Batalha Real

69 Perco alguns amigos


Notas iniciais
GURIZADA! quanto tempo! Ah, eu estava com saudades de vocês! Agora deixem que eu explique o motivo da minha demora... Minha bela cachorrinha (que não é pequena) pulou em cima da mesa e derrubou o notebook no chão, ou seja, o coitado quebrou, eu só tinha o meu celular pra acessar a internet e convenhamos que meus capítulos são grandes demais pra serem escritos naquele tecladinho do capeta do celular, certo? Pronto, espero estar perdoada :) Sei que vocês quase comeram meu fígado quando matei o Travis, então prevejo que vocês tentem me matar depois desse capítulo, enfim, amo vocês, boa leitura :P

A sorte de um semideus não dura muito tempo, salvei a vida de Victor e Jessie, mas isso não era tudo.

–NICO! – ouvi uma voz rouca me gritar, procurei e vi Clarisse quase sendo esmagada com o pé de um gigante em cima dela.

A lança dela estava longe, ela estava desarmada. Corri até ela e enfiei minha espada na perna do gigante, então um vulto preto enorme passou e levou o monstro pra longe, era a Sra. O’Leary. Caí por cima de Clarisse e ela me abraçou bem forte, choramingando e eu a beijei.

–Vamos morrer! – ela sussurrou no meu ouvido e eu a olhei nos olhos.

–Não vamos, vai dar tudo certo! – tentei soar confiante e acho que funcionou, ela deu um meio sorriso e me beijou de novo.

Nos levantamos e fomos atacados novamente, fiquei na frente de Clarisse pra protegê-la, mas alguém recebeu a flechada que era pra mim. Vi um garoto cair no chão, me aproximei e vi melhor.

–JOHN! – Clarisse gritou e se aproximou dele. – John, por favor reaja!

–Ei cara, por que você fez isso? – perguntei e senti a vida dele se esvaindo.

–Quero que a Clarisse seja feliz e só você consegue fazer isso, cuida dela, ok? – ele suspirou e eu assenti.

–John, você não vai morrer! – Clarisse falou e buscou nos bolsos um pedaço amassado de ambrósia, mas eu sabia que aquilo não ia funcionar, quando a morte chega, não há remédio que a evite.

–Clarisse.. – peguei no braço dela e ela começou a chorar.

John sorriu ao me ver abraçado nela e depois suspirou e fechou os olhos, assim perdemos mais um campista.

Clarisse não aceitava a morte de John, ainda mais depois de resolverem o passado deles, eu fiz amizade com ele e tudo mais, mas ele morreu como herói, se sacrificou em batalha pra salvar a mim e a Clarisse. Ainda estou chateado, aquela flecha era pra ter me acertado e eu ficaria com um sério problema no braço esquerdo, mas nada tão importante quanto a vida de um amigo.

–John... – Clarisse soluçou já com os olhos vermelhos de tanto chorar.

–Clarisse, ele não vai voltar... – falei calmo enquanto ela escondia o rosto m minha camisa. – Ele está no Elísio meu amor, está bem.

Depois que ela se acalmou, respirou fundo e brandiu sua lança elétrica, ela agora estava com raiva, gritou e correu pra perto dos campistas romanos e lá estava Frank, liderando os ataques.

Me abaixei e toquei na testa de John, murmurei algumas palavras e logo o corpo dele se desfez em uma brisa.

~Reyna Says~

Ao chegarmos na batalha, todos os romanos seguiram as ordens de Frank e se separaram em grupos. Gostei de ver os gregos por ali, por mais que o cenário não fosse lá muito legal de se ver. Muito sangue, muitos corpos no chão, alguns com a camisa laranja do acampamento meio-sangue. Montei em Cipião e observei a luta, fui pro ponto onde mais precisava de ajuda.

–Filha de Belona, vai ser um ótimo churrasco! – Um gigante falou e eu o reconheci de batalha anteriores.

–Encélado, quanto tempo! – ergui minha espada e ataquei.

