Bad Reputation
22 Shopping
Notas iniciais
Veja me desculpem pela demora, ok? Eu queria ter postado beeem antes mas, é, a Loren não me devolveu o capitulo então eu resolvi postar né. Bem, vejam eu queria ter feito um capitulo engraçado e com as confusões de sempre e páns, mas não consegui, sorry;
~ Lendo
Shopping
PDV Bella
- Emmett! – disse nervosa
Estávamos no shopping e só por que ele viu um ursão numa vitrine saiu correndo para comprar. Clara e Suzi corriam atrás dele rindo. Há horas que estávamos no shopping e ainda não descobri como essas três crianças conseguem comer tanto.
Para o meu alivio Emmett não disse nada sobre eu e Edward, mas eu só ficaria tranqüila mesmo quando fossemos embora e ele não falasse nada sobre isso.
Clara e Suzi se deram bem com ele. Ah sim, elas devem ter se identificado afinal de adulto o Emm só tem o tamanho mesmo. Ri ao pensar nisso e me sentei em um banco que havia por ali. Deixei que os três comprassem o tal ursão em paz. Observei um grupo de garotas em frente à vitrine de uma loja. Elas eram o típico tipo de garotas estadunidenses; Vestiam saia jeans e mini blusas com saltos. Fiz uma careta. Será mesmo que eu era a única que não via necessidade em me vestir daquela forma para conseguir o que eu queria?
Dei de ombros e dessa vez observei o meu reflexo no espelho. Eu era tão comum e ao mesmo tempo tão estranha... Bufei. Pensar nessas coisas causava um curto circuito no meu cérebro, que, afinal, já não era muito bem regulado.
Continuei observando as pessoas que passavam umas mais sem estilo que as outras. Realmente shopping não é um bom lugar para se conhecer pessoas. Fazia um pouco mais de quinze minutos que os três haviam ido comprar o tal ursão e não voltaram. De repente meu olhar caiu sobre um homem do outro lado do shopping encostado a uma parede perto de uma loja.
Ele era loiro e alto. Vestia jeans e camisa, e usava óculos esporte o que me impedia de ver seus olhos. Sua cabeça estava virada para mim. Olhei para trás e não havia ninguém ali, o que me fez deduzir que ele olhava para mim. Um grupo de garotos chegou ate ele e o chamaram enquanto iam para outro corredor do shopping. Antes de sumir ele parou e me olhou por mais um tempo, até dar as costas e seguir os outros. Franzi a testa e acabei por levar um susto quando Clara chegou ate mim correndo e gritando com um unicórnio de pelúcia em mãos.
- Olha Bella u qui u Emm deu pa mim!
- Ah sim! É lindo, Clara – eu disse e ela se sentou ao meu lado balançando as perninhas que não chegavam ao chão
Fiquei quieta. Eu não sabia como me reaproximar de Clara. Eu ainda não sabia me lidar muito bem com a sua perda de memória, sei isso era ridículo, mas eu simplesmente não conseguia. A pequena garotinha ao meu lado ficou de cabeça baixa apertando o bichinho em suas mãos. Como eu sentia saudades da antiga Clara.
- Bella... – ela disse
- Sim, Clara? – a olhei
- Pui que vucê num gosta di mim? – ela perguntou e eu prendi a respiração
Ora o que eu poderia lhe responder?! Eu a amava, mas... Não conseguia mais demonstrar isso!
- Clara! Eu... Eu gosto de você – disse
- Num palece. Vucê nem fala cumigu! – ela disse e me olhou
Olhei em seus lindos olhos azuis. E o mundo parou.
Eu vi naqueles olhos azuis a antiga Clara. A minha Clara. Eu vi que, não importava a sua perda de memória, ela continuava a mesma. A mesma garotinha que eu faria de tudo para proteger e para fazer feliz. Ela continuava a ser a minha Clara e não era a sua perda de memória que poderia mudar isso. Sorri ignorando algumas lágrimas que ameaçavam saltar de meus olhos.
- Desculpe. Eu sei que... Que tenho estado ausente desde que você saiu do hospital – disse
Ela franziu e sorriu confusa
- A Tânia disse qui eu num tenhu mais memolia – ela disse
Trinque os dentes e respirei fundo. Eu iria ter uma conversinha com aquela idiota.
- Não é isso. Não acredite nas coisas que a Tânia fala – disse
- Vucê é minha amiga Bella?
- Claro que sou! Por quê? — perguntei confusa
- Possu ti conta um segledo?! – ela sussurrou e ri
- Pode!
