Na secretária do Tenente Gordon, encontravam-se duas sombras. No interior, estavam próprio James Gordon e o Justiceiro, Batman.

-Entregas isto ao tribunal, Gordon – O Morcego aconselhava enquanto James se sentava em frente da sua secretária, pensativo sobre isto tudo.

– Eu acredito que posso confiar em ti – Este afirma – Eu tenho a crença que tu e eu somos muito iguais. Ambos acreditamos na justiça desta cidade. Obrigado pela ajuda – Mas ao virar-se, repara que o Morcego desaparecera.

“Finalmente alguém que me ajudará nisto tudo” – o Tenente pensa para si mesmo – “Um vigilante mascarado não é algo que eu pensaria quando entrei para aqui, mas ele é um bom homem, talvez a melhor pessoa que eu já vi nesta metrópole até agora...”

****************************************

Bruce sabia que Gordon era a pessoa certa para o ajudar, como o próprio Tenente pensava, este achava que ambos os dois eram muito iguais, acreditando que um dia a justiça seria entregue a esta cidade. Mas Bruce não conseguia parar de pensar no seu amigo, Harvey Dent. Como teria ele ficado após uma das suas maiores campanhas e um dos seus maiores momentos da sua carreira tivesse sido estragado graças ao atirador DeadShot? Ainda por cima, o Departamento de Gotham estava metido naquilo tudo, era algo que provava que Gotham estava corrupta até ao limite.

Bruce estava a tentar contactar com Dent para ver se estava tudo bem com ele.

-Harvey, estás bem?

-Ah-sim, Bruce. Sobrevivo...

-Olha lamento muito por o que aconteceu. Acredito que tenha sido um momento importante estragado.

-Bem, sim.

-Tens uma ideia de quem preparou aquilo tudo? – Bruce pergunta. Este sabia a óbvia resposta mas não poderia dizer a Dent o que poderia levantar muitas suspeitas sobre o que aconteceu, a não ser que o dissesse através o seu Alter-Ego.

-Tenho uma pequena ideia...mas não tenho a certeza...

-Bem, vou ter que desligar, fica bem.

Entretanto, Alfred aparece, querendo saber noticias de Harvey.

-Mestre Bruce, está tudo bem com o Sr. Dent?

-Ele está mais ou menos...

-Imagino...tudo o que ele preparara estragado...Você deve de saber quem foi, suponho.

-Sim, Alfred. Sei quem foi. Acho que a melhor maneira é de avisar ao Harvey o que se está a passar.

-Mas isso não iria levantar muitas suspeitas?

-Sim, levantaria, mas acho que o Batman pode fazer o que quiser sem causar danos à minha vida pessoal, Alfred.

-Boa ideia, devo de dizer Mestre Bruce .

****************************************

Nessa tarde, Gordon fora chamado à secretária de Loeb. O Comissário ouvira a conversa de James com o Justiceiro da Noite, o que fora muito perigoso. Naquele momento, Loeb apenas o avisara, pois, não tinha nada para lhe ameaçar, até um certo momento.

Durante o tempo que James passara no Departamento, a pessoa que o apoiava mais era a própria Sarah Essen, a sua parceira.

Esta reparava que o Tenente estava raciocinando muito durante estes dias, o que a preocupava.

-James, algo se passa? – Esta pergunta.

James nunca conseguia dizer a verdade, sabia que o contacto que ele tinha com o Vigilante era algo confidencial .

-Nada Sarah, não te preocupes – Gordon dizia evitando o olhar da sua parceira.

Esta apercebera-se da sua técnica para não admitir o que se passava, então agarra nos seus ombros firmemente.

-James, não me mintas. Apercebe-te que o que sinto por ti é muito forte.

Este então volta a olhar para Sarah nos olhos, vendo como estes eram bonitos. A tentação era maior que qualquer coisa que este sentia naquele momento, beijando-a.

Ele sabia que tinha uma mulher que o amava, tinha uma linda e esperta filha e tinha um filho a caminho mas...Sarah era algo diferente...era extremamente atraente, era alguém que este começara a gostar desde os primeiros momentos que estes trabalharam juntos.

Algo ocorreu de errado naquele momento. A porta da secretária abriu e era a pessoa que Gordon queria que menos aparecesse, era o Comissário.

Os dois parceiros afastam-se rapidamente, receosos do Loeb. O bandido começa a aplaudir lentamente enquanto olhava para Gordon com um olhar vingativo e com um sorriso na sua cara.

-Muito bem, muito bem – Este dizia – Gordon agora parece que me vais ter que entregar a tua cassete, a não ser que queiras que a tua mulher saiba deste...pequeno desentendimento. E acho que isso seria muito inapropriado, não concordas?

-Vai-te foder Loeb! Ando farto das tuas merdas! Eu entrei para este Departamento para atingir um outro nivel à minha carreira, não vim aqui para ser maltratado!

-Maltratado? Mas Gordon, foste tu que traíste a tua mulher com esta...imprestável...

Sarah olhava para Loeb com grande rancor. Esta prepara-se para atirar contra Loeb, até que é detida por Flass que a agarra violentamente.

-Ainda pensas que estás a fazer o melhor? – O Comissário o ameaça – Eu pensaria melhor.

Ambos os bandidos viram as costas e abrem a porta da secretária de Gordon.

Loeb acrescenta:

-Tens uma semana para pensares sobre o assunto.

