Batalha Real

52 Levanto um certo pesinho


Notas iniciais
E aí galerinha do bem, beleza? To com internet de novo u.u Pois bem, aproveitem esse capítulo e me encham de comentários, vai que eu fico feliz e posto mais uns 3 ainda hoje u.u

A manhã estava fria, cinza e chuvosa quando me levantei da cama de Percy e segurei as lágrimas novamente. Desde que engravidei de Logan eu tenho estado mais sensível, achei que isso acabaria quando eles nascesse, mas continua a mesma coisa. Agora eu sou uma chorona que não consegue ficar longe do futuro marido e do filho. Tento não pensar desse jeito, prefiro pensar que agora eu já sou uma mulher, sou mãe e estou prestes a me casar, por isso meus sentimentos estão diferentes, não sou mais aquela menininha. Jessie havia acabado de acordar e eu estava trocando de roupas, vesti minha armadura e prendi meu cabelo.

–Bom dia cunhada. – ela disse pra mim e eu a olhei vendo a tristeza em seus olhos, fui até ela e a abracei forte. – Eu estava com tanta saudade do meu irmão e assim que ele chegou nem tive a oportunidade de ficar muito tempo com ele.

–Vamos trazê-lo de volta Jess. – eu disse a ajudando a prender os cabelos.

Terminamos de nos vestir e fomos até o pavilhão do refeitório, todos ainda estavam dormindo, exceto Lucas, Nico, Clarisse, Victor e Quíron. Tomamos um rápido café e depois conversamos sobre como iríamos e para onde iríamos.

–Temos que ir pelas sombras, Nico você da conta de levar 5 pessoas com você? – perguntei e ele assentiu.

–Pra onde exatamente temos que ir? – Jessie perguntou.

–Para o Monte Tam. – respondi rapidamente. – Percy está lá, Atlas está lá, enfim, mesmo que Percy esteja bem mais forte agora, acho que ele não vai conseguir segurar o céu por mais de alguns minutos, então temos que correr!

–Então se agarrem em mim e vamos! – Nico disse e eu rapidamente peguei na mão esquerda dele, Jessie segurava a mão direita, Clarisse o abraçava, Lucas e Victor seguravam em seus ombros e Nico se concentrava.

Quando menos esperamos estávamos a uma velocidade enorme em meio a escuridão, quando Nico parou pra descansar, ele parecia exausto e eu dei água pra ele.

–Obrigado Annie. – ele disse enquanto bebia a água. – Bem vindos ao meu lar.

–Estamos no Mundo Inferior? – Lucas perguntou assustado.

–Sim, quase não tem sombra lá em cima, não temos sol hoje, acho que seu pai tirou folga Victor. – Victor riu e Nico voltou a falar. – Por isso trouxe vocês pra um lugar onde só tem sombra e eu posso me localizar bem melhor.

–Você não pode nos levar assim sozinho Nico, você precisa descansar, precisamos arrumar outro jeito, já estamos nas sombras e agora só falta um tipo de transporte. – Jessie falou e eu infelizmente tive que concordar.

–Jessie tem razão Nico, sei que você é forte e tudo mais, mas carregar 5 pessoas com você é cansativo, não posso te explorar desse jeito.

Depois de pensarmos, eu senti um tremor em meu corpo, comecei a suar frio, eu não gostava de ficar no Mundo Inferior, minha última aventura ali não foi nada agradável, meu filho quase foi morto e nem preciso mencionar a penúltima, onde eu estive no Tártaro e quase morri a cada vez que respirava, mas isso não importa agora, eu preciso ser forte, preciso ser a líder e salvar Percy das mãos dos Titãs.

Começamos a caminhar pelo mundo Inferior, estávamos próximos aos Campos de Asfódelos e mesmo estando a vários quilômetros de distância dos Campos de Punição, dava pra ouvir os gritos de dor e todos os choros e sofrimentos. O Rio Lete estava correndo ao nosso lado, por um momento pensei em mergulhar ali e esquecer de tudo, definitivamente perder a memória pra não sofrer tanto quanto estou sofrendo, quando menos esperava eu já estava chorando e Clarisse me abraçou.

