Batalha dos Sobrehumanos
14 Torturados.
Notas iniciais
Que saudade de falar com vocês, véi.
Enfim, prontos para continuar a batalha? I.E
Luca Torsh (Anjo do Inverno) P.O.V
Eram muitos, estou mais do que ciente sobre isso.
Muito mais difícil é combatê-los, os Camaleões Guerreiros, porque eles conseguem facilmente se camuflar. Minhas asas estavam manchados de prata, o meu sangue, o mesmo que meu irmão tem. Agora eu estava a 10 metros do chão, com gotas prateadas caíndo do precipício das penas da minhas asas que batiam tão rápido quanto a de um beija-flor. Seguro uma espada com uma lâmina afiada de 50 centímetros, de aço reforçado, corto com ela todos os oponentes no meio.
O mais complicado era lutar sem deixar com que acertassem Violet no meu colo, ainda desacordada.
Então tenho de fazer algo contra minha vontade.
Voo rapidamente para longe do êxtase da luta, entre dois prédios e deixo Violet deitada num tipo de galpão abandonado. No chão, ela respira forte. Atrás de mim há uma trilha ensanguentada, nunca fui tão machucado. Onde estaria Lexi?! Não espero nenhuma ajuda no jogo, mas... bem... ele é meu irmão!
Graças a Deus nenhum oponente havia achado minha Maldição de Aquiles... ainda.
Violet pisca três vezes antes de acordar.
- Anjo da...
- Luca, menina. — sussurro, carinhoso.
Ela sorri.
- Me salvou novamente... O que houve com você?!
- Isso não importa. Você precisa fugir.
- Mas...
Sinto cheiro de lagartos.
- Agora! — levanto, apósto.
Ela se põe de pé também.
- Anjo... Luca, meu anjo, você não precisa lutar sozinho. Eu...
Irritado, grito raivoso:
- VAI AGORA!
Violet arregala os olhos, assustada, com medo.
E foge.
Arfo, arrependido do que fiz.
"Não vou deixar que a machuquem, garota. Nunca." penso e volto para a batalha.
Narrador P.O.V
Katherine abriu os olhos e viu-se em uma cadeira com amarras. De inicio, pensou que era uma brincadeira mais do que idiota, porque ela poderia atravessar aqui, não poderia?
Apelou para seu poder, mas as amarras continuavam firmes em seus pulsos. Se mexeu, debateu-se, porem era tão inutil quanto tentar matar um peixe afogado.
- As amarras são encantadas. — disse uma voz rouca.
Os olhos de Katherine se levantaram, a procura daquela voz. Uma figura negra e encapuzada estava a sua frente, sendo que ela jurava que não estava ali antes.
- Quem é você? -perguntou Katherine.
A figura riu.
- Sou tudo aquilo que você tem medo, menina tola!- respondeu o ser.
- Como?
Kathy percebeu um brilho malicioso por debaixo do capuz negro. E depois um sorriso meio maniaco.
- Você é uma ilusão. — disse, meio temerosa. A figura riu mais uma vez.
- Se é o que você diz, então tudo bem. — murmurou o ser, que bateu duas palmas e sumiu como poeira.
Certo, então Kathie estava presa em um lugar que desconhecia a existencia, mesmo que tentasse, não conseguia ser dali e um ser maniaco havia capturado-a. Tinha como ficar pior?
Tinha, claro que tinha.
Sentiu um puxão em seus cabelos e tentou olhar para trás. Os fios perfeitos estavam presos em um tipo de gancho muito bem preso, que era puxado lentamente por uma corda de metal, presa sabe-se lá onde. Quanto mais a corda era puxada, mais os cabelos delicados eram puxados com força. Uma dor latejante continuava na cabeça de Katherine.
- ME AJUDE! POR FAVOR!- suplicava em gritos. Viu novamente o ser de capuz, que ria.
- Me ajude! — pediu, desesperada.
- Não posso. Sou só uma ilusão, não é mesmo? — perguntou a figura, sarcastica.
Enquanto isso, Andrew ainda está com Mary Jo no colo e Lily está do lado.
