Bad Reputation
24 E seja como for
Notas iniciais
Então, milagre, capitulo não demorou né? Digo, eu postei dia 4 e hoje é dia 11, faz uma semana então levando em conta meus problems eu não demorei; É. And... A Loren betou o capítulo, gent, smile. Ahh conversamos lá em baixo tá? Esse capitulo tá fodinha, modéstia á parte né. Eu amei ele, também.
~ Lendo
E seja como for
PDV Bella
Ignorei Morgana que limpava a sala e subi para o meu quarto pulando os degraus de dois em dois. Entrei, fechei a porta e encostei-me á mesma deslizando ate o chão. Uma de minhas mãos estava sobre a minha boca abafando meus soluços.
Por que ele não podia ser, simplesmente, meu amigo? Por que ele tinha que querer algo mais?! Eu sabia que não devia ter o beijado afinal, eu só o fiz para amenizar – ao menos um pouco – a falta que eu sentia de Edward. Eu usei Riley. E isso não foi certo, é claro, que, ele não percebeu isso, mas eu o fiz. Ah sim! Ele deve estar me achando louca agora. Eu o beijo e começo a chorar para depois deixá-lo sozinho no teatro.
Mas eu não pude controlar as lágrimas. Foi como uma explosão de todas as moções. A saudade de Edward, a surpresa de Riley... Eu só quis por um momento esquecer tudo e por querer isso aqui estou eu chorando mais uma vez. Isso parece ter virado rotina.
Escutei três batidas na minha porta e limpei as lagrimas. Pigarreei e perguntei quem era. Renné. A última coisa que eu precisava agora era vê-la.
- Está tudo bem, querida?
- Tá sim, mãe. T-tá tudo bem
- Tem certeza?
- Sim, só... Só estou cansada
Mordi o lábio e abafei novamente um soluço. Por que ela não me deixava em paz?!
- Qualquer coisa, em chame ok?
Não respondi. Eu só queria ficar sozinha.
Levantei-me e me joguei á cama, abraçando o travesseiro e fitando o nada.
Talvez estivesse na hora de crescer. Eu iria completar meus 18 anos e estava na hora de superar tudo. A morte de John, a estupidez de Tânia, o nascimento Christian, a rejeição de Edward e todos os outros problemas. Eu teria que me focar na faculdade e escolher o curso, a Paramore provavelmente teria de parar, pois, tanto eu e as meninas quanto Zac e Josh iríamos embora daqui.
Depois do Baile De Primavera eu combinaria com os outros integrantes da Paramore o que faríamos, eu amava a banda, mas sabia que teria de deixá-la. Hayley é um ótimo vocal e os outros se viram bem. Não teria de me preocupar com muita coisa.
Já quanto á meus pais, bem... Eu conversaria com eles.
Diria que decide ir para a faculdade e que sairia de casa, obviamente. Talvez pudesse dividir um apartamento com Jane. Sabia que Josh e Zac iriam para Dartmouthe sendo assim Hayley iria junto com seu namorado. Marcus e Caius queriam ir para NY, mas Aro não parecia querer isso. Alec iria para onde Jane fosse. De qualquer forma, eu iria para qualquer uma, não me importava de ir para Yale, mesmo sabendo que Edward iria para lá também.
Edward.
Eu teria de conversar com ele. Ao menos, me explicar, se bem que, não acho que o melhor á fazermos é voltarmos a ficar juntos. E não seria certo com Riley. De qualquer forma, eu e Edward não ficaríamos juntos tão cedo. Isso se; ficássemos.
Bem... Enquanto estivesse na faculdade teria de trabalhar, é claro. Não pretendia viver do dinheiro de Charlie e Renné para sempre; Mas a questão é: com o que iria trabalhar? Afinal o que eu sabia fazer? Porra nenhuma. Ok. Vamos deixar essa questão de lado. Eu poderia viver – por um tempo – do dinheiro que havia no fundo no meu closet, ou vocês acham que eu gastei toda a ‘mesada’ que Renné me dava escondido? É claro que não.
Senti meu celular vibrar. Charlie. Oh no! Eu devia estar No escritório conversando com ele! Atendi e disse que já estava chegando. As horas haviam passado rapidamente, tanto que eu mal notei que já estava perto das 18h.
