Bad Romance
1 Capítulo 1-Ódio à primeira vista!
Notas iniciais
Como prometi aqui está a fic MerLice!! Esperamos que gostem, pois a fizemos com muito carinho.
Capitulo dedicado a todas as leitoras de State Of Grace!
Sejam bem vindas e Boa leitura!!!
BeiJUs'
Alice:
Não é nada fácil ser eu! Odeio isso de ser a “filhinha” do Governador, isso faz com que todo mundo me trate de uma maneira diferente. Uns são com medo, outros com desprezo e tem os que me odeiam porque acham que eu sou uma garotinha mimada.
Tudo bem que eu amo a minha vidinha de luxo e que adoro ser filha do homem mais rico da região, só que isso não quer dizer que eu seja mimada, egoísta e uma coisa que ninguém pode tocar!
Meu pai é Philip Blake, o Governador. Ele é o homem mais rico e poderoso da região, temido por todos e um pai ausente, ele tenta me fazer ficar presa em casa. Mas desde os meus 18 anos tenho outra vida, na qual eu posso ser o que eu realmente sou.
Nada de ser a garotinha filha do Governador , que trabalha como médica no hospital particular da cidade. Quando estou sendo Lizzie, posso ser eu mesma. Uma garota simples, que trabalha como garçonete nos fim de semana no bar da cidade. O único bar em que meu irmão mais velho não frenquenta.
Ninguém sabe que eu faço isso, durante a semana sou Alice Blake e nos fim de semanas sou Lizzie. Meu irmão se chama Alex e tem 27 anos, é dois anos mais velho que eu por isso acha que pode mandar em mim. Mas ele não passa de um drogado inutil! Desde que começou a andar com aquele criminoso do Dixon, ele se tornou outra pessoa e meu pai parece nem ligar.
Não que meu pai ligue para alguma coisa a não ser a boa imagem que ele tem, mas ele deveria fazer alguma coisa. Não conheço o tal Dixon mas todo mundo na cidade odeia ele, é um cara que ninguém quer por perto, um drogado que vive preso e vivendo as custas do irmão mais novo.
Quero mais é ficar longe desse tipo de pessoa! Ele foi preso meses atrás e isso fez o Alex voltar um pouquinho ao normal, mas infelizmente ele foi solto e logo, logo estará de volta. Nem preciso dizer que o odeio não é? Não sei porque ele volta. Poderia ficar onde está ou se não, ficar preso pra sempre! Tenho pena da familia dele.
Finalmente hoje é sexta-feira, vou pegar o turno da noite no bar hoje porque a Sarah ficou doente e o Joe pediu para que eu fosse ficar em seu lugar. Não gosto muito de trabalhar lá, mas pelo menos tenho amigos que não ficam me julgando pela roupa ou aparência.
Passo nas minhas lojas preferidos para comprar os presentes das crianças do hospital público, quem vai é a Lizzie, mas quem compra é Alice. Até eu me confundo com isso!
Não sei porque mas algo me diz que hoje vai ser um dia diferente, só espero que seja um bom dia.
Merle:
Não sei porque voltei para essa droga de cidade. Ah sim, lembrei! É porque sou um tremendo filho da p*ta que não tem onde cair morto, que tem que viver com o dinheiro que meu irmãozinho mais novo me dá. Isso tudo é uma grande merda!
Eu nunca liguei pra nada e não vai ser agora que eu vou começar a fazer isso. Não sou como meu irmão que se casou, tem um emprego de merda e uma filha para cuidar. Pessoas como eu não tem direito a ter esse tipo de coisa.
E se quer saber, eu até gosto da pirralha. Annie já tem 13 anos, uma moçinha que eu super protejo quando não estou bebado ou chapado de drogas. Não sei como ela pode ser filha do Daryl, é uma linda moçinha de cabelos castanhos como os da mãe e lindos olhos azuis, esses são do nosso lado da familia. Ela tem sorte de ter herdado só os olhos dos Dixon’s, se fosse outra coisa estaria ferrada.