Eles não fazem contato visual nem nada.
Demie disse para não nos precuparmos com o sumiço de Katherine no espelho, disse que era um portal. E, assim que sumiu, Ramirez se jogou contra um espelho e sumiu. Nesse momento, segundos depois do seu sumiço, o prédio a frente dos três campeões começa a ruir.
Pedras caem em suas direção.
- Vão! — grita Lily, segurando muitas pedras com seu dom... que falhava.
Andrew aperto Mary Jo contra si e saiu correndo.
- Maldita Mary Jo. — rosna, enquanto segura toda aquela estrutura. — Maldito dom que não funciona. Maldito frio do caramba. Morra o maldito que fez esse jogo imbecil! Ops... droga, nunca falei tanto palavrão assim! Droga, eu não falo mais.... droga, eu falei! Droga é palavrão não é? Afs — ela via dando uns bons passos para trás até soltar tudo e sair correndo.
A estrutura cai toda e em cima de sua perna, por sorte.
Ao longe Andrew grita por seu nome.
- Argh, sai de mim! — resmunga, jogando Mary Jo no chão. — Ela precisa de ajuda e você não vai me impedir, sua Hera em versão egípcia.
- O quê?
- Quero dizer: vaca. — e Andrew sai flutuando.
Mary Jo vanta, deixando o menino correr até a idiota garota da mente.
Algo cai em sua cabeça, mas ela nem percebe.
Então de repente ouve:
Mary... Mary...
Venha, querida menina...
Eu sei que sentes saudades de mim...
Amji... só eu a chamava assim...
Um espelho quebrado estava a seus pés, mas a frente havia outro espelho sinistro que chamava por ela.
Era o rosto de sua mãe refletido, com sua mão assustadoramente estendida em direção a Mary Jo.
- Mãe! — grita e corre para o espelho, que a engole e explode em chamas.
Mary Jo se viu em um negro sem qualquer fresta de luz. Era só a escuridão, como se ela tivesse morrido e...
- Não seja tola, Amji. Abras os olhos, minha filha. — disse a mesma voz doce, mas um tanto quanto zangada pela filha não ter pensado direito. Balançou a cabeça em negatividade.
Jô abriu os olhos e deu um gritinho ao ver a imagem da mãe.
- Mamãe!- disse alegremente, se levantando do chão.
A mulher estava da mesma forma que ela sempre sonhou que era. Mas com um vestido branco que tremezulia. A mãe estendeu os braços para a filha, como se prometesse proteção para sua pequena Amji.
Mary também abriu os braços e correu para mãe, pensando que poderia sentir seu calor, o amor materno, o cheiro adocicado da mãe...
Mas tudo desmoronou. Quando as mãos de Mary estava prestes a tocar a da mãe, um tipo de vidro surgiu ali, do nada. Era gelado. Muito gelado. Mais gelado do que a neve. Os olhos da mulher escureceram-se e a mesma começou a chorar.
- Como não podes vir a ver tua mãe, Mariana Joanne! — disse a mulher, que se interrompeu em vários soluços agonizantes.
- Não mamãe! Eu não fiz nada disso! Juro! — dizia a garota, que batia inutilmente os braços contra o vidro que, a cada toque, abaixava ainda mais a temperatura.
A mulher chorava enquanto segurava a barriga, como se estivesse ninando alguma coisa.
- Amji, Amji, Amji, Amji... — suplicava a mulher, que não conseguia parar de chorar.
- Não mãe, por favor. Estou aqui. Olhe para mim. MÃE, OLHE PARA MIM! — gritava, com as lagrimas se formando em seus olhos infantis.
Caiu ao chão e olhou para seus braços. Estavam roxos e muito gelados. Tinha sido queimado pelo gelo do vidro.
A garota ergueu os olhos.
- Mãe? — chamou, mas não tinha mais nada ali. Ela estava sozinha.
Piscou por várias vezes e então estava em uma cama, que a prendia, evitando qualquer movimento. Uma luz ofuscante queimava-lhe os olhos.
