Bad Romance
23 Woodbury
Notas iniciais
Alice:
Nem acredito nisso! É mesmo o meu pai e ele está vivo! Corro até ele para abraçá-lo como fazia quando criança, ele me aperta em seus braços parecendo não acreditar que sou eu.
–Minha princesinha! Alice. Diz me abraçando.
–Eu senti tanto a sua falta pai. Falo emocionada.
–Eu também minha princesinha, fiquei com medo de ter te perdido quando soube que a cidade tinha sido tomada. Mas você se mostrou uma verdadeira Blake e saiu de lá, sobreviveu! Me abraça de novo e eu me permito chorar.
Fiquei com tanto medo esses dias, com medo por mim e pelo Merle. Ele parece não se importar de termos sido deixados para trás, mas eu sim me importo, tanto é que fiquei ainda mais apavorada do que deveria. Ser deixada para trás é horrivel, você se sente vunerável e abandonada. Mas agora tenho o meu pai e o Merle, não estou mais sozinha. Por falar em Merle...
–Tá tudo bem? Pergunto indo até o Merle que ainda estava caido no chão com o braço sangrando.
–Estou bem sim, foi só de raspão. Responde de forma mecânica, quase nem parece o Merle que eu conheço.
–Então foram vocês que acabaram com 6 dos meus homens?
–Nós não, o Merle. Ele que tem me mantido viva nos últimos meses. Respondo e sorrio para o Merle, que nem me olha. O que deu nele?
–Eu tenho uma cidade segura, com muros. Você é bem vindo Dixon, salvou minha filha e a manteve em segurança, merece ter uma chance.
–Mais chefe, ele...
–Calado Martinez! Ele salvou minha filha e nem me importo se ele matou nossos homens.
–Ok. O tal Martinez diz a contra gosto, dá pra ver que ele ficou bem irritado com o jeito com que meu pai ficou imprescionado com o Merle.
–Vocês vão para Woodbury ou não? Quero ter minha filha em segurança e você Dixon, parece ser uma pessoa em que ela confia, então vou lhe dar um voto de confiança. Papai diz sorrindo.
Um lugar seria ótimo agora, ainda mais um lugar onde meu pai está. Mas parece que o Merle não está muito afim de ir com ele e eu vou onde o Merle for, isso foi uma promessa que eu fiz e pretendo cumprir. Mesmo que isso signifique me perder do meu pai de novo e voltar para a estrada. Olho para ele esperando uma resposta, o que ele decidir eu vou aceitar. Ele balança a cabeça irritado, mas quando é que ele não esta irritado?
–Nós vamos. Responde e eu quase vou beijá-lo, mas é melhor não dizer ao meu pai ainda. Não dá para saber a reação dele quando souber que eu estou com o Merle Dixon que ele sempre odiou.
Ajudo o Merle com o braço fazendo um curativo com a barra da minha camisa, pelo menos até a gente chegar a Woodbury onde o meu pai disse que tem médicos. Entramos em um carro com meu pai, enquanto os outros vão em outro carro. Não faço questão de conhecer ninguém, só de cuidar do Merle.
–E o seu irmão? Onde ele está? Papai pergunta minutos depois.
–Eu não sei, acabamos nos perdendo quando a fazenda onde ficávamos foi invadida.
–Sinto muito querida. Diz quando nota a minha tristeza, mas sei que ele não sentia nada. Ele nunca se deu bem com o Alex e nem parecia se importar com ele, então ele deve estar muito feliz por não ter encontrado com o Alex, mas não vou julgá-lo.
Merle revira os olhos, acho que pensando o mesmo que eu, sorrio para ele que dá um sorrizinho cínico. Merle está tão calado que até me assusta, ele não implicou comigo e nem me chamou de Barbie durante todo o caminho e isso é bem estranho.
–Bem vindos à Woodbury! Papai fala enquanto um portão é aberto.
