Bad romance... Or not?
7 O dia seguinte.
Notas iniciais
REGINA
Meu Deus nós duas fizemos amor! Quantas responsabilidades isso acarreta hein? Todas! Nós éramos melhores amigas. Eu dormia envolta pelos braços de Emma, quando acordei com ela se remexendo muito, suada e chamava desesperadamente pela mãe, estava mais do que claro que ela estava tendo um pesadelo. Eu toquei seu rosto delicadamente e disse:
–- Emma... Emma... Emma... Acorda meu amor. É só um sonho ruim. Acorde, eu estou aqui com você.
E em um pulo ela se sentou ofegante na cama e começou a chorar. Eu a abracei forte e disse ao seu ouvido:
–- Foi só um sonho ruim, foi só um sonho ruim, você está bem aqui comigo, eu estou do seu lado.
–- Ele... Ele... Ele estava me machucando outra vez... Ele sempre volta quando eu estou feliz, ele sempre volta para me assombrar quando eu estou feliz.
–- Ele quem meu amor?
–- Meu... Meu pai.
–- Quer falar sobre o sonho? Quer me contar qual é sua verdadeira história? Pode te fazer bem.
–- Que jeito mais romântico de se passar a primeira noite. Meu Deus... Só eu mesmo para conseguir essa proeza.
–- Eu estou aqui por você...
–- Não tem muito que contar Regina... Eu não gosto de lembrar daquele dia terrível, ainda me dói muito... O que me vem na cabeça durante os pesadelos é o exato momento que meu pai me agride quando eu contei para ele que era gay, nós sempre fomos muito amigos, eu era mais próxima dele do que da minha mãe, ele era um homem tão meigo, gentil, eu tinha 14 anos, fui conversar com ele na esperança que ele me ajudasse a encontrar uma melhor forma de contar para ela. Mas ele me agrediu Regina, me agrediu com tapas, socos, chutes, com ofensas, me bateu com a fivela do seu cinto, essa cicatriz que eu tenho perto do meu ombro é uma das marcas desse dia. Minha mãe estava trabalhando, eu gritava por ela, com a esperança que ela chegasse e me tirasse das mãos dele, eu pedia para ele parar, mas ele não parava, até que eu não consegui mais gritar, não consegui mais me mover... Só me lembro de ter acordado de um coma três semanas depois, com duas costelas quebradas, a clavícula quebrada e várias escoriações pelo corpo. Minha mãe estava do meu lado segurando a minha mão e dizendo que ele não me faria mais mal, nós iriamos embora de Storybrooke e ela sempre estaria do meu lado, eu me relacionando com quem eu bem entendesse. Foi assim que viemos parar em Boston. E agora toda vez que eu estou feliz... Qualquer que seja o motivo, ele vem me assombrar em pesadelos.
–- Por isso que nem você nem sua mãe nunca falam nele.
–- Sim.
Eu beijei os lábios de Emma e disse:
–- Eu estou com você... Essa felicidade vai durar... Eu lhe prometo e ele não vai te fazer nenhum mal. Agora deita... Eu vou te fazer dormir.
Emma deitou sobre o meu colo e eu fiquei acariciando seus cabelos loiros, até que ela dormisse tranquila, assim eu também adormeci.
No dia seguinte, uma sexta-feira de manhã, eu acordei com Henry entrando em meu quarto... E quando ele se preparou para falar algo bem alto que acordasse Emma, eu fiz sinal para que ele ficasse quieto e me acompanhasse para fora do quarto.
Quando nós dois já estávamos do lado de fora. Eu disse para ele:
–- Não grite... Ela está com o sono agitado pelo pesadelo que ela teve essa noite.
–- Ah mamãe... Você não vai tentar me convencer que a única coisa que aconteceu é que ela teve um pesadelo no meio da noite e veio para o seu quarto, vai?
–- Não, não vou seu espertinho, mas o pesadelo foi real. Vem comigo.
–- Para onde?
–- Preparar o café da manhã da Emma.
–- Mãe você está tão romântica.
–- Eu acho que estou apaixonada.
Nós fizemos o café da manhã e levamos para o meu quarto para tomar junto da minha loira. Coloquei a bandeja de café perto de Henry e dei um selinho em Emma para que ela acordasse, ela começou a despertar e eu disse:
–- Bom dia Bela Adormecida.
–- Bom dia minha rainha.
–- Trouxemos café.
–- Trouxemos?
Ela olhou para o lado e viu Henry que acenou cumprimentando-a, ela sorriu e disse:
–- Garoto... O que você faz aqui uma hora dessas?
–- Eu estava curioso e tenho uma coisa muito, muito, muito legal para contar para minha mãe.
Eu arqueei um sobrancelha olhando para ele e disse:
–- E o que é?
–- Imagine Dragons!
–- E? Ainda não entendi a mensagem Henry.
–- Imagine Dragons vão fazer um show amanhã à noite aqui na cidade e nós temos que ir mamãe.
–- O que? Imagine Dragons vão estar aqui e eu não estou sabendo? Oh meu Deus!
Emma nos olhou e disse:
–- Qual de vocês é o pré-adolescente mesmo?
–- Ah Emm... Deixa de ser boba. É a nossa banda... Não é mesmo Henry?
Meu filho sorriu e respondeu:
–- Claro que é, não tem banda melhor. E você vai com a gente Emma.
–- Não perderia esse programa por nada nesse mundo. Podem deixar que eu providencio os ingressos.
Nós tomamos nosso café da manhã e quando Emma e eu estávamos deixando Henry na frente do colégio, ele disse sorridente:
–- Emma... Consiga ingressos perto do palco.
–- Pode deixar garoto.
Então fomos em direção ao estúdio e lá Emma me disse:
–- Queria tanto levar minha mãe para se divertir conosco.
–- E por que não leva?
–- Ela não vai querer ir, a vida dela parou há 20 anos, ela só tem vivido por mim e por Henry, quando seu filho entrou em nossas vidas deu um novo sentido na vida dela, agora cuidar de nós dois é tudo o que ela quer, eu amo muito minha mãe Regina, porque no fundo eu sei que ela abriu mão do seu amor verdadeiro para me ver bem e feliz.
–- Eu tenho a arma perfeita para levá-la conosco.
–- O que?
–- Você mesma disse... Henry. Ela não vai resistir a um pedido dele.
–- Pode ser que dê certo.
–- Pode deixar, que essa parte de convencer Mary Margaret a ir conosco eu consigo.
–- Obrigada.
Nós nos despedimos e cada uma foi para seu camarim, eu liguei para escola de Henry e pedi para falar com meu filho. Ele foi logo dizendo:
–- Mamãe? Aconteceu alguma coisa? Você está bem?
–- Estou querido... Eu só queria te pedir um favor.
–- Qual?
–- Quando sua avó Mary for te buscar na escola hoje, eu quero que conte para ela que amanhã vamos ao show do Imagine Dragons e a convença a ir conosco, ela não vai conseguir negar um pedido seu, mas já se for Emma ou eu pedindo ela inventa uma desculpa.
–- Claro, vai ser divertido com ela também.
–- Te vejo a noite em casa. Boa aula Henry.
–- Obrigada mamãe. Até a noite.
Bem... Agora era só esperar que meu garoto fizesse seu trabalho, que só ele poderia fazer tão bem, e irmos para o show, nós quatro, agora mais do que nunca, em uma pequena grande família.
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