Bad girl

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Oi oi! Aqui está o primeiro capítulo. A história já esta pronta, não se preocupem! Espero que gostem!

Cabelo despreocupado, quase despenteado, shorts de um Jens rasgado e escuro, blusa preta, uma jaqueta curta e leve escura. Os olhos estavam delineados, mais o que deixou Vee ficar boquiaberta foi à tatuagem no ombro de uma asa de anjo, não era a Nora delicada que conhecia.

-Tem certeza que quer fazer isso? –Vee tinha o cabelo loiro acinzentado e era a melhor amiga de Nora, as duas iriam para escola o primeiro dia de aula. –Sua mãe vai matar você quando vir essa tatuagem. –Nora morava com a mãe o pai tinha morrido há um ano, praticamente morava sozinha, a não ser por Dorothea a empregada. A casa era antiga mais ela mantinha seu charme e lembranças de seu pai.

-Claro que sim. –Nora sorriu vendo o horror de Vee. –Além do mais, cansei da minha vidinha medíocre, minha mãe fica fora e ainda tenho que ser a boazinha. –Nora sorriu, em sorriso que nem ela sabia que tinha. Normalmente não jurava que era mais fácil Vee fazer essas coisas que ela. Nora era o modelo de toda filha que a mãe queria ter.

-Então... Vamos? –Nora tirou o sorriso do rosto e caminhou para a porta.

-Tudo bem. –Vee disse.

As duas entraram no carro de Vee, e Vee dirigiu para Coldwater, já que como diria Nora “já não basta ser sozinha e preciso morar em uma fazenda”, mas Nora na verdade amava a casa era antiga, mas mantinha o charme, e todas as lembranças do seu pai estavam ali.

Vee encostou o carro na primeira vaga do estacionamento. Nora e Vee então desceram. A sala ainda parecia vazia, Nora e Vee como de costume sentaram juntas. E de minuto em minuto Nora sentia olhares pesarem sobre ela. Mas a nova vida de Nora incluía não se importar com que as pessoas pensam.

Foi então que o apito soou, e o técnico entrou.

-Bom dia classe! –Ele deu um sorriso que queria dizer estou feliz por estar aqui esse ano, que todos sabiam ser falsidade. –Ora, ora e não é a senhorita Grey, de novo visual. –Ele disse passando o sorriso para Nora que fico totalmente parada odiando aquele momento. O técnico chegou, mas perto. –Espero que não interfira nos estudos.

Isso eu não posso garantir.

-Bem... –Ele passou os olhos sobre todos parando em Vee. –Faremos algumas mudanças. Senhorita Sky troque de lugar com Cipriano.

Vee e Nora se entreolharam literalmente perplexas de boca aberta. Ele não podia! Ou podia? Vee agarrou o caderno com força e Nora simplesmente ficou quieta. Foi quando se assustou com o barulho de outro caderno na antiga mesa de Vee e se virou. Nora nunca tinha visto ele antes, pareciam mais velho, seus cabelos eram pretos, e tinha o corpo... Uma perfeita forma física pensou Nora.

Ele se sentou ao lado de Nora e nem sequer se virou para ela. Continuou virado para frente. O técnico começou a escrever no quadro.

-Hum... Meu nome é Nora. –Ela se virou. Talvez a nova Nora flertasse em sala de aula.

Ele não respondeu, mas Nora tinha certeza que ele tinha escutado então deixou pra lá. Foi quando não sentiu que ele estava olhando pra ela e virou outra vez. De tantas coisas para olhar para ele seus olhos chamaram atenção, eram negros.

-O não parece do tipo que usa isso. –Ele disse, passando seu polegar com leveza na tatuagem de Nora, ela se assustou mais conseguiu não demonstrar isso. A antiga se assustaria.

Irritada por as atitudes dele, Nora se virou para o quadro e disse.

-Não pode dizer o que sou sem me conhecer.

Ele se calou, mas fez Nora refletir, na verdade ele estava certo, mas não precisava dizer. Novamente os olhos dele estavam nela, Nora se virou irritada.

-Já que sabe de tudo, qual é o meu tipo?

-Costuma seguir regra, esta sempre na mesma rotina e nunca sai dela. Pois não controla situações difíceis. -Ele sorriu. — E deixe-me adivinhar, se cansou de tudo e que ser a garota má. Não serve para isso. -Nora não tinha palavras.

-Isso não é da sua conta?

-Agora vai se virar, por esta me odiando, por dizer a verdade. –Exatamente o que Nora fez, ele gargalhou baixo, Nora se virou outra vez.

-Qual é o seu problema? –Nora perguntou. Mas só o que o garoto fez foi ignorar e continuar a observá-la.

Nora nem sabia o seu nome. E estava decidida por não saber.

-Meu nome é Patch. — Ele disse, chegou mais perto e disse: — Tenho um fraco por garotas, da qual você era antes. -Ele enfatizou a palavra fraca. Que Nora entendeu como deboche.

