Batalha Real

4 E a luta começa!


Notas iniciais
Uma batalha pela frente, Annabeth e Sally grávidas, uma nova missão, será que Percy é capaz de suportar tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo? Vamos descobrir!

Quando voltamos pra casa, eu estava quase carregando Annabeth no colo porque ela estava tão surpresa com a notícia que mal conseguia andar, iríamos almoçar em casa, mas como tivemos esse imprevisto, resolvemos sair para um restaurante da cidade e fomos. Paul dirigia e minha mãe estava no banco do passageiro, logo atrás estávamos eu, Annabeth e Jessie.

Minha irmã tentava animar Annabeth, mas às vezes ela chorava pensando no que teria que enfrentar, eu entendia o lado dela, crescer achando que não se pode engravidar e do nada descobrir que está grávida, deve ser um choque bem grande.

Quando chegamos ao restaurante, todos entraram, mas eu e Annabeth continuamos no carro, eu tentava acalmá-la e ela estava cedendo aos poucos.

–Escuta Annabeth, sim, você está grávida, nós dois vamos ter um filho, eu não vou te deixar sozinha, fica calma!

–Como eu vou contar isso pro meu pai? Ele já me odeia eu sendo uma semideusa, agora semideusa grávida é querer demais! Ele vai me expulsar de casa de novo!

–Se ele te expulsar, você vem morar comigo e pronto! Tem espaço suficiente no meu quarto pra nós dois e até o bebê nascer, eu já vou ter conseguido uma casa pra nós dois.

Ela me abraçou e me beijou, ela estava sorrindo, o que já era bom e no fim do beijo ela me olhou nos olhos, com aquela meio sorriso.

–Eu te amo Percy.

–Eu te amo Annabeth.

Depois de mais alguns minutos nos abraçando no carro, resolvemos entrar no restaurante e assim que entramos, vi que Jessie já havia se enturmado com meus pais, agora que fui reparar que realmente minha mãe estava mais gordinha, mas enfim, nos sentamos com eles e almoçamos.

–Então mãe, sabe de quanto tempo está?

–Provavelmente 2 meses e meio. — Minha mãe não parava de sorrir e nem Paul. — E Annabeth?

–Ah Sra. Jackson, 1 mês e meio aproximadamente. — Annabeth já estava mais calma, mas ainda estava sem jeito.

Minha mãe me olhou e eu já conhecia aquele olhar — Ela queria conversar comigo depois — terminamos de comer e ficamos conversando enquanto escolhíamos a sobremesa. Jessie estava se entrosando tão bem que eu fiquei pensando sobre o que ela disse — O tal papo de não ser bem aceita como mulher. — Talvez ela só estivesse tentando fazer amizade com pessoas erradas. Todos escolheram as sobremesas, Annabeth não parava de olhar pra barriga enquanto comia, ela acariciava a barriga e sorria, então pus minha mão sobre a dela e sorrimos juntos. Quando terminamos de comer, saímos do restaurante e resolvi dar um pequeno passeio com minhas garotas, fomos até o estacionamento e Paul e minha mãe foram embora de carro e eu e as garotas ficamos lá, fomos andando até o parque e conversamos bastante, foi até bom pra conhecer melhor Jessie, ela também gostava de azul, definitivamente eu estava adorando ter uma irmã. Enquanto andávamos o vento batia contra o cabelo de Jessie e ela ficava doida pra tentar arrumar, foi quando Annabeth teve uma ideia brilhante.

–Porque não prende o cabelo?

–Não consigo sozinha, cansa os braços.

–Eu te ajudo.

As duas entraram na luta de prender aquele cabelo de 1 metro, enquanto eu andava até um homem que vendia algodão doce, comprei 3 e voltei, Jessie já estava com o cabelo devidamente preso e Annabeth ria com ela, mas quando ela avistou o algodão doce em minha mão, parecia uma criança.

–Percy... — Os olhos de Annabeth brilhavam.

Sentei na grama com as duas e dei o tão esperado algodão doce pra Annabeth, como eu não era muito chegado ao doce, resolvi dar o meu pra ela também. Quando terminamos, Annabeth se deitou em meu colo e Jessie encostou em meu ombro.

–Que dia! — Jessie colocava uma mecha de seu cabelo atrás da orelha.

–Bem agitado. -respondi.

–Então, animados com a notícia?

–Eu estou muito animado, a ficha ta caindo aos poucos, mas to animado do mesmo jeito!

–Eu ainda to com um pouco de medo, mas o bebê já ta aqui, então tenho quase 8 meses pra me acostumar com a ideia.