Após os dois sacanas desaparecerem, Gordon e Sarah ficaram em silêncio. Era difícil olharem um para o outro após aquilo. Ambos se sentiam envergonhados. James sentia-se mal por ter traído a sua mulher, Barbara e Sarah sentia-se mal por ter feito tal coisa a Gordon sabendo que isto poderia mudar a sua vida assim como a sua felicidade.

-James...me perdoe...não mereço ser sua colega...

Este não respondia, pensando no que tinha feito. O que iria a sua mulher pensar? E fazer? O mais certo era que o ia deixar e ele ficando sem ninguém...sozinho...

-Não, Sarah...a culpa é minha...eu nunca me deveria de ter apaixonado por ti. Tu não tens culpa de seres uma das mulheres mais atraentes do mundo. Eu é que peço desculpa...

Gordon sai da sua secretária deixando Sarah sozinha a chorar.

O Tenente o vento a passar-lhe pela sua cara enquanto reflectia tudo que se estava a passar na sua via desde que entrara na cidade.

Ao seu lado, encontrava-se o Cavaleiro das Trevas.

-Ai, Batman. Não sei o que é que eu hei-de fazer...o Loeb vai acabar por ficar com a cassete e não o vou poder denunciar.

-Gordon, tu és mais que isso. Porque é que não entregas a cassete aos tribunais?

James então concordara. Batman tinha razão, se ele fosse sincero e contasse tudo à Barbara, a situação não seria tão má como se fosse o seu próprio Comissário a contar e conseguiria entregar a cassete.

-Obrigado. Tens me ajudado muito.

Batman não olhava para Gordon, estava concentrado noutra coisa, algo que ele via de muito longe.

-Gordon, FOGE! – Este exclama de repente.

Um tiro de pistola acerta mesmo no sítio onde Gordon estava antes de se mover.

-O que se passa!? – Este para e pergunta a Batman, preocupado.

-Eu conto-te depois, vai-te embora!

O Morcego retira do ceu cinto uma arma muito invulgar com a forma de um losango. Este aparelho dispara um fio dos dois lados contrários o que originava uma espécie de fio de roupa por onde Batman podia navegar.

Agarrando-se com força ao aparelho metálico, o Cavaleiro das Trevas passava para o outro lado. As pessoas que se encontravam nas ruas exageradamente iluminadas viam aquela figura escura que “voava” pelo céu da noite, o que abrira o olho a muitos cidadãos.

Quanto este se encontrava perto do local, começara a ver quem estava por detrás do ataque. Sem o surpreender, este vê DeadShot. Foi quando o atirador torna as coisas mais difíceis ao disparar contra o abdómen de Batman enquanto este ainda navegava. Com as dores, o Morcego perde as forças e cai para a estrada de Gotham City. A altitude era enorme! Carregando num dos botões do seu cinto faz com que o seu veículo, Batmobile, apareça no local onde ele iria cair para a sua morte. O estrondo foi enorme, mas Batman caíra dentro do seu veículo, pois, este abrira a parte de cima do lugar de condutor.

Esta queda fora muito violenta, demorou horas até o Cavaleiro das Trevas acordar no seu lugar de condutor novamente. Um grupo de pessoas rodeava o veículo, olhando chocadamente para Batman. Alguns diziam que este era um total palhaço e que queria provar que era uma personagem de banda desenhada sem graça, outros estavam impressionados com os Gadgets que este tinha no seu veículo e o seu fato que era totalmente surpreendente, destacando um grande morcego negro no meio do fato cinzento de latex. Este sangrava do seu abdomen, onde a bala o acertara.

Ao ver as pessoas, o vigilante ergue-se rapidamente, estas afastam-se ligeiramente, intimidadas pelo tamanho do Morcego.

Puxando numa alavanca, os motores do carro começam a trabalhar fazendo o público sair do redor do carro e passarem para o passeio enquanto o Batmobile deixa um rasto de fogo.

****************************************

Alfred tratara dos ferimentos de Bruce quando este chegara à Mansão Wayne. Pennyworth ainda achava que, se calhar, este trabalho não era para Bruce, pois, era extremamente perigoso.

-Você tem a certeza que quer continuar com isto, Mestre Wayne?

-Alfred, tu conheces-me à muito tempo, sabes que eu não desisto fácilmente. Para além demais, eu sinto que preciso de fazer isto.

-E como é que você vai tentar derrotar aquele atirador que o anda a ferir até o fazer algo de grave?

-Oh, Alfred, eu arranjo uma maneira. É só falar com o Lucius, ele arranja-me algo de útil.

-Quanto mais tempo você pensa em confiar no Lucius? Você sabe que se ele fôr apanhado a empresa que o seu pai construiu pode ser fechada devido a contrução de material ilegal.

-Descansa, ninguém descobre. Logo que os materiais de Wayne Tech são construídos, são imediatamente escondidos na gruta, confia em mim.

-Espero que tenha razão, Menino Bruce.

Após falar com Lucius Fox, Bruce foi comunicado que receberá o produto que precisava após dois dias, o que preocuparia muito.

-Desculpe, Sr. Wayne mas o que me está a pedir não é fácil de construir. Será feito entre dois dias mas será muito difícil acabar em tempo mesmo assim.

-Lucius, eu estou a confiar em ti.

-Não se preocupe com nada.