-E uma pena não ser mais o que era antes. –Patch disse. Agora Nora tinha certeza ele estava rindo da sua cara. –Mas ainda corre do perigo. –Foi então que o apito soou Patch saiu sem deixar Nora responder algo do tipo “como tem tanta certeza?”

Nora ficou frustrada por um momento, foi quando sentiu o leve toque nos seus ombros. Vee.

-O que aconteceu? Até parece que viu um fantasma. –Vee riu, mas parou quando Nora levantou séria.

-Foi pior.

Nora chegou a casa, e um alívio percorreu seu corpo, nem tanto a adrenalina da moto ainda percorria seu corpo. Nora a obrigava a não pensar o que sua mãe diria, se comprasse uma moto.

-Dorothea não precisará mais dos seus serviços. –Nora disse secamente, meio culpada, Dorothea era uma ótima empregada e cuidara dela muito bem.

-Mas porque fiz algo de errado. –Ela largou os pratos, que lavava na louça, e fui onde Nora estava na sala. Nora deu um breve suspiro.

-Entenda não fez nada de errado... Só... Não quero que me vigie o tempo todo. –Nora disse. –Não preciso de uma baba.

Dorothea deu um olhar triste, e disse:

-Tudo bem, mas sua mãe não vai gostar nadinha.

Já se passava uma hora que Dorothea tinha ido embora, Nora observava a moto, e pensava que ela ter chegado inteira em casa foi um milagre. Aquela moto parecia dizer “não fui feita para ficar aqui parada”. Isso fez Nora rir sozinha, talvez o primeiro sorriso do dia, ou pelo menos o verdadeiro. Fez Nora sem querer se lembrar de como ficou nervosa com aquele... Garoto. Amaldiçoou a si própria por se lembrar do nome dele.

Patch. Que tipo de pessoa tem esse nome?

O que mais doía era Nora saber que no fundo ele estava certo, todo o preto que usou era pra esconder as imperfeições da sua vida, a mais ainda tinha medo daquilo que não conhecia. Foi então que Nora decidiu não ficar ali sozinha.

Nora colocou um Jens, escarpas pretos, e fez uma blusa de um lenço preto que deixava as costas nuas, amarrado no pescoço até a calça. Soltou o cabelo que como dizia Nora insistia em ser rebelde.

Ligou a moto já lá fora, e contava que o milagre se repetisse. Sendo cautelosa Nora conseguiu.

Mas na verdade não sabia para onde ir, não tinha se arrumada para dormir na casa de Vee.

Um pouco mais afastado do centro de Coldwater, não encontrou uma rua escura sem movimento, alias iluminada apenas pelo letreiro colorido

FLIPERAMA DO BO

Não era o tipo que aparentava ser o lugar que Nora freqüentasse, Quem sabe para a nova Nora? Nora encostou a moto e desceu ainda em dúvida. Havia um homem alto, forte e tatuado, Nora o ignorou e começou rumo ao lugar. Homem então a puxou no braço pra fora. Nora olhou confusa. Ele sorriu em uma piada oculta. Nora olhou com raiva.

-O que foi? –Ela disse. O homem tatuado fechou a cara e olhou em seus olhos.

-Se quiser entrar é preciso pagar? –Ele disse.

Nora tinha ficado tão curiosa que nem pensara nisso. Não sabia o que responder, passou os olhos pela rua, que parecia ter apenas o Fliperama lá. E voltou para conseguir enxergar que espécie de lugar era aquele afinal? Levantou o pescoço o máximo que podia, mas a parede era torta. Conseguiu ver algumas mesas, iluminação escura e uma mesa de sinuca. Estava prestes a ver mais.

-E então?- O homem começava a ficar bravo. Nora se virou, suspirou enfiando a mão no bolso.

Lugar não era pequeno, mas o cheiro do cigarro era preocupante. Havia o bar no canto e mesas que Nora reparou serem apostas, pelo dinheiro jogado. Duas mesas de sinuca iluminadas por uma única lâmpada no centro de cada.

-Ora se não Nora Grey buscado a adrenalina do perigo. –Patch, deixou um sorriso, que Nora não conseguiu decifrar. Assustada por ele estar lá.

Nora pensou que talvez aquele não fosse o melhor lugar, principalmente não seria muito agradável com a companhia de Patch. Ele chegou mais perto e analisando Nora.

-Aqui não é lugar para você. – Ele disse tentando mostrar sinceridade.

-Só de estar aqui, não deva ser mesmo. –Nora estava cansada de que ele intrometesse em sua vida, ela mal o conhecia. Não tinha o direito de dizer o que ela deveria fazer, mas Patch apenas sorriu como se não importasse.

-Estou dizendo que aqui é realmente perigoso. –Patch querendo que Nora quase adivinhasse o que ele queria dizer com perigoso

-Defina perigoso.