–De uma coisa eu tenho certeza, essa criança vai ser linda!

–Eu também tenho essa certeza, olha como a mãe é linda! — Annabeth corou na hora em que terminei de falar e sorriu.

Era uma tarde gostosa de domingo, resolvemos andar mais um pouco e assim fizemos, nos levantamos e começamos a andar, passamos em frente a uma loja de bebês, Jessie rapidamente puxou a mão de Annabeth e as duas entraram na loja, era legal ver que elas estavam se dando tão bem. Entrei na loja com elas e fiquei olhando alguns bichinhos de pelúcia, depois de mais algumas horas, o sol já estava se pondo e fomos pra casa. Assim que chegamos, Paul estava na cozinha — De vez em quando ele gostava de atacar de cozinheiro — estava fazendo uma espécie de bolo e as garotas foram ajudá-lo enquanto eu fui ver minha mãe no quarto, lembrei que ela queria falar comigo, quando entrei, ela estava se deitando.

–Licença mãe. — Me sentei ao lado dela.

–Filho, preciso falar com você! — Ela mexia no meu cabelo e sorria de lado.

–Eu sei mãe, conheço seus olhares.

–Pois bem, Percy pretende levar essa gravidez de Annabeth a frente né?

–Claro mãe, no que estava pensando?

–Pensei que vocês tivessem pensando em abortar o bebê.

–Não, nunca.

–Pois então, meus parabéns meu filho, sabe que eu vou estar aqui pra qualquer coisa que precisar não é?

–Sei sim mãe, obrigado.

–Filho, eu não sabia que você e Annabeth já faziam essas coisas.

–Só fizemos 2 vezes, a primeira naquele dia que ela dormiu aqui e a segunda hoje de manhã. — Fiz uma cara estranha.

–O que foi filho?

–Nada, só que é estranho conversar sobre sexo com a minha mãe. — Rimos e eu fiquei encarando a barriga da minha mãe, eu não estava completamente satisfeito com o fato de minha mãe ter outro filho, sempre fomos só nós dois.

Enfim, deixei minha mãe dormir um pouco e fui até a cozinha ver se alguma coisa tinha explodido, me deparei com Annabeth, Jessie e Paul completamente sujos de farinha de trigo, rimos e limpamos a cozinha enquanto o bolo estava no forno. Quando terminamos, eu e Annabeth fomos tomar um banho, assim que começamos a nos molhar, fiquei olhando a barriga de Annabeth e percebi que não tinha crescido nada ainda, ms também estava muito cedo pra isso, quando terminamos o banho, Jessie foi tomar o banho dela, enquanto eu, Annabeth e Paul conversávamos na sala.

–Ah, porque a Louíse não pode ser legal como o senhor?

–Não precisa me chamar de senhor, pode me chamar de Paul. — Paul sorria, dava pra ver que ele gostava de Annabeth.

Quando o bolo ficou pronto, todos nós comemos e depois eu e as garotas fomos pro meu quarto dormir pra voltarmos ao acampamento pela manhã. Dormimos tranquilamente a madrugada inteira, eu estava deitado no meio, Annabeth na minha esquerda e Jessie na minha direita, ambas encostadas em mim. Logo pela manhã, elas já estavam prontas quando eu acordei — Normal — me arrumei, tomei café com minha mãe, Annabeth e Jessie, Paul já havia ido trabalhar. Quando terminamos, nos despedimos de minha mãe e fomos pro táxi — Dessa vez Annabeth não estava tão animada — as duas foram praticamente o caminho inteiro dormindo nos meus ombros, chegamos ao acampamento e eu acordei as meninas, me despedi de Annabeth e fui com minha irmã até o Chalé de Poseidon, deixei a mochila lá e fui até Quíron.

–Percy, achei que ia demorar mais!

–Imprevistos aconteceram e resolvi voltar mais cedo.

–O que houve? É algo com Annabeth? Ela estava com uma cara cansada quando chegou.

–Pois bem Quíron, Annabeth está grávida!

–Uh! Percy, eu sempre achei que você era quietinho e quando pisco os olhos você está namorando uma das garotas mais lindas do acampamento e ainda por cima engravida ela, sério, meus parabéns!

–Obrigado. — estávamos rindo. — Ah e minha mãe também ta grávida.

–Opa! Poseidon andou visitando sua casa?

–Não dessa vez, agora é só uma criança normal.

–Ah, menos mal.