Me surpreendo com a cidade, parece até que o apocalipse não chegou até alí. As pessoas caminhando pelas ruas normalmente, lojas abertas, luz eletrica e aposto que tem água quente!
Meu pai nos leva até um prédio simples, de dois andares. Descemos juntos e noto as pessoas nos olhando surpresos, mas não me importo. Subimos até o segundo andar onde tinha apenas duas portas.
–O apartamento da direita é seu Merle e o da esquerda é da minha princesinha. Essa é uma das casas com mais privilégios aqui, só perde para a minha é claro. Ele diz sorrindo e beija meu rosto. –Sei que já está grandinha e não vai querer morar comigo, por isso é melhor morar na segunda melhor casa desse lugar. Nesse caso é apartamento, mas tudo bem.
–Está ótimo pai! Não sabe como era dificil nas ruas, mas agora temos um lugar para ficar graças a você.
–Você sabe que eu te amo Alice, e vou sempre cuidar de você. Ele me entrega uma chave e entrega outra para o Merle. –Aproveitem os apartamentos e descansem porque hoje tem festa para comemorar a sua chegada! Vou mandar uma enfermeira vir ver esse seu braço Dixon e filha, tem roupas limpas e novas para você lá dentro. Eu meio que já estava preparando esse lugar para você.
–Obrigado pai!
–Eu te amo! E Dixon, obrigado por cuidar de minha filha.
–Não precisa agradecer Governador. Merle diz sorrindo irônico, meu pai nem percebe.
Depois ele nos deixa e eu vou para o meu apartamento, que é pequeno mas tem tudo o que eu preciso. Até chocolate! Quase choro de felicidade quando vejo a temperatura da água, mas não vou abusar muito se não meu pai me mata! Só uma coisa me deixou aborrecida, Merle e eu dormindo em lugares separados. Poxa eu já me acostumei a dormir com aquele caipira grosso idiota, agora nem sei se vou conseguir dormir sem ele.
Mas não importa, ele é Merle Dixon, vai acabar dando um jeito de vir ficar comigo, disso eu tenho certeza.
Merle:
Droga! Maldita hora que encontramos com o bundão do Governador! Tudo bem que ele tem uma cidade segura e tal, mas tem alguma coisa nele que não me inspira confiança. É como se tivesse algo de muito errado nele, meus sentidos dizem isso e eles não costumam falhar.
Só vim para essa porra de cidade porque a Barbie precisava de um lugar seguro para ficar e eu não poderia ser tão egoísta ao ponto de levá-la de volta para a estrada só porque o pai dela me odeia. Somos uma dupla e eu prometi que não iria deixá-la, é isso o que eu vou fazer mesmo que isso desgrace a minha vida.
O filho da puta do Governador parece que não percebeu que estamos juntos o que é muito bom, pois não duvido nada que ele teria arrancado a minha cabeça se soubesse. Vou ter que falar com a Barbie sobre isso depois.
Uma enfermeira vem e me ajuda com o braço, eu preferiria mil vezes que fosse a Barbie assim eu poderia ganhar uns beijinhos, mas dessa velha eu quero é distância. Depois que ela sai eu acabo apagando no sofá e só acordo de noite, por causa do barulho. Deve ser a maldita festa que o Governador disse que iria dar. Troco de roupa e desço para ver se encontro alguma bebida.
Assim que saio do prédio, uma garota me entrega um copo de bebida que eu agradeço com um sorriso. Ela pisca para mim e percebo que ela é gostosinha, mas não tanto quanto a minha Barbie, que por falar nela, eu ainda não a vi. A festa esta animada, pessoas bebendo e o Governador se exibindo como sempre.
–Ela é mesmo muito bonita! Ouço um garoto falar olhando para algo atrás de mim.
–Gostosa pra caramba! O outro confirma e de certa forma eu sei de quem eles estão falando.