De repente ouvi o que parecia ser um monte de cavalos correndo, quando os achei, vi que eram centauros com perucas, camisas coloridas e tudo que se usa em uma festa bem louca. O centauro que parecia liderar, usava uma camisa onde se lia “Pôneis de Festa – Texas” e quando me direcionei ao seu rosto, suspirei.

–Quíron! – gritei e ataquei as pernas do gigante já que ele estava distraído.

–Oi querida! – Quíron sorriu e deu as ordens aos outros centauros.

Encélado trouxe os nascidos da Terra junto com ele, Hazel tratou de acabar com eles enquanto eu lutava contra o gigante.

Minha espada foi parar longe de mim quando os espíritos da tempestade atacaram, eu estava vulnerável agora, mas não ia deixar que Encélado me vencesse.

Os pôneis de festa começaram a atacar o gigante com tiros de paintball, o que obviamente não matava, mas servia pra deixar o gigante com raiva. Foi então que ele pegou Quíron como se fosse um brinquedo e o levou pra perto dos lábios.

–Ninguém mexe com o meu centauro! – Esse “meu” soou mais forte do que deveria, mas serviu pra chama a atenção de Encélado.

O ataquei com um pedaço de madeira e perto do meu pé, vi uma espada de bronze celestial, arma dos gregos. Sem parar de atacar o gigante, fiz um movimento com os pés e joguei a espada pra cima, a peguei com a mão direita e cravei num ponto do corpo do gigante onde sua armadura estava corroída. O gigante explodiu e Quíron caiu no chão, me aproximei dele pra ver se estava tudo bem.

–Você é perigosa! – ele sorriu e se levantou, os pôneis de festa começaram a zoar com “Cara, ela é mais durona que você!”, “Quíron, como ganhou uma dessa?”, “Ela por acaso tem uma irmã?”. – Desculpe, eles são meio sem noção.

–Tudo bem. – sorri e suspirei, eu estava com saudades dele. – E sim, tenho uma irmã, mas creio que você não gostariam de conhecer Hylla.

Acho que ele ia falar alguma coisa, mas só deu tempo dele emitir um “Ah...” e eu o beijei, os outros centauros fizeram uma farra, mas eu me preocupei mais no beijo, aquele poderia ser o último e eu queria que fosse o melhor.

–Reyna... – Quíron suspirou ofegante e sorriu, eu o abracei e sussurrei em seu ouvido.

–Estou com saudades... – falei e depois o beijei de novo, sabia que não tinha muitas chances de voltar com vida ao acampamento Júpiter, então aproveitei o momento. – Eu te amo!

Quase fomos atacados por um bastão cheio de cacos de vidro, mas desviei e puxei Quíron a tempo. Tínhamos que nos separar e lutar, quando eu ia me afastar, ele puxou meu braço, me roubou um beijo e sorriu.

–Eu também te amo! – ele falou e eu me enchi de felicidade.

~Annabeth Says~

Tentar acalmar um filho de Poseidon não é uma tarefa fácil, mas eu sou “percystente”, ta bom, essa piada ficou melhor na minha imaginação, melhor deixar as piadas pro Leo.

–Percy! – chamei enquanto lutávamos de costas um pro outro.

–O que foi? – ele perguntou nervoso.

–Vai ficar com raiva até quando? – perguntei e fui empurrada contra o corpo de Percy.

Os monstros explodiram e Percy caiu comigo em cima dele, ele virou e eu fitei seus belos olhos verdes. Aqueles olhos me deixavam em transe, completamente perdida, ele me olhou nos olhos e eu desci o olhar direto pra sua boca, mordi o meu lábio e Percy pôs as mãos nas minhas costas e suspirou, dei um meio sorrido e o beijei.

Tudo bem, podem me bater, eu sei que deveria estar lutando pra salvar o mundo, mas eu não tenho culpa de ter um marido tão perfeitamente sexy.

–Ei, esse não é um bom momento pra fazerem um irmão pro Logan! – Me surpreendi ao olhar pra cima e ver Teresa ali de pé com sua armadura completa e espada em punho. Me levantei junto com Percy e ele sorriu pra mim, ou seja, não estava mais com raiva.

–Vocês filhas de Atena são bem teimosas! – Percy sorriu pra Teresa.