Rimos e então fui treinar um pouco, eu estava sentindo que havia alguma coisa errada prestes a acontecer e quando sinto isso, por incrível que pareça eu sempre estou certo! Então, nada melhor que treinar um pouco, as horas se passaram e todos foram almoçar, quando Quíron percebeu que todos estavam lá, resolveu falar conosco.

–Boa tarde campistas! Tenho uma notícia pra dar e um pedido a fazer. Quero anunciar que a campista Annabeth Chase do Chalé de Atena está grávida e queria pedir para que tomassem conta dela nesse momento delicado, não queremos que nada aconteça ao descendente de Atena e Poseidon, não é? Só isso.

Todos estavam comentando sobre a gravidez da minha namorada, quando olhei pra Nico, ele estava de boca aberta, parecia não acreditar que eu seria capaz de fazer um filho. Ouvimos um barulho semelhante ao de uma explosão e corremos até o local, era o tal túnel, percebi que já estava na hora de entrar ali e acabar logo com os planos de Luke, nos viramos e lá estava Dionísio, ele separou o grupo que queria que fosse para o Labirinto e presentes nesse grupo estavam: Eu, Tyson, Annabeth, Grover, a nova oráculo Rachel, Jessie e Miguel do Chalé de Apolo. Tentei convencê-lo a deixar Annabeth no acampamento, mas ele conseguiu me convencer de que deixá-la lá seria bem mais perigoso e realmente era, então todos nós pegamos nossas mochilas e partimos em direção ao Labirinto. Fiquei pensando por que Dionísio quis colocar os únicos 3 filhos de Poseidon nessa missão, mas tentei aceitar sem reclamar. Ligamos nossas lanternas e fomos andando pelo túnel que parecia que ficava mais quente. Depois de quase 1 hora andando, avistamos uma porta e seguimos em frente, quando abrimos a porta, lá estava Luke, sentado numa espécie de trono assistindo uma luta que acontecia na arena, era um monstro lutando contra um meio-sangue que parecia ser mais novo que eu.

–Ora Percy Jackson, mostre sua valentia, lute contra meu monstro! — Luke parecia mais velho e ria ironicamente ao olhar pra mim.

–Não quero lutar com ele, quero lutar com você! Vem aqui na arena comigo, só nós dois!

Como o esperado, Luke não veio e eu tive que ir lutar contra o monstro, Jessie me beijou na testa e me desejou sorte, me ajoelhei e beijei a barriga de Annabeth.

–Papai já volta!

Corri até o meio da arena e comecei a golpear o monstro com Contracorrente, mas ao invés de escorrer sangue, escorria areia de seus ferimentos e ele logo se revigorava, olhei pro meu pessoal e tinham guardiões segurando eles, quando Annabeth gritou.

–Ele é filho de Gaia, ele... — Annabeth foi interrompida com a mão do guardião tampando a boca dela.

Voltei a lutar com o monstro e fiquei tentando deduzir a mensagem de Annabeth, fui atingido no rosto e logo caí, mas me levantei meio zonzo e continuei a lutar, uma voz falava na minha cabeça, era a voz de Jessie.

–Percy, ele é filho de Gaia, enquanto estiver no solo vai se manter vivo, mate-o no ar!

Não entendi como conseguia conversar com minha irmã por pensamento, mas resolvi fazer o que ela me disse, saí correndo pela arena.

–É tudo que sabe fazer Perseu? Volte aqui e morra com dignidade!

–O único que vai morrer aqui vai ser você!

Enrosquei o monstro com uma corda que estava no chão e joguei a ponta para um tipo de argola que tinha no teto da arena, passei a espada pelos pés dele e assim que ele pulou, amarrei a ponta da corda num vão que tinha no chão e ele ficou preso no ar.

–Agora sim! -disse.

Comecei a golpeá-lo com minha espada e ele não estava mais se regenerando com areia, cortei a cabeça dele e ele começou a se desfazer. Olhei para Luke e apontei pra arena.

–Agora é sua vez!

Luke desceu do trono e veio até mim, me olhou e logo mudou a direção, foi até meu pessoal e agarrou os braços de Annabeth e pôs a faca no pescoço dela.

–Tenta alguma gracinha que eu acabo com ela! — Ele parecia nervoso, era óbvio que ele não machucaria Annabeth, então arrisquei.

Cheguei mais perto dele com Contracorrente em punho e ele logo soltou Annabeth e pegou Jessie — Annabeth ele não machucaria, mas acho que ele não tinha nenhum grau afetivo com minha irmã — me afastei e um barulho alto vinha do lado de fora da arena, Luke correu com seus comparsas e me deixou lá na arena com meu pessoal.

