Barreiras no Amor
2 Capítulo 2
Notas iniciais
FELIPE P.O.V.
Meu dia não está sendo bom. Hoje de manhã fui demitido, estou sem dinheiro pra pagar a faculdade e ainda recebo a notícia que vou ter que morar com minha mãe no emprego dela com aquele povo chato.
A parte boa é que o patrão dela é dono do hospital mais famoso do Rio de Janeiro, o hospital Shiwe. Qualquer coisa ele me dá uma ajuda na minha carreira de médico. Fiquei sabendo também que, ele é casado com uma mulher chamada Ana, uma perua metida que odeia pobre, tem um filho chamado Anicio, nome estranho, coisa de rico. Ah! E uma filha que segundo minha mãe "é um doce" chamada Amanda. Imagine como eles são, todos metidos.
Minha mãe disse que eu tenho que viajar pro Rio o mais rápido possível então eu estou esperando o ônibus na rodoviária. Tudo está bem, só tem um problema: minha namorada. Não sei como ela vai ficar depois de tudo isso. Ela falou que ia ficar tudo legal,mas eu não me convenci muito.
Depois de horas no ônibus eu finalmente cheguei. Peguei um táxi e mais uma hora na estrada. Quando cheguei, desci do táxi e me deparei com uma casa linda, típica casa de rico.
Bem no Jardim um garoto bem estranho, com cara de psicopata estava sentado sozinho na piscina, todo desprezado acho que é tal do Anicio.
– Oi — falei um pouco envergonhado — Você é o Anicio, certo?
– Certo! E você quem é? — perguntou com cara de tédio.
– Sou Felipe, filho da Graça — falei estendendo a mão, mas ele não apertou.
– Hm. Você veio morar aqui né?
– É, infelizmente.
– Eu tenho pena de você!
– Por quê? — perguntei sem saber de nada.
– Essa casa é o verdadeiro inferno. Mas entra a sua mãe deve tá esperando por você.
– Onde fica a cozinha?
– Naquela porta ali direto — apontou pra porta e eu segui.
Entrei e mais uma vez fiquei de boca aberta. A casa era simplesmente linda. Logo encontrei minha mãe na cozinha e fui falar com ela.
– Oi mãe, quanto tempo. — falei abraçando-a.
– Oi meu filho — falou retribuindo meu abraço — Como foi sua viagem?
– Muito cansativa.
– Eu sei meu amor, mas agora vamos tirar essa roupa e tomar um banho pra vir comer alguma comidinha, você deve estar morrendo de fome.
– E como estou — disse com a mão na barriga — Mas onde fica meu quarto?
– Seguindo esse corredor direto. O último é o seu.
– Brigado mãezinha, te amo. -- falei dando um beijo na sua testa.
Segui o corredor e cheguei no meu quarto. Ele não era tão bonito assim, mas fazer o que é o quarto do filho da empregada. Já é muito eu ter que vir morar no emprego da minha mãe, o que mais eu poderia querer?
Termino de arrumar minhas coisas, vou tomar banho e comer, já que eu tô morrendo de fome. Desço pra comer, assim que termino vou até a piscina e vejo duas gatas entrando, até que são bem bonitas. Parece que aqui não vai ser tão ruim assim.
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