–Vim vingar a morte de Travis em nome do nosso filho! – ela falou cheio de determinação.

Teresa viu um monstro que carregava no bastão um colar dourado, ela tremeu de raiva e correu até o monstro, aquele colar era de Travis e provavelmente aquele era o monstro que o havia matado.

Estava escurecendo, não digo que a noite estava chegando, mas o céu estava mais cinza, uma tempestade estava chegando.

~Victor Says~

Jessie e eu estávamos no saguão do Empire State com meus irmãos cuidando de nós, eu já estava conseguindo mexer o braço graças ao néctar e a ambrósia.

–O que aconteceu com ela? – Uma garota surpreendentemente idêntica a Annabeth perguntou.

–Um monstro a atacou na cabeça com um bastão envenenado. – falei. – Mas ela está bem agora, só está desmaiada.

–Nossa, que bom. – ela suspirou e eu a vi tremeluzir, mas concluí que era fruto do meu cansaço.

–Sim, mas e contigo o que houve? Quem é você? – perguntei.

–Acidentalmente cortei meu pulso na batalha, eu teria morrido se Percy não tivesse me salvado, ah meu nome é Alexandra, mas pode me chamar de Alex.

–Prazer, sou Victor, filho de Apolo. – falei e vi que ela carregava um pingente de foice na pulseira, acho que ela percebeu que eu estava olhando aquilo, ela tirou e jogou bem longe, depois deu um sorriso.

O saguão ficou agitado quando vi Jason e Piper entrando com Leo desmaiado, completamente chamuscado e com algumas feridas feias pelo corpo, Piper estava chorando e Jason estava bem nervoso, eles o deitaram num sofá ao lado do que eu estava e rapidamente arrumaram um pano úmido pra limpar seus ferimentos.

–O que aconteceu com o Leo? – perguntei assustado com os ferimentos no rosto dele.

–Quebrou as pernas, o braço esquerdo e algumas costelas, tomou néctar demais e acabou causando uma explosão! – Piper contou trêmula.

Ah, então ele tinha causado a tal explosão por conta do néctar, todos nós sabíamos que ambrósia e néctar podiam curar semideuses, mas em grande quantidade poderia nos matar, acho que Leo não deve ter se lembrado disso.

~Percy Says~

Minha mente estava em completa confusão, vi muitos amigos morrendo de formas horríveis, vi Leo explodindo e depois Piper e Jason levando o corpo dele pro Empire State, vi minha irmã inconsciente no chão, vi muita coisa que eu não deveria ter visto, mas continuei lutando.

Annabeth continuava próxima de mim, já que ela estava ali eu não ia deixar que ela se machucasse, ia ficar sob minha visão a todo instante. Vi Teresa lutando contra o tal monstro que matou o Travis, ela estava se saindo muito bem, mas não contávamos com uma coisa: ele era venenoso. Assim que Teresa cravou sua espada na barriga no monstro ele esguichou veneno nela, ela caiu e eu fui correndo pra perto dela pra ajudar, tirei parte da armadura dela pra ajudá-la a respirar melhor. Annabeth pegou o néctar na bolsa, mas eu sabia que não daria jeito, Teresa estava empapada de tanto veneno, haviam litros ali, os olhos cinzas dela estava perdendo o brilho, ela olhou pro céu e sorriu.

–Travis... — ela sussurrou e pôs a mão sobre a barriga — Vou ver o Travis.

–Teresa... — Annabeth soluçou e abraçou a irmã, soprou o rosto dela e derramou o néctar na boca dela. — Você não vai embora, não vai me deixar!

Não consegui dizer nada diante dessa cena, encostei a cabeça de Teresa em meu peito e pus a mão sobre a mão dela na barriga, ela chorou um pouco junto com Annabeth, segurou o dedo com a aliança. A deixei deitada no chão e simplesmente se desfez em névoa. Abracei Annabeth, ela estava soluçando e agarrou minha camisa com força.

–Tudo bem meu amor, ela está com o Travis agora, eles estão bem! — falei e sequei as lágrimas dela, ela me beijou e nos levantamos

Olhei ao redor e juro que vi um rosto em meio a tanta confusão, fiquei completamente nervoso ao ver aquele rosto, era Ares.