–Percy, você está bem? Te vimos cair!. — Jessie parecia surpresa quando me virei — Percy, você ta sangrando!

–Meu rosto ta doendo um pouco, mas nada que eu não aguente.

–Deixa que eu cuido disso. — Miguel deu um passo a frente e pôs um pedaço de alguma coisa que não consegui identificar em meu rosto e logo a dor estava parando.

–Obrigado Miguel.

–Que nada, estou aqui pra isso.

Andamos pelo Labirinto procurando Luke, mas eu tinha uma grande vontade de conhecer Dédalo e tinha consciência de que seria quase impossível encontrá-lo, quando Rachel apontou para um corredor ao lado.

–Dédalo está naquela sala.

–Como sabe? — perguntei

–Não sei como, mas sei que ele ta lá dentro, vamos?

–Vamos, talvez ele possa nos ajudar! — Annabeth parecia cansada.

Fomos andando por mais meia hora naquele corredor, até que finalmente chegamos à sala de Dédalo, quando entramos vimos um homem trabalhando numa espécie de asas humanas.

–O que estão fazendo aqui?

–Viemos pedir ajuda, Cronos está voltando e precisamos de... — fui interrompido pela risada de Dédalo.

–Então quer dizer que Cronos está de volta? Pois bem crianças, o que querem de mim?

–Qualquer ajuda é bem vinda... irmão. — Annabeth se sentou e respirou fundo, não parecia bem.

–Ora, temos uma filha de Atena aqui, seja bem vinda!

–Obrigada.

Ficamos conversando com Dédalo por alguns instantes, até que uma pequena explosão sacudiu a sala na qual estávamos, Dédalo deu um par das asas que estava construindo para cada um de nós e então voamos pelo Oceano até uma ilha próxima. Annabeth já estava enjoada em terra, agora voando sobre o mar não parava de vomitar. Quando chegamos na ilha, fiquei ao lado de Annabeth, ela estava bem pálida.

–Percy eu não.... — Annabeth não teve chance de terminar sua frase e logo desmaiou nos meus braços.

–Percy não precisa se preocupar, ela ta grávida e vai enjoar bem fácil com qualquer coisa, é normal. — Miguel conseguiu me tranquilizar.

Peguei meu colchonete na mochila e o estiquei na sombra de uma árvore e pus Annabeth deitada ali e resolvi deixá-la descansar e fui atrás de alguma coisa na ilha, foi quando lembrei de BlackJack e resolvi chamá-lo. Depois de quase 5 minutos, BlackJack e seus amigos estavam sobrevoando a ilha e desceram até mim.

–Fala chefe! Quer carona?

–Sim, conseguem nos levar até o acampamento?

–Claro chefe! Venham.

Eu então peguei Annabeth no colo e montei em BlackJack com ela ainda desmaiada em meus braços, meus amigos subiram nos outros pégasos e fomos em alta velocidade em direção ao acampamento.

Enfim, chegamos ao acampamento e eu desci de BlackJack e ajeitei Annabeth no meu colo.

–Valeu amigo! — Disse a BlackJack.

–De nada chefe! Quando precisar já sabe.

Saí correndo com Annabeth até o Chalé de Atena e quando pus ela na cama dela, me deparei com um brilho estranho no quarto, Poseidon e Atena estavam logo atrás de mim.

–Pai? Atena? O que fazem aqui?

–Filho, lembra de quando disse que essa mulher estava me deixando louco? Ela me fez vir aqui com ela não sei pra que!

–Pois bem Percy! — Ela tampava o nariz como se eu estivesse fedendo. — Ah, não aguento esse cheiro de peixe! Mas vamos ao assunto!

–Sim senhora! — Meu pai não perdia a oportunidade de implicar com Atena.

–Percy, quero entender o porque de você se interessar tanto pela minha filha ao ponto de não desgrudar da minha menina! Veja só, ela mal te aguenta, vive enjoada!

–Deve ser porque ela ta grávida né?

–Como? Não, a minha filha não seria capaz de fazer essas coisas.

– Ah, mas o meu filho é capaz e bem capaz por sinal. — Meu pai ria e só piorava minha situação com Atena.

Atena pôs as mãos sobre a barriga de Annabeth, ela parecia poder sentir o corpo da filha e logo que Annabeth acordou, Atena se espantou e olhou pra mim com um olhar não muito agradável e antes que ela pudesse me atacar, meu pai se pôs na minha frente e Annabeth segurou a mão da mãe.

