Basket Case
12 Carpe Diem
Notas iniciais
“Stark on”
Dirijo-me ao andar com o máximo de silêncio. Quando chego todos estão lá.
– Mas o que é isso? – Pergunto, um pouco mais alto do que devia.
– Cale a boca Stark. Você não entendeu o que eu disse e resolveu vir até aqui, não é? – Fala Barton.
–Sim. E daí?
– E daí que eu pedi que todos viessem aqui. Mas fique quieto, por que eles estão conversando. E eu quero ouvir. Ok?
– Ok.
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“Emma on”
Estou tendo pequenos desmaios e cada vez que isso acontece o infeliz taca um balde de água fria em mim.
– E então? – Ele pergunta.
A dor cessa, mas estou congelando, por causa dos banhos que ele me deu.
– Não vou te dizer nada, mas tenho uma pergunta.
– Interessante, continue...
– Agora me diga qual é a finalidade em me raptar e não um dos heróis? Você sabe que muito do que viu em minha mente não é de grande ajuda.
–Realmente não é. E como já lhe disse se fosse outra pessoa não seria divertido, além de que te ferindo eu consigo atingi-los. Pois o amor deles por você, uma pessoa que acabaram de conhecer, é incrivelmente grande. E de qualquer forma eu nunca me esqueci de você, então a livraria uma hora ou outra dessa sua vidinha.
– Então não vai me matar?
– Claro que não! Por que eu faria isso?
– Então são apenas meras ameaças?
– Sim, palavras vazias apenas.
– Interessante. Mas ainda pretende matá-los?
– Sim, pretendo.
– Que maravilha! – Digo com ironia.
– Bem, na verdade já consegui o que preciso três horas atrás. Vamos nos divertir um pouco?
–Não encoste em mim!
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“Stark on”
Ah isso eu não vou agüentar. Ainda não entendo o que estão eperando!
– Então, por que ainda estamos parados? Estão querendo ouvir algo mais picante é?
– Calma Tony. Estou arrumando minhas flechas. – Diz Barton.
– Ah dane-se. – Digo, não sei se eles sabem, mas minha filha está ali! E o desgraçado está prestes a tocá-la N-O-V-A-M-E-N-T-E.
Explodo a porta e Loki foi jogado contra a parede. Aquele miserável desgraçado!
– Pai! Como me acharam?
– Bem, acho melhor conversarmos em casa.
Loki está se recuperando do impacto.
– Mas... O que? – Diz ele. – Ah... Já estão com tanta saudade assim?
Ele ri, miro na cabeça dele.
– Stark! Não! – Grita Thor. – Eu resolvo isso.
– Você fez isso da ultima vez e olha quem voltou! E veja o estrago que fez a mim e a minha família! Que merda!
Alguém limpa a garganta. Dou uma olhada em Loki, ele ainda não conseguiu se levantar. Olho ao redor e noto que foi minha filha.
– O que foi filha?
– Então... Sem querer ser chata, mas... Só eu acho que é melhor prendê-lo?
– Verdade. – Digo.
Quando estou na frente dele, estendo a mão para agarrar seus cabelos. Mas a figura se dissolve e sua gargalhada preenche o quarto. Procuro Loki pelo quarto inteiro, ainda não o vi. Minha filha engasga, mas ele não está com ela, ela olha para alguém e sigo seu olhar. Emma olha para o Capitão e Loki está logo atrás dele. O Homem Rena é maior que o Picolé, assim consigo vê-lo cravando uma adaga nas costa do Capitão.
– NÃO! PARE COM ISSO! – Grita Emma. Acho que estou sendo amaldiçoado, primeiro o Homem Rena e depois o Picolé!
– Ah, minha donzela... Por que essa preocupação? Só quero me divertir um pouco com o Capitão!
– Pare! Me solte infeliz! Pai? O que está esperando para me soltar!
– Ah meu amor! – Diz Loki para minha filha. – Acho melhor você continuar onde está. Por que assim poderá assistir melhor o meu pequeno show! Eu acreditava que teria que ir até a Torre Stark para isso, mas olhe que belíssima surpresa! Poso fazê-lo hoje!
– Me solte! Pai! Por favor! – Ela grita.
