Bad Wolf

2 Casa de Tijolos


Notas iniciais
Boa Noite Pessoal. Demorei um pouco mas consegui finalizar esse conto. Que faz parte do #DESAFIO RELEITURA DOS CONTOS DE FADAS, do nosso grupo de Whatsapp. Esse capítulo desenvolvido com a temática do Halloween para Kai-san. Boa leitura. Ps: Lembre-se que ainda tenho outras fics para continuar. Não me matem, não me culpem, os personagens tem vontade própria. Eu revisei muitas vezes, mas sempre escapa algo, me avisem se achar palavras erradas ou faltando.

POV Reita

Nem to acreditando que me envolvi nessa confusão, tudo por causa de uma xícara de açúcar que ainda nem consegui. Tudo por causa dos petulantes e mimados gêmeos, se fossem menos egoístas e mais atenciosos em construir suas casas, esses acidentes não teriam acontecido.

Agora sou obrigado a falar com o Kai, o irmão mais velho deles que construiu uma casa de tijolos aqui na nossa vila no alto da colina, ele sempre queria brigar comigo na época da escola, pois os dois me provocavam e para me defender eu corria atrás deles, que com medo corriam para o irmão mais velho e inventavam várias calúnias sobre o por que eu queria pegá-los. Como eu nunca tive ninguém para me defender, eles se aproveitavam disso, Kai sempre ouvia eles me fazendo ser sempre o vilão da história.

Não tenho muita opção, preciso de ajuda para aqueles dois, eu devia ter chamado a polícia para socorrê-los, mas meu histórico com os homens da lei não são dos melhores já provoquei algumas arruaças e pichações pela cidade. Ainda mais que o policial Matsumoto Takanori, que atende essa nossa vila é primo dos irmãos, com certeza ele iria me prender e me acusar de provocar os acidentes e sequestrar os gêmeos escondendo eles na minha casa.

Decididamente, eu não deveria ter levantado da cama hoje , se soubesse que o universo estaria conspirando contra mim.

Enfim, chego na casa dele foi uma longa subida, sua casa é bem bonita feita com tijolos vermelhos à vista com um telhado de madeira com telhas da mesma cor para dar contraste. Sua casa foi toda murada não é muito alto, com um jardim nas laterais até a entrada da casa, onde tem uma porta de madeira com uma abertura para ver quem chega.

Kai sempre foi o mais inteligente e não tinha medo de trabalhar e estudar, tanto que conseguiu se formar na faculdade. Hoje ele é arquiteto e trabalha numa empresa muito famosa, já projetou muitos prédios e casas, sendo dos três irmãos o único com emprego fixo e uma carreira. Acredito que por ser mais bem sucedido ajuda manter os seus irmãos, pois os dois são uma negação para trabalho árduo, só querem sombra e água fresca.

Uruha está tentando ser modelo fotográfico espera um dia ser chamado para desfilar para uma marca famosa. Aoi está tentando a carreira de músico, ele toca guitarra apesar de ser muito bom, pois já o ouvi tocar num bar que às vezes também tocamos, ainda não acertou uma banda que decole e faça sucesso na mídia sendo reconhecida.

Estou parado na frente do seu portão que tem o trinco aberto, abro e entro seguindo pelo caminho de pedras até a porta. Suspiro forte antes bater, esperando que minha rinite não ataque de novo.

É agora ou nunca. Será que ele tá em casa? Espero que ele me ouça, e não tire conclusões erradas, sem saber o que aconteceu.

.:.:.:.:.:.:.:.:.:.

— Yutaka-san, preciso lhe falar é urgente! Pode abrir a porta? _ Sigo batendo na porta por alguns minutos, então escuto passos.



— Quem está batendo na minha porta com tanta insistência assim? _ Escuto uma voz grave perguntar chegando perto da porta.



— Sou eu, Akira. Posso lhe falar um pouco? É bem urgente. _ Kai demora para responder, e dou mais umas batidas na sua porta.



— Gomennasai, não conheço ninguém com esse nome. Quem mandou você aqui? Se for sobre o dinheiro ainda não juntei tudo. Volte depois... _ Kai pensa que sou um cobrador, para quem será que ele tá devendo, não parece ser coisa boa.