–Annie, eu sei que é difícil, mas você é forte e nós vamos conseguir trazer aquele garoto chato de volta, você é a nossa líder e a nossa missão vai ser um sucesso!

–Não sei mais ser líder Clarisse, nos últimos tempos eu só soube me dedicar em casa, pro Percy e pro Logan, eu não imaginava que um dia estaria de volta a uma missão, eu sou muito fraca pra isso.

–Você deu um esporro daqueles em Harriet ontem a noite, você nos ajudou em todos esses anos de Acampamento para que pudéssemos melhorar nossos ataques e defesas, Annabeth você pode ser uma ótima dona de casa, uma ótima mulher e mãe, mas também tem que lembrar que é uma ótima líder, talvez a melhor que já conheci! Você é forte, é guerreira, é a semideusa mais corajosa que já vi em anos, você vai casar com o herói do Olimpo, é mãe da criança mais poderosa do mundo, você pode ser tudo Annabeth, menos fraca! – ela limpou minhas lágrimas e sorriu – Agora levante essa cabeça, dê um sorriso e siga em frente, temos uma missão a enfrentar!

Depois dessas palavras de Clarisse, eu não pude deixar de sorrir, tomei a frente e continuei a caminhar pelo Mundo Inferior. No caminho encontramos alguns cães infernais, mas a minha mochila estava com o cheiro da Sra. O’Leary e eles resolveram nos deixar em paz, o que me deixou um pouco confusa. Nico estava extremamente cansado por causa da viagem e eu não podia forçá-lo a fazer isso de novo.

–Oh deuses... Lucas! – uma voz feminina um pouco trêmula gritou atrás de nós e quando nos viramos para olhar, lá estava Alice Jhonson, nossa falecida amiga.

–Alice! – Lucas gritou e correu até seu fantasma que estava próximo ao rio lete.

–Lucas cuidado com esse rio, ele pode te deixar sem memória! – ela advertiu e Lucas tomou mais cuidado até que finalmente eles puderam se abraçar. – Ah deuses, eu estava tão preocupada com você, eu vi todo seu sofrimento, eu senti todas as vezes que você chorou, tive que dar um jeito para que você não se matasse.

–Alice, quando sua mãe me ligou e me contou o que havia acontecido, na hora eu quis acabar com minha vida, cumprir nosso trato pra morrermos juntos assim como sempre estivemos, eu senti tanto a sua falta! – Lucas disse enquanto a abraçava e Nico se aproximou.

–Será que também posso ganhar um abraço? – ele perguntou sorrindo e Alice o abraçou muito forte, mas como ela era um fantasma não deve ter doído tanto.

Falamos com Alice e ela nos guiou ali dentro já que Nico estava bem cansado. Até que um monstro apareceu e pegou Clarisse de surpresa.

–Me solta! – ela gritou enquanto pegava sua espada. – Seu monte de bosta empilhada com roupas!

–Ei grandão, o que quer com a gente? – perguntei olhando fixamente nos olhos do monstro.

–Se querem passar pra superfície e resgatar seu namoradinho, vai ter que me pagar um pedágio, um semideus! – ele disse olhando pra Clarisse.

–Ah ótimo, eu enfrentei batalhas, missões secretas, um câncer e um namorado que acorda assim que o sol nasce, pra virar comida de monstro depois! Valeu pai, você é um deus muito legal com seus filhos! – Clarisse fica irônica quando está nervosa, coisa que nós entendemos.

–Clarisse La Rue, uma filha de Ares, até que seria um bom almoço, deixem ela comigo e vão embora. – o monstro parecia mesmo com fome e pelo visto não queria confusão.

–Escute, qual o seu nome? – perguntei tentando negociar. – O meu é Annabeth.

–Meu nome é Jack, acho que é o nome mais normal que um monstro pode ter. – ele respondeu e sorriu. – Não quero confusão, só estou com fome Annabeth.