–O que quer aqui? — perguntei com raiva e já peguei minha espada. — Veio pra ajudar ou só pra atrapalhar como você sempre faz? Está feliz com essa guerra? Está feliz com essas mortes?

Se não fosse por Annabeth, eu teria ido pra cima de Ares e teria acabado com ele, mas minha esposa me segurou e o deus da guerra grunhiu.

–Segure sua língua rapaz, ou algo ruim pode acontecer contigo! — o deus falou com um olhar irônico. — Só vim pra ajudar, afinal de contas o meu lar está em perigo, Afrodite está em perigo!

~Poseidon Says~

A batalha no fundo do mar estava ficando cada vez mais complicada, eu estava perdendo, mas não podia me dar ao luxo de desistir. Atena estava lá em cima em Nova York defendendo o Olimpo enquanto alguns deuses estavam na batalha junto com os semideuses, eu sabia que Percy estava bem, um pouco abalado talvez, mas vivo. Jessie estava desacordada, mas fora de perigo, o que era claramente uma ótima notícia a ser recebida em meio a guerra. Eu estava sendo chamado no Olimpo, ou seja, só ia dar uma suavizada nas coisas no mar e depois partiria pra lá pra poder ajudar meus irmãos.

~Piper Says~

Graças aos deuses eu tinha aprendido a lidar melhor com o meu charme e estava conseguindo uma grande vantagem pra nós. Só que desde que Leo foi pra enfermaria naquele estado, eu não tenho conseguido me concentrar muito bem, tudo bem que lá ele está sendo cuidado e tudo mais, mas eu me preocupo demais com ele, ele é o meu melhor amigo, é um irmão! Enfim, isso só serviu pra mexer ainda mais com minha cabeça, eu tinha que contar uma coisa a Jason, mas não estava tendo oportunidades pra falar em meio a essa batalha idiota, com esses monstros idiotas, com esses titãs idiotas querendo acabar com nossas vidas de novo!

–Piper! Abaixe! – Jason gritou e eu abaixei na hora em que uma lança passou, era pra ter acertado meu pescoço e arrancado minha cabeça, mas ainda bem que isso não aconteceu.

–Jason, preciso te contar uma coisa! – consegui falar, bem, se era pra eu morrer nessa batalha (e eu tinha quase certeza de que isso ia acontecer), pelo menos quero esclarecer as coisas com meu namorado antes disso, certo?

–O que foi? – ele começou a voar e a atacar alguns monstros e telquines que estavam adiante.

–É que... bem, o que você acha que família? – Piper, sua idiota, não é hora de conversar sobre isso! Ah, desviei de um ataque de espada e rolei no chão a tempo de cravar a minha adaga nos sapatos de um monstro, ele se desintegrou e eu fiquei toda suja de pó de monstro.

–Eu acho bom, mas não é uma hora muito adequada pra conversarmos sobre isso, não acha? – ele me olhou lá de cima e sorriu pra mim, ok, não posso mais esconder esse segredo.

–Jason, eu to grávida. – falei e soltei um grito de susto ao sentir uma mão nas minhas costas. – Hazel! Não faça mais isso!

–Desculpe Pips. – ela estava com lágrimas nos olhos e me olhava atenciosamente. – Cadê o Leo? Ele está... ?

–O Leo está no saguão do Empire State, ele não está morto, mas quando o deixamos lá ele tinha poucas chances, não sabemos se ele melhorou, tivemos que voltar! – falei e ela chorou um pouco, respirou fundo e se virou pro prédio.

–Piper... – Jason suspirou e ficou me olhando completamente paralisado, oh deuses, ele estava em choque.

~Jessie Says~

Minha cabeça estava confusa, eu não sabia muito bem o que estava acontecendo, mas tentei me concentrar em acordar de um sonho, sem sucesso, é claro.

Zeus estava discutindo com meu pai, eles estavam com suas respectivas armas, o raio mestre e o tridente.