- Eu quelia lembla du qui acunticeu
Prendi a respiração, novamente. Céus! Por que ela queria lembrar-se disso? Isso só traria sofrimento para ela, quem me dera poder esquecer tudo o que me aconteceu. Antes que eu pudesse responder algo, Emmett e Suzi chegaram com mais ursinhos e os três vibraram de alegria.
Porém, Clara estava certa. Era o seu direito saber tudo o que lhe aconteceu. Talvez eu devesse conversar com Charlie e Renné.
Ao invés de irmos embora, Emmett inventou de comprar sorvete. Meu Deus, como ele agüenta comer tanto? Chegamos ao tal quiosque que ele disse e ficamos na fila. As meninas conversavam entre si e Emmett fazia careta pra um bebe que estava no colo da mulher á nossa frente. Revirei os olhos. Ele devia ter a mesma mentalidade que aquele bebe.
Varri o olhar entediadamente pelo shopping e parei em uma loja onde havia um casal abraçado conversando com outras pessoas. Suspirei. Eu tinha que esquecer Edward... Deus, eu precisava esquecê-lo!
Voltei meu olhar para Emmett ao tempo de ver o tal bebe lhe dar um tapa no rosto. Não consegui segurar a gargalhada e Emmett ficou vermelho de raiva.
- Seu grande filho da mãe quem você pensa que é?! Ah eu vou te matar! – parei de rir na mesma hora em que vi Emmett tentando pegar o bebe
Ah não, eu não iria parar na cadeia como Tânia. Antes que eu pudesse fazer algo à mulher se virou para trás e se deparou com Emmett tentando pegar seu filho. Ela arregalou os olhos e correu dali... Observei Emmett correr atrás dela, ambos gritando como loucos.
- Ah merda! – sussurrei e corri atrás deles com Clara e Suzi em meu encalço
Formou-se a confusão. As duas pequenas atrás de mim corriam e gritavam torcendo para Emmett que não dava trégua para a mulher com o bebe que já chorava. O shopping inteiro parou para nos ver como se aquilo fosse algum tipo de espetáculo.
“Seguranças”
Alguém gritou. Fudeu. Antes que eu pudesse raciocinar melhor cinco guarda roupas vestidos em ternos pretos apareceram lá na frente. Cada um de nós esbarrou em um deles, exceto Clara e Suzi que ficaram atrás de mim. Cadeia, ai vamos nós.
(...)
- Alguém pode me explicar o que vocês pensam que estavam fazendo?!
O gerente do shopping perguntou. Estávamos numa sala até que bem decorada. Eu, Emmett e Emma – a mulher do bebe – estávamos sentados de frente para ele que estava do outro lado da mesa. Clara e Suzi estavam sentadas atrás de nós num sofá.
- Ele queria pegar meu bebe – Emma disse
Emmett abriu a boca para responder, mas pisei em seu pé e ele se virou para mim. Sorri para o gerente.
- Não é bem isso. Sabe Senhor – olhei em seu crachá procurando seu nome e franzi a testa. Pigarreei e continuei – Senhor Trend meu irmão, Emmett, tem sérios problemas psicológicos – eu disse com pesar
Emmett me olhou com cara d quem iria retrucar, mas lhe lancei um olhar reprovador. Emma que estava sentada ao lado dele o olhou com compaixão e sorriu solidaria. O Senhor Trend suavizou a expressão.
- Ah sim. Desculpe-me por correr de você, está bem? Ele entende o que eu falo? – ela perguntou pra mim
Usei todo o meu alto controle para não rir e Emmett a olhou sem saber se a matava ou não.
- Ah não! Como disse ele tem sérios problemas psicológicos sabe? Nossos pais nem sabem mais o que fazer, já o internamos varias e varias vezes, mas ele sempre foge – disse fingindo tristeza
Eu sabia que era errado, muito errado, fazer isso, mas eu não iria parar na cadeia por que o Emmett apanhou de um bebe. Ele iria se vingar, sim, isso era obvio, mas ele teria que me agradecer depois por isso afinal se fossemos presos tenho plena certeza de que nossos pais não nos tirariam de lá tão cedo. O Senhor Trend nos olhou e sorriu para Emmett.
- Minhas sinceras desculpas, nós não sabíamos dos problemas do seu irmão – ele disse – Para me redimir vou dar á vocês total desconto na Praça de Alimentação – Emmett abriu a boca, mas pisei novamente em seu pé – Vão poder comer de graça, tudo o que quiserem
Ele disse e Emmett sorriu largamente.
