que olhava para ele com um sorriso tão assustador quanto ao das vítimas era o verdadeiro culpado. Os seus olhos marcados com pintura negra davam um olhar de satisfação, o seu sorriso também mostrava este mesmo sentimento.
Este ri num baixo volume – Tu és o Batman...sim, vejo que tens grande potencial.
O Cavaleiro das Trevas olhava furiosamente para o palhaço, prestes a perder o seu juízo após lembrar as vítimas que sofreram terríveis mortes nas mãos deste. A expressão de contentamento vindo do assassino manteve-se durante o resto dos segundos que estes ficaram em silêncio, trocando de olhares entre si.
“Tenho que fazer alguma coisa” O Navegador da Noite pensava para si mesmo. Ele sabia que não podia atacar, Gordon estava demasiado vulnerável para qualquer movimento vindo dele, o que poderia alertar o maníaco para um assassinato naquele beco da terrível zona de Gotham que era o East End. Já para não falar das estranhas figuras que espectavam para ele, vindas do mesmo beco que o outro aparecera.
-Não pensas em fazer alguma coisa...? BATS!
Aquela tinha sido o último grão de areia! Não se pode conter para um movimento com o seu braço retirando o seu Batarang, como esperava, o bandido não ficaria à espera que ele começasse uma violenta luta. Um grupo de homens armados vieram, cada um utilizando uma máscara de palhaço, umas muito baratuscas de facto.
Ficando receoso com o ocorrer de algo de perigoso naquela situação, Batman pensa duas vezes. O nervosismo que passava pelo seu corpo era imenso! O que deveria de fazer? Poderia deter o palhaço e dar ao luxo de ser atingido, ou poderia esperar até que morresse com Gordon. Não tinha escapatória...
-Haha, tens cabeça Bats. Toma a minha carta – Este retira uma carta do seu longo casaco negro e lança-a ao chão – Vemo-nos por aí.
“Que estranho, porque não nos matou?” Bruce pensava para si mesmo. Não metia sentido, aquela história toda não se encaixava! Primeiro, faz dos assassinatos mais bizarros de Gotham, ao saber que o Cavaleiro das Trevas estava a investigar o caso, attrai-o; mata o seu próprio aliado com uma arma e acaba a situação sem matar nenhum dos dois, Gordon e ele mesmo...
Este acrescenta:
-Podes-me chamar, Coringa...
Os bandidos desapareciam pelas sombras dos becos daquele bairro corrupto com prostituição e criminalidade.
Após o desaparecimento destes, o Morcego vira-se rapidamente dando numa olhadela a Gordon. Este queixava-se da sua mão que ainda largava sangue após o ataque de Zsasz, que estava no chão, falecera após o ataque de uma arma de Joker (Coringa).
O Comissário estava tão magoado fisicamente como psicologicamente, mas ainda não vira nada do que este psicopata era capaz! Em breve, Joker se iria tornar o vilão mais conhecido de Gotham, o inimigo perfeito para o Cavaleiro das Trevas.
-Gordon, estás bem?
-Ah... – James agarra na mão de Batman, enquanto este o ajuda a erguer-se do chão – Mais ou menos...não posso acreditar no que está a acontecer nesta cidade...
-Nem eu, Jim...nem eu...precisas de boleia para casa?
-Não, obrigado Batman. Vemo-nos em breve...
MANSÃO WAYNE
Bruce concentrava-se arduamente na aparição do assassino. Várias frases como “Quem é ele?” e “O que quer?” passavam-lhe pela cabeça vezes e vezes sem conta. O que poderia o palhaço estar a planear? Para além desses pensamentos, ainda havia a mesma questão que este metera na cabeça desde o estranho acontecimento em East East “Porque não nos matou?”. Ele tinha que o encontrar depressa e parar com esta loucura! Se os seus pais estivessem vivos, o que fariam? Bruce pensava nisto enquanto olhava para uma grande foto do casal, que estava situada na parede, superior à lareira que ardia chamas aquecendo a grande sala. Será que Wayne estava mesmo destinado a ser o Morcego? Se os seus pais estivessem vivos, como parariam Zsasz? Como parariam o Joker? Nem o próprio Bruce sabe como parará o Coringa. Era claro que Thomas poderia descobrir a fórmula do líquido de riso do maníaco e criar um antídoto, pois, era um excelente médico. Mas este palhaço não era a única preocupação de Gotham. Enquanto este continua com uma série de assassinatos, as ruas ainda estão corruptas. Óbviamente que poderia reforçar a segurança da cidade, mas do que é que isso valeria? O Departamento já não demonstrara o suficiente que até a justiça estava extremamente corrupta?