— Vim por causa dos seus irmãos, Shiro-chan e Shima-chan precisam de ajuda rápido. Posso usar seu telefone, Kai-san? _ Continuo a ouvir passos atrás da porta ele parece bem nervoso. O que pode tá acontecendo?



— Deixa meus irmãos fora disso. Espera aí ! Me lembro desses nomes… _ Acredito que agora ele vai me atender _ Reita-Wolf!? É você? Me explica por que meus irmãos precisam de ajuda?



Inacreditável por Akira nenhum deles lembra que me conhece, só por esse apelido Reita-Wolf. Já passou tanto tempo não consigo me livrar disso, nem pareço com um lobo, já tô sem paciência para ficar aguentando isso.



— Kai-san, não acredito que até você!? Já falei que é só Reita. Quando vocês vão crescer? _ Agora parece que ele está mais calmo e me olha pela janelinha da porta. No que será que ele tá metido para estar tão nervoso e para quem será que ele tá devendo dinheiro. Drogas? Dívida de jogo? Não tenho tempo para investigar isso agora._ Shiro-chan falou que você tem um telefone, posso usar para pedir ajuda? Houve um acidente.



— Como assim!? Que tipo de acidente? O que você aprontou com meus irmãos Reita-wolf? Afinal por que foi atormentar eles?_ Kai pode até tá encrencado, mas não mexa com os seus irmãos que ele fica muito bravo._ Se explique já! Ou chamo a poli…



— Vamos com calma, Kai-san! Fui até a casa deles, em busca de apenas uma xícara de açúcar, para fazer um bolo para minha avó…_ Kai continua me encarando, sem se mexer. _ Se arrependimento matasse, nunca teria ido atrás daqueles dois atrapalhados e suas casas instáveis.

—Tá certo! Que você foi só atrás de uma xícara de açúcar. Desembucha logo Reita-wolf! O que aconteceu com as casas deles? Como você tá envolvido nisso?! Você machucou eles…?_ Como eu desconfiava só sabe me acusar, to tentando ajudar, devia ter pensado em fazer um cartão de aniversário daria menos problema.

— Vou resumir o que houve, só me escuta, tá? Eu não sei ao certo, teve um vento forte que parecia um mini-tornado, atacou minha rinite levantando aquela poeira das palhas; então comecei espirrar sem parar e Uruha fechou a porta com força de repente e tudo veio ao chão com ele dentro._ Respiro compassado e olho para ele pelo buraco da porta.

— Tá! Continua Reita-chan, o que mais houve afinal?_ Kai parece bravo acho que ele não tá acreditando, tô com medo da sua reação.

— Ele desmaiou então o levei para minha casa, indo atrás do Aoi para ajudar e ligar para ambulância. Foi ele que disse que você tinha telefone, mas na hora de sair tinha aquelas estacas da casa que pareciam estar soltas, ele se embolou todo nos fios e aquilo caiu em cima dele. Minha sorte foi que espirrei tão forte que fui afastado do lugar. Levei ele para minha casa também, pois era mais perto e vim lhe avisar para ajudar eles.

— Reita-Wolf essa história não faz sentido nenhum. Mini-tornado… Rinite… Casa caindo?! Tudo isso, aconteceu só porque você foi pedir um pouco de açúcar. _ Kai gargalha alto atrás da porta. Ele não quer acreditar, sei que foi tudo meio estranho, mas é verdade._ Vai embora Reita, não tenho tempo para suas histórias mirabolantes.

— Yutaka-san, se não quer acreditar tudo bem. Apenas ligue para ambulância, ir socorrer eles deixei os dois desmaiados na minha cama. _ Kai fechou a janela da porta e escuto ele se distanciar da porta. _ Me escuta !!! É verdade, estou preocupado com eles.

— Vai embora Reita-wolf antes que chame a polícia por invasão de propriedade e calúnias. _ Bato mais umas 2 vezes na porta e nada, ele me ignorou . _ Vai embora agora!!

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Preciso encontrar um jeito de entrar na casa e usar o telefone, mesmo que ele chame a polícia depois, não posso deixar os dois lá em casa daquele jeito. Penso que hora vou ter tempo para fazer o bolo se ainda nem consegui o açúcar.