Saímos da sala e seguimos para a Praça de Alimentação, Emmett carregava tanto Clara quanto Suzi em seus braços.
- Que história é essa de eu ter problemas psicológicos? – ele perguntou e ri
- Era isso ou virarmos ex- presidiários como a Tânia – dei de ombros
- Pelo menos a gente tem desconto na comida
Revirei os olhos e bufei.
Emmett é sempre Emmett
(...)
Depois de ser forçada a ir pela quinta vez á uma lanchonete pudemos ir embora. Clara e Suzi estavam no banco de trás tomando algo que eu só sabia ser gelado e verde que elas denominaram “sorvete derretido”. Eu me perguntava como elas dormiriam, por que o tal sorvete derretido as deixou agitada tanto que elas não calavam a boca um segundo.
Já eu e Emmett estávamos quietos. Mas eu sabia que isso era por pouco tempo, pois eu tinha quase certeza de que ele falaria sobre Edward. Mas bem, mais cedo ou mais tarde algum Cullen tocaria nesse assunto. Isso era inevitável.
Fitei a estrada tentando não pensar em nada.
Daqui dois meses eu me formaria e iria para a faculdade. Daqui um mês seria meu aniversario. Daqui duas semanas se completariam nove anos que John morreu. John. Meu maior medo era que essa criança nascesse no mesmo dia em que John faleceu. Deus, isso não poderia acontecer! Eu não agüentaria! Eu sei que isso parece egoísta, mas me doía ver Renné e Charlie tão empolgados com o novo filho. Christian. Esse seria o nome dele.
Eu evitava saber de qualquer coisa sobre essa criança. Não saberia como seria depois que ele nascesse, mas bem, daqui dois meses eu sairia de casa. Fiz uma careta. Precisava decidir que para faculdade iria e, também, que curso fazer. Bufei. Minha tentativa de não pensar em nada falhou miseravelmente. Percebi que Emmett diminuir a velocidade e fechei os olhos suspirando já me preparando para o que vinha a seguir.
- Olha esse assunto é desconfortável pra mim também, ok? – ele disse percebendo que eu não queria falar sobre aquilo
- Então não fale nisso
Ele riu e balançou a cabeça negativamente
- Não vai conseguir fugir desse assunto – ele disse
Suspirei. Por trás daquela fachada de cara brincalhão e infantil, Emmett era mais observador do que se podia imaginar. Abri os olhos e fitei a estrada escura. As meninas lá atrás agora falavam, mas baixo, quase cochichando.
- O que aconteceu, de verdade? – Emm perguntou
- No dia em que fomos ao hospital – olhei de relance para Clara, mas ela parecia entretida com Suzi – Ver ela, eu sai de lá enquanto vocês estavam no quarto.
- Disso eu sei – ele disse virando uma esquina e avistei a cidade lá na frente
- Pois então. Eu estava indo embora sozinha, na chuva, então Marco apareceu – ele soltou um risinho sarcástico, mas ignorei e continuei – Ele me deu uma carona até a casa. Eu acabei perdendo a chave e ele me ajudou a abrir a porta, entramos e depois de nos secarmos fomos comer alguma coisa
Emmett sorriu pronto para fazer um comentário malicioso, porém eu continuei falando
- Terminamos de comer e ele me perguntou algumas coisas. Por fim, quando meu avô e Edward chegaram me encontraram de frente para Marco e, bem, seu irmão é um idiota – terminei e ele riu fraco
Ficamos quietos, e, percebi, que as meninas já não falavam há algum tempo. Ótimo! Elas escutaram nossa conversa. Não me arrisquei a perguntar nada para Emmett, ele acreditando ou não, não iria fazer diferença alguma afinal de Edward eu só queria distancia.
Ele parou no sinal vermelho e tamborilou os dedos no volante avaliando pela janela o carro ao nosso lado.
- Dois idiotas – ele disse e me virei para ele incrédula – Desculpe – ele disse e relaxei no banco – Eu quis dizer, três idiotas
O olhei e bufei. Como ele se atrevia?
Voltou á dirigir o carro e cruzei os braços olhando pela janela novamente.
- Olha, Bellax, eu adoro você e tudo, e amo meu irmão, mas... Cara, vocês são muito idiotas, sabia? – ele me olhou brevemente e voltou a olhar para a estrada soltando um riso incrédulo – Adoram-se e ficam de frescura por causa do Marco, um carinha que ta onde Judas perdeu a cueca
Ri da última frase e balancei a cabeça negativamente.
Ele estava certo... Até certo ponto.