Me viro a tempo de ver ela terminando de descer a pequena escada do nosso prédio, usando um vestido branco um pouco acima do joelho, sem mangas e com o cabelo solto. Ela parece a encarnação da própria beleza, ainda mais com esse sorriso de matar qualquer um.
A Barbie sempre foi muito bonita, mas hoje ela está gostosa pra caralho! E aquilo tudo é meu, porque eu sou o homem dela e aqueles adolescentes de merda tem que parar de olhar para ela como se ela fosse um pedaço de carne. Ela caminha em minha direção assim que me vê, mas é impedida por uma garota que a leva até o Governador.
–Peço a atenção de todos só um segundo! Hoje estamos aqui para festejar a chegada da minha amada filha, Alice. Ele diz e todos gritam batendo palmas, bando de idiotas. –Assim como eu, minha filha está aqui para ajudar o povo de Woodbury. Mais palmas, assim as mãos desse povo vão acabar caindo. –Também quero deixar aqui o meu agradecimento especial a Merle Dixon, por ter mantido a minha filha em segurança e nunca a ter deixado para trás. Apartir de hoje ele será um dos meus homens de confiança, o meu primeiro comandante! Seja bem vindo Merle Dixon! Grita e tem mais palmas, isso me deixa enjoado mas tudo bem. –Continuem com a festa!
Tudo aquilo é um tremendo saco! Pessoas que eu nem conheço vem me cumprimentar como se agora eu fosse o vice presidente dos Estados Unidos. Bando de idiotas!
–Será que o primeiro comandante de Woodbury teria um tempo para mim? A Barbie pergunta quando finalmente nos encontramos. Ela tem um sorriso sedutor nos lábios, o que me deixou com mais vontade de beijá-la.
–Sempre tenho tempo para Barbies metidas como você. Sorrio e ela se afasta indo para longe da festa. A sigo tendo certeza de que ninguém percebeu a nossa saída, caminho pelas ruas vazias quando sou puxado para um beco escuro e agarrado. –Sabia que eu estava louco para te beijar quando te vi com esse vestido? Pergunto enquanto beijo o pescoço da Barbie.
–Porque não tira ele? Pergunta sensual e eu paro de beijá-la no mesmo instante.
–Barbie você não deveria falar essas coisas para mim, ou vou acabar me descontrolando.
Ela sorri e se encosta em mim, sinto seus lábios em meu pescoço e depois uma mordida em minha orelha. Se ela quer me enlouquecer ela tá conseguindo!
–Já está na hora de você me mostrar do que é capaz! Sussurra em meu ouvido . –Faça amor comigo Merle Dixon. Pede e me olha com os olhos brilhando.
Ok, eu não esperava por uma atitude assim da Barbie, mas não estou em um momento de questionar nada. Quero ter a Barbie pra mim, quero que ela seja minha mulher e é isso o que eu vou fazer.
–Com todo o prazer Barbie! Digo e a beijo explorando cada pedaçinho daquela boca gostosa.
Com medo de sermos pegos desprevinidos acho melhor levar ela para o apartamento, corremos pelas ruas de mãos dadas e assim que entramos no apartamento dela estamos nos pegando de novo.
Nem sei como consegui fechar a porta, mas nem me importo. Tenho uma mulher super gostosa em meus braços e ninguém para atrapalhar dessa vez, tem coisa melhor? Acho que não.
Minha camisa é tirada e jogada em algum lugar, estou ocupado demais tentando encontrar o ziper daquele vestido. Acabo perdendo a paciência e o rasgo, a Barbie dá um gritinho assustado mas logo está rindo, enquanto o resto do vestido escorrega pelo seu corpo e cai aos seus pés, revelando seu corpo perfeito coberto apenas por uma lingerie também branca.
Não sei o que eu fiz para merecer isso, mas que se foda! Não vou perder meu tempo com pesamentos idiotas, é hora da ação.