–Acontece que alguém tem que morrer e se depender de mim, vai ser um de seus filhos, de preferência a garota. – Zeus se sentou com se já tivesse decidido. Com assim ele queria me matar? Acho que o senhor dos céus está querendo uma intriga com a filha do deus dos mares, só pode! Hera não deve estar comparecendo e ele ta ficando nervosinho!

–Eu só tenho o Percy e a Jessie! Quer tirar um de mim? – Poseidon perguntou erguendo a sobrancelha e encarando o irmão. – Não faz muito tempo desde que você implorou pra que Atena e eu voltássemos pro Olimpo porque as coisas estavam difíceis, se eu quiser posso sair a qualquer momento daqui, eu tenho o meu próprio reino pra cuidar, não preciso disso aqui! E não vou abrir mão de um filho meu pra te satisfazer! – Meu pai respirou fundo, aparentemente pra controlar a vontade de dar uns tapas na cara de Zeus.

–Você não tem que escolher, eu já decidi! – Zeus se levantou e eu vi Hera se aproximando. – A Jessie já está indisponível pra batalha, era pra ter morrido, mas aquele filho de Hades a salvou, basta eu estalar os dedos e ela...

–NÃO! – Poseidon atingiu Zeus no peito com o tridente, eu quis ajuda-lo, mas era só um sonho, não posso interferir. – Mate um de seus filhos, me mate se quiser, mas não ouse tocar na Jessie, entendeu?

–PAREM! – Hera gritou e se colocou entre os dois. – Nenhum semideus tem que morrer! E vocês dois ao invés de brigar deveriam se unir pra ajudar seus filhos naquela atalha!

–Quer matar a Jessie? Ótimo! Mas lute contra ela, dê a ela uma chance de lutar e se defender, eu garanto que ela vai te dar uma surra, meus filhos são poderosos o suficiente pra duelar contra um deus idiota! – Nesse momento eu quis abraçar meu pai e dar um grito, era exatamente assim que eu estava me sentindo, pronta pra desfigurar a cara do rei dos olimpianos!

O meu sonho foi se dissolvendo, eu abri os olhos e me vi no saguão do Empire State, Victor estava do meu lado conversando com Annabeth... espera, não era a Annabeth! Ah, eu devo estar tonta. Do meu outro lado estava Leo, com as roupas completamente queimadas e com ferimentos horríveis no corpo, inclusive no rosto, me sentei no sofá onde eu estava deitada e suspirei, acho que devo ter levantado rápido demais, pois fiquei tonta, mas mantive a força, eu tinha que me recuperar, tinha uma batalha lá fora pra enfrentar, não podia me dar ao luxo de bancar a donzela em perigo e ficar ali deitada o dia inteiro, sou filha de Poseidon, não uma Barbie!

~Hazel Says~

Assim que entrei no prédio, vi Leo deitado sobre uma maca improvisada, alguns semideuses que estavam em volta, não estavam fazendo absolutamente nada pra ajuda-lo, ele estava horrível, o rosto dele estava irreconhecível por conta dos ferimentos. Me aproximei chorando e peguei na mão dele, senti alguns ossos quebrados ao tocar em sua pele, pelo menos pude sentir o pulso dele, ele estava vivo! Tirei alguns fios do cabelo dele que estavam nas feridas do rosto, minhas lágrimas estavam caindo sobre o rosto dele, acariciei seu rosto, sem ligar pro fato de minhas mãos se sujarem com seu sangue. A respiração dele estava fraca demais, ele não ia aguentar muito tempo.

–Ei! Alguém dê néctar e ambrósia pra ele, por favor! – pedi, mas um filho de Apolo se aproximou e pôs um pano úmido na testa de Leo.

–Hazel, o Leo foi jogado pra longe, quebrou as pernas, um braço e algumas costelas, resolveu tomar néctar, mas exagerou na dose e por pouco ele não morreu, mas causou uma explosão, onde o principal ferido foi ele mesmo, se dermos mais alguma comida divina a ele, ele pode não resistir mesmo, então temos que esperar ele se recuperar sozinho. – ele disse e eu percebi que ainda segurava a mão de Leo.

