Batalha Real

12 Annabeth é sequestrada


Notas iniciais
Sei que vocês não vão gostar do capítulo, mas ele é necessário pra tudo fazer sentido depois, ok? Se preparem.

Já estava na metade da madrugada, quando aparentemente meu sono pesou de um jeito que eu achei que não fosse mais acordar, tentei, mas não consegui, depois de quase 20 minutos assim consegui acordar e Annabeth não estava mais deitada comigo, pensei que ela tivesse ido ao banheiro ou saído pra comer, me levantei e a procurei pelo Chalé e pelo acampamento, vi uma mecha do cabelo loiro dela preso próximo ao Punho de Zeus, pus as mãos na cabeça desesperado. Ao longe vi Nico e Clarisse chegando da floresta, mas nem sequer prestei muita atenção neles.

–Não não, a Annabeth não! — Comecei a falar sozinho e bem baixo — Pra passar os limites do acampamento só pode ter sido um meio sangue ou um Deus que veio pegar ela, ela não sairia assim de boa vontade no meio da madrugada sem me avisar ... Luke!

Corri até o Chalé de Hermes e vi Luke deitado, peguei ele pela camisa e o arrastei pra fora do Chalé e comecei a bater nele de um jeito que eu nunca tinha batido em ninguém na minha vida, ele não conseguiu se defender muito bem já que tinha sido pego de surpresa.

–Ei o que você ta fazendo garoto, ficou louco de vez? -Ele perguntou enquanto eu o jogava no chão e o chutava.

–Cadê a Annabeth? A quem você entregou ela? — Eu estava gritando e quando vi todos estavam acordados e formando um círculo em volta de mim e de Luke.

Thália e Clarisse me viram ali completamente tomado pela ira e quase matando Luke só com golpes sem armas, Thália correu até mim e me segurou enquanto Clarisse chamava Quíron.

–Percy o que pensa que ta fazendo? Vai matar ele assim! — Ela me olhava e me dava choques.

–Ele entrou no meu Chalé, pegou a Annabeth e a entregou a algum monstro! Annabeth foi sequestrada! E eu tenho quase certeza absoluta de quem foi esse idiota! — Empurrei Thália e voltei a bater em Luke, que agora já estava conseguindo se defender.

O vento ficou forte e alguns raios estalavam no céu, Thália se levantou e me puxou.

–Percy calma! Continuar batendo em Luke vai adiantar alguma coisa? — Thália soltava faíscas azuis pelo corpo, ou seja, ela estava nervosa.

–Minha namorada foi tirada dos meus braços enquanto dormíamos, ela ta grávida e vulnerável, quer que eu fique calmo como Thália? -Eu estava tão nervoso que a água da praia estava bem agitada.

–Eu não sequestrei ninguém Perseu! A culpa não é minha se não sabe segurar sua mulher! — Luke estava nervoso também e o nariz dele sangrava.

–Você pode até não ter sequestrado ela, mas isso não quer dizer que não mereça uma boa porrada!

Eu avancei contra Luke e começamos a brigar feio, Quíron estava vindo em nossa direção, quando um raio caiu entre Luke e eu, Thália se posicionou entre nós dois e nos deu um choque nos fazendo cair no chão.

–Não se mete Cara de Pinheiro! — Me levantei completamente tomado pela raiva e fiz com que a água da praia caísse sobre Thália.

Quíron nos separou e deu aquele sonoro grito de repreensão, todos voltaram ao seu Chalé, eu fiquei ali na areia da praia, ajoelhado chorando e pensando o que poderia estar acontecendo com a minha namorada.

–Ei Percy, está mais calmo? -Thália estava encharcada e se aproximava de mim com cuidado e medo de eu dar outro banho nela.

–Thália por favor me perdoa, eu estava nervoso! — Me levantei e a olhei, ela retribuiu o olhar e sorriu de lado.

–Eu te entendo, também to nervosa pelo que aconteceu com Annie, nós vamos encontrá-la eu prometo! — Thália parecia se segurar pra não chorar.

Eu me aproximei de Thália e a abracei, fazendo com que ela ficasse seca de novo, ela encostou a cabeça em meu ombro e chorou e eu chorei junto, ficamos ali tentando nos consolar e só encharcando a manga da camisa um do outro, logo Quíron se aproximou e ficou olhando pra nós dois.

–Sabe Percy,entendo que esteja nervoso, mas quase que o Luke voltou pra enfermaria hoje! — Quíron disse em tom de reprovação.