Meu corpo está preso ao chão. Não é Loki que o prende e eu não sei dizer o porquê estou assim. Acho que estou tendo uma crise de ansiedade, só que dessa vez estou paralisado por ela. Tento recobrar meus sentidos, mas isso é mais forte do que eu. Vou ter que esperar um tempo.
– O que foi Stark! Barton, Banner, Thor, Natasha... Todos tendo crises de ansiedade agora?
Merda é ele sim. Aquele infeliz! Emma está se debatendo, mas acredito que não seja Loki que está fazendo isso com ela.
– Meu amor, não fique assim. – Ele torce o cabo da adaga e o Capitão cai de joelhos com a dor. – Só estou fazendo o que lhe falei que faria com eles!
Ele torce novamente o cabo e Rogers grita. Tento me mover, para minha alegria estou conseguindo e Loki não notou. Emma e o deus estão discutindo. Então aproveito para ajudar os outros, isso se for possível.
Não sei o que fiz, isso se fiz algo, mas consegui ajudá-los. Assim Thor vai cautelosamente até as costas de Loki. Ele não vê seu irmão fazendo isso, mas viu que nos recuperamos. Um brilho louco toma conta de seus olhos.
– Que bom! Assim poderemos lutar, achei que não reagiriam mais! – Diz ele e solta o corpo de Rogers. Caminha até nós pisando nas costa do Rogers e Emma berra que nem uma louca por ele ter feito isso. – Cale-se Emma!
Imediatamente ela para e o silencio se instala no quarto. Loki tenta começar a falar, mas Thor o acerta com o martelo e o deus cai no chão.
– Que bom! Pensei que você não faria isso! – Digo. – Apesar de não mudar muito o estrago que faria nele. Eu ou você acertar ele... Tanto faz.
– Eu quase não consegui fazer! Ele ainda é meu irmão, mesmo que faça as escolhas erradas.
– Ok. Me ajude a soltar Emma.
Vou até ela, mas ela desmaiou. Começo a me preocupar e acho que isso aconteceu no mesmo momento que ele caiu. Ouço alguém se mexendo, é o Capitão.
– Steve é melhor você não se mexer, está perdendo muito sangue.
Ele se levanta e caminha até Emma. Arranca as cordas que a prendem e pega-a no colo.
– Steve... – Ouço-a resmungar.
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“Emma on”
Vejo Thor lançando o martelo e quando ele acerta Loki tudo fica escuro. Ainda consigo ouvir uns ruídos, mas não consigo entendê-los. Alguém me solta e me pega da cadeira.
– Steve... – Murmuro. Sei que é ele, pois estranhamente seu toque já se tornou familiar, mesmo em pouco tempo.
Sinto suas mãos em meus braços, ele me puxa da cadeira me envolvendo em seus braços. Ele passa o braço por trás dos meus joelhos. Apoio meu rosto em seu ombro, então tudo se torna silencioso e vazio.
Uma semana depois...
Acordei de madrugada, por causa de pesadelos, todos os dias dessa semana. Meu pai ainda está muito preocupado, não sei o porquê, mas quando eu puder sair do meu quarto vou vasculhar a torre e conversar com os outros heróis. O pior é que só meu pai pode entrar, e ultimamente essa preocupação exagerada dele está me estressando.
O médico entrou no quarto a poucos minutos, são dez horas da manhã, ele disse que eu só poderei sair do quarto amanhã de tarde.
– Pai eu sei que foi você que falou para o médico não deixar ninguém entrar aqui.
– Eu não disse nada disso. – Diz ele por trás da revista que está lendo.
– Até parece que não Stark. Agora por favor, deixe eles entrarem!
– Não! Eu não quero que eles entrem!
– Posso saber por quê?
– Eu quero passar mais tempo com você. Só que a sós. No período que você esteve aqui eu quase não fiquei com você. E o tempo que poderíamos ter passado o tempo juntos, eu tive que trabalhar, você ia para as aulas de boxe ou estava na enfermaria, você foi raptada, ou os outros vingadores estavam junto. Eu não quero mais eles perto de você até que eu possa passar um tempo com você!
– Hum, então isso é ciúmes ou culpa?
– Os dois. Ainda não me conformei com a sua mãe ter escondido você de mim! E eu não consegui nem proteger minha própria filha de um babaca com chifres!
– Ok pai, eu vou respeitar isso.
– Muito obrigado.
– Então por que não fica aqui comigo na cama?
– Claro.
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