Ouviu um barulho e então a luz ficou mais fraca. Um sorriso disse olá para ela.
- Quem és tu? — perguntou, lembrando-se de um filme infantil.
A luz ficou um pouco mais escura e ela pode ver o rosto. Era alguém que ela só podia presumir ser 'doutor'. Ele tinha uma aparencia velha e cansada, mas um sorriso torto nos lábios. Os olhos estavam cheios de bolsas de cansaço. Vesti as mesmas roupas que um cirurgião.
- Só estou aqui para te ajudar. — disse o velho.
- Me ajudar? — perguntou ela.
- Sim.
- Mas por que?
- Por que você sofre pela sua mãe ter morrido antes de você a ver, de verdade.
Lagrimas pequenas sairam dos olhos dela. Ele as enxugou.
- Sh... sh... Não chore. Guarde isso para o momento apropriado. — disse ele, amavelmente.
Sumiu de vista e ela se perguntou o porque estava presa. Quando voltou, tinha um bisturi em suas mãos.
- O que vai fazer com isso? — perguntou ela, assustada.
- Não vai doer, criança. — respondeu ele. Abriu a camiseta da garota e começou a cortar, lentamente, o tronco da garota. Ela berrava sem parar.
Quando Andrew chega nos destroços, vê Lily tentando tirar a perna de uma parte da estrutura caída sobre. Seu corpo e o rosto estava todo cortado, sangrava. Sue corpo demorava para se recuperar.
- Lyliam! — grita, correndo até ela.
Ela o olha, surpresa.
- O que faz aqui?!
- Não me mande embora, garota. Preciso te tirar daqui.
Andrew toca na estrutura e usa a força que adquire para tirá-la de lá.
Sua perna parecia quebrada.
- Não vou a deixar mais sozinha. — murmura, abraçando-a pelas costas.
- Mas e a Mary Jo...
- Dane-se ela.
- Mas...
- Cale-se — e a beija.
(http://www.youtube.com/watch?v=TgnShZupnyc&feature=fvwrel)
- André, Adão, boa Kevin. — murmura Demie de longe. — Vou ajudar um pouco.
De repente folhas de outono caem sobre eles, árvores com folhas avermelhadas surgem do nada ao lado deles sobre o lago que surge.
Lily P.O.V
Meu Deus, eu o beijei! Ah, que lindo!
Assim que nos afastamos, ele me observa.
- Não! — reluto, tornando beijá-lo.
Sinto folhas caírem sobre nós, mas não me pergunto de onde elas vêm.
Abro os olhos num momento e vejo de repente que estámos dentro de um lago. Como? Não posso explicar, não quero explicar. Agarro no cabelo dele, sempre tive vontade de fazer isso. Empurro-o aos poucos e entramos na água. Não respiro direito, mas não importa. Nada mais importa. Bolhas saem por toda parte e me sinto contagiada pela alegria em que elas vão para a superfície. Minhas pele esquenta com o êxtase da situação, meu estômago aprisiona borboletas e lágrimas há muito tempo em cárcere saem atona — felizes. Alguma coisa se desconecta de mim e então estou desligada, não tenho ciencia de meus atos. Então isso que é um beijo quando se ama alguém? Algo que te desarma e você gosta da sensação de estar rendida, tomada, arrebatada, surpreendida, de mãos atadas.
Em um momento voltamos para tomar ar. Dou de cara com seu cabelo molhado, todo repicado, espalhado sobre os olhos verde claro. Sua boca rosada agora estava vermelha, tenho certeza de que a minha também.
Andrew roça seu polegar na minha bochecha e depois vai para meus olhos, onde tira um cílios solto.
- Tem um outro... — murmura baixinho, inclinando-se para mais perto do meu olhos. Penso que vai tirar outro, mas beija sobre meus olhos e faz uma trilha pequena até minha boca.
"Garoto idiota." penso, rindo por dentro.
Sete segundos depois se afasta, corado.
"O Beijo é um delicioso truque que a natureza criou para interromper
a fala quando as palavras tornam-se supérfulas..."
(Rafael)
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