Me distancio da porta da entrada e observo a casa, vou andando em volta até chegar aos fundos, é bem provável que tenha uma porta de saída para o quintal também estou atento se tem algum cachorro, não quero ser atacado já to correndo o risco de invadir a casa assim.

Assim como imaginei, há uma porta nos fundos me aproximo devagar verificando se não há alguém por perto, levando minha mão na maçaneta a encontro aberta. Abro lentamente a porta que dá para uma área de serviço em seguida uma cozinha, vou sorrateiramente entrando na casa dele com o coração na mão, estou muito encrencado se ele me pegar aqui dentro.

Acredito que o telefone deva estar na sala, saindo da cozinha tem uma porta que dá para um cômodo com uma mesa grande e várias cadeiras em volta e uma porta lateral fechada que deve dar acesso aos quartos. Na ponta do pé me aproximo dessa porta, e encosto meu ouvido, escutando um barulho de água correndo é provável ser o chuveiro. Kai deve estar no banho, isso me dá um certo tempo, mas preciso ser rápido. Então o plano é encontrar o telefone, ligar para ambulância e sair sem ser visto antes do Kai terminar o banho, parece um bom plano se não der errado.

Me afasto da porta seguindo na direção da sala, onde vejo um conjunto de sofá com 2 e 3 lugares, uma televisão em cima de uma estante, a porta de entrada e uma mesinha com o telefone encostado na parede. Perfeito! Encontrei, agora vamos ver se tá funcionando, caminho até ele tenho a sorte que o aparelho é de teclas de apertar, rapidamente digito 192 para ambulância e agora é só aguardar atender.

— Emergência 192, no que posso ajudar?

— Quero avisar que houve um acidente no condomínio Irmãos Grimms, tem dois rapazes feridos, precisando de ajuda.

— Certo Sr., pode me dizer o tipo de acidente e a gravidade dos feridos?

— O acidente foi uma casa que desabou com seu dono dentro dela. Uma das pilastras de madeira acertou a cabeça de um deles lhe causando desmaio e outro rapaz também tinha escoriações e não sei se fraturou algo.

— Essas pessoas ainda estão no local do acidente?

— Não! O lugar estava um caos e o sol estava muito forte, então deixei eles repousando na minha casa, que era mais perto e vim atrás de um telefone para pedir ajuda.

— Não deveria ter movido os feridos, mas com o sol muito forte podia desidratar e piorar o quadro de saúde das duas pessoas. Por favor, me passe o seu endereço, já estamos mandando uma unidade móvel.

— Rua das cerejeiras, 69, setor amarelo do Condomínio Irmãos Grimm. A porta da frente está aberta para facilitar o socorro.

— Obrigado pela confirmação do endereço. O senhor conhece as vítimas ou tem algum parentescos com elas? Sabe quais são os seus nomes?

— Sim, conheço eles da época escolar. Só sei o primeiro nome deles. É Takashima e Shiroyama.

— Perfeito, Senhor. já estou registrando essas informações e uma ambulância já está indo para o local informado. Gostaria de registrar seu nome nessa ocorrência?

— Que bom! Já estava preocupado com eles. Ocorrência!? Não tive culpa, foi um acidente, eu apenas estava lá pedindo uma xícara de açúcar quando isso aconteceu.

— Não estou acusando o senhor, seria só para avisar a vítima, se ela quiser saber quem pediu socorro.

— Ah… tá! Nesse caso meu nome é Suzu…



Escuto o telefone ficar mudo de repente. A ligação caiu? Sinto uma presença atrás de mim, fiquei entretido com o telefonema e não percebi ele se aproximar, era para ligar e ficar vigiando. Kai pega o telefone da minha mão colocando de volta a base. Agora não sei o que fazer tô sentindo um frio na espinha, com medo do que ele vai fazer comigo, me virando para falar.

— Reita-Wolf, o que está fazendo aqui dentro da minha casa? Lhe avisei para ir embora. Mas você tinha que invadir, não me deixando escolha, vou ser obrigado a chamar a polícia. Se explique já...

— Kai-san, gomennasai. Falei que precisava usar o telefone para ligar para pedir ajuda , e você me ignorou. Não contei nenhuma mentira.