–Pois bem, estamos numa missão pra salvar um amigo, precisamos da Clarisse e de cada um que está aqui. – O monstro soltou Clarisse e ela veio pra trás de mim. – Podemos te arrumar alguma coisa pra comer, mas não um semideus, ok?

–Na verdade, podemos sim arrumar um semideus para você comer, um só não, vários! – Nico me olhou nos olhos como quem diz “Deixa comigo!” – O lugar pra onde estamos indo, tem um monte de semideuses malvados que merecem ser comidos por monstros legais como você, quer vir conosco?

Sim, Nico estava ficando louco, convidar um monstro pra seguir viagem conosco em busca de Percy era algo realmente estranho, mas até que eu o entendi. Com certeza teria um exército de semideuses nos esperando no Monte Tam e tenho certeza de que Jack ficaria satisfeito, além de nos poupar tempo e uma batalha. Se eu fosse solteira juro que daria um beijo em Nico agora mesmo por ele ter tido uma idéia tão inteligente, mas me limitei a abraçá-lo bem forte e escutar a risada dele.

–Então Jack, quer vir conosco? – perguntei sorrindo e o monstro sorriu.

–De quantos semideuses estamos falando?

–Um exército, talvez uns 20 ou mais. – respondi e Jack bateu palmas.

–Eu vou com vocês crianças, gostei de vocês, quais seus nomes? – ele perguntou.

–Essa aqui é Jessie, esse é Nico, esse é Victor e ele é Lucas. – respondi. – Então Jack, precisamos chegar ao Monte Tam, você pode nos ajudar?

–Claro que posso, já disse que gostei de vocês e é bem raro eu gostar de semideuses.

Jack tomou a frente e eu o convenci a nos contar o porque de ser gentil conosco, ele disse que se revoltou contra Gaia depois de ajudá-la e não ser devidamente reconhecido pelo seu esforço, agora ele passa a maior parte do tempo andando pelo Mundo Inferior, ele disse que encontrou uma passagem secreta que o deixa sair do Tártaro sem que ninguém o veja, só ele sabe onde fica essa passagem. Jack me disse que raramente conversa com semideuses, ele normalmente os come sem pestanejar, também disse que foi o seu irmão que matou Alice no aeroporto. Já que estamos fazendo amizade com um monstro, contei a ele tudo o que já passei, o tempo que fiquei no Tártaro e tudo mais.

–Mas isso é impossível, você é uma semideusa, como sobreviveu ao Tártaro, a Noite e aos monstros que existem lá dentro? – ele perguntou surpreso e eu mostrei uma foto onde estava Percy, eu e Logan em Atenas.

–Esse rapaz me deu forças, ele estava comigo, se não fosse por ele eu teria morrido e tínhamos planos pro futuro e então caminhamos no Tártaro, nos escondemos em algumas sombras, tivemos ajuda do titã Jápeto, o Bob. Depois que saímos ainda tivemos uma grande batalha com nossos amigos, Nico estava presente conosco e então ano passado eu engravidei e esse menininho nasceu. – respondi e Jack sorriu ao ver a foto.

–Uma bela família, parabéns. – ele disse e eu assenti. – Eu sempre quis ter uma família sabe, esquecer que fui feito pro mal, poder conhecer uma garota legal, casar e ter filhos, mas a minha natureza não me permite fazer isso.

–Não desista, nessa vida tudo é improvável, eu tenho um cunhado ciclope que namora uma harpia, eles se amam e estão prestes a formar uma família.

Jack suspirou e continuou nos guiando no Mundo Inferior, ele estava carregando Nico nos ombros, que já estava dormindo e repondo as energias da viagem nas sombras.

~Poseidon Says~

O clima no Olimpo estava estranho desde que Atena se estressou com Ares e Zeus, todos ali estavam mantendo certa distância dela, menos eu. Ares parou de ficar falando besteiras, Nêmesis está assustada demais pra fazer qualquer coisa e Zeus, bem, meu querido irmão está estranho sim, mas é porque Hera e ele discutiram e acho que devem ter se separado, mas eles dois são daqueles que terminam hoje e voltam amanhã, então tudo bem.

