Batalha dos Sobrehumanos
5 Classificação
Notas iniciais
Bejus, Vene
Ps: Não coloquem em suas fichas, por favor, filha de Zeus ou sei lá de que outro deus. Como eu já disse, é BASEADO. Isso não é Percy Jackson, desculpe a indelicadeza. Só não gosto de pedir para os participantes refazer suas fichas.
Andrew P.O.V.
A fumaça roxa estava por toda a arena. Era quase impossível enchergar.
Assim que explodiu a bomba, eu e os outros campeões corremos para a plateia... mas não era simples pessoas. Assim que subi o pequeno muro que nos separava da plateia, mãos tentaram me agarrar. Meus pés, minhas pernas, mãos e braços. Pedi para que parassem, mas me surpreendi ao olhar em seus olhos — eles pareciam usar uma máscara, que parecia uma fumaça preta comprimida. Pude ver através, seus reais rostos assustados e confusos. Crianças, dultos e idosos. Suas cinturas, presas a cadeira.
Odeiei o Porta-Voz, o respondável por tudo aquilo.
Graças a Deus eu tinha meus poderes, pude absorver a fumaça verde e passei por entre eles sem nenhuma intervenção.
Nesse meio tempo, enquanto procurava, vi a mesma garota do refeitório... que mais parecia uma sala de espera, principalmente por não darem comida — meu estômago roncava, adoraria poder transformar os pingentes em rosquinhas com cobertura açucarada! Mas, voltando ao assunto, eu a vi.
Lyliam parecia confusa, parecia sentir uma certa urgência de olhar para os olhos de todas as pessoas ali. Seu cabelo castanho serpenteavam com a rapidez que se movimentava, seus olhos verdes trabalhavam a todo vapor — pelo jeito ela podia controlar as pessoas com o olhar. Facinante!
Eu fiquei tão interessando nela que acabei me desconcentrando e assumindo minha forma normal, pele, carne e osso. Antes que eu pudesse me dar conta, fui inundado por mãos e corpos.
Não consegui raciocinar, esqueci do que podia fazer, esqueci dos meus poderes.
Lyliam P.O.V
Num momento o garoto me olhava e no outro estava sendo inundado por pessoas. Eu não podia deixá-lo ali, mesmo sendo uma competição. Lá em cima, entre duas pessoas de vermelho, encontrei meu pingente. Brilhava um medalhão prateado redondo, com o desenho de um ombro no centro dele.
Qual dos dois?
Olhei para o garoto, sofrendo para sair entre as pessoas. O que havia com ele? Ia tão bem como fumaça verde... Tudo bem!
Me concentrei nas roupas das pessoas em volta dele e movimentei minha mão para cima, fazendo essas pessoas voarem para longe.
Assim que ele percebeu que estava vivo e bem, olhou-me, aturdido.
Narrador P.O.V
Andrew a observou, aturdido.
As pessoas que voaram de sua volta caíram no chão da arena, se contorciam de dor.
- Hei, você! — gritou Andrew, tornando-se fumaça e voando até o palanque. — Me recuso a participar dessa competição!
- O quê?! — rosnou o Porta-Voz.
- Isso mesmo que ouviu! Está machucando essas pessoas! Isso é... desprezível!
Vendo a discução do Porta-Voz com o participante, Ramirez, Lily, Sarieli e Ephaetos voltaram ao centro da arena, observando.
Os telespectadores que assistiam estavam assustados com a ousadia dos campeões.
- Me recuso! — replicou Andrew.
Lily também interviu.
- Eu concordo! — gritou.
- Eu também! — gritou Sarieli.
Ramirez só observava, analisava a situação.
- Vocês são uns idiotas. — resmundou Ephaetos, se transformando num tigre cinzento e voltando para a multidão, procurando seu pingente, machucando gente.
- Voltem ao jogo! — rosnou o Porta-Voz. — Então é assim, seus inuteizinhos... quero dizer, campeões? Tudo bem, então. Portus! — chamou. Dois homens gigantes de capa preta se aproximaram.
- Nos chamamos Vhegan.
- Portus, Vhegan, tudo a mesma coisa. Abram as outras entradas!
- Mas, senhor, as outras rodadas...
- Essa vai ser a única rodada. — assim ambos gigantes apertaram um botão vermelho nos seus braços.
No chão abriram-se três buracos no chão e deles sairam três mulheres, uma em cada orifício.
Primeiro uma garota de 16 anos, cabelos castanhos, olhos verdes, 1,5 metro, com o uniforme de Catastrítio azul petróleo e botas plataforma.
- Isadora Fonseca Sant'Anna, bem-vinda!
Em segundo lugar uma menina de cabelos longos, lisos e escuros. Olhos avermelhados, corpo Curvilineo e um pouco alta. 16 anos. Ela sorria.
- Jasmine Anne Viollet, bevenue!
E, por último, uma loira, de olhos cinzentos, pele branca, feições infantis e simpaticas. Parecia um anjo, mas sorria de um modo sarcástico e observava a todos de um modo calculista.