Patch avaliou por um estante a situação, como se pensasse em algum plano infalível, olhou para todo o lugar parando os olhos e Nora. Ele então sorriu não um simples sorriso um que qualquer garota desmaiaria.

Não eu. Pensou Nora.

-Quer ficar então fique, não vou te obrigar a ir embora. –Patch disse parando com seu sorriso bonito. Nora parou por um momento.

- Ótimo. –Nora já não tinha o que falar. Os dois então ficaram calados, ambos olhando para lados opostos. Patch então saiu, voltado para um lugar distante deixando Nora sozinha. Nora nem saberia explicar o que de certo estava fazendo ali, e Patch...

Foi Nora escutou um barulho, que parecia que só ela tivera escutado, pois ninguém do Fliperama desviou seus olhos para o homem, mal encarado. Mas o pior estava por vim. Nora sem querer arregalou o olho quando viu uma faca na mão do homem. O homem se levantou da mesa do canto com a faca na mão direita, Nora podia imaginar o que estava por vir, mas não tinha reação.

O homem estava indo em direção ao Patch, e finalmente as pessoas começaram a olhar. Nora se obrigou a pensar em algo depressa, mas simplesmente ficou imóvel. O homem era alto e magro, mas parecia não se importar. Ele então pegou no braço do Patch que obrigou ele a se virar. O coração de Nora parecia que realmente saltaria pela boca, sem poder ver o que aconteceria depois. Nora correu até a porta, resolvendo repentinamente ir embora.

Patch não parecia o tipo de cara, que apanharia em uma briga, mas não quando pego de surpresa e com o homem armado. Nora tentou controlar sua respiração por um tempo, enquanto ela pensava. Deveria ir embora? Ligar a polícia? Ou os dois?

Ela montou na moto, mas sua respiração continuava ofegante, acelerou, mas sua visão começou a ofuscar tornando cada vez mais escura. Seu estomago se embrulhar até cair da moto.

Nora abriu os olhos, um rosto a encarava, e Nora também ainda caída encarava a pessoa. E estava caída, no chão. Como? Aquele rosto... Patch. Mas... A briga. Ele tinha escapado. Nora finalmente se lembrou.

-Você esta bem? –Patch finalmente disse. Nora pensou antes até porque não sabia. –Nora, não se lembra? Caiu de moto. –Ele disse em um tom tão cuidadoso, e pela primeira vez Nora ouviu seu nome sair da boca dele.

-Sim. –Nora pronunciou baixo, e ela pensou que talvez pela expressão do Patch ele não estivesse acreditando. –Sim me lembro. –Ela disse com mais firmeza.

-Venha tente se levantar. –Patch ofereceu a mão, Nora olhou para aquelas mãos.

-Estou bem, não preciso de ajuda. –Nora disse depois se arrependendo por ser tão arrogante. Levantou-se. A moto estava caída, Nora deixou seus olhos nela por um instante e depois se virou para o Patch.

-Porque aquele o homem queria te matar. –Nora disse quase em um tom de “ande confesse que é um marginal”, se lembrou da faca, e o jeito que ele tinha pegada no braço de Patch.

-Digamos que ele não iria me matar... –Patch disse. Nora olhou confusa, ele sorriu como se tivesse uma piada própria em sua mente.

-Como consegue fazer piada nessa situação? –Nora se irritou. Patch deu de ombros e pensou em como explicar.

-Era só uma ameaça. Não paguei a aposta de outro dia... –Patch pensou no que tinha dito. –Ou talvez... Não tenha sido uma ameaça, e ele queria me matar. –Patch fez uma pausa. –Eu disse. Aqui é não é o melhor lugar. Outro dia mataram um homem com...

-Chega! –Nora interrompeu o que ela sabia que não dar em algo bom. –O que quer ouvir? Você esta certo. E eu estou errada? –Nora conclui. Os dois ficaram em silêncio.

-Vamos te levo para casa. –Patch disse com serenidade, seu tom de voz era baixo e Nora percebeu, mas não podia entrar no carro de um estranho. –Não confia nas minhas boas intenções? –Patch percebeu a estranheza de Nora e sorriu. Depois daquele sorriso tudo tinha piorado.

-Quais são as minhas opções? –Nora disse, era para ser baixo, mas Patch parecia ter ouvido.

-Ir sozinha de moto e cair de novo, ou ir ao meu carro seguro e ser devolvida segura. –Patch parecia falar serio Nora também achava. Mas... Aquilo era verdade ela mal sabia andar direito, por milagre tinha chegado tão longe, mas não podia não com ele, ele parecia fazer tudo só para zombar dela, seu sorriso era perigoso, não que ultimamente se importasse com um perigo. E as opções eram poucas.

-Tudo bem, aceito uma carona. –Nora disse, pronunciando carona em quase em ordem mais Patch não pareceu se importar.

-Ok. Vamos tirar a moto daqui. O carro esta logo ali.

Notas finais
Muito obrigado por lerem até o fim. Posto mais em breve, Ok?