Notas iniciais
Holá meninas!! Agradeço a quem favoritou a historia a aos comentarios! ^_^ espero que gostem da continuação e participem, quero saber o que estão achando da fic! :) Boa Leitura! ;)

No Capitulo anterior...

— Cecília Santos!

Cecília sentiu um frio na espinha, estava na hora... Juntou toda a autoconfiança que tinha e caminhou ate à senhora que lhe sorriu e seguiram em silencio ate o auditório.

— Você pode ir ate aquele x ! A senhora disse na lateral do palco. – Boa sorte! Disse lhe sorrindo.

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— Obrigada!

Cecília respirou fundo e andou ate o x indicado sem olhar para ninguém, pensou que se encarasse as pessoas na platéia não seria capaz de chegar ao meio do palco.

— Muito bem! Um homem disse calmamente, Cecília ainda não tinha coragem de encarar as pessoas as sua frente, mantinha o olhar no chão enquanto tentava controlar sua respiração que estava acelerada. – Pode me dizer seu nome, por favor!? O homem pediu.

Cecília podia sentir todos os olhares sobre si.

— Cecília Santos! Disse se obrigando a levantar a cabeça e encarar os jurados.

Cecilia franziu a testa ao observar o homem que perguntará seu nome, ele era um padre? Cecília se perguntava sem entender.

— você não preencheu a qual escola de Balé veio! O Padre Gabriel disse confuso.

—E-eu não freqüentei nenhuma! Cecília gaguejou se movendo nervosa.

O Padre Gabriel a olhou surpreso e comentou algo com a moça ao lado, Cecília ficou ainda mais surpresa quando viu que era a moça de roxa que estava na porta da sala com aquela menininha vestida de bailarina.

Estefânia lhe sorriu em reconhecimento...

—Pode nos contar um pouco sobre você? Padre Gabriel pediu curioso.

— Não tenho muito que contar! Cecília disse nervosa.

Não sabia que precisaria passar por um entrevista para fazer o teste.

— Vejo aqui na sua ficha que o Padre Abel lhe indicou! Padre Gabriel disse de forma seria. – Fomos grandes amigos! Disse sorrindo e a olhando ainda mais curioso.

Cecília engoliu em seco.

— Sim... Ah, o padre Abel quem fez minha inscrição há alguns meses, mas só fiquei sabendo há poucos dias! Cecília explicou nervosa.

— Interessante! Estefânia comentou curiosa. – pode nos explicar melhor? Por favor! Estefânia pediu.

— Bom... Eu morava em um orfanato que era próximo a igreja do padre Abel ele quem conseguiu que uma amiga dele me desse algumas aulas de balé... Fiz uns 4 anos de balé com ela, mas então ela precisou sair do pais e eu continuei sozinha!

Cecília explicou rapidamente não querendo entrar em detalhes.

— e acha estar apta a uma vaga aqui?

Aquela voz grave chamou a atenção de Cecília e ela se surpreendeu com o tom rude na voz do outro homem que se manifestava pela primeira vez. Nem o tinha notado ate agora.

— E-eu não faço idéia! Cecília disse o olhando com a testa franzida, seu rosto lhe era familiar. – Mas estou aqui para que me digam se estou apta ou não! Completou petulante.

— Muito bem então! Estefânia disse animada enquanto olhava Gustavo comprimir o lábio tentando se segurar. – quando estiver pronta pode começar! Completou divertida.

Cecília acenou em concordância... Posicionou-se e levou seu tempo respirando fundo e tentando acalmar as batidas aceleradas do seu coração.

"Dance com a alma!" Cecília disse a si mesma antes de acenar para que soltassem a musica.

Os primeiros acordes soaram e Cecília se posicionou de forma ereta, e a melodia encheu o ambiente com seus acordes e notas, Cecília fechou os olhos e soltou a ar que prendia se deixando ser conduzida pela melodia.

Era tão fácil, naquele momento não existia mais jurados, nem julgamento, existia apenas sua respiração acelerada, o som das suas sapatinhas batendo no piso de madeira enquanto rodopiava na ponta. Sua respiração acelerada preenchiam seus ouvidos e ali enquanto se deixava ser conduzida pela musica sorria sem se dar conta e então a melodia cessou tão logo Havia iniciado.