Lavei o rosto e desci as escadas correndo, tropeçando no fim. Ignorei mais uma vez Morgana que disse alguma coisa e eu – com toda a minha educação – lhe mostrei o dedo. Corri para a garagem e quase atropelei o jardineiro. Nem preciso dizer que passei todos os sinais, certo? É.. Charlie me matará. Em menos de vinte minutos cheguei ao escritório que ele trabalhava. Larguei o carro em frente e entrei passando direto pela recepcionista que me ignorou. Como sempre.
Bati uma vez na porta e antes que Charlie me respondesse entrei fazendo-o revirar os olhos com a minha extrema educação.
Sentei-me de frente para ele que cruzou os braços enquanto eu colocava os pés em cima da mesa.
- Pois então, Isabella, qual o problema? E tire os pés da minha mesa
Revirei os olhos e não me movi.
- É Bella, Charlie – sorri irônica e ele me reprovou com o olhar – Bem... Por onde eu começo? – falei comigo mesma
Devia começar pelas minhas decisões tomadas, ou pelas motos perseguidoras de Jipes?
- É pai – ele imitou minha voz e sorriu doce
Suspirei e fitei minhas mãos.
- Queria que soubesse que tomei algumas decisões e não estou pedindo aprovação, que isto esteja claro... –
- Como se alguma vez você estivesse pedido... – ele comentou e ignorei continuando a falar
- Se bem que, não acho que você e Renné irão fazer objeções á isso... –
- Milagres acontecem... – ignorei novamente seu comentário
- Tenho certeza que irão concordar afinal, é sobre o meu futuro e se continuar me interrompendo eu vou sair porta á fora e colocar fogo nesse escritório – disse e o olhei. Ele assentiu sorrindo – Bem, Charlie – ele ignorou o fato de chamá-lo pelo nome – Eu decidi que vou cursar a faculdade e assim, sair de casa
Terminei e ele continuou calado apenas me observando.
Charlie tinha os olhos parecidos com os de John. Aliás, eles eram extremamente parecidos, exceto pela cor do cabelo, John tinha o cabelo igual ao meu. Quando era pequeno, John tinha os cabelos loiros, como os de Renné, mas conforme foi crescendo suas madeixas se tornaram chocolates assim como as minhas. Por um momento foi como se John estivesse ali, apenas por um momento. Mas então eu lembro que ele está em Phoenix, num cemitério, á sete palmos da terra, e que provavelmente nesses oito anos lá em baixo seu corpo já deve estar totalmente deformado.
Será que era egoísmo meu pensar que fui eu quem mais sofreu com sua morte? Não. De forma alguma. Fui eu quem o vi morrer, não foi Charlie, nem Renné muito menos Jullie. Ah sim, Jullie, eu sabia por que ela – de certa forma – não gostava de mim.
Jullie era louca por John. Via-se de longe que ela o preferia á mim, porém eu nunca tive ciúmes ou raiva do meu irmão por isso. Sempre fui muito ligada á Charlie e aos pais dele, os pais de Renné não me pareciam tão legais. Eu era criança e George e Brenda – pais de Charlie – faziam mais minhas vontades, do que Johnny e Jullie. De qualquer forma, eu amava John. E como o amava. Ele era meu herói, digo, ele e Charlie, mas eu tinha uma admiração indecifrável por meu irmão e ninguém nunca vai entender como eu me senti quando ele foi embora.
De certa forma Jullie me culpava – ao menos um pouco – pela morte de John, ela sabia – todos sabiam – o que havia acontecido. E, Deus, como eu queria poder voltar e mudar tudo.
- Espero, sinceramente, que não esteja querendo sair de casa por conta de Christian – Charlie disse me fitando e tirando-me de meus devaneios
- Eu não me importo com essa criança – dei de ombros e ele, mais uma vez, me reprovou com o olhar – Vou sair de casa, por conta da faculdade que – obviamente – não será em Seattle. Vou começar a trabalhar e, já vou fazer 18 anos, está na hora de sair de casa
Não pensará em sair de casa por causa de Christian, não mesmo. Eu de certa forma não queria saber nada, nada sobre essa criança e faria o máximo do máximo para não ter que vê-lo. Eu sabia que ele não tinha culpa da morte de John e de tudo mais, porém eu não queria nada dele. Somente distancia.
