— Senhorita (Jarvis chamou assim que viu a loira despertar).

— Ai minha cabeça (Brittany gemeu de dor levando as mãos ao local da dor) onde eu estou?

— Não reconhece mais o próprio quarto senhorita? (O mordomo provocou).

— Com o passar do tempo, sua preocupação com o meu bem estar parece que só diminui e eu odeio quando me chama de senhorita (a loira falou ainda com a mão na cabeça).

Jarvis apenas riu, ele estava preocupado com ela, mas não como se aquilo nunca tivesse acontecido antes. Na verdade, era bem frequente. Brittany tomou um remédio para dor de cabeça que Jarvis havia lhe trago junto com uma bandeja de frutas e assim como um relâmpago, a imagem segundos antes de apagar, voltou a sua mente e ela arregalou os olhos, aquela ação não passou despercebida pelo mordomo que a encarou. A loira sabia exatamente o que aquele olhar significava, não precisaria Jarvis dizer uma palavra pra ela saber que ele só se aquietaria quando descobrisse.

— Eu a vi (Brittany resolveu dizer como um sussurro, mas audível o suficiente para a figura mais velha).

— Quem exatamente senhorita? ( o senhor a encarava)

— Santana Lopez, ela estava lá (aquele nome demorou a sair daqueles lábios finos, justamente pelo estrago que ele causava).

— Tem certeza? Não tenho notícias da Lopez a muito tempo. Você pode apenas ter se confundido devido ao golpe que recebeu (Jarvis respondeu empaticamente a Brittany, ele sabia que os sentimentos pela latina ainda estavam dentro dela, ela só não admitiria isso).

— AI MEU CINTURÃO (a loira gritou, mas logo se arrependeu disso quando uma pontada aguda lhe acertou). Do que está rindo Jarvis? Você sabe que foi o meu pai que ganhou aquele cinturão (ela se importava com o cinturão de verdade, porém o objetivo era distrair Jarvis para ele não fazer mais perguntas).

Lógico que essa tática não adiantou muito, Jarvis conhecia Brittany bem até demais para aquilo fazer efeito. Só que resolveu não voltar ao assunto, ele sabia o quanto a loira tinha sofrido no passado, não queria vê-la assim novamente. Porém, aquele assunto precisava ser esclarecido. E lógico que ele iria investigar isso a fundo.

Um pouco longe dali Santana encontrava-se largada no sofá da sua casa na floresta. Depois do nocaute ela tentou seguir os paramédicos que estavam com Brittany, mas eles a impediram dizendo “não é o momento para fãs”, não restou-lhe alternativa a não ser voltar para casa e acompanhar os noticiários, na esperança que algum dissesse que a loira estava bem. Mas nenhum noticiou nada. Ela deixou o cansaço a alcançar e acabou pegando no sono. Quando acordou ligou a TV e viu que Brittany aparentemente estava bem, de acordo com os jornalistas. Então resolveu limpar a casa, o que demorou bastante tempo. Agora era por volta das 4 PM e ela estava ali, jogada no sofá.

— Eu preciso procurar um emprego (ela falou consigo), mas antes preciso de um banho.

Foi exatamente isso que ela fez, tomou um banho e andou pela cidade, analisando os locais onde poderia trabalhar, ela fez isso até as 6 PM, os locais já estavam fechando então por hoje não havia mais nada que pudesse fazer. Resolveu ir no Cake’s, uma famosa confeitaria em NY onde vendia as melhores sobremesas. Ao chegar no local, percebeu que estava bem vago, só uma mesa ocupada com um homem que estava lendo algo. Resolveu pedir seu bolo favorito, que não comia a anos, Cookies, e foi da uma volta pelo o local. Estava amando a repaginada que deram no estabelecimento, foi quando o homem resolveu fechar o livro e coloca-lo na mesa que Santana conseguiu ver sua face e ela não podia acreditar nos seus olhos. “O destino é mesmo um fdp, com todo respeito ok” foi o que ela pensou antes de se aproximar da mesa ocupada.

—Sabe... (ela deu uma pausa até o homem olhar para o seu rosto) eu não consigo mais olhar para uma torta desde que eu conheci um rapaz que era muito fã de tortas (ela não conseguiu dizer mais nada porque agora aquele homem a agarrava como se ela fosse o tesouro mais precioso do mundo).