–Se ele ajudou a tirar Annabeth daqui, ele não merece ir pra enfermaria, merece ir logo pra debaixo da terra! — falei ainda trêmulo.

–O Oráculo acabou de falar uma profecia, pelo que entendi Annabeth está correndo grande perigo Percy. — Quíron respirou fundo, dava pra ver que ele também não estava bem, ele considerava Annabeth como uma filha.

Ao norte, o herói buscará a garota que o maior poder herdará
Cinco campistas ajudarão na proteção do herói
A desgraça do Acampamento próxima estará
O futuro herdeiro dos Deuses está em perigo
E com a ajuda de um filho, o Titã se destruirá.

Thália e eu nos olhamos, eu respirei fundo e olhei pra Quíron.

–Annabeth está em perigo, meu filho está em perigo, o acampamento está em perigo! E eu não sei o que fazer! — Eu estava chorando ainda e Quíron me encarou.

–Percy, essa profecia é sua! Escolha os 5 campistas que irão com você, os escolha bem! Não estamos falando do acampamento agora, estamos falando da nossa Annabeth!

–Tudo bem, vou arrumar minha mochila e lá eu penso nos 5, quer dizer, nos outros 4 já que Thália vai comigo! -Eu olhei pra Thália e ela sorriu.

Fui ao Chalé de Poseidon e arrumei minha mochila, vesti minha camisa preferida e peguei o boné do Yankees de Annabeth e peguei casaco de Annabeth, estava com o cheiro dela e eu sabia que sentir aquele perfume me deixaria bem, pus ele na mochila e corri até a Casa Grande, eram 5 hrs da manhã e todo o acampamento estava acordado.

–Então Percy, nos diga quem são os outros 4 que te acompanharão! — Quíron disse.

–Nico, Clarisse, Grover e Miguel. -respondi pensando bem, era bom ter uma filha de Ares, um filho de Hades, uma filha de Zeus, um filho de Apolo e um Sátiro por perto, ao meu olhar eu tina escolhido muito bem.

–Tudo bem então, Nico di Ângelo, Clarisse La Rue, Grover Underwood, Miguel Study e Thália Grace, vocês acompanharão Percy na busca de Annabeth, como manda a profecia! Boa sorte! — Quíron se despediu de nós.

Fomos até o Punho de Zeus e nos despedimos de todos do Acampamento, saímos ao norte como a profecia mandou, Nico disse que conhecia um lugar que Cronos estava treinando seu exército, fomos seguindo Nico e eu estava tão nervoso que mal olhava pra frente e tropecei várias vezes, Thália segurou minha mão e me dava choques involuntários, adamos por umas 2 horas aproximadamente e finalmente chegamos ao topo de uma colina onde pudemos ver uma espécie de caverna completamente escondida por árvores, tentei olhar entre algumas folhas e vi cães infernais guardando a frente da caverna.

–Vai ser impossível entrar ali, tem mais cães infernais do que da outra vez! — Clarisse disse trêmula.

–Por terra é quase impossível, o jeito é entrar pelo ar, mas ninguém aqui sabe voar! — Grover disse eu lembrei de BlackJack.

Pensei em BlackJack e me comuniquei com ele, pelo visto ele estava a caminho e trazia seus amigos com ele. Esperamos alguns minutos e os pégasos chegaram, tinham 3 pégasos e pelas contas éramos 6, então 2 em cada pégaso e iríamos voando até a caverna.

–Obrigado BlackJack, você é o melhor cavalo do mundo! — eu disse enquanto ajudava Thália a subir nele.

–Que nada chefe! Sabe que eu sempre estou pronto pra te ajudar! — ele disse enquanto batia as asas.