–Amor, viu Hera por aí? – Atena veio até mim e eu parei pra pensar que realmente não via Hera já fazia uns dias, desde que ela brigou com Hefesto e Zeus, ela anda um pouco sumida.

–Pior que não, por que? – perguntei envolvendo Atena em meus braços, o que a fez sorrir.

–Queria falar com ela, mas nada sério, coisa de mulher. – ela respondeu e me deu um beijo.

Atena saiu e eu fiquei ali sozinho na sala dos tronos, mas logo chegou companhia, Apolo e Hades apareceram e nós 3 começamos a conversar sobre Hera e Zeus, mas fomos interrompidos pela própria Hera. Me levantei e fui até ela.

–Hera, onde esteve? – perguntei amigavelmente.

–Você não acreditaria se eu dissesse. – ela sorriu, o que era estranho. – Como estão as coisas por aqui? Atena continua botando os deuses com seus rabinhos entre as pernas?

–Tudo na mesma, a maioria tenta evitar contato com Atena depois da explosão dela com Zeus, mas nada de mais.

Hera estava sorridente e mais, digamos, cheinha. Até me atrevo a dizer que estava mais bonita, eu tinha uma leve desconfiança, mas não seria possível e se fosse, o futuro nos guarda grandes surpresas.

~Nico Says~

Provavelmente deve ter se passado uns 2 dias desde que saímos para essa missão, ainda estávamos caminhando pelo Mundo Inferior na companhia de Jack, o monstro. Creio que em algumas horas chegaremos ao Monte Tam. Eu podia ficar aqui contando vantagem e falando que a viagem está sendo um absoluto sucesso, sem nenhum monstro a enfrentar e tudo isso, mas infelizmente devo acrescentar que fomos atacados sim, por vários monstrengos que perambulam pelo Mundo Inferior. Comecei atacando os monstros com minha espada e logo Jack tentou aliviar as coisas, mas de nada adiantou. Clarisse veio por trás de mim com a espada em mãos, abri caminho pra ela e ela começou a atacar, os monstros estavam furiosos e um deles cuspia algo semelhante a veneno, ou seja, mais um perigo. Annabeth estava se saindo bem, ela atacava e o monstro vinha com suas mãos enormes tentando pegá-la, mas ela se abaixava e rolava no chão, deixando o monstro confuso enquanto Jessie vinha por trás e cravava a espada. Victor e Lucas se juntaram pra atacar o maior monstro que estava ali, mas Clarisse e eu estávamos com a pior parte, o monstro que cospe veneno. Ele chegou a pegar Clarisse com uma das mãos, mas eu passei a espada pela perna dele e ele soltou minha namorada, que graças a Lucas não se esborrachou no chão, ele controlou o vento para que ela descesse em segurança. O monstro encheu os pulmões de ar e cuspiu veneno, me abaixei, mas ao longe ouvi um gemido de dor, me virei pra olhar e Jessie estava no chão, em cima de uma poça de veneno.

–A pequena sereia não! – gritei e fui pra cima dele com minha espada, respirei fundo e me concentrei nos espíritos presentes ali.

Recebi ajuda de esqueletos e espíritos de guerra, o monstro estava ficando louco, até que quando ele caiu, pulei no peito dele e cravei minha espada em meio ao seu rosto e ele se desfez por completo. Corri até Jessie, que estava com os olhos abertos, olhando fixamente pro alto, sem piscar. A respiração dela estava ofegante e fraca, ela estava imóvel e lágrimas saiam de seus olhos.

–Jessie? – chamei nervoso enquanto Victor estava com as mãos sobre os seios dela, ele parecia concentrado e uma luz amarela estava entre as mãos dele e os seios de Jessie.