Nós não temos uma boa fama aqui na cidade, na verdade, a maior parte dessa má fama é culpa minha. Meu irmão se casou com a Bela, mas eu prefiro chamá-la de Bonequinha. Ela é a única mulher que aguenta os irmãos Dixon e acho que meu irmão não poderia ter escolhido melhor, ela é uma mulher incrivel e duvido que possa existir outra igual. Não acredito nessa droga de amor, mas posso dizer que meu irmãozinho teve sorte no fim de tudo.
Eu poderia ter ficado em Atlanta mas não, eu tinha que voltar pra casa para ouvir os sermões do Daryl, como se ele fosse nosso pai. Aquele infeliz que deve estar ardendo no fogo do inferno ou talvez esteja dando uma festinha para o capeta.
A cidade continua exatamente do jeito que era meses atrás, um bando de gente idiota que se acha superior só porque tem algum dinheiro a mais do que o vizinho. Passo com minha moto sem dar importância para os olhares assustados e acusadores desses idiotas, acho que passei em cima de uma poça de água bem na hora em que uma moça passava cheia de sacolas, mas que se dane!
-Seu idiota! Não olha por onde anda? Alguém grita bem alto. Olho para trás e vejo a moça completamente molhada em pé na calçada cheia de sacolas.
Faço uma manobra na moto e volto até onde ela está só pra ver ela dar chilique mais de perto, está super engraçado e eu faço um enorme esforço para não morrer de rir quando vejo a cara de irritada dela.
-O que foi barbie? Molhei seu cabelo? Acho que fiz bem porque ele estava arrumadinho demais. Digo sorrindo irônico.
-Você é um idiota! Fica ai andando nessa moto se achando a última bolacha do pacote, mas fique sabendo que a última bolacha é sempre quebrada e mole! Ela me enfrenta cheia de raiva.
Dou uma boa olhada nela e vejo que ela não é nada mal para uma patricinha. Os cabelos loiros agora molhados pela água suja, com uma calça jeans branca e uma camiseta rosa que pareciam ser de marca, ou seja, uma verdadeira boneca. Mas o melhor é a cara dela, completamente irritada e vermelha de raiva, os olhos verdes brilhando mas de puro ódio. Acho que assim como existe amor à primeira vista, também existe ódio à primeira vista.
-E não é que a patricinha tem uma lígua afiada? Vai brincar de bonecas princesinha! A rua não é lugar para pessoas como você. Acelero a moto e passo por cima da poça de novo. Saio gargalhando enquanto ela fica lá gritando feito uma histérica.
Paro na esquina da rua para falar com o Alex, um amigo meu que também se mete em muita confusão. Ainda mais sendo filho de quem é, o bom é que se a gente for pego fazendo alguma coisa considerada errada pelos tiras, o pai dele resolve tudo. Sim, o cara é filho do b*ndão do Governador dessa porra de cidade!
-Fala Alex! Qual a boa? Paro a moto perto da dele, ainda rindo.
-É bom te ver de novo cara! Qual é a graça?
-Cara acabei de molhar uma maluca que fez o maior escândalo! Mas o que ela tem de maluca e fresca, ela tem de gostosa. Digo sorrindo malicioso.
-A Alice? Gostosa? Cara, o que você tomou hoje? Já tá chapado? Achar minha irmã gata é o fim do mundo. Ele diz me olhando estranho, logo percebo que é brincadeira e começo a gargalhar.
-Aquela garota é a pirralha da sua irmã? Tá tirando onda com a minha cara não é?
-Não tô brincando cara! Aquela é a maluca da minha irmã Alice.
Então ela é a filha do Governador? Porra! Eu chamei a princesinha da cidade de gostosa! Devo ter bebido mesmo. Nunca tinha visto a irmã dele mas, sempre pensei que ela fosse uma garotinha de 6 anos, mas de todo jeito, ela ainda me parece uma pirralha. Acho que deve ter uns 18 anos no máximo! Mas que ela é gostosa, ela é! Gostosa, mimada e pirralha. Aquela droga deve estar me afetando de novo, preciso se alguma coisa forte em meu sangue antes que eu surte de novo. Achando garotinhas gostosa? É o fim do mundo mesmo! Posso ter feito coisas horriveis na vida, mas pedófilo eu não sou.