-Tem alguma coisa, Sr,? – Alfred aparece para se aquecer na lareira. Este senta-se no pequeno sofá, ao lado de onde estava Bruce.
-Sim...encontrei o assassino de todos aqueles casos... e não só a sua aparência física me perturbara, mas este não me matou nem ao Gordon enquanto teve a oportunidade...
-Mas, isso é mau?
-Alfred, pensa comigo! Um homem que anda numa série de assassinatos por Gotham tenta atrair o único que o tentara procurar, e quando teve a oportunidade para o aniquilar...não o fez...
Alfred pensa durante uns breves segundos – Talvez o seu símbolo atraíra fãs não só de um lado, mas também do outro...
Ao inicio, o milionário não compreendia o que Alfred quis dizer, mas passado algum tempo de racionalismo, este compreendera as palavras do mordomo.
-Estás a dizer que...
Alfred levanta-se, querendo deixar Bruce descobrir sozinho, afinal de contas era o seu trabalho — Boa noite Sr. Wayne.
DIA SEGUINTE – GOTHAM CITY HALL
Presidente de Gotham City encontrava-se com Harvey. Ambos falavam acerca dos acontecimentos anteriores em que o atirador, DeadShot tentou assassinar o candidato. Ambos falavam sobre mudar a data da próxima campanha para a semana seguinte.
Após o ataque, a Imprensa seguia Harvey e o presidente para qualquer lado onde estes fossem. Naquele momento, a sua presença captou o olho de um entrevistador. Este ficou extremamente nervoso ao ver os dois a conversar e foi a correr com um gravador na mão. Este era o regular entrevistador sem sorte. Tinha cabelo curto e castanho, era alto e extremamente magro; utilizava um chapéu castanho, característico de um jornalista da América do Norte.
-Sr. Presidente! Sr. Dent! – Este chamava-os à atenção enquanto subia os degraus da City Hall – É verdade que o chamado “Batman” teve alguma coisa a ver com o que aconteceu?
Harvey sentia-se aborrecido com esta curiosidade toda acerca do homem Morcego que toda a gente falava, nunca vira tal coisa! E que grande seca este sentia de estar sempre a ser perseguido por qualquer entrevistador que o visse na rua! Por isso é que era sempre melhor utilizar algo para esconder o seu rosto, mas isso daria muito nas vistas o que levantava mais suspeitas e acabassem por lhe perguntar porque é que ele estava a esconder a cara como um idiota.
-Por favor...
-Não, Sr.! Eu preciso de uma resposta! – Este diz ainda mais nervoso do que anteriormente – É a minha única maneira de ganhar o meu salário! Por favor!
-Está bem...diga ao seu chefe QUE NÃO EXISTE MORCEGO NENHUM!
-M-mas...
-Nada de mas! É a minha resposta sincera! Apenas capturámos um atirador que estava perto da zona...NADA DE MORCEGOS!
-Mas...eu ouvi dizer que encontraram o próprio atirador amarrado...
Dent começa a ficar sem paciência. Era verdade que o jornalista tinha razão, eles sim tinham encontrado o DeadShot já preso, mas isto não queria significar que teria sido o Batman! Isto é, na sua mente...
-Olhe, por favor, eu não tenho paciência para aturar isto!
Após dois minutos de discussão e conversa com o magricelas, muitas pessoas, vistas do longe, olhavam bem para o Hall como se tivessem visto um milagre. Os seus olhos fixavam-se sempre num ponto numa tentativa de ter a certeza de quem estava a falar, SIM! ERA HARVEY!
Um grupo de jornalistas corriam como uma manada! Parecia que fugiam de alguma coisa. A ansiedade de retirar respostas da boca de Harvey era tanta que até se atropelavam entre eles, muitos caindo no chão mas recuperando facilmente, pois não sentiam grande dor ao saber que Dent encontrava-se nas redondezas.
