Batman Publicação Iv - Deadly Smile
1 Capítulo I - A VÍTIMA DE RISO
Notas iniciais
CEMITÉRIO DE GOTHAM
Por entre o nevoeiro e as trevas que invadiam o Cemitério de Gotham, destacava-se uma sombra. Esta figura mirava uma grande sepultura com os nomes de “THOMAS WAYNE E MARTHA WAYNE”. Este deixa algo em frente da sepultura deprimente que mostrava dois dos maiores nomes dos E.U.A, era um ramo de flores, um acto de amor. Claro que este individuo era o Cavaleiro das Trevas. Os sentimentos que passavam pelo seu coração era a maior tristeza da sua vida e vingança o que o tornara no homem que era neste momento, num Vigilante que procura justiça por Gotham. Algo que confundia o próprio Bruce era o facto de ele estar a fazer o que ele faz por justiça ou por vingança. Era algo instável, um pensamento que apenas seria respondido com o passar do tempo. Outro pensamento que passava pela sua mente era se ele algum dia iria ser feliz. Talvez quando a sua tarefa como Vigilante acabasse este finalmente poderia ser feliz e ter uma família, mas seria tarde demais para isso.
O som de um “beep” desperta Batman dos seus pensamentos deprimentes e receio do futuro . Era um pequeno chip que este trazia numa parte da orelha direita pontiagudo da sua máscara obscura que implantara para poder comunicar com Gordon em casos de chamamento ao seu trabalho destinado.
A voz de um homem nos seus trinta era audível apenas nos ouvidos de Bruce, era como se fosse um pensamento pessoal e não alguém que o estava realmente a contactar.
-Batman, temos um problema – Este dizia – Aparece nas Docas, vais ficar chocado com isto...
O dever chamava-o. Vira as suas costas à supultura dos seus pais com um movimento rotativo da sua enorme capa do tom das trevas que predominavam o deprimente local .
GOTHAM DOCS
Ao chegar às docas, um lugar onde o cimento predominava maior parte da zona com a excepção de enormes caixas feitas com metal reforçado (onde continham mercadoria, propriedade das Empresas Wayne), mira o James Gordon, agora tendo o grandioso título de Comissário devido ao seu perfeito trabalho durante o tempo que estivera em Gotham e à entrega de provas que foram suficientes para prender o ex-Comissário, negociante de contrabandismo com o maior dos bandidos de Gotham, Carmine Falcone. Este mirava bem para um corpo que se encontrava numa poça constituída pela mistura de lama e água, pensando no que poderia ter feito tal coisa. Este investigava qualquer possibilidade de haver vestígios do “assassino”, se fosse mesmo esse o nome de quem fizera aquilo.
-Gordon – Batman chama-o à atenção, aparecendo tão silencioso como o ar num belo dia Primavera.
-Batman, parece que temos um novo caso em nossas mãos. Vais mesmo querer ver isto, aviso-te que não é bonito.
O Morcego dá alguns passos até poder reparar na expressão horrorosa da vítima que se encontrava, aparentemente morta. O Cavaleiro nunca vira tal coisa em sua vida! Os olhos do cadaver encontravam-se num total tom, tão branco como o leite, mas mais assustador. A sua boca estava extremamente aberta com um gigantesco sorriso. Nessa zona, destacava-se um tom verde, em seus dentes e arredores.
Batman abaixa-se para ter uma melhor olhadela.
James ergue-se, deixando o Navegador da Noite fazer o seu trabalho. Este fala, numa tentativa de transmitir os seus pensamentos para o Morcego:
-Não faço a menor ideia o que poderá ter feito isto, nunca vi tal coisa.
Este dava pouca atenção às palavras do Comissário. Carregando num pequeno botão escondido na outra orelha, a sua visão muda drásticamente. A cor que dominava a sua visão, era o Azul. Com esta técnica, a chamada “Visão de Detective”, ele podia agora ver vestígios de ADN e fazer Scans de objectos que poderiam dar pistas de pesquisa, conseguindo identificar mais facilmente e numa maneira mais eficiente quem estava por detrás do ataque.
Este vê um objecto pequeno com uma forma rectângular dentro do casaco do corpo. Ao abrir um dos bolsos, retira de lá o que parecia ser uma carta. Continha imensos vestígios de ADN, o que seria extremamente útil para resolver o caso.
Num clique, a Visão de Detective é desligada e este volta a olhar normalmente. Demorara algum tempo para poder ver nitidamente, pois, era um pouco difícil a adaptar-se a esta nova tecnologia que Lucius Fox o trouxera. O seu companheiro, Fox, era uma grande ajuda. Fora ele quem construíra o Fato-de-Morcego e todos os seus Gadgets que se encontravam no cinto dourado. Também fora este homem, perito em tecnologia que mandara construir o azul e intimidade Bat-Mobile, um carro que poderia atingir os 400 Km/h, dando a desculpa que era para o uso de desportos radicais.