Subi em BlackJack e acabei de me lembrar que Thália, mesmo sendo filha de Zeus, tinha medo de altura! Ela se agarrou na minha camisa de um jeito que eu achei que fosse rasgar, eu segurei em meu pégaso e logo estávamos sobrevoando a caverna, onde eu peguei Contracorrente, pedi a BlackJack que tomasse conta de Thália e me joguei exatamente na abertura entre 2 cães infernais e a porta da caverna, caí de pé e por sorte os cães não ouviram o barulho, já que Thália estava fazendo o favor de fazer ventar lá fora pras árvores sacudirem e o barulho abafar minha queda, genial da parte de Thália. Eu sabia que a qualquer momento os cães sentiriam meu cheiro, mas enquanto não sentiam, eu estava adentrando a caverna que parecia ser enorme, vários escudos amassados estavam ali, vi um que eu mesmo havia destruído, logo dois meios-sangues me viram e vieram pra cima de mim com suas adagas, eu ergui Contracorrente e os ataquei, enquanto lutava com um, outro me atacava pelas costas, assim que consegui jogar um pro chão, lembrei do boné dos Yankees, derrubei os dois, corri e pus o boné, fiquei invisível e saí correndo pela caverna, que tinha vários corredores, era um tipo de acampamento do mal em forma de caverna, tinha várias salas, várias portas e muitos gritos de guerra soavam de todos os cantos, olhei pra trás e vi Clarisse cortando a cabeça de um dos meios-sangues que me atacaram, agora sim ela parecia a Clarisse que eu conhecia! Mais a frente parecia a sala principal, como se fosse a Casa Grande, mas do mal, toda escura, úmida e abafada, vi uma garota morena na frente da tal parte principal da caverna, ela parecia ser a líder guardando a entrada, olhei pra trás de novo e os meus amigos estavam lutando contra um exército, voltei a olhar a garota na minha frente, ela estava de cabeça baixa, eu estava sendo distraído pelas paredes da caverna, ora eram paredes, ora eram árvores, tinha um exército ali, metade de um lado e metade do outro, quando a garota ergueu a cabeça, fiquei surpreso, era ... Annabeth? Não pode ser, não era Annabeth, ela estava morena e a minha namorada era loira até algumas horas atrás! Tirei o boné dos Yankees e a olhei novamente.

–Annabeth? -perguntei e ela me olhou.

–Percy, vem aqui, me salva! -Ela me disse e o olhar dela estava estranho.

Eu ia me aproximar, mas parei, definitivamente aquela não era Annabeth! Olhos azuis, cabelos castanhos e não parecia grávida de 3 meses! Me aproximei dela e quando ela esticou os braços pra mim, estiquei meu braço e pus a ponta de Contracorrente em seu pescoço.

Os guerreiros que estavam nos cantos da caverna se agitaram, mas ficaram quietos logo em seguida, quando perceberam que eu já sabia que não era Annabeth de verdade.

–Percy, o que está fazendo? — A falsa Annabeth perguntou me olhando.

–Onde está a Annabeth de verdade? -Eu disse ameaçando a enfiar a lâmina da minha espada no pescoço dela.

–Eu sou a Annabeth, cabeça de alga o que houve com você? Me tira daqui!

–Não me chama assim, só quem tem esse privilégio é a minha namorada e sejamos sinceros, você não é ela!

Ela pareceu desistir de me enganar e me deu um passo pra trás, se abaixou, girou e veio por trás de mim, eu me virei e ficamos ali lutando enquanto meus amigos se aproximaram e lutaram contra os guerreiros que estavam ali, a minha espada e a espada da falsa Annabeth se chocaram e eu rapidamente ataquei com outro golpe, fazendo ela cair, me abaixei e a peguei, dei um jeito de prender ela em mim e pus a lâmina de Contracorrente de volta ao seu pescoço, dessa vez não tinha como ela escapar, logo os guerreiros pararam.

–Se não deixarem meus amigos em paz, eu corto a cabeça da sua líder! -eu disse respirando fundo.

Thália me olhou, parecia querer dizer alguma coisa, mas não entendi o que ela quis dizer, fui andando com a falsa Annabeth mais para dentro da caverna e ela tentava se mexer, eu segurava as mãos dela nas costas e segurava Contracorrente em seu pescoço, qualquer movimento brusco e ela morreria.

–Me leve até Cronos agora!

–Nunca!

Apertei mais a lâmina contra o pescoço dela e ela suspirou.

–Mais a frente! -ela resmungou.

~Annabeth Says~

Eu estava acorrentada sobre uma espécie de piscina de lâminas, pregos e todo tipo de material cortante que possa imaginar, eu estava presa pelos pulsos, a todo momento alguém vinha me ameaçar ou algo do tipo, sei que não é hora pra isso, mas eu estava com muita fome, meu bebê não parava de mexer e eu estava sentindo aquela dor insuportável de novo, mas dessa vez Percy não estava ali com os comprimidos pra me fazer dormir e parar de sentir dor, aquela dor era torturante demais, Cronos estava na minha frente, não com seu visual próprio, ele estava no corpo de um semideus, ela passava a Foice a minha volta, teve uma hora que ele chegou a encostar a lâmina na minha barriga, não cortou, mas só o toque daquela Foice maldita já era o suficiente pra eu sentir a pior dor do mundo, parecia que eu ia morrer só com aquele toque.

–Me deixa sair! Não é desse jeito que se trata uma mulher, ainda mais uma grávida! -Eu sabia que não ia conseguir nada, mas não custava nada tentar.

