Batman V - I Create My Own Luck
2 Capítulo 2 - Um passado resumido numa moeda
DENT’S HOUSE
Após o esclarecimento de todas as dúvidas que poderia haver entre a população da cidade de Gotham, o próprio Candidato chega a casa. Este estava extremamente cansado, tinha sido à muitos anos em que Harvey saboreara a alegria de ser um homem em paz, antes da sua candidatura é claro. Certamente que haveria muitos benefícios para o cargo que este desejava para um breve futuro na sua vida, mas era óbvio que isto tinha o seu lado negativo. Razões que lhe deixavam indecisos de continuar a concorrer para o seu objectivo, mas após ver o público da metrópole que o amava como um bom “pai” para a cidade e como um homem de Paz. As suas dúvidas desapareciam-lhe na cabeça, como se nunca lhe tivessem aparecido em primeiro lugar. Contudo, após os seus momentos de glória e de coragem eram, lentamente, desaparecendo com o cansaço que se acumulava abundantemente pela sua cabeça. A sorte deste era que ele sempre foi uma pessoa muito corajosa e inteligente, alguém que não se deixava por vencer facilmente.
Retirando uma toalha do grande guarda-vestidos do seu quarto, este dirige-se a um bom e quente banho.
Tudo era mais claro e o próprio estava radicalmente mais calmo do que horas atrás. O seu banho o relaxara imenso comparando com o seu estado anterior.
Voltando para o quarto e vestindo o seu robe, este abre uma gaveta de madeira, na mesa-de-cabeceira do lado direito da sua grande e confortável cama. Dentro dessa gaveta, estava um objecto brilhante, algo a que lhe era familiar e sagrado por alguma razão. Pegando neste objecto tão importante, este olha para os dois lados do material metálico circular. Era uma moeda. Em vez de haver os lados cara e coroa, havia apenas a cara.
Havia uma razão muito especifica e pessoal por detrás deste artefacto. Em tempos, Harvey vivia com os seus pais, Nathan Dent e Mary Dent. Nathan morreu vinte anos atrás. Harvey, tendo agora vinte e oito anos, lembrava-se do dia em que seu pai morrera. A pobre criança de oito anos olhava para uma cama de lençóis brancos, um símbolo de esperança. Por debaixo dos lençóis brilhantes e lindos, encontrava-se o seu pai que tinha uma doença crónica. Este estava no seu último dia, segundo os doutores.
-Harvey... – Este diz, tentando falar o mais claro possível, pois, a comunicação por fala era extremamente dificil nesta etapa da doença – Toma – isto...
Estendendo a sua mão aberta, o pai do pobre menino entrega-lhe um objecto que brilhara com as cores dos lençóis que cobriam o corpo do seu relativo. Era a tal moeda, Harvey sempre soube que seu pai utilizava uma moeda para ganhar pequenas apostas com seus amigos, assim como fazer pequenas brincadeiras com seu filho como ver quem perdia com a rotação da moeda no ar.
-A tua moeda...? – Dent dizia, chorando por ver o seu pai no último tempo que lhe restava.
-V-vira-a...
Virando-a, reparou que os dois lados eram comuns. Ambos tinham cara, a coroa não se encontrava.
-Eu sempre achei que a moeda me dava sorte – Este faz um sorriso forçado – Espero que te dê sorte a ti também, Harvey...meu filho...
Estas teriam sido as suas últimas palavras. O silêncio foi breve, durando uns segundos até a tristeza do jovem Dent se apoderar dos seus sentimentos.
Tinha sido um momento que este nunca tinha esquecido. Desde então guardara sempre a moeda. Utilizava de vez em quando, como o pai lhe dissera “Filho, tu não me vencerás. Eu escolho a minha própria sorte”, este herdara agora esse dom de escolher o seu próprio destino. A moeda não significava que era apenas algo para enganar, a representação que ali se encontrava era que as pessoas não precisam de um meio para escolherem o caminho correcto para as suas vidas, mas sim seguir o seu coração. Claramente que o candidato se apercebera disto no dia em que seu pai morreu. Este pensara no objecto que o seu falecido lhe dera e começou a fazer relações com as declarações que este fizera no dia desgraçado. A sua mãe estava preocupada, chamando-lhe para ir comer, alimentos que já estavam estorricados com a preocupação e desejo de ver o seu marido de novo. Preocupava-se ao ver o jovem rapaz, sentado sozinho no seu quarto enquanto olhava para a moeda.
Esta era a sua família neste momento, a sua mãe, Mary Dent.
-Hum...escolher a minha sorte...Serei eu destinado a grandes coisas...? – Este lança a moeda para o ar, apanhando-a com a sua mão. Agora deparava-se com caras. Fazendo um sorriso, diz – Bem, a sorte está do meu lado, haha – Estaria?
MANSÃO WAYNE
Bruce preparava-se apressadamente o seu Smoking preto. Este estava atrasado à última campanha de Harvey. Este era um momento extremamente decisivo para a sua carreira.