Eu comecei a me sentir estranho, eu podia sentir quando uma pessoa próxima a mim morria, mas eu me recusei a deixar que Jessie morresse, ainda mais ali na minha frente. Victor estava mandando calor pro corpo dela, como filho de Apolo, acho até que pode dar certo, Lucas estava derramando néctar na boca dela. Saí correndo até um rio que não estava muito perto dali, mas eu corri tão rápido que não devo ter demorado, me agachei nas margens do rio flegetonte e peguei com as mãos, um pouco do fogo que corria ali. Voltei correndo pra onde eles estavam e eu pude sentir a alma de Jessie saindo de seu corpo lentamente enquanto ela sussurrava o que me parecia um “Percy, sinto muito”. Fui até ela, Annabeth olhou pras minhas mãos e logo entendeu o que eu ia fazer, derramei o fogo pra dentro da boca de Jessie e ela começou a se estremecer por completo e a tossir bem forte. A sensação ruim passou e eu sabia que Jessie não corria mais perigo de morrer, assim que ela se sentou e respirou fundo, eu a abracei forte e enxuguei as lágrimas dela, ela sorriu pra mim e voltou a me abraçar.

–Nico... – ela começou e respirou fundo, pude até ouvir uma pequena gargalhada dela. – Obrigada por me salvar!

–O médico aqui é o Victor, eu só dei uma forcinha. – eu disse sorrindo e dando espaço pro namorado dela a abraçar.

Clarisse e Annabeth me abraçaram, eu apertei as duas e elas me beijaram nas bochechas.

–Olha que assim eu fico mal acostumado! – eu disse sorrindo e Clarisse me beijou.

–Nem eu consegui pensar no rio flegetonte e olha que eu já precisei dele, e muito! – Annabeth disse e assim que soltei dos lábios de Clarisse respondi.

–Eu estava sentindo a alma dela ir embora, não podia deixá-la morrer, então lembrei do rio. – respondi e começamos a caminhar novamente.

Jessie sorria todas as vezes que me olhava e eu comecei a pensar nessa atração que sinto por ela, nos nossos beijos no ano novo e no nosso quase sexo. Eu me recusava a continuar pensando nela, lembrando dela semi nua na minha frente e tudo isso. Eu amo a Clarisse e isso com a Jessie não passa de uma simples atração que vai passar com o tempo, obra da nossa querida Afrodite.

~Percy Says~

Como sabemos, a responsabilidade de segurar o céu só passa pra outra pessoa de livre e espontânea vontade, eu fui enganado assim que cheguei ao Monte Tam. Ali segurando o céu estava aquela falsa Annabeth de tempos atrás, só que agora ela estava loira, o que me fez cair na armadilha feito um bobinho. Lá estava eu novamente segurando o peso do céu, aquele peso que fazia meus braços queimarem e meus ossos quase quebrarem. Eu estava preocupado, Atlas, Morfeu e Coio estavam ali e conversavam sobre como iriam pegar Logan e Annabeth e como destruiriam o Monte Olimpo. Até tentei argumentar, mas todas as minhas forças estava voltadas em segurar aquele peso insuportável, era melhor me esforçar pra segurar do que largar e morrer esmagado, eu não posso morrer, preciso voltar pra casa e proteger Annabeth e Logan.

–Como o esperado Percy, sua namoradinha e seus amigos estão vindo na tentativa inútil de te salvar. – Atlas disse, ele estava rindo enquanto me olhava naquele sofrimento.

–Os deixem em paz! Eu já estou aqui, sei que é a mim que vocês querem! Por que sempre envolvem meus amigos nisso? – eu estava falando entre os dentes.

–É divertido pôr seus amigos em perigo, você sofre!

Meus braços queriam ceder, por um momento pensei em largar aquilo ali e morrer esmagado, pelo menos assim, minha família e meus amigos ficariam em paz, mas quando pensei nisso, lembrei de um sonho que tive tempos atrás, Annabeth grávida do nosso 3º filho, Logan lendo 2 livros de uma só vez e minha filha na praia junto com Jessie. Essa lembrança me ajudou a ter mais forças, ou pelo menos aguentar mais um pouco.