–Ora então quer dizer que eu não estou sendo um cavalheiro? -Cronos me olhava e sua voz entrava em meu corpo de outra forma torturante.

–Não! Nenhum pouco! -respondi trêmula, eu estava com calor e meu corpo começava a ficar dormente, eu já não sentia meus braços e agora não sentia as pernas.

–Ora me deixe tentar se bonzinho agora! -Ele se aproximou de mim e tocou a lâmina da foice em mim de novo.

Eu gritei o mais alto que consegui gritar, eu já estava rouca, fraca e tinha alguns cortes pelo corpo de quando estavam me levando do acampamento e eu tentei me soltar, devo ter perdido um pouco do meu cabelo na tentativa de me soltar, já que fiquei presa nos galhos das árvores. Eu chorava demais e Cronos estava impaciente já.

–Faça com que essa criança cresça logo! Essa criança vai ser bem útil no meu exército! — Cronos me olhava com raiva.

–Eu não mando no crescimento do meu filho! Ele só vai nascer daqui a 6 meses!

–Como eu sou o Senhor do Tempo, eu posso fazer com que 6 meses passem em 1 minuto! E com isso o seu querido namorado já vai estar morto, assim como todos daquele Acampamento idiota!

–NÃO! Faça o que quiser comigo, mas não machuque meus amigos, por favor!

Cronos ria de mim e eu tentava me mexer em vão, eu já estava toda dormente, meu corpo estava mais pesado, eu estava com fome, com calor, com medo e meu olhos doíam de tanto chorar.

~Percy Says~

Eu já estava caminhando haviam horas, não sei se estava certo, mas o tempo estava passando rápido demais na minha percepção, observei isso pelo meu cansaço, parecia que eu estava acordado há uns 3 dias no mínimo e ali dentro não dava pra saber se estava de dia ou de noite lá fora, finalmente entramos na sala onde Cronos estava mantendo Annabeth como refém, assim que eu avistei Annabeth ali em cima, presa pelos pulsos sobre milhares de lâminas e toda machucada, não pensei duas vezes e larguei a falsa Annabeth e corri até a verdadeira que estava desmaiada e completamente machucada e coberta de sangue até nos cabelos loiros. A barriga dela estava mexendo demais, o bebê parecia nervoso, Annabeth parecia mais magra, era óbvio que estava sem comer ou beber nada nesse tempo todo! Olhei para o meio-sangue que estava encorporando Cronos, ergui Contracorrente e saí em direção a Cronos que com um movimento das mãos fez com que o vento me empurrasse pra trás, Thália apareceu por tras de mim e olhou pra Cronos.

–Esse joguinho de vento, eu também sei jogar! — E Thália jogou uma parede de vento contra Cronos e ele fez o mesmo. Thália era muito poderosa, mas nada comparado ao Senhor do Tempo que quase a esmagou contra a parede.

Nico então cravou sua espada negra no solo e um exército dos mortos apareceu pra nos ajudar a enfrentar Cronos, ele jogou sujo e foi até Annabeth e ameaçou a cortar sua cabeça com sua Foice, nós recuamos e os esqueletos voltaram pro solo. Respirei fundo, peguei na mão de Thália e na de Nico, nós 3 nos concentramos, éramos os filhos dos 3 Grandes, tínhamos que ter algum poder juntos! Logo me lembrei de um trecho da profecia "E com a ajuda de um filho, o Titã se destruirá.". Ou seja, não importa o que vamos tentar fazer contra Cronos, enquanto não tivermos a ajuda de um Deus, não vamos conseguir! Soltei as mãos de Thália e Nico, respirei fundo e vi Cronos fazer algo com as mão.

–O que você quer? -perguntei me protegendo com Contracorrente.

–Quero o bebê! Ele é poderoso demais e vai ser bem útil pra mim! — Cronos sorria ironicamente.

Olhei ao redor, meu cabelo cresceu um pouco e a barriga de Annabeth também, vi meus amigos ficando diferentes, olhei pra Cronos e ele parecia ainda não estar satisfeito.

–O que você fez? -Thália perguntou fraca.

–Adiantei um pouco a gravidez da sua amiguinha, só uns 2 meses! -Cronos respondeu vendo Thália desfalecendo.

Miguel parecia bem fraco também, mas ajudou o pessoal, enquanto eu olhava Annabeth, ela estava desmaiada desde que cheguei, eu estava preocupado com ela e com meu filho. Como nós estávamos ali, vimos 2 meses e alguns dias passarem em alguns minutos, as pessoas que estavam lá fora realmente viveram esse tempo de uma foma normal, ou seja, eu e meus amigos estávamos sumidos por 2 meses. Pensei em minha mãe, ela devia estar preocupada comigo e com Annabeth. Pensei em Jessie e tentei me comunicar com ela.

