Batidas do coração
3 Capítulo 3
Notas iniciais
— San acorda (Sebastian gritava e batia na porta fazendo a latina ficar muito irritada).
— Se você tem amor a sua vida é melhor ficar de joelhos e implorar por perdão antes que eu arranque seu pescoço (a latina dizia abrindo a porta).
— Pensei que não gostasse de violência (ele disse provocando).
— Eu abro uma exceção nesse caso (a latina disse já indo bater nele).
— Calma San, papai mandou eu te acordar. Eles vão viajar a trabalho e parece que seus pais ligaram perguntando se você não quer ir com eles (ele disse fazendo a latina suspirar). E como sou um ótimo primo, eu disse que você ia me ajudar com algumas coisas da faculdade por isso não podia ir (ele disse fazendo a morena rir).
— Valeu idiota (ela disse rindo).
— Você é sempre tão delicada (Sebastian disse a fazendo gargalhar) então, já que está acordada e eu acabei de te salvar (ele disse rindo e a latina sabia que já vinha algo que ela não ia gostar) o que acha de almoçar fora?
— Ok, mas só porque me livrou da viagem (ela disse já se arrependendo de ter concordado). Vou me arrumar (a morena disse entrando no quarto).
Santana não gostava muito de sair de casa, ela preferia ficar sozinha ou em algum lugar com o menor número de pessoas possíveis o que era bem difícil de achar estando em New York, por isso gostava mais de ficar em casa. Sempre lia nas horas vagas ou desenhava, uma coisa ela não podia negar. Ela tinha os melhores pais, aceitavam do jeito que ela era, não a obrigavam a participar dos negócios da família e nem faziam pressão para ela escolher algo como medicina ou direito. Santana fez arquitetura, pois sempre amou desenhar, desde pequena seu robe favorito era desenhar casas, apartamentos, parques e piscinas.
— Ei cara, não é aquela a lutadorazinha que te deu uma surra uma vez? (Um homem musculoso falava para o seu parceiro de gangue).
— É aquela vadia mesmo (ele disse olhando para a mulher com ódio) hoje ela vai pagar por todos os seus pecados (ele disse rindo).
Sebastian e Santana estavam almoçando e conversando tranquilamente, conversaram sobre vários assuntos diferentes. Por mais que Santana odiasse admitir, a companhia do garoto era muito boa e ele sempre tinha um jeito de fazê-la rir, mesmo quando ela estava com raiva.
— Você deveria parar de secar o garoto e ir falar com ele (Santana disse colocando uma batata frita na boca).
— Hã? Você está louca? Eu não sou gay Santana (ele disse a fazendo gargalhar e chamar atenção do garoto de quem estava falando).
— Ok e eu não gosto de garotas (ela disse rindo e Sebastian ficou vermelho por causa do garoto que não parava de olhar para a mesa deles).
— Santana para de chamar atenção, ele vai pensar que eu sou gay e vai vim aqui falar comigo e eu não quero ninguém dando em cima de mim (ele disse com raiva).
— Ok princesa, quer dizer, Sebastian. Vamos logo sair daqui, quero ir pra casa (Santana disse já chamando o garçom).
Eles pagaram a conta e foram em direção ao carro quando o garoto ao qual falavam minutos antes veio até eles e os cumprimentaram. Sebastian estava quase explodido de vergonha e ele sabia que a latina ia soltar alguma piada para envergonha-lo ainda mais, se fosse possível. E foi exatamente isso que Santana fez na primeira oportunidade de fazer uma piada gay e Sebastian simplesmente parou de respirar de tão roxo que estava.
— Eu vou indo caminhando, vocês fiquem conversando mais. Bye girls (ela disse saindo).
“Santana não faz isso comigo por favor” Sebastian pensava, mas não tinha nada o que fazer já que a latina já tinha dobrado a esquina o deixando lá.
A morena estava andando tranquila e lembrado de como tinha deixado Sebastian em apuros, quando ouviu gritos vindo de um beco bem próximo a ela. A latina sabia que não era uma boa ideia ir ver o que estava acontecendo, mas algo a puxava para lá. Ela viu cinco pessoas chutando algo ou alguém, ela não conseguia decifrar no momento, pois o que estava sendo chutado estava totalmente encolhido e pequeno demais para ser uma pessoa.
— Isso é para aprender a nunca mais se meter comigo sua vadia lésbica (um homem musculoso gritava e chutava, pelo o que ele havia gritado, uma pessoa).
— Sujo cara, vamos vamos vamos (o outro homem gritou percebendo a presença da latina fazendo eles pararem e correr).
Santana estava completamente assustada com tudo que estava acontecendo e não soube como conseguiu dar alguns passos para chegar perto da pessoa. Era uma mulher, estava de bruços, tinha cabelo loiro e seu corpo estava todo coberto de sangue, ela parecia estar desacordada, a latina começou a virar o corpo da mulher para ver o rosto e levou um grande susto. Era Brittany Pierce, a boxeadora que ela tinha ido assistir a alguns dias atrás, seu rosto estava completamente roxo, porém ainda dava para reconhecê-la. A morena já ia ligar para a ambulância quando uma mão a parou e a fez olhar para baixo.
— Você foi espancada, eu vou chamar uma ambulância não se preocupa (a latina disse tentando a deixar tranquila).
— Não. Sem ambulância (a loira falava tão baixo que a latina só conseguia escutar porque estava com ela nos braços) pega meu celular, no bolso direito do casaco, liga para o Jarvis ele sabe o que fazer (ela disse com suas últimas forças voltando a desmaiar).
Santana ainda estava contrariada com a ideia de não ligar para uma ambulância, mas a loira tinha sido bem específica então resolveu fazer o que ela falou. Ela pegou o celular da loira e procurou Jarvis na lista de contatos, ligou para ele contando o que tinha acontecido e ele deu instruções para ela ficar exatamente onde estava que ele estava indo a pegar.
Passaram poucos minutos até uma limusine ser estacionada na entrada do beco e um homem de terno preto sair.
— Muito obrigado por sua ajuda, mas agora eu cuido dela (o homem falou para a latina e ela supôs que ele seria o tal Jarvis ).
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