— Aquela história fantasiosa que você me contou. Sem sentido nenhum, foi um pretexto para entrar aqui. Quem foi que te mandou aqui? Por que tava vigiando a casa?

— Ninguém me mandou, não sei do que você tá falando. Já disse que seus irmãos sofreram acidentes, e precisava ligar para ambulância e foi o que fiz. Por que não acredita em mim?

— Eles não conseguiram tirar nada de mim, e mandaram você atrás dos meus irmãos foi isso ,né? Você provocou esse acidente bizarros, e veio atrás de mim para me pressionar, a fazer o que eles querem.

— Kai-san não sei que rolo você tá metido, mas eu só quis ajudar Shima-chan e Shiro-chan. Não provoquei nada só fui atrás de uma xícara de açúcar para o bolo da minha avó.

— Outra mentira Reita-wolf, você nunca gostou deles e que desculpa mais esfarrapada essa do açúcar. Não tem vergonha usar sua avó idosa e senil para acobertar essa sua vingança?

— Pode dizer qualquer coisa sobre mim, mas não fala mal da minha querida avó que me criou com muito sacrifício ao contrário de vocês que tiveram tudo do bom e do melhor.

Ninguém fala mal da minha avó, o sangue subiu e dei um tapa no braço dele com força já que estávamos de frente um para outro. Fiquei com muita raiva por ele não me acreditar e ainda debochar de mim.

— Então é assim que você quer resolver isso na base da violência, então vou chamar a polícia por causa dessa invasão e agressão.

— Eu só fiz foi ajudar seus irmãos, que me negaram ajuda e você ainda quer chamar a polícia para mim. Não sou eu que estou devendo dinheiro para algum agiota e acha que tô envolvido no seu problema.

— Você não me conhece direito para saber do que sou capaz. Já lhe avisei no passado, que não era para mexer com meus irmãos.

Sinto ele segurar meus braços em seguida pressionar um músculo do meu pescoço, fico com o corpo mole caindo sobre seus braços e meus olhos começam a embaçar apenas ouço sua voz longe.

— Bons sonhos Reita-wolf. Em breve a polícia vai chegar para lhe levar.

Tudo fica escuro e não vejo mais nada. Como foi que ele conseguiu me desmaiar com apenas com um ponto pressionado? O que será que ele fará comigo agora?

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POV Kai

Não tenho certeza como o Reita veio parar aqui na minha casa, nunca tivemos afinidades mas sempre achei ele bem bonito, apesar dele ser somente um conhecido do tempo escolar que sempre atormentava o Uruha e o Aoi no intervalo das aulas. Algumas vezes acho que meus irmãos é que provocavam ele com aquela música que inventaram sobre “Quem tem medo do lobo mau” só para ver ele correr atrás deles por pura diversão. Mas parece que ele que levava isso a sério, pois está magoado até hoje com o apelido.

Precisei apagar ele, não sei se dizia a verdade, que não veio aqui atrás de mim para me cobrar a aposta que perdi no poker. Péssima idéia que tive pagar uma dívida tentando ganhar dinheiro nas cartas, agora tô mais endividado que antes nem vendendo um dos meus projetos consegui juntar o dinheiro necessário, pior que cada vez que peço mais tempo aquele agiota aumenta o valor.

Nem posso pedir ajuda para meu primo que é policial, pois jogar cartas a dinheiro é ilegal eu seria indiciado junto e também não posso manchar minha reputação de bom moço e responsável, que mostro para todos a minha volta.

Ainda não sei o que fazer com o Reita. Será que devo chamar a polícia? O que ele contou era mesmo verdade? Seria ele mesmo tão inocente que só quis ajudar?

Reita ficou bem gostoso, tem um corpo bem definido musculoso, não tem mais nada daquele garotinho assustado e magrelo da adolescência. Somente meus irmãos sabem que tenho uma queda por rapazes, e um gosto peculiar para ser dominador, fico muito excitado fazendo deles meus submissos, tanto que montei um quarto com acessórios sadomasoquistas, esse lobo tá me provocando gatilhos. Será que ele sabe obedecer ordens? Parece bem rebelde adoro disciplinar esse tipo.