–Mãe..?

–Oh minha menina, como você pôde fazer isso?

–Mãe, entenda que eu amo o Percy e essa criança foi feita com muito amor e eu não me arrependo de nada! Ah e ele não tem cheiro de peixe e mesmo se tiver, acho que já me acostumei.

–Annabeth, é bom saber que você não é chata igual a sua mãe, ela ta me deixando de cabelos brancos!

–Ora Poseidon, cale a boca!

–Obrigada Poseidon, agora se não se importam, eu queria ficar um pouco sozinha, pode ser?

–Mas filha..

–Mãe, por favor.

Quando saímos do Chalé de Atena, a Deusa ficou um pouco com seus filhos e eu fiquei com meu pai, fomos até o Chalé porque ele queria conhecer Jessie, assim que chegamos ela estava tentando pentear o cabelo.

–Jessie, tem alguém aqui querendo te ver.

–Como? eu nunca recebo visitas.

–Oi minha filha. — Poseidon entrou no Chalé e se sentou ao lado dela.

–Pai...?

–Sim, sou eu e finalmente estou te vendo de novo, a última vez que te vi, você ainda era um bebê e agora ta aí bem grande e com um cabelo maior ainda.

Nós três sorrimos e eu assisti ao abraço de meu pai e Jessie, passei a mão no rosto e tirei a tal coisa que Miguel tinha posto no meu rosto, tinha parado de sangrar e doía menos, mas fiquei com um arranhão abaixo do olho direito.

–Só falta Tyson agora! — Jessie estava sorrindo.

–Ah, meus filhos eu vou ter que levar Tyson comigo, tudo bem?

–Pai, estamos numa missão. — falei.

–Eu sei, mas eu preciso de Tyson lá no mar comigo, mas acho que com a ausência de Tyson, vocês podem escolher outro campista pra por em seu lugar e eu aconselho que ponham alguém do Chalé de Ares, é sempre bom tê-los por perto numa batalha.

–Pode ser Clarisse. — Jessie falou.

–Ah ótimo, ela me odeia e vai me matar!

–Talvez ela não te mate em respeito a Annabeth, mas isso é só um talvez. — Meu pai não era bom em tentar me acalmar.

–Nossa pai, ótima forma de me por pra cima! — Sorri ironicamente.

–Ah, sabe que eu não sou bom nessas coisas. — Meu pai sorriu e nos abraçou. — Estou muito orgulhoso de vocês, continuem assim unidos que vocês vão longe!

Quando pensei em falar alguma coisa com meu pai, do nada ele já tinha sumido e eu estava abraçando Jessie, rimos e ela ficou tocando no meu arranhão. Quando ela terminou de examinar meu corte no rosto, ela foi rearrumar a mochila dela e eu resolvi fazer o mesmo, já que voltaríamos ao Labirinto logo que amanhecesse.
Terminamos de arrumar a mochila e Jessie me fez o favor de ir falar com Clarisse sobre ela vir conosco na batalha do dia seguinte e eu fui ver se Annabeth havia melhorado. Já era noite e estava quase na hora de jantarmos, minha namorada continuava deitada na cama e eu me deitei ao lado dela e a beijei por alguns minutos.

–Percy, obrigada.

–Pelo que?

–Por tudo, por sempre estar comigo e por cuidar tão bem de mim e agora ter que cuidar de mais um. — Ela pegou minha mão e pôs sobre sua barriga e deu um meio sorriso.

–Sabe, eu cuido bem das pessoas que amo e se eu tiver que morrer pra proteger vocês, não vou pensar duas vezes.

Nos beijamos de novo e ajudei ela a se levantar pra irmos jantar, como Annabeth estava grávida, algumas regras do acampamento não valiam tanto com ela, como por exemplo agora, ela estava sentada comigo e Jessie na mesa de Poseidon.

–Porque não está jantando com seus irmãos? — Jessie perguntou enquanto sujava a blusa de molho.

–Porque agora sou alvo das conversinhas idiotas da maioria deles!

–Só por causa da gravidez? Que coisa boba!

–Aparentemente eles não tem nada pra conversar e ficam se perguntando em voz alta porque logo eu fui escolhida pra missão já que eu to grávida se tem tantos outro filhos de Atena aqui no acampamento.

Abracei Annabeth e logo nos separamos pra irmos pro banho e depois, fui com Jessie levar Annabeth em seu Chalé e depois fui com minha irmã para o Chalé de Poseidon, olhamos as estrelas antes de entramos e ela me abraçou, como no meu sonho.