–Leo, por favor... – solucei e deixei as lágrimas caírem sobre o rosto dele. – Não me deixe, não nos deixe... Precisamos de você, a Bianca precisa de você, os gêmeos...

Não consegui dizer mais nada, simplesmente me entreguei ao choro ali de mãos dadas com Leo quase morto na minha frente.

“Querida, o amor pode curar tudo!” Disse uma voz na minha cabeça, eu pude reconhecer como a voz de Afrodite, mas o que ela quis dizer com isso? Minha cabeça estava latejando de preocupação, eu não sabia mais o que esperar dessa batalha, perdi muito amigos romanos, vi corpos de amigos gregos no chão e agora o Leo...

“Hazel, faça o que deve ser feito, ninguém está prestando atenção em vocês! Salve a vida de Leo Valdez, beije-o!”

Olhei ao redor e realmente ninguém estava prestando atenção em mim ou em Leo, por um momento eu pensei nisso, mas eu não posso fazer isso, tenho o Frank, somos casados! Se bem que a vida de Leo estava em risco, como filha de Plutão, eu posso sentir quando alguém próximo está perto da morte, meu dom não é tão forte quanto o de Nico, mas mesmo assim eu consegui sentir o fio da vida de Leo e esvaindo aos poucos, eu não posso deixar isso acontecer, eu posso salvá-lo...

A decisão final veio quando eu senti o único fiapo de vida de Leo se partindo, o que ele tinha agora? Talvez mais 5 segundos de vida.

–Não! Você não vai morrer! – falei, me debrucei sobre o rosto dele e no momento em que nossos lábios se tocaram, senti que Leo estava morto. Lembrei de Sammy, e de quando conheci Leo, lembrei dos momentos em que estive com ele, o time Leo, o Argo II, tudo isso. Pus as mãos no rosto dele e pus mais paixão naquele simples toque de lábios, eu queria ele de volta, não pra ficar comigo é claro, a família dele está praticamente pronta, só não quero que ele morra quando eu tenho uma possibilidade de salvá-lo. Mordi o lábio dele e abri os olhos, observei o rosto dele e de repente minha visão escureceu. Meu corpo ficou mole, mas as forças estavam concentradas nas mãos, que estavam segurando delicadamente o rosto de Leo, eu quase caí pra trás, mas por um momento senti um arrepio que pareceu me segurar pra não cair, um tremor vinha do chão e o rosto de Gaia se formou perfeitamente em meus pensamentos.

“Que bonito, traindo o marido Hazel Levesque? Eu sabia que você e o Leo tinham uma conexão, só estava esperando que você percebesse isso! Desista de lutar nessa batalha, olhe o que ela fez com seus amigos, olhe o que ela fez com o Leo, você não quer que ele morra, certo?”

“Claro que não!” – pensei.

“Ótimo, renda-se a mim, prometo deixar que você e Leo vivam juntos depois de minha vitória contra os Olimpianos, depois que eu voltar a reinar você terá um futuro com esse rapaz, se não acredita, eu posso mostra-la o que há de vir...”

E de repente imagens entraram em minha mente, eu estava num hospital, completamente engessada e entubada, no canto os médicos conversavam sobre alguma coisa. “Onde estão meus amigos?”, eu perguntei, uma enfermeira caminhou até mim e com o olhar triste e abaixou a cabeça, com isso concluí que eles estavam mortos. Quando eu ia começar a protestar, outra imagem entrou em minha mente, eu estava apoiada a um balcão de cozinha, eu estava sorrindo e Leo estava por trás de mim, a julgar pelos movimentos, diria que estávamos... ah que vergonha! Vi alianças em nossos dedos e ao olhar pela janela não vi nada além de claridade, não havia mais nada ali. Minhas pernas bambearam quando as imagens sumiram e eu quase caí, mas me agarrei a camisa de Leo, que estava suja de sangue.

“Decida-se Levesque, renda-se e viva com Leo ou continue lutando e morra junto com todos os seus amigos!”

Notas finais
OH MY GOD u.u E aí, um neto de Afrodite e Zeus, o que acham? OH YES, sou maníaca compulsiva por bebês, até o final dessa fanfic muitos serão gerados :P