- E Mariana Joanne Thibault!
- Se fala "Tibô", não "Tibauti"! — rosnou ao Porta-Voz, que revirou os olhos.
- O objetivo do jogo é outro para vocês, minhas queridas três campiãs! Quero morte! Um terá de impedir o outro de pegar o pingente, machuque a quem precisar!
Sem nem ao menos piscar, Marry Jo avançou em direção ao Sirieli. Os dois começaram a batalhar, ela usava uma espada de 30cm. Sirieli alongou suas unhas e seu cabelo a 50cm, usando seu poder Prehensilia. Marry Jo era muito rápida, ele escapava dela com dificuldade e raramente acertava ela com suas garras ou cabelo afiado.
Andrew, vendo que de nada adiantou, voou como fumaça para o topo da arena — onde viu um pingente em forma de uma medalha arredondada prateada brilhar, com o desenho de seu pulso.
Lily logo alcançou seu pingente, mas alguém puxara seu pé — a tal da Sant'Anna. Ela apontou o dedo para ela e algo brilhante saiu dele, um raio. Graças a Deus Lily rapidamente desviou, chutou o rosto dela e tendou fugir. Correu, correu, correu, chegava perto do palanque quando um vento muito forte a puxava para trás. Sant'Anna estava de pé novamente, furiosa, com as mãos estendidas em direção a ela. Lily se segurou na borda do palanque com um dedo, tentando subir com a outra mão.
Andrew, vendo sua salvadora em apuros, desceu como fumaça e empurrou com suas mãos sólidas Sant'Anna do local onde estava, caindo de costas no chão da arena.
Viollet, vendo Marry Jo tendo dificuldades com Sirieli — que havia enrolado os braços dela com seu cabelo afiado, pulou nas costas do homem grego e cravou seus caninos no seu ombro. Sirieli então voltou a forma normal, caindo no chão, sangrando demais só pelos dois furinhos.
- Agradeço, Amadora. — agradeceu Marry Jo, sorrindo de um modo falso. — Se ficarmos no mesmo grupo, te protejo.
Viollet sorriu também, sem graça.
- O mesmo para você. — riu.
Então, sem ninguém perceber, Ramirez subiu no palanque antes que Lily e entregou ao Porta-Voz seu pingente com o desenho de um pescoço.
- Toma essa coisa idiota. — e cuspiu no chão. — Seu bruto. Quero ganhar, mas não vou passar por cima dos outros desse jeito. Não tenho sangue de barata.
Em seguida veio Lily, que jogou o pingente com o desenho de seu ombro no Porta.Voz.
- Idiota. Tenho certeza de que conseguiu o ódio de todos os países. — rosnou.
Logo veio Andrew, ponto sua mão sobre o ombro de Lily e jogando também o pingente, com o desenho do seu pulso esquerdo.
- Idem.
Sarieli estava morto.
Ephanos deu um salto no palanque, com o pingente na sua boca de tigre. Antes que entregasse seu pingente, já em forma humana, alguém crava um Raio em suas costas.
- Ops, foi mal! — e jogou Ephanos para o chão da arena, que se ao cair espalhou sangue pela areia. — Desculpe, estou irritada.
Logo Marry Jo e Viollet subiu no balanque, sorridentes.
O Porta-Voz suspirou.
- Ok. — rosnou. — Vamos logo com isso.
Então uma plataforma de pedra se materializou a poucos metros do palanque, na mesma altura. As pessoas da plateia sumiram, só restaram luvas brancas no lugar.
- Classificação! — gritou. — Será...
Espartanos: Marry Jo!... Viollet!...
Suiça: Andrew!... Sant'Anna!...
Resistência: Lyliam!... Ramirez!...
- Quando forem para a Cúpula de Nova Guine, outros participantes apareceram para completar o grupo ao decorrer do jogo. Agora, Portus, levem esses campeões para os aviões vendados e joguem-os cada um em uma parte. Sul, Norte e Centro. Já!
Antes que qualquer campeão pudesse fazer alguma coisa, os Portus — os Vhegan — atiraram dardos envenenados em seus pescoços. Na hora todos desmaiaram.
Homens e mais homens entraram, vendaram os capeões, jogaram-os num saco preto grande e saíram com eles por uma porta que apareceu de repente — na verdade, obra de Lexi Roiz.
- Sacos pretos... o Porta-Voz está ficando louco. — reclamou Roiz, na Cabine de Controle. — Calma, minha felina. Vou cuidar de você... e das minhas queridas Lyliam e Viollet também. Não fiquem com ciumes, meninas. Tem Lexi Roiz para todas! — e riu consigo mesmo. — Que mania eu tenho de fazer um quadrado amoroso... rá, gostei desse termo. Por quê não um polígono?
Um dos seus companheiros de trabalho de aproximou.
- Como está lá?
- O Porta-Voz está louco. Aliás, onde estão as fichas das campeãs... das garotas...
- Roiz... — alertou-o.
- Sei o que estou fazendo, Catter.
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