Basket Case
3 All The Time
Notas iniciais
Bem, a casa e alguns bens que nela estavam foram vendidos. Acho que levamos um mês até vendermos tudo o que queríamos. Hoje estamos indo para New York, sei que meu pai é um membro da iniciativa Avengers e o Homem de Ferro, então ele me disse que a torre está sendo usada como sede do grupo de super heróis e da S.H.I.E.L.D. Sabe, acho que eu nunca vi nenhuma foto deles, nem procurei alguma, só sei que vi uma vez meu pai na televisão por isso reconheci a voz. Vai ser interessante!
Stark e eu estamos conversando bastante, descobri que ele tem um filho com a Pepper, ele tem quinze anos, não é uma diferença absurda. O problema é que eles não falaram nada para o garoto, então vamos ver como ele irá reagir. Vou me divertir bastante pelo jeito!
Quando chegamos, Tony me diz que todos estão lá e querem me conhecer. Uma coisa que eu ainda tenho que me lembrar de fazer é criar um apelido para ele! Estou nervosa, não gosto de muita gente me olhando.
Estão todos no sofá, conversando e rindo, é estranho. Por eles serem super heróis, sabe? Eu sou a última a entrar na sala.
– E aí senhor Stark? Agora vai me dizer o que foi fazer lá e quem é ela? – Diz o filho dele, ele é até bonitinho, é loiro, tem olhos azuis e pra variar é mais alto que eu. Sim, sou complexada com minha altura.
– Bem moleque, ela é sua irmã! Legal não?
– Minha irmã? Como? – Mas ele não parece muito surpreso. Acho que ninguém se surpreende muito com o que acontece na vida do meu pai.
– Bem, da mesma forma que você foi gerado, da maneira tradicional é claro! – Debocha Stark, eu e ele não conseguimos conter o riso.
– Oi, meu nome é Emma. Desculpa por tudo isso. – Esboço um sorriso, meio sarcástico, mas ainda sim um sorriso, e estendo a mão. Ele a aperta, um pouco forte demais, mas tudo bem. – Stark ainda não me disse o seu nome.
– Chase. Chase Potts Stark.
– E isso me lembra que temos que mudar seu sobrenome. – Diz Stark, mais pensando alto do que falando para mim. – Emma Stark, gostei!
– Hum, que ótimo. – Finjo entusiasmo, e ele sorri para mim, e eu devolvo o sorriso.
E os outros, limpam a garganta. É... Isso é muito constrangedor.
– Ok, ok, vou apresentar vocês. Mas tenham calma!
O primeiro herói que ele me apresentou foi um homem chamado Bruce Banner, o Hulk, ele é um cara legal e bem calmo. Bem bonito, deve ter um metro e setenta e seis (sim, eu gosto de tentar adivinhar a altura das outras pessoas), olhos castanhos e cabelo castanho também. Já gostei dele.
O próximo foi um chamado Thor, disseram que ele é um deus, e é um deus muito, muito bonito. É bem alto, sugiro um metro e noventa e oito, tem olhos azuis e cabelo loiro. O terceiro foi um homem com o aspecto bem sério, Clint Barton, o Gavião Arqueiro, um metro e noventa, loiro e olhos azuis. Também muito bonito. Apresentou-me uma mulher, Natasha Romanoff, a Viúva Negra, um metro e setenta, cabelo ruivo e olhos azuis.
– E o picolé cadê? – Pergunta Stark.
– Acho que acabou de sair do banho. – Responde Barton. Ele é o tipo de pessoa que eu não gostaria de ter como inimigo, ele parece alguém bem determinado e uma pessoa que presta atenção em tudo o que acontece. Ele me assusta um pouco.
E ele está certo. O melhor é que ele chega à sala só de toalha. Parece ser uma pessoa séria, mas não tanto assim. Mas age naturalmente. Ele é lindo, bem definido, deve ter um metro e oitenta e oito. É loiro e tem os olhos mais lindos e azuis que eu já vi. Sou desperta do meu torpor quando meu pai se pronuncia.
– Bem, picolé, esta é minha filha Emma. – Diz ele, está irritado, acho que é porque o Capitão está só de toalha e na minha frente.
Não contenho o riso novamente e o Chase também não. Deve ser normal meu pai se irritar com o Capitão. Não noto que ele, o Capitão América, se aproxima de mim, ele estende a mão e diz:
– Sou Steve Rogers. – Diz sorrindo, eu estou tensa, é uma sensação estranha, nunca fiquei assim antes. Aperto sua mão, sorrio e digo:
– É um prazer conhecê-lo.
Ele nota minha blusa e ri.
– Não sabia que tinha uma fã! E deve ser por isso que seu pai está tão histérico. – Brinca, e continua sorrindo.
Meu pai ri sarcasticamente e depois o fuzila com os olhos. É muito engraçado. Sou levada para conhecer meu quarto, é lindo, fica no fim do corredor. Meu pai que o projetou e eu amei. Eu continuo ali, até o jantar.
Bem todos estão super arrumados e eu de shorts e uma blusa meio transparente. Ninguém havia me dito que seria um jantar formal, já que uns pesquisadores que trabalham com meu pai viriam aqui discutir uns problemas no projeto ultra secreto da S.H.I.E.L.D.
– Me desculpe filha, acabei me esquecendo do jantar. – Diz meu pai, mas acho que ele gostaria de estar como estou e não sendo enforcado por uma gravata.
– Sem problemas pai, você quer que eu me troque? –Pergunto.
– Adoraria. – Diz ele impaciente, deve ser porque seus companheiros de trabalho estão me comendo com os olhos, e os filhos deles também.