O som de batidas na porta, me tira dos meus pensamentos, caminho até a porta antes de abrir espero a pessoa se identificar, já chega de surpresa hoje. Ainda vou ter que lidar com essa invasão do Reita.

— Yutaka-san, poderia abrir a porta, é a polícia?

— O que aconteceu ? Policial Matsumoto-san é você?

— Conhece outro com esse nome?

— Nunca se sabe, tenho que ter cuidado em abrir a porta, pode ser algum cobrador.

— Tá devendo para alguém Kai-san? Abre logo essa porta preciso conversar contigo, sobre um caso é urgente.

Vou abrindo a porta devagar e lá está o policial Matsumoto, sua estatura é um pouco baixa, tem cabelos pretos, está de farda e óculos escuros parece um pitbull em miniatura. Pois é muito bravo e encrenqueiro sempre arruma briga por causa do bullying que fazem com seu tamanho. Ruki como o chamamos é nosso primo, filho único do irmão do meu pai.

— Conta logo Ruki-san, o que é tão urgente? O que aconteceu para você vim aqui me visitar?

— Acabo de sair do hospital e como sou parente me avisaram que os gêmeos, sofreram acidentes em casa e ligaram para ambulância socorrer eles numa casa da vila.

— Acidente!? Como assim!? Explica isso direito Ruki-san. Uruha e Aoi se machucaram muito?

— Isso que estou investigando, tanto a casa de palha do Uruha e como a casa de madeira do Aoi, desabaram estavam no chão. Como arquiteto você não devia ter deixado eles fazerem aqueles tipos de casa dava para ver que não eram seguras.

— Eu tentei ajudar, mas os dois são cabeça-duras, queriam que a construção fosse rápida, não queriam perder tempo com segurança só um teto para proteger da chuva. Você já sabe o que provocou a queda das casas? Foi acidental ou alguém está envolvido?

— Testemunhas disseram que aquele rapaz que usa uma faixa no nariz, estava presente nos dois acidentes. Tanto que a ambulância foi chamada para socorrer os gêmeos que estavam na casa dele.

— Hummm… O que será que ele foi fazer na casa dos meus irmãos? Ele sempre gostou de atormentar eles na escola. Não sabia que ele estava morando aqui no condomínio.

— Perguntei na vizinhança, e uma moça chamada Bela disse que ele estava pedindo ingredientes para fazer um bolo para sua avó, então o ajudou com leite e farinha, ela ouviu Reita dizer que faltava o açúcar.

— Você acreditou nessa história dela? Não acha um tanto bem estranho as casas caindo, e um rapaz procurando por açúcar para fazer um bolo.

— Sim, acreditei. Ela me pareceu bem sincera nas suas respostas. Agora sobre as casas estou a procura do rapaz para saber dele o que houve? E se ele também não se machucou. Uruha e Aoi não souberam explicar como as casas caíram, só que o Reita estava lá e deixou eles descansando numa cama na casa dele.

— Entendi, os dois nunca foram de prestar atenção em detalhes. Acha que foi o Reita que ligou para ambulância? Talvez para aliviar a culpa, socorrendo eles depois do acidente?

— Então a pessoa que pediu a ambulância não deixou o nome por que a ligação ficou muda. Pode ter sido ele, Aoi falou algo sobre ele vir te avisar dos acidentes deles. Não sei dizer, não posso culpá-lo sem saber a verdade.

Tudo o que Reita contou, parece mesmo que ele estava dizendo a verdade, a ligação foi mesmo para ambulância. Suspiro aliviado que aquele agiota não mandou ninguém atrás de mim. Reita invadiu minha casa para ajudar os meus irmãos mesmo não gostando deles. Agora não posso entregá-lo para polícia, ele vai me acusar de agressão, pois o desmaiei para saber desse rolo. Como atrapalhei a ligação ele não falou o seu nome, e nem onde estava, melhor deixar assim ninguém vai desconfiar que ele veio aqui.

— Ruki-san, aqui ele não apareceu fiquei a tarde toda em casa. Tô atolado de projetos para entregar e o prazo tá curto. O que acontece se ele não aparecer?

— Se ele não teve mesmo culpa nos acidentes, como se diz, só tava no lugar errado na hora errada, não vai ter problema nenhum. Só preciso do depoimento dele de como tudo aconteceu sobre visão dele.

