Notas iniciais
Desculpem a demora, é que eu praticamente fiz uma pequena viagem e estava sem meu computador. Aqui vai mais um capítulo para vocês.

REGINA

Quando Emma saiu junto como Mary em direção ao bar do local, eu voltei para perto de Henry e ele perguntou:

–- E aí? Quem é a gostosa?

Eu dei um olhar incrédulo para ele que completou:

–- Digo... Quem é aquela descarada?

–- A ex-namorada dela.

–- Ow! Agora a porra ficou séria!

–- Henry Mills, olha o palavreado garoto, não foi isso que eu te ensinei.

–- Desculpa.

Emma voltou de braços dados com a mãe e quando me viu, Emma disse:

–- Vamos embora...

–- Emm... O show não acabou ainda.

–- Por favor, vamos embora agora.

–- Emma, o que aconteceu? Que desespero é esse? Eu não vou causar nenhuma confusão com a sua ex-namorada não.

–- Por favor, eu te explico em casa Regina, mas vamos embora.

Henry nos olhou e disse:

–- Mas... Eu queria conhecê-los no camarim Emma, não podemos ir embora agora.

Emma se abaixou na altura de Henry e disse quase chorando:

–- Henry... Por favor, nós precisamos ir embora agora, o próximo show que eles fizerem eu prometo que te levo, não importa aonde seja, eu te levo, mas agora não discute e vamos embora.

Eu peguei nas mãos de Henry e disse:

–- Vamos querido, parece ser algo sério.

Quando estávamos quase alcançando a porta, Emma falou como se tivesse conversando com ela mesma:

–- Ele não pode ver vocês, não pode.

–- Ele quem Emma? Eu estou ficando preocupada...

–- Meu pai, ele estava perto de vocês e Ariel.

Eu me virei para observar o local onde estávamos e o homem que eu vi me fez retornar a um passado não tão distante, mas que sem sombra de dúvidas eu queria esquecer.

Flashback on

Eu tinha 18 anos quando conheci Robin Hood, irônico era aquele homem ter o nome do personagem que roubava dos ricos para distribuir aos pobres, pois essa alma nobre era uma coisa que eu sabia que ele não tinha.

Nós nos conhecemos em uma manhã de sexta-feira, na lanchonete onde eu trabalhava como garçonete, e logo no primeiro olhar aquele homem me encantou, parecia tão delicado em seus gestos, tão amável.

Na primeira vez que eu servi sua mesa veio a primeira cantada e no fim do meu expediente lá estava ele me esperando. Desse momento aí para um namoro foi muito rápido...

Tudo com Robin era muito intenso... Ele alugou um apartamento onde eu passei a viver, me visitava algumas vezes por mês, morava em uma cidadezinha no Maine, eu não reclamava, vivia bem, com um homem que eu gostava muito, até que um dia tudo mudou...

... Estávamos a 3 anos juntos, eu agora já estava com 21 anos de idade e sofria a cada visita que Robin me fazia. Eu não sei o que acontecia com ele, não sei se ele estava envolvido com bebidas ou com drogas, talvez até tivesse envolvido com as duas coisas, mas chegava muito transtornado no apartamento, me agredia, me humilhava, me violentava, sim, me violentava, eu não estava de acordo com aquelas relações.

Foi quando com 23 anos... Eu fugi daquele apartamento... Passei três anos trocando de cidade para ver se o confundia e desse modo, essas mudanças constantes acabasse impedindo com que ele me achasse.

E com 26 anos conheci Daniel, um homem bom, doce, que fez de tudo para se tornar meu amigo... Tudo ao lado de Daniel parecia fácil, me deixava feliz e depois de muito insistir ele conseguiu me conquistar e nós nos casamos e nos mudamos de Chicago (última cidade para onde eu tinha fugido) para Nova York. Vivemos tranquilamente por três anos até que eu engravidei, gravidez essa muito comemorada, Daniel e eu estávamos radiantes, não cabíamos em si de tanta felicidade, estávamos esperando um menino e decidimos que ele se chamaria Henry... Teria o mesmo nome que o meu pai.

Henry nasceu tão parecido com Daniel, não era tão parecido assim, mas o amor que eu sentia por aquele homem me fazia ver semelhanças até onde não existiria.

Faziam menos de seis meses que eu havia dado a luz quando uma notícia pôs a baixo todos os meus planos de uma vida feliz, todos os meus sonhos, Daniel... Meu marido... Meu amor... Ele havia morrido em um acidente trágico de carro, nos deixando sozinhos no mundo.

A morte de Daniel me quebrou por dentro, me deixou completamente desolada, até que por conta do meu recém descoberto trabalho, eu era uma jovem atriz em ascensão, e uma proposta naquele momento irrecusável para me mudar para Boston, fez com que eu deixasse tudo para trás mais uma vez. E foi sem dúvida a melhor coisa que eu fiz na vida... Única e exclusivamente por uma pessoa que apareceu para me fazer feliz outra vez... Emma Swan.

Flashback off

–- Regina... Você está me ouvindo? Regina?

–- Oi... O que foi?

–- Eu disse que chegamos...

–- Aconteceu algo nesse meio tempo?

–- Não meu amor... Só fui levada até um passado que eu quero esquecer.

–- Você quer...

–- Não... Eu não quero e eu não posso, não agora, não enquanto eu não estiver segura.

–- Devo ficar assustada? Pois parece que nós duas estamos fugindo de algo.

–- Não... Deve me ajudar esquecer... Só isso. Nós vamos ficar bem.

Notas finais
Espero que gostem. Volto ainda hoje com mais um.