Bad girl
23 Capítulo 23
Notas iniciais
Nora encarou Scott por um tempo, tentando achar qualquer traço de falsidade ou cinismo, mas seu rosto não tinha reação. Ainda tentando absorver tudo aquilo, e ao mesmo tempo tentando decifrar a história contada por Scott.
–Esta querendo me dizer que meu pai também foi assassinado, por Rixon? –Nora pronunciou baixo, tentando acima de tudo controlar sua raiva, e a vontade de chamar Scott de mentiroso.
–Eu estava completamente bêbado. Mas sim foi ele. –Scott afirmou, percebendo a incerteza de Nora.
–Se ele reconheceu meu pai, por que meu pai não o reconheceu? –Nora se via mergulhada em um mar de perguntas que não tinham fim.
–Esse é o problema... Eu sei muito pouco. –Scott parecia não mentir. –Depois que Hank me orientou a não falar nada a polícia, ele disse que eu teria que proteger você, ele esta me pagando para isso, mas na verdade quando eu soube que você estava em perigo...
–Espere um pouco. –Nora interrompeu. –Como assim? Hank não queria que você denunciasse Rixon era para a polícia? Se ele matou meu pai, como você deixou que ele continuasse impune? –Ela não se conteve. –Ele tentou de matar seu imbecil! –Nora se levantou suas mãos tremendo de raiva.
Raiva de Scott por deixar um criminoso sair livre, Hank por ter colocado uma atrocidade dessas na cabeça de Scott, por estar namorando minha mãe depois de ter visto o que aconteceu e deixar passar. De Patch por estar escondendo alguma coisa.
–Ele disse, e continua repetindo que uma “Grande guerra esta por vir”. –Scott tentou pronunciar com a mesma seriedade de Hank. –E que se eu apontasse Rixon como “o assassino” tudo ficaria pior do que já estava. Ele me explicou que o que precisávamos fazer era nos prepararmos para essa tal “guerra”.
–E você concordou? –Nora continuava em pé. –Hank é louco... Guerra?... Contra quem? Existe mais alguém com Rixon?
–Foi só isso que ele me disse. –Scott suspirou. –Você faz perguntas demais. E eu não concordo com ele. Na verdade eu odeio Hank Millar. Só estou nisso por sua causa.
–Por minha causa? –Nora sorriu sem humor.
–É... Por sua causa. –Scott confirmou. –Hank me paga para te proteger, mas mesmo se ele não fizesse isso. Eu faria.
Nora manteve os olhos no chão, balançando a cabeça indignada, mas mesmo assim Scott continuou.
–Me sinto em débito com seu pai, ele me salvou. Se não fosse por Harrison eu estaria morto. –Scott disse, fazendo Nora erguer o olhar. –E tudo que posso fazer por ele é tentar te deixar viva.
–Hank esta se preparando para uma guerra? –Nora estremeceu a ultima palavra.
–Não uma guerra de verdade. Pelo que eu entendi, Hank disse que primeiro devemos nos proteger e depois atacar. –Scott tentava explicar.
–Chega. –Vee suspirou nervosa. –Eu desisto de entender.
–Quem? –Nora ignora Vee. –Atacar quem mais? Rixon está preso.
–Não sei. Eu realmente não sei mais nada. –Scott balança a cabeça, como se dissesse que já estava cansado daquela conversa.
Nora fica calada, deixando os pensamentos se organizarem.
–Espere... –Nora olha profundamente para Scott. –Não acha que Patch esta do lado inimigo? Acha? –Ela se lembrou que até então Rixon e Patch eram amigos.
–Tire suas próprias conclusões. –Scott deu de ombros. –Não sei mais nada. Por que pra piorar Hank não confia em mim o bastante. E com razão já que eu te disse até demais.
–Tem certeza que só sabe isso? –Nora implorava por mais, mesmo sabendo que tudo que tinha saído da boca de Scott era ruim.
–Não tenho motivos para mentir para você, Grey. –Scott sorriu de lado, de um jeito não tão divertido...