Ao termino da dança ainda ofegante Cecília se posicionou no centro do palco e esperou por algum comentário, todos ficaram em silencio por um instante a encarando.

— Muito bem! Padre Gabriel disse quebrando o silencio. – isso foi... Bom, foi muito bom! Disse um pouco atrapalhado enquanto encarava Cecília surpreso. – O resultado estará disponível no site da academia amanhã mesmo! Disse rapidamente.

— Obrigada! Cecília agradeceu se retirando do palco.

Cecília saiu decepcionada, esperava mais do que um "muito bom"... enquanto caminhava pelos corredores tentou segurar as lágrimas ate estar longe da vista das pessoas e só então se permitiu chorar.

Depois de assisti as ultimas concorrentes, Estefânia, Gustavo e Padre Gabriel se reuniram para discutirem sobre o teste.

— eu ainda estou impressionada com aquela moça! Estefânia disse aos primos. – Ela me emocionou! Completou olhando seu primo Gabriel que concordou com um acenar de cabeça.

— Por um momento eu fiquei sem palavras! Gabriel confessou. – acabei me atrapalhando um pouco! Disso sorrindo ao lembrar-se. – essa moça não tem uma técnica muito boa, mas vê-se que tem paixão! Padre Gabriel comentou pensativo.

— Mas temos só 20 vagas e já temos as selecionadas! Gustavo comentou dando de ombros.

Estefânia olhou o primo pensativa...

— Não podemos abrir uma vaga de ultima hora? Estefânia perguntou sorrindo animada. – Tecnica é uma coisa que se aprende, Paixão você tem que nascer com ela! Argumentou olhando os primos.

— As coisas não funcionam assim, Estefânia! Gustavo disse carrancudo.

— Somos os diretores, se não podemos fazer o que queremos para que estamos aqui? Perguntou chateada.

— O Gustavo tem razão, Estefânia! Padre Gabriel concordou com Gustavo.

— mas... Estefânia tentou argumentar, mas era voto vencido.

— é mesmo uma pena, a moça tem o necessário para se tornar uma grande bailarina... Padre Gabriel dizia quando foi interrompido pelo irmão...

— Mas falta o principal! Gustavo comentou se levantando bufando. – falta Técnica! Disse saindo da sala e dando aquela reunião por encerrada.

Gabriel e Estefânia se entreolharam confusos.

— O que deu nele? Estefânia perguntou a Gabriel que apenas deu de ombros encerrando a reunião. — Eu sinceramente não consigo entender o Gustavo! Estefânia disse cansada.

— dê um tempo a ele, prima! Gabriel disse a olhando. — Não seja tão dura! Pediu olhando a prima.

— Você já viu o jeito frio que ele vem tratando a Dulce? Estefânia perguntou irritada que ate Gabriel queria poupar o Gustavo de suas responsabilidades.

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Cecília chegou tarde em casa devido a demora para o exame, sentia que poderia ter se saído melhor e que o nervosismo talvez a tenha prejudicado. Suspirou cansada ao entrar em casa e encontrar sua irmã Fátima a esperando com ansiedade.

— Cecília! Exclamou vindo em sua direção para abraçá-la. – como foi? Perguntou ansiosa por saber detalhes do teste.

— Eu não sei! Cecília disse tentando dar pouca importância. – Não acho que eu consiga uma vaga, tinha tantas meninas que realmente merecem essa vaga! Disse triste. – Porque eu mereceria? Perguntou olhando a irmã e tentando não cair em lagrimas novamente.

—Oh minha irmã! Fátima disse abraçando Cecília de forma a tentar confortá-la. – Você merece tanto quanto as outras meninas! Disse a olhando nos olhos enquanto secava as lagrimas que escorriam por seu rosto. – Tenha fé! Disse lhe sorrindo tentando encorajar a irmã a não desisti. – e se não for dessa vez outras viram! Completou. – Não vou deixar que desista!