-Escutou o que eu disse Merle? Alex pergunta gritando.
-Pará de gritar porra! Não tô surdo ainda. Quer saber? Vou pra casa ver o Daryl antes que ele dê uma de irmão gay e começe a me procurar pela cidade. Nos falamos depois! Acelero a moto sem esperar ele responder.
Hoje estou tão de saco cheio que não consigo aguentar a babozeira do Alex hoje, é sempre a mesma coisa! “Não quero ser igual ao Philip!” “Alice é a queridinha dele então que se foda!”
Como se o maior problema que alguém poderia ter é um pai rico que vive enchendo o saco, pelo menos ele tem grana para fazer o que quizer.
Chego em casa, estaciono a moto e abro o portão. Assim que faço isso a porta da frente se abre e a monstrinha corre para me abraçar.
-Tio Merle! Que saudade! Ela diz me abraçando apertado.
-Senti sua falta também monstrinha. Você cresceu heim? Digo a olhando de cima a baixo. –É a única dessa familia que sente falta de mim e que eu sinto falta.
-Deixe de ser mentiroso Merle! Sabe que todos nós sentimos sua falta. Bela aparece na porta sorrindo.
-Cunhadinha! Ainda não se cansou de brincar de casinha? Pergunto e ela ri ainda mais e vem me abraçar.
-Não começe Merle! Daryl vai ficar muito feliz em te ver de volta.
-Duvido muito, mas o marido é seu, você deve saber do que esta falando.
-Eu vejo que isso vai ser muito divertido! Annie diz rindo.
-Você adora ver o circo pegando fogo não é, moçinha? Vá tomar banho que você tem treino agora. Bela manda e ela entra chateada.
-Treino de quê?
-Ela é líder de torcida.
-O quê? Eu passo só 6 meses na cadeia e vocês deixam a minha sobrinha sair por aí dando saltos com aquela mini saia? O que o Daryl tem na cabeça para aceitar isso?
-Ele não sabe ainda, ela foi aceita semana passada.
-Então você tá fudida literalmente, porque quando meu irmãozinho souber vai fazer um barraco.
-Ele não vai saber se você não contar. Então bico fechado Merle!
-Mais nem pagando! Não vou deixar minha sobrinha sair abrindo as pernas para aqueles idiotas ficarem olhando pra calçinha dela.
-Merle! Grita e me dá um tapa no braço.
-Esqueci que você é uma Dixon agora, tá começando a bater como uma.
-Mais uma graçinha e vai lavar a louça do almoço! Diz irritada e entra na casa.
-Nem vem cunhadinha! Isso é coisa de mulher, e se você não percebeu eu sou um Dixon, o irmão mais velho, o durão e não o molenga do meu irmão que faz tudo o que você quer.
Até que não é tão ruim estar de volta, só tenho que aguentar o clima de familia feliz. Bela deixa a casa do jeitinho que ela quer, com vazos de flores e aquele cheirinho bom. O melhor lugar que eu já passei uma noite, os outros lugares são sujos e com cheiro de coisa morta, ou então é a cela de uma prisão qualquer.
Daryl só chega na hora do almoço, Annie não esta em casa e a Bela diz que ela foi fazer um trabalho de escola. Deixo isso assim mesmo porque não tô afim de lavar louça hoje.
-Só espero que não se meta em confusão aqui Merle.
-Pode deixar irmãozinho, vou ser um anjinho! Digo sarcástico e a bonequinha ri. –Mas não sou o único que apronto nessa casa.
-Merle, não começe!
-Não fiz nada cunhadinha! Por falar nisso, quando a minha sobrinha vai voltar?
-Não sei, mas quero muito saber se vai querer lavar a louça hoje.
-Vocês dois estão me escondendo alguma coisa. Daryl diz olhando de mim para a Bela.
-É impressão sua amor! O Merle, só está sendo o Merle.