- Seu irmão não me deixou explicar. Não me deixou contar a minha versão, só tirou suas conclusões e pronto. Acabou-se algo que mal começamos – eu disse
- Devia falar com ele...
- Nunca irei me humilhar á esse ponto – bufei
- Orgulho acima de tudo, esse é o tipo de vocês não, é? Ambos só têm a perder assim
Preferi não responder. Não queria brigar com Emm, também. As meninas ainda estavam quietas, olhei para trás para conferir se elas estavam dormindo, mas para meu azar não. Elas escutaram tudo. O olhar de Clara se encontrou com o meu e virei-me para frente novamente, encostei-me tensa no banco e fitei a estrada na minha frente. Eu não queria que ela me perguntasse nada sobre isso. Eu não queria que ela soubesse de Edward e de mim.
Emmett também se calou.
O silencio pairou sobre o jipe.
Suspirei e afundei-me mais ainda no banco. Minha cabeça começava a latejar. Problemas e mais problemas. Olhei pelo retrovisor e avistei cerca de cinco motos atrás do Jipe. Franzi a testa. Todos estavam de capacetes, e todas as motos eram pretas... Exceto uma. Vermelha reluzente. O cara que dirigia olhou para mim e acelerou um pouco ficando atrás do Jipe, porém, um pouco mais para o lado.
- Emmett... – disse um pouco assustada e ele olhou o retrovisor
- Eu já vi – ele disse
Olhei para as meninas no banco de trás e soltei meu cinto. Estiquei-me até elas, ignorando seus questionamentos, e lhes coloquei o cinto de segurança. Voltei para o meu banco e coloquei meu cinto, Emmett ao meu lado estava quieto e alternava sua atenção entre a estrada e o retrovisor. Ele acelerou o Jipe, e fiquei mais tensa.
Fechei os olhos e respirei fundo tentando me controlar.
Implantaram uma bomba de baixo do carro.
As palavras de Charlie vieram a minha mente como um choque e abri os olhos rapidamente. Olhei novamente pelo retrovisor e arfei. O cara da moto vermelha acelerou mais e continuo olhando para mim. Ele fez um sinal com a mão para os de trás que se espalharam ao lado do carro. Emmett xingou baixo e Suzi perguntou alguma coisa da qual não consegui processar uma resposta coerente.
Senti o medo crescer cada vez mais em minhas veias.
A moto vermelha reluzente acelerou e todas as motos avançaram. Fechei os olhos e os abri ao tempo de ver todas as motos nos ultrapassarem e sumirem na escuridão a nossa frente.
Soltei ao ar que prendia com uma arfada.
- Mas que merda é essa?! – Emmett deu um soco no volante
Ele acelerou e virou na primeira esquina que viu, provavelmente temendo que os tais motoqueiros estivessem nos esperando lá na frente. Encostei-me no banco com as mãos tremendo e tentando normalizar a respiração.
O resto do caminho foi silencioso. As meninas acabaram por dormir sentadas.
Quando chegamos Emmett me ajudou a levá-las para dentro, Morgana e Charlie subiram com ambas para o quarto de Clara. Levei Emm até a porta e ele se foi, sem tocar no assunto das motos.
Subi para o meu quarto e me joguei na cama exausta. Amanhã falaria com Charlie e Renné sobre Clara, e, também, falaria sobre as tais motos. Quero dizer, talvez a policia tenha descoberto algo e eles não tenham me contado. Suspirei e apaguei o abajur.
Ao que me parece amanhã seria um dia cheio.
Notas finais
Então, não tenho muito o que dizer né? Já respondi os reviews do capitulo passado. Eu fui respondendo os reviews e vendo o perfil de vocês, caaara tem alguns perfis aqui que eu amei sério mesmo. Mas em outros não tinha nada escrito né HAUSAUSHAU
Enfim;
Vou dividir uma duvida com vocês: a BR tem 75 leitores então por que só 14 comentam heein? Affe, chent vamos ler mas vamos comentar por favor né? E outra coisinha: desculpem mas se vocês não dão suas opiniões nos reviews realmente não tem como eu responder. Vem acontecendo muito isso ó: vocês só colocam "gostei" ou "posta logo/mais" é bem impossível uma boa resposta assim né? Enfim, vamos melhorar essa bagaça ai heein.
Outra coisa: essa mudança do NYAH!. I like. Ficou melhor assim né chent, éé.
Pois bem, reviews respondidos, capitulo postado... Reviews descentes, por favor? E quem não comenta, baby, teu dedinho não irá cair tá? Tá.
bjbj ;*
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