— Obrigada Fátima! Cecília agradeceu sorrindo triste. – Não sei o que seria de mim sem você aqui para me dar apoio!

Cecília e Fátima depois de conversarem muito sobre o exame foram dormir, amanhã seria um grande dia e Cecília precisaria esta disposta, afinal, a vida tinha que continuar...

*Casa dos Larios*

— Você não pode simplesmente ir embora assim, Gustavo! Estefânia disse ao entrar em casa e ver Gustavo sentando no sofá com um copo de uísque na mão.

— Porque não? Perguntou a olhando. – pensei que já tínhamos escolhido as classificadas! Completou dando de ombros.

— sim, escolhemos, mas ainda tínhamos questões a resolver! Disse o olhando com indignação.

— Não vamos abrir uma vaga para a aquela menina! Gustavo disse com desprezo.

— Por quê? Perguntou o olhando com a testa franzida. – falando assim ate parece que você tem alguma coisa contra ela! Disse o observando com atenção.

— Nem a conheço! Rebateu. – Não tenho nada contra ela, só não acho que ela tem o que é preciso para merecer a vaga! Disse em tom irônico.

— Teresa também não tinha! Estefânia disse o olhando seriamente, a menção do nome da Tereza fez com que Gustavo olhasse a prima seriamente. – e você lutou por ela, você acreditou nela! Continuou. – e essa menina tem a mesma paixão da Teresa... Dizia, mas Gustavo olhou a prima com raiva a fazendo se calar, Gustavo se colocou de pé se aproximando da prima que deu um passo atrás. Tinha cutucado onça com vara curta.

— Não ouse comparar a Teresa com aquela menina! Disse furioso e saiu porta afora deixando a prima sozinha.

Gustavo estava muito irritado, ouvir a Estefânia se referir a Teresa lhe trouxe recordações que vinha tentando manter enterradas no fundo de sua mente, recordações de felicidade que hoje lhe causavam muita dor agora.

Gustavo caminhou sem rumo e praguejou quando sentiu os pingos da chuva lhe atingirem, o tempo combinava bem com seu estado de espírito, bufou olhando o céu clarear com os relâmpagos, mesmo assim não se importou e apenas continuou andando imerso em seu dor, em suas lembranças... e Assistir a apresentação daquela moça era como ver sua Tereza dançando pela primeira vez, elas tinham o mesmo brilho no olhar, Gustavo sorriu com a lembrança...

—- Flash back on –

Gustavo e Teresa dançavam na inauguração da academia de dança dos larios, o lugar estava cheio, amigos, família, impressa, todos virem ver de perto a Academia de dança concorrente ser inaugurada.

— Você nunca desistiu de mim! Teresa disse olhando Gustavo nos olhos enquanto dançavam sem conseguir desviar os olhos um do outro.

— Seriam tolos se não enxergassem o seu talento, sua paixão ao dançar! Gustavo disse a Teresa em seguida lhe dando um beijo.

— você os fez enxergar o que nem eu mesma enxergava! Insistiu.

— Bom, agora não precisamos mais depender deles para darmos a chance a meninas como você, meu amor! Gustavo disse orgulhoso.

— Nunca deixe isso acabar! Teresa pediu o olhando nos olhos. – Nunca deixe verdadeiros talentos se perderem! Pediu sem conseguir conter as lagrimas.

— Eu prometo! Disse lhe sorrindo enquanto lhe dava um beijo na testa a trazendo para a proteção de seus braços.

—-- Flash Back off ---

Gustavo caminhava na chuva, tomado por lembranças, quase podia sentir o perfume que Teresa usava naquela noite, ainda a tinha muito viva em sua memória mesmo depois de 2 anos de sua morte... A rua estava deserta ninguém passava por ali e a pouca luz que iluminava seu caminho era das casas que ali ainda tinham moradores acordados.

— Ela tem talento! Gustavo admitiu em voz alta parando no meio da rua e olhando o vazio sobre a forte chuva que caia esfriando sua raiva.

Notas finais
E então? o que me dizem? Gostaram? não gostaram? Vamos participar! Comentem, favoritem, compartilhem! Beijos e ate a proxima. Insta: @fic.gucilia