— Os investigadores podem acusá-lo, se achar que ele agiu por vingança por causa de bullying no passado? Depois ele ficou com remorso e pediu ajuda para as vítimas.

— Complicado, por mais estranho que pareça as casas podem ter caído, por causa do mini-tornado que deu de manhã ou por estarem mal sustentadas. Mas sem a versão dele não dá para registrar como acidente só com o depoimento das vítimas.

— Uma hora ele aparece, talvez tenha ido para casa da avó fazer o tal bolo. Acredito que ele deve estar bem, se tivesse se machucado já teria ido ao hospital, mas aviso se tiver notícias dele.

— Vou andando primo Kai-san, estou com outro problema para investigar, tem um maníaco abusando, deixando marcas de chicotes e outros maus tratos em garotos de programa, que tem medo de falar quem os contratou por causa de represálias e ameaças de morte.

— Nossa! Primo Ruki-san isso é tenso. Boa sorte com essa investigação. Depois de arrumar os quartos aqui, vou no hospital ver se meus irmãos precisam de algo mais, antes trazê-los para minha casa, até que as novas casas deles fiquem prontas.

— Kai-san, estou ouvindo uns gritos de socorro? O que é isso? Tem mais alguém na sua casa?

— Deve ser a televisão do quarto, estava assistindo um filme de terror e deixei ligada com volume alto, quando você tocou a campainha. É muito bom, chama Dia dos namorados Macabro.

— Sério !? Pelo título deve ter muitas mortes, faz um resumo adoro um spoiler.

— É sobre um rapaz que sofreu bullying na escola, e foi rejeitado pelas meninas que o enganaram convidando para ser o Rei do baile e zoaram tanto ele jogando comida e outras coisas. Que ele foi parar no manicômio com tamanha humilhação, quando adulto começou sua vingança matando cada uma que o humilhou.

— Por causa do filme que você perguntou se não foi vingança do Reita com seus irmãos? Vou procurar para ver quero saber que fim deu essa vingança.

— Sim, achei muito impactante. Ainda tô no meio do filme. Quero ver também como termina. Tem mais alguma dúvida, Ruki-san?

— Arigatou Kai-san, já vou indo, vou continuar procurando o Reita, talvez ele esteja na casa da avó.

— Arigatou Ruki-san , obrigado por me avisar sobre meus irmãos. É uma boa idéia.

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Assim que o Ruki foi embora fui até o quarto, onde eu menti sobre a televisão estar ligada, ao abrir a porta tenho a visão mais provocante e excitante. Reita havia acordado não estava gostando do modo que o deixei, depois que o desmaiei. Ele ocupava toda minha cama era um deleite para os olhos, braços musculosos e pernas bem torneadas e aquela faixa no nariz que o deixava enigmático, o lobo tinha suas mãos algemadas as grades da cama, estando dormindo não coloquei uma mordaça, o que farei se ele continuar gritando.

— Olha quem acordou todo bravo! Estava querendo me entregar com esses gritos de socorro. Você invadiu minha casa, me bateu e ainda acha que tem alguma razão, perdeu esse direito.

— Me Solta, Kai-san! Só entrei por que você me ignorou e não acreditou na minha história. Eu disse que precisava do telefone para pedir ajuda.

— Acredito agora, o policial Matsumoto veio me avisar que meus irmãos estão no hospital e passam bem. Uma ligação anônima fez a ambulância ir na casa do suspeito dos acidentes, e encontrou os dois feridos na casa sem seu dono.

— Suspeito!? Não fiz nada só fui pedir uma xícara de açúcar, eles foram egoístas e não me deram, ainda ajudei eles quando aquilo tudo veio abaixo. A ligação não seria anônima, se Kai-san não tivesse desligado o telefone.

— Bem… humm isso é verdade! Mas como você tá desaparecido, o policial acha que você tá envolvido num plano de vingança contra aqueles que foram maldosos com você na escola. Vamos deixar ele continuar acreditando.

— Por que Kai-san inventou essa mentira, para me incriminar? Tira essas algemas, não ia me entregar para polícia? O que você tá querendo, me deixando preso aqui?