-Encontraste alguma coisa? – James pergunta ao ver o Morcego a olhar bem para uma carta.
-Sim. Este objecto tem vários vestígios de ADN, parece que foi o próprio assassino que o colocou no casaco da vítima.
-Como sabes disso?
-Porque a própria carta dá uma pista: “Nunca se deverá levar a vida a mal, apenas faz um sorriso mas cuidado! O RISO É FATAL!”
Gordon sabia desse momento que o assassino tinha grandes problemas psicológicos. Apenas um tarado, um monstro poderia fazer tal coisa e ainda deixar uma piada no lugar do crime.
-Mas, porquê deixar um objecto no corpo da vítima, sabendo que pode ser apanhado facilmente?
-Porque se calhar quem fez isto tem a intenção de confrontar as consequências – O Morcego retira do seu cinto uma pinça. Com ela, este retira um pouco de pele onde estava revestida com a cor verde. Após isto, ele levanta-se e afasta-se do corpo – Jim, vou voltar à Gruta e pesquisar o culpado utilizando os vestígios de ADN que encontrei, assim como também vou descobrir o que é que este químico desconhecido que está revestido no corpo pode causar.
-Sim, faz isso que... – Batman desaparecera – Bem...já me estou a habituar...
CAVERNA SOB A MANSÃO WAYNE
A gigantesca e escura gruta que Alfred encontrara por debaixo da mansão era agora usada como o “quartel” de Bruce. Naquele local, ninguém o poderia encontrar e muito menos descobrir as suas pesquisas e material.
Este local era iluminado por luzes artificiais que o próprio Bruce montara e pelos ecrãs de Computadores que estavam instalados, utilizados como equipamentos de pesquisa.
Ao colocar a carta (um Joker) no scanner, o processo de Scan mostra num dos ecrãs que iria mostrar o invidiuo a quem o ADN pertencia e encontrar o assassino.
Alfred Pennyworth, trazia consigo o habitual pequeno tabuleiro de prata, onde normalmente trazia sempre lanche ou bebidas para Bruce enquanto este trabalhava arduamente.
-Sr., você não deveria de estar a resolver contratos relacionados com as Empresas Wayne?
-Agora não, Alfred – Este dizia enquanto olhava para o ecrã.
-Eu ando a pensar que este trabalho de justiceiro está a cortar-lhe muito tempo. Com todo o respeito ao seu “dever”, Mestre Bruce, mas eu acho que Empresa que o seu pai criou também merece a sua devida atenção.
-AGORA NÃO, ALFRED. O Comissário Gordon acabou de encontrar um cadáver, vítima de um espécie de químico ainda desconhecido. Eu comecei o processo de Scan para identificar quem foi o responsável e ainda tenho que descobrir o que o químico pode causar. Por isso, tem calma! Eu já mandei o Lucius tratar de tudo – Este levanta-se, indo para uma mesa onde estavam materiais de Química como um Microscópio.
-Está bem, Mestre Bruce. Você pode ao menos aceitar um copo com água, Sr.?
-Eu depois peço – Este diz sem prestar a mínima de atenção a o que o Alfred dizia.
Colocando a pequena amostra de pele do cadáver na platina, este observa bem na ócular a substância. “Muito curioso” – Bruce pensava para si mesmo. A amostra de pele era insuficiente para descobrir as reacções que este poderia causar, assim precisando do resto do corpo.
Alfred assusta-se quando vê o cadavér na sua mesa de pesquisa Química.
-Ah! Credo! – Este exclama deixando cair o tabuleiro de prata, assim como o copo de água que este trazia – O que faz aqui um corpo, Mestre Bruce??
O Milionário começa-se a rir num baixo tom, achando graça à reacção do seu mordomo.
-Bem, eu sabia que a pele era insuficiente, por isso pedi ao Gordon para buscar o resto do corpo.
-Ah, “pedi ao Gordon para buscar o resto do corpo”! Você deve de pensar que isto é uma grande piada! Meu Deus! Quer que eu tenha um ataque?? E tinha que fazer isto mesmo aqui??
-Mas Alfred, afinal de contas, isto é o lar dos meus amigos, eles não se importam – Este diz com um sentido de humor, referindo-se aos morcegos que dormiam nos tectos rochosos da caverna.
-Ah, está bem...acho que vou voltar para a Mansão, já me estou a sentir mal... – Este diz aflito tirando um pequeno pano branco do seu fato negro de mordomo e limpando a sua cara dos suores que vieram após o grande susto.
Ao regressar à ocular do microscópio, Wayne repara nas células que “combatiam” entre si. Era uma espécie de reacção alérgica, isso poderia explicar o grande sorriso; talvez essa fosse o efeito secundário dessa reacção, mas seria muito cedo para tirar conclusões, afinal de contas o seu trabalho ainda não estava terminado.
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