Charlie suspirou e apoiou os braços na mesa, cruzando as mãos frente ao rosto e me observando. Em seu olhar, eu pude ver claramente, em quem ele pensava. Oh não, a última pessoa com quem eu queria falar sobre isso era ele! Charlie nunca iria entender, na verdade, ele, nunca entendeu. E eu não estava disposta á explicar, por que afinal não tinha como. Ninguém nunca iria entender.
- Não é por causa dele – disse trincando os dentes
Charlie passou uma mão pelos cabelos negros e olhou para a mesa atrás de si, em baixo da janela. Havia um retrato ali. Eu, Renné, Charlie e Tânia. Ah sim, faltava John. Eu sinceramente nunca entendi por que não contamos nada á Tânia, poupá-la do que? Ela sequer conheceu John, ela não sofreria com nada.
- Não estamos querendo substituí-lo Bella
- Até por que vocês fizeram questão de esquecê-lo – Charlie se virou para mim e fitou – Ah sim! Não se pode substituir alguém que não é lembrado – ironizei e ele ficou visivelmente irritado
Não era essa a minha intenção. Não queria discutir, mas quando se tratava de John nós tínhamos opiniões muito contrarias.
- Ah, por favor! Você tem que entender! – ele disse exaltando-se
- Entender?! Entender exatamente o que Charlie?! Entender que meu irmão foi esquecido, pelo simples fato de que Tânia é mais importante?! – perguntei confusa, porém também exaltada
Fitamo-nos. Eu confusa e ele com uma expressão de ressentimento, dor.
Eu odiava o fato de ter que fingir que meu irmão nunca existiu fingir que ele não era importante pra mim e fingir que minha família sempre foi feliz. Eu sabia que era hipócrita, mas... Tânia não era minha irmã. Ora, ela era adotada! E mesmo assim era tratada como se fosse melhor que John. Céus! John tinha o mesmo sangue que eles, e Tânia, era mais lembrada que meu irmão!
Não, eu não á odiava. E o fato dela ser adotada não implicava em nada. O que implicava era ter de esquecer, meu irmão, por causa dela que sequer olhava na minha cara.
- Ele não merecia isso... – Charlie interrompeu-me
- Não merecia?! Não merecia o que?! – ele bufou de levantando e empurrando a cadeira que bateu na mesa de trás. Charlie passou á andar que um lado para o outro exaltado – O que você quer que eu faça?! Você fala como se nós tivéssemos... Tivéssemos feito algo de ruim para ele! Nós não tivemos culpa! A morte dele não foi algo que pudemos impedir, não dependeu de nós e você melhor que ninguém sabe disso, mas se nega a acreditar que ele está morto! – ele disse praticamente gritando
As lágrimas já rolavam por meu rosto de forma que minha voz saiu baixa por conta dos soluços
- Vocês ignoram o fato de ele ter existido... – mais uma vez fui interrompida
- Ignoramos?! – ele riu frustrado e irônico – tem noção do que está dizendo?! Você acha que não sentimos falta dele?! É claro que sentimos! Mas você só enxerga a sua dor, você pensa que só você sofreu e só você sofre com isso todos os dias. Pelo amor de Deus! – ele disse mais frustrado
Não respondi. Encolhi-me na cadeira chorando, mais uma vez.
Meu intuito era conversar e esclarecer tudo com Charlie, porém tudo que envolvia John mexia comigo e eu não conseguia me controlar! Era doloroso saber que, apesar de tudo, ele morreu por mim. E não importava se Charlie e Renné eram os pais dele... Fui eu quem o vi morrer, foi por mim que ele morreu, e só eu sei o que senti quando o vi cair naquele chão imundo sem vida.
- Já está mais que na hora de você superar... As coisas nunca voltarão á ser como eram e não há nada que você possa fazer em relação á isso – Charlie disse fitando o nada pela janela
Ignorei-o e fitei alguns papeis á mesa sem realmente ver.
Eu sabia que tinha que superar, mas não era fácil. Pra muitos eu só fazia drama, mas eles realmente achavam que eu passei oito anos da minha vida fingindo sofrer? Ah sim! É claro que é altamente superável ver seu irmão morrer na sua frente e ainda por sua culpa, até por que você nem queria estar no lugar dele e nem mesmo o amava mais do que sua própria vida. Ah claro, é muito superável.
Limpe as lágrimas e fitei Charlie que retribuiu o olhar. Ele suspirou e voltou á se sentar. Ajeitei-me na cadeira e ditei minhas