À minutos atrás, estava um magrote jornalista a tentar pedir-lhe respostas, e neste momento estavam uma dezena! Televisão, rádio, jornais...tudo...tudo queria saber o que se passara naquele ataque, sabendo que Flass e Loeb tinham estado envolvidos, estes queriam saber a razão deste plano. O que poderia ter feito para chegar a um ponto em que o próprio Comissário queria matar alguém? Ainda por cima o próprio candidato a Procurador-Geral.
-Por favor! Calem-se! – O presidente exclama – Isto é uma feira?? Vocês estão aqui para fazer o vosso trabalho OU PARA INVADIR O ESPAÇO PESSOAL DE ALGUÉM??
Toda a gente se calou. Após uns instantes momentos, o jornalista que aparecera em primeiro diz, inocentemente:
-Eu apenas quero saber porque é que o Comissário o quis atacar...
Harvey olha para baixo, fixando um ponto chão para pensar bem sem trocar olhares com os ansiosos jornalistas.
Muitos dos repórteres de canais da TV como “Gotham News” e “Channel 3”, já tinham apagado as câmeras, sem esperança de um único esclarecimento de Harvey. Então este ergue a cabeça. Falando num baixo tom, os repórteres ordenam para ligar as câmaras rapidamente, sabendo que Harvey iria responder pelo seu olhar. Normalmente, Dent fazia um olhar brilhante quando apresentava os seus discursos nas campanhas, este era um desses momentos.
-Como sabem – Este começa – O Comissário Loeb quis-me assassinar, através de um contacto muito, muito engenhoso...Carmine...FALCONE – As pessoas que lá se encontravam ficaram em estado de choque – Ambos Loeb e Detective Flass estavam juntos neste plano. O principal alvo, era JAMES W. GORDON. Após o meu discurso, os planos mudaram e aconteceu o que aconteceu. Se tivesse morrido eu, ou o Gordon, a cidade perderia grandes homens de respeito! Eu não sou uma pessoa vaidosa, mas gosto de reconhecer os meus pontos bons como pessoa. Gordon é um excelente policia, assim foi que agora é Comissário do Departamento, e felizmente...PELA PRIMEIRA VEZ APÓS ANOS...TEMOS UM BOM COMISSÁRIO! – Com este discurso, o candidato esperava que Gordon estivesse a ver a reportagem neste momento, para se sentir honrado, algo que nunca sentira enquanto estivera nesta cidade. Os cidadãos de Gotham que lá se encontravam aplaudiam alegremente e fortemente a Gordon! Este bem merecia, tal como Dent reconhecera – Agora, eu quero assegurar-vos que ambos Loeb, Flass e Sr. Falcone estão presos na Cadeia de Gotham, considerem-se seguros dos crimes corruptos de Falcone. Mas devo de avisar-lhes, Gotham ainda não está no seu melhor, esta sendo a razão que ninguém vos comunicara do que acontecera...não queremos dar um mau nome a Gotham, ou piorá-lo. Mas admito que isto era algo que se iria acabar por descobrir, por isso foi a minha obrigação como candidato a tal cargo para vos comunicar.
Este tinha sido o grande final do seu discurso. Estava toda a gente contente por conseguir a explicação, mas preocupadas ao mesmo tempo reconhecendo o estado de Gotham. Até as próprias pessoas que eram supostas proteger a cidade estavam envolvidas no crime!
Alguém estava a mirar para Harvey, no meio da multidão. Dent, reparara logo nele devido à cor roxa que se destacava por entre o cinzento e o preto das cores dos cidadãos e repórteres de Gotham. A sua cabeça estava inclinada para o lado, fazendo um ângulo de noventa graus relativamente à posição normal. Os seus olhos negros eram ameaçadores, assim como as suas horrorosas cicatrizes. Com um movimento repentino do seu pescoço, Coringa dá um jeito ouvindo-se os seus ossos a estalar. Após esta observação muito rigorosa, este vira as costas e vai-se embora.
“Dent, Dent, Dent...a tua sorte está prestes a mudar...”
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