Olhando para a fotografia dos seus pais, este imagina como eles ficariam contentes por ver um amigo de longa data a viver o seu sonho. Ambos tinham sido grandes amigos em pequenos, pois, Bruce perdeu os seus pais na mesma idade que Harvey perdera o seu pai. Houveram muitas tardes em ambos se divertiam nos jardins da grande mansão. Foi numa destas tardes em que Bruce caíra num poço que estava nos seus jardins enormes e que um grupo de morcegos o atacara. Foi neste momento em que o próprio Wayne começara a sentir pavor aos tais animais, os mesmos animais que representavam a justiça de Gotham desde o momento em que DeadShot fora apanhado. Mesmo ainda sendo procurado pela policia, Batman agora tinha o contacto do Comissário, o que lhe era muito útil, pois, Gordon acreditava na justiça da cidade tal como o próprio. Era fácil de trabalharem os dois em casos como o mais recente caso do Coringa.
-Sr. Wayne, você está atrasado novamente a algo importante por causa do seu trabalho secreto! Você deixará isto consumir-lhe a vida como Bruce Wayne? Afinal de contas, ainda tem o nome do seus pais para continuar! – Desde o momento em que Watne começara a fazer o seu trabalho como Cavaleiro das Trevas que Alfred não parara de dizer a mesma coisa. A sua preocupação neste caso era imensa!
-Alfred, pela milésima vez, eu tenho tudo sob controlo.
-Pois, isso veremos... – Alfred diz-lhe, enfrentando o seu Mestre. Reparando na expressão de Bruce, este reconhece que não deveria de ter dito aquilo dessa maneira, tentando mudar de assunto – Ah, bem...uma jovem jornalista mandou-lhe uma mensagem algumas horas atrás. No preciso momento em que você estava naquela gruta sua...Chama-se Vicky Vale.
-Hum...uma jovem reporter? Interessante...
-Ha, Sim. Ela diz que gostaria de se encontrar consigo este fim-de-semana para uma intervista.
-Sim. Diga-lhe que está combinado e pergunte-lhe a hora.
-Certo, Sr.
-Bem, Alfred. Vou para o grande momento do Harvey. Adeus.
GOTHAM CITY HALL
Mesmo com a Galeria de Gotham em funcionamento novamente, era compreensível que as pessoas agora temiam mais uma campanha, pois, o ataque do atirador levantara muito medo entre a população. Desta vez, a última campanha de Harvey iria ter inicio na Gotham City Hall.
Assim como na sua campanha anterior, haviam um grande número de pessoas à espera do grandioso e convincente discurso de Dent. Estes incentivavam as pessoas a acreditar que um dia haveria justiça em Gotham City e assim a razão para que Harvey era bem visto como um “Procurador Geral”, mesmo antes dos votos finais.
Por entre as pessoas da metrópole, havia uma mulher que chamava mais à atenção, era sua mãe. Dava para reparar no orgulho que esta sentia naquele momento ao ver o brilho nos seus olhos e o seu grande sorriso enquanto olhava para o seu filho. A sua campanha também era uma boa ocasião para se encontrar com sua mãe, pois, enquanto Dent vivia em Gotham, a sua mãe mudara para Nova Iorque, deixando o filho sozinho para formar uma nova vida. Esta estava com esperança de conhecer uma namorada de Harvey, mas este nenhuma tinha, mas havia uma razão especifica para isto. Dent era demasiado ocupado na sua vida de candidato e não tinha tempo para ter uma namorada, talvez após as candidaturas este iria arranjar uma mulher perfeita para ele.
-Harvey! – Esta diz em alegria abraçando seu filho – Estou tão orgulhosa.
Ele não conseguia dizer mais nada senão um “obrigado” e um enorme sorriso. Este dia era o que iria ser um dos melhores dias da sua vida, pelo menos era o que este pensara.
O forte candidato sobe pequeno palco com um enorme brilho nos seus olhos, preparando para o grande momento que este esperara à muito tempo.
-Cidade de Gotham...eu... – O seu discurso fora cortado com a aparição de seis figuras escuras no meio da multidão.
Como qualquer pessoa ficaria, os cidadãos começaram a sentir-se intimidados por reparar nestes homens fortes que estavam armados. O que eles quereriam? Será que havia uma forte conspiração contra este homem, que apenas queria ver uma melhor Gotham? Porque seria? Todas estas respostas iriam ser respondidas brevemente.
Por entre os seis homens armados havia alguém que se destacava. Este homem utilizava a cor roxa em grande parte do seu vestuário, assim como uma pequena porção de verde. Era Coringa, finalmente este aparecera após o acontecimento em East End.
Bruce estava imóvel. Após de todas as dúvidas que tivera acerca daquela curiosa personagem, este aparece! Era agora o momento?
A população de Gotham queria sair daquela área, mas os outros seis homens rodeavam o local, armados, o que aconteceria a seguir? Será que Bruce os conseguirá ajudar e finalmente desvendar o mistério que é o Coringa?
TO BE CONTINUED...
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