Bom, eu volto ao meu quarto e coloco um vestido. Ele é totalmente aberto nas costa, marca minha cintura magra. É um vestido rodado, e preto com detalhes dourados. Pego um salto preto e saio apreçada. Sem querer esbarro de frente com tudo no Capitão. Que merda!
Não entendo meu nervosismo quando estou perto dele. É só mais um homem que conheço em minha vida. Mas o que mais me incomoda é a calma que ele tem. Eu quase caio com o impacto, ele me segura e logo me solta. Olho para ele, ela não está me olhando, seu olhar é vago e calmo. Mas por baixo desse manto de calma vejo que está inquieto e, será preocupação? Acho melhor eu me lembrar de tomar cuidado com ele, não que ele seja uma ameaça e tal, mas não julgo ser prudente se colocar no meio de seu caminho.
Ele está arrumado, ele usa uma camisa social azul, uma calça djeans e um sapato social. A reunião deve ser importante. De repente ele fala:
– Achei que você não iria à reunião, já que nem o Chase vai. – Diz ele com simplicidade.
– Hum, eu nem sabia desse jantar, mas meu pai acabou me pedindo pra trocar de roupa. – Explico. – Mas e você, vai ajudá-los com o projeto?
Ele ri. Não é uma risada forçada, nem com muita vontade. Queria saber o que o incomoda tanto.
– Ajudar? Eu? Não entendo uma só palavra que eles dizem. Não teria como eu ajudar.
– Hum. Bem... Vamos então para o jantar.
– Ok.
Seguimos o corredor em silêncio. Quando chegamos à mesa, todos já tinham se servido e comem com pressa. Perdi a fome de repente, então eu brinco bastante com a comida. Olho ao redor da mesa e para as pessoas que nela estão. Os heróis, todos eles, estão jogados em suas cadeiras enquanto os cientistas, Banner e o Stark discutem os preliminares do projeto. Quando fixo meu olhar no Capitão, ele está me observando. Meu rosto esquenta, será que dá para notar? Fixo-me em seu olhar, ele não desvia nem um segundo, até que me levanto e ele faz o mesmo. Pego os pratos, ele os copos que ninguém irá usar mais. Seguimos para a cozinha, ele chega antes e começa a lavar a louça.
– Você não precisa fazer isso, eu já ia fazer. – Digo.
– Eu sei, mas me ajude secando, você não precisa fazer isso. – Diz ele como se fosse a coisa mais normal do mundo. Nunca me ajudaram em nada, então isso soa estranho aos meus ouvidos.
Thor e Barton entram com as panelas e começam a guardar o que já sequei. Acho que estou fazendo careta, pois eles me olham sorrindo ou rindo mesmo de mim. Isso é muito estranho.
– O que? Por que a cara feia? – Diz Barton rindo.
– É que isso é muito estranho. Nunca, ninguém me ajudou. Só é bizarro. – Digo dando de ombros.
– Por que nunca te ajudaram? – Pergunta o Capitão sério, parece até com raiva.
– Não sei por quê. Nunca tive ninguém que se importasse demais comigo, sempre fiz tudo sozinha.
– Mas uma garota bonita e gentil como você, devia ter alguém que se importasse. – Diz Thor quase quebrando um prato em um armário.
– Bom, nunca tive amigos, e minha mãe não cuidava muito de mim. Então sempre me virei sozinha. Sou bem esperta, não precisei de ajuda. – Suspiro.
–Hum. Todo mundo precisa, você não é de pedra. Nem um robô. Isso fica exaustivo. Aprenda a pedir ajuda. – Fala Rogers.
– E nós te ajudaremos quando precisar. Ok? – Fala Barton.
Thor afirma com a cabeça. Novamente, B-I-Z-A-R-R-O.
– Ok. E eu pedia ajuda, para o meu outro pai, quando ele era vivo tá!
– Tá. – Dizem eles me imitando.
Terminamos rápido. Começamos a conversar sobre tudo e nada ao mesmo tempo. Até que os filhos dos cientistas se juntam a nós e eu fico de lado. Agora tudo voltou ao normal.
Tinham seis cientistas e seis garotos. Pelo que me lembro os nomes eram:
Logan Lerman, Cole Sprouse. Josh Hutcherson. Chase Crawford. Alex Pettyfer. E, Jake Abel.
Todos bonitos de mais para serem espertos. Mas essa não é a realidade, são crânios em qualquer matéria que envolva lógica. Pelo menos são inteligentes. Não paravam de me olhar. Quão desconfortável era a situação? Isso eu não sei dizer.
Eu estava do lado do Barton, e ele notou que eu não estava bem. Ele me puxou para perto e colocou o braço em volta dos meus ombros. Eu relaxei, sussurrei para ele obrigada e depois ele começou a encarar os moleques, que ficaram sem graça.
Novamente o Rogers estava me encarando, ele estava tenso, acho que é por causa do Barton. Não consegui evitar o sorriso. Ele viu e saiu da sala, e novamente isso fica cada vez mais esquisito. Também me retiro, vou para o meu quarto, ele é no fim do corredor, mas fica a direita. O quarto em frente ao meu é, coincidentemente, o do Rogers. A porta dele está aberta, mas não tem ninguém no quarto. Esqueço-me de fechar a porta e começo a trocar de roupa. Tiro agilmente o vestido, o problema é que eu estava sem sutiã, e quando me viro ele está me olhando. Cubro-me rápido e fecho a porta.
– Merda. – Grito, e o ouço rir do outro lado.
Agora o jeito é ir dormir mesmo, depois do mico. Não creio que eu me esqueci de fechar a porta. Que garota mais idiota. Idiota, idiota, idiota. Tomara que eu não acorde amanhã.
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