-As vezes vocês me enjoam com esse papo de “amor” pra cá, “amor” pra lá.
-Só quero ver se vai dizer isso quando se apaixonar.
-Nem vem com essa irmãozinho! Tá pra nascer a mulher que vai colocar Merle Dixon na coleira.
-Se eu fosse você não diria isso. Também pensava assim até encontrar a minha Bela.
-Não sei como a Bela se casou com você! Falando tão gay desse jeito seria mais fácil ter namorado o Jack. Digo rindo junto com a Bela.
Todos nós nos lembramos muito bem quando o Jack deu em cima do Daryl no dia que ele conheceu a Bonequinha, é uma das memórias mais engraçadas que nós temos.
-Porque você tem sempre que colocar o Jack no meio das nossas conversas? Tô começando a achar que é você que tem uma quedinha por ele.
-Toma Merle! Bela diz rindo.
-Não vou falar nada, vai que é uma doença contagiosa.
Deixo os dois lá rindo na cozinha e vou para meu antigo quarto, preciso dormir um pouco e tirar todo aquele açucar que aqueles dois tem. Nunca vi um casal tão grudento quanto esses dois, nada parece afetar a felicidade deles.
Deito na cama e pego o jornal que estava em cima da mesa de cabiceira, a primeira página é a mesma coisa de sempre. Nos últimos meses tem se falado em uma doença que vem afetando muita gente e a porra do governo está tentando arranjar uma cura. Não me interesso por isso, jogo o jornal no chão e vou dormir.
Quando acordo já é noite, tomo um banho e troco de roupa antes de descer. Encontro o Daryl sentado com a Annie na sala vendo TV, a bonequinha deve estar na cozinha preparando o jantar porque o cheiro esta muito bom.
-Vai sair tio Merle? Annie pergunta quando me vê pegando o capacete.
-Vou sim monstrinha! Mas não se preocupe, que amanhã bem cedo nós vamos dar um passeio de moto.
-Posso pai? Pergunta ao Daryl com os olhos brilhando.
-Claro que pode, mas vai me prometer que não vai beber nem comer o que o seu tio te der.
-Acha mesmo que eu daria alguma coisa pra minha sobrinha?
-Nunca se sabe!
-Tome cuidado Merle e volte cedo! Bela grita quando abro a porta.
-Vai se...
-Olha a língua Merle! Daryl me interrompe fazendo um gesto indicando a Annie.
-Que se dane! Digo e saio de casa.
Vou para o bar do meu amigo Joe, não estava afim de ver meus amigos de sempre. Então como eles nunca frenquentam esse bar e eu estou afim de beber até cair hoje, vou dar uma passadinha no Joe.
Nem me lembro a última vez que estive nesse lugar, entro e vou até o balcão de bebidas. Não vejo o Joe em lugar nenhum, só uma garota loira que estava de costas para mim colocando cerveja em um copo.
Mas só as costas já estava bom. O corpo perfeito, cheio de curvas acentuadas por aquela calça preta colada e uma regata branca . É isso o que dá ficar tempo demais sem sexo, já estou achando qualquer mulher gostosa.
Primeiro foi a irmãzinha do Alex, agora a moça do bar. Preciso urgentimente me aliviar antes que começe a bater uma como um adolescente qualquer.
-O que vai querer? A garota pergunta pra mim e se vira sorrindo, mas seu sorriso morre assim que me vê.
Não é possivel! Eu devo estar alucinando mesmo. Eu já bebi e não sabia disso?
-Alice? Pergunto surpreso.
-Ah não! Você de novo? Pergunta tão surpresa quanto eu.
Mais que merda é essa?
Notas finais
Como eu disse a fic começa antes do apocalipse, mas isso vai acontecer muito em breve! Primeiro vamos conhecer a vida deles antes do apocalipse.
O que acharam da familia Dixon?? O que MerLice vai fazer agora??
Garanto que tem muitas emoções e confusões pela frente!
Então quem gostou comenta!!!
PS:. Ainda não sei se a fic vai ser diária, isso depende só de vocês!!!
BeiJUs'
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