— Não é bem uma mentira, lhe avisei para não mexer com meus irmãos. O policial ouviu seus gritos de socorro, eu não podia deixar ele descobrir que tinha você amarrado na minha cama. Então inventei que assistia um filme terror de vingança, precisava mandar ele embora.

— Socorro! O que vai fazer comigo? Me solta, já pedi desculpa por invadir sua casa. Por favor não me machuque, Kai-san…

— Não se preocupe, vou ser bonzinho com você! Por que tudo que você contou era verdade e ainda ajudou meus irmãos, mesmo sabendo que eu poderia querer lhe matar literalmente. Está desculpado mas não posso libertá-lo, não antes de aplicar uma punição, se você me obedecer ela não será tão severa.

— Punição!? Obedecer? Tá querendo me dizer que não me entregou para o policial, pois você é sadomasoquista e está querendo abusar de mim?

— Pode ser que sim… Reita-wolf você é um pecado, muito gostoso não podia te entregar assim, depois que você me procurou e invadiu minha casa podemos brincar e quero ver “Quem é que vai ficar medo do lobo mau”.

— Por favor… Me solte! Eu nunca contarei sobre esse seu gosto peculiar. Kai-san, isso na sua mão é um chicote? O que vai fazer com isso? Para que essa bolinha na sua mão?

— Mas não vai contar mesmo, pois não vai encontrar com mais ninguém. Relaxa, tenho certeza que você vai gostar da sensação, chega a ser prazerosa e você vai pedir por mais. Só não podemos acordar os vizinhos com seus gritos, agora seja um bom lobinho e abra essa boca linda e morda essa bolinha vermelha. Melhor ser por vontade própria, não vai querer sentir o chicote com força nessas pernas brancas e ver elas marcadas, antes da brincadeira começar.

— Kai-san, gomenasai. Não me machuque. Vou ser obediente. Não vou gritar prometo! Mas não coloque essa bola na minha boca. Por que está fazendo isso comigo? Nunca lhe fiz nada.

— Adoro quando ficam submissos a minha vontade, não irei machucá-lo, sempre gostei de você Reita-san… A ball é para combinar com sua faixa, e você fica lindo de vermelho e não quero ser mordido. Vamos aproveitar esse momento já que você veio até mim e a polícia está lhe procurando como suspeito, então não tem para onde você fugir. Sendo assim serás um escravo obediente para agradar meus desejos, e não irás para cadeia.

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POV OFF

Alguns dias depois…

A investigação se encerrou e o rapaz foi dado como desaparecido. Acabou sendo considerado suspeito e culpado por causa dos acidentes, mesmo que os irmãos em seu depoimento não o acusassem, dizendo que os ajudou. Os gêmeos, quando saíram do hospital, ficaram uns dias na casa da mãe, enquanto suas novas casas mais seguras ficassem prontas.

Kai alegou que estava com muito serviço e eles não podiam ficar lá na sua casa, também não deixou eles irem na sua casa com a desculpa que estava reformando o quarto. Somente indo visitá-los no hospital e depois na casa da sua mãe, ficando responsável pela construção de novas casas seguras para os irmãos.

O policial Matsumoto também não conseguiu resolver os casos sobre os garotos de programa, pois o maníaco parou suas ações e não houve mais rapazes vítimas de maus tratos, e também não conseguiu uma confissão de quem os contratou. O caso foi arquivado, mas o policial Ruki sabe que o maníaco continua solto, e vai continuar com seu fetiche de marcar os garotos, só deve tá dando tempo para esquecerem dele.

Aquela vila deveria ser tranquila e sem ocorrências mais graves, mas nas ruas da cidade existem muitos cartazes de pessoas desaparecidas e um caso sem solução de uma senhora com idade avançada que está pregando uns cartazes de desaparecido para o neto Suzuki Akira. Sua avó fechou sua casa e aguarda confiante que ele seja encontrado ainda com vida.

Reita-Wolf, o rapaz que saiu atrás de uma xícara de açúcar para um bolo e nunca mais foi visto na região.

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Notas finais
Deixem suas reações nos comentários. Obrigada por ler Obrigada por favoritar Obrigada por comentar ❤ Obrigada muuuito obrigada PS: Bad Wolf está sendo publicada ao mesmo tempo no Spirit
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!