A trago de volta para meus braços a levando direto para a parede onde a deixo encostada enquanto exploro seu corpo com a mão e a boca, ela geme quando toco seu seio e eu acabo gemendo junto de tanto tesão acumulado.
Desço meus beijos pelo pescoço dela até o sutiã, o qual ela mesma tira já que não sei como tirar aquela droga de feicho. Os seios no tamanho exato, que cabem perfeitamente em minha mão, não resisto a aquilo colocando um dos seios em minha boca. Ela geme agarrando aos meus cabelos com força, me exitando ainda mais.
Sua pele é doce feito mel, mas não enjoativo, suave e gostosa. Volto minha boca para a sua com um beijo de tirar o fôlego enquanto a carrego para a cama, ela tira minha calça no caminho. Agora só duas peças de roupas separavam nosso contato mais íntimo. Com o desejo explodindo dentro de mim, acabo rasgando a calcinha dela. A Barbie se deita na cama e fica me olhando com aqueles olhos verdes brilhando, fico apenas apreciando a linda imagem da minha mulher deitada naquela cama com os cabelos longos esparramados pela cama, completamente nua.
–Minha mulher. Sussurro e ela sorri me puxando para si.
–Só sua! Diz com a voz rouca.
Já sem nada para nos atrapalhar, me encaixo entre suas pernas a preenchendo completamente, revirando os olhos de prazer enquanto ela fincava as unhas em meus ombros gemendo alto. Nos movemos juntos, sempre procurando mais contado. Tudo vai ficando cada vez mais intenso e mais forte, parece até que estamos pegando fogo.
Ela nos vira na cama ficando por cima, as mãos espalmadas em meu peito enquanto nossos movimentos ficam cada vez mais rápidos. Ela joga a cabeça para trás e eu vejo uma gota de suor escorrer por entre os seus seios, a beijo de uma forma quase proibida.
–Merle...Sussurra e sei que está tão perto quanto eu.
Intensifico mais os movimentos e alcançamos o ápice juntos, numa explosão quente, deliciosa e só nossa. Ela cai exausta em meus braços, eu a abraço e ficamos assim esperando nossa respiração se normalizar.
É quase insano tudo o que senti nos últimos momentos, realmente eu nunca senti algo parecido com qualquer outra mulher. A Barbie foi feita para mim apesar de tudo, agora ela é minha mulher e a certeza de que eu a amo está mais forte e clara do que nunca.
–Eu te amo Barbie. Finalmente consigo assumir e por mais incrivel que pareça, não me acho idiota por admitir o que sinto por ela.
A Barbie sorri para mim, um sorriso tão lindo que eu nunca tinha visto antes. Uma lágrima escorre pelo seu rosto, mas ela está sorrindo então acho que é lágrima de felicidade ou emoção , não sei.
–Eu também te amo! Diz e nos beijamos.
Um beijo é só o que basta para começar tudo de novo, agora que sei o quanto é bom nós dois juntos, vai ser meio dificil de controlar. Mas que se dane! Eu penso nisso amanhã.
Acordo no dia seguinte sentindo que estou completamente enrolado na Barbie, não tem nem como saber quem é quem alí. Acabo sorrindo enquanto a olho dormir, linda e minha. Agora aqueles viadinhos de Woodbury vão ter que se ver comigo se tentar alguma coisa com a minha Barbie.
Não sei como isso foi acontecer, mas hoje me vejo completamente de quatro por essa mulher e isso é bem estranho. Nunca fui muito de criar laços, mas hoje tenho certeza de que mato e morro por essa garota adormecida em meus braços.
Mas tudo o que é bom acaba então...
–Alice, filha temos que conversar! O Governador grita batendo na porta. A Barbie acorda assustada e me olha preocupada.
–É o meu pai! E agora? Pergunta apavorada.
–Agora fudeu!
Se ele me pegar aqui com a filhinha dele vai arrancar minhas bolas e me dar de almoço para os zumbis, e isso não é bom. Não é nada bom!
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