Que com certeza não me faria acreditar nele. Mais que outra opção eu tinha? Só o que me restava era achar o inimigo e lutar contra ele. Mas mais uma coisa me intrigava: Hank não parecia o cara bonzinho da história. E se esses “inimigos” fossem piores do que ele, que deixou meu pai ser assassinado e nem denunciou seu assassino. Então com quem estávamos lidando?
–Hank é rico, por que ele estaria envolvido até o pescoço, nessa situação? –Nora se voltou para Scott.
–Por motivos que ele não me contaria. –Scott deu o ponto final. –Com licença senhoritas, me perdoem mais pensar de mais me deixa um pouco estressado.
–Scott. –Nora ralhou.
–Até mais tarde, Grey. –Scott abre a porta sai. Depois de alguns segundos depois, retornado com um sorriso no rosto, deixando seu corpo para fora da casa. –Pode me emprestar seu carro, senhorita Sky?
Vee suspira e revira os olhos, depois tira a chave do bolso. Scott pega e sai.
–Você acreditou nele? –Vee perguntou quase no mesmo instante.
–Eu tenho outra opção? –Murmura Nora. Correndo para deixar um ultimo recado para Scott.
–Espere. –Ela grita saindo da cada, Scott se vira rapidamente. –Se você esta me protegendo, por que esta me deixando sozinha com Vee?
–Sua mãe e Hank não vão demorar. E tenho que descobrir mais sobre... –Scott puxou o ar, como se o assunto não o agradasse. –Tudo isso.
–E você tem alguma fonte? –Nora não pode deixar de se senti arrepios em pensar no misterioso Hank com sua mãe.
–Na verdade tenho. –Scott disse, abrindo a porta do Dodge Neon de Vee. –Conhece um cara chamado... Dante Matterazzi?
–Não. –Nora disse curiosa. –Mas, por favor, não me deixe de fora disso.
Scott somente assentiu e ligou o motor, ela então voltou para sua casa. Vee procurava algo na geladeira.
–Vee, eu vou... –Nora começou a subir as escadas. –Preciso ficar sozinha, apenas refletir...
–Te entendo, baby. –Vee disse os olhos ainda focados na geladeira.
Na verdade, tudo que eu menos queria era refletir, mas isso era notavelmente era impossível na minha complicada situação. E então tudo que fiz foi me jogar de costas na cama, e pensar mais uma vez em tudo que Scott me contara. “Meu pai assassinado”. Um sentimento de ódio subia a minha cabeça, me fazendo pensar que eu deveria saber tudo que estava por trás dessa historia. E fazer pagar quem quer que seja.
Mais o motivo real de eu estar aqui era Patch. Ele aparecia quando eu estava sozinha, e assim como exigi de Scott, exigiria dele tudo que sabe, por mais doloroso que fosse.
Nora só não esperava que fosse dormir esperando o seu amor. Acordando somente não estranho sonho preto e branco:
Eu estava deitada no que parecia ser uma arquibancada. Levantei rapidamente, desde o começo sabendo que aquilo só podia ser um sonho.
Estava no ginásio da escola. Mas espere... Não era um sonho, e sim pesadelo. Dabria caminhava em minha direção com um sorriso hostil, e punhos cerrados. E antes que eu pudesse deter ela já estava ao meu lado, suas mãos se abriram para me empurrar, eu estava petrificada, mesmo sabendo que era um pesadelo, entrei em pânico, porque simplesmente não estava caído das arquibancadas para o chão. Das arquibancadas meu pesadelo se transformou em um estranho buraco longo e escuro. Onde com toda a velocidade eu caia, gritando o nome de Patch.
Até que senti algo se remexendo em minhas costas, toda aquela agonia da queda e para piorar algo puxava meu corpo para trás, senti uma dor fina, mas não insuportável, e depois meu corpo não estava mais caindo. Quase como se fosse automático eu comecei a usá-las. Olhei de lado para confirmar o que eu achava. Asas. Eu tinha asas como um...
–Anjo! –Patch gritou meu nome,
Nora acordou, agora em seu quarto, ainda era dia o que significava que tinha sido só um cochilo, com direito a pesadelo. Dormiu esperando Patch.
Ele ainda não estava aqui.
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