–Jessie, por favor me ajuda, eu, Thália, Clarisse, Nico, Grover, Miguel e Annabeth estamos em perigo! Estamos frente a frente com Cronos, precisamos da ajuda de algum filho de Cronos. -pensei.

–Percy, estamos em batalha aqui no Acampamento, tem monstros por toda parte, mas estamos nos saindo bem! Vou ver se consigo mandar ajuda! -Jessie respondeu e eu lembrei de outro trecho da profecia "A desgraça do Acampamento próximo estará".

O Acampamento ia ser destruído, mas pelo que Jessie disse, eles estavam se saindo bem e ela ia tentar mandar ajuda, o que já era uma ótima notícia! Olhei pra Annabeth, ela mexeu a cabeça e gemeu bem baixo, ela estava muito fraca, ela abriu os olhos, mas não sabia que eu estava ali.

–Annabeth! — gritei por impulso.

–Percy... socorro! — ela estava bem fraca se for julgar pela voz.

Ouvimos um estalo alto do lado de fora da sala onde estávamos e uma fumaça subiu, logo que conseguimos olhar lá estava ... Poseidon?

–Pai! -gritei e corri até ele.

–Ora ora ora, se não é meu grande filho Poseidon! Cumprimente seu pai, onde estão seus bons modos? — Cronos zombava do meu pai.

–Só uso meus bons modos com gente do bem Cronos! E você não está incluído nisso! — Meu pai ergueu seu tridente e olhou pra mim.

Ergui Contracorrente e fui com meu pai até Cronos, começamos a lutar, meus amigos estavam presos, mas Thália ajudou com alguns raios e Nico com alguns esqueletos, Grover estava murmurando alguma coisa em grego e algumas plantas começaram a surgir do solo e agarraram os pés do semideus que encorporava Cronos. Eu fui atingido pela Foice de Cronos e caí no chão urrando de dor, meu pai encostou em mim e eu consegui me levantar, ainda sentia dor, mas consegui me controlar, ataquei Cronos com Contracorrente e Annabeth gritou de dor, aparentemente o bebê estaria mexendo novamente, ao olhar aquela cena deplorável da minha namorada quase morta, me veio toda uma revolta e eu ataquei Cronos com muita vontade que ele aparentemente se assustou, meu pai veio reforçando os golpes e logo Cronos se desfez na nossa frente, meu pai me olhou e sorriu e então ele usou o seu tridente pra soltar Annabeth, eu usei o meu poder de água pra segurar ela e a trazer em segurança até meus braços, ela parecia muito debilitada, jorrei água salgada por todo corpo de Annabeth e o bebê pareceu gostar disso, meu pai olhou pra cima e depois de uns 3 minutos Apolo apareceu e cuidou de Annabeth.

–Ela agora só vai dormir. — Apolo disse sorrindo.

–Obrigado Apolo. — Meu pai respondeu e o Deus da Medicina assentiu e foi embora.

–Pai, obrigado pela ajuda! -eu disse olhando pra Poseidon que parecia bem cansado.

–Que nada filho, já estava na hora de Cronos voltar pro Tártaro! -Meu pai sorriu e me abraçou.

Depois disso, fui soltar meus amigos, meu pai tocou em todos nós e aparecemos na Arena do Acampamento Meio-Sangue.

Os campistas do Chalé de Apolo vieram nos socorrer, eu levei Annabeth até o Chalé de Poseidon, todos os filhos de Atena foram até lá ver como ela estava e me deram parabéns.

–Olha, eu te admiro muito! Você cuida da Annie de um jeito que causa inveja a todas as garotas por aqui! -Teresa se aproximou e tratou logo de me ajudar com meus ferimentos.

–Que isso Teresa, ela é a mulher da minha vida, se eu não cuidar dela, quem vai? -perguntei sorrindo enquanto ela limpava meu braço que estava todo cortado.

–Annabeth tem muita sorte em ter você! Vocês vão formar uma família perfeita depois que o bebê nascer. Se como namorado você já é incrível, imagina como pai! -Teresa terminou e sorriu.

–Obrigado Teresa, se precisar de alguma coisa é só chamar!

Os filhos de Atena saíram do meu Chalé e eu deitei em minha cama ao lado de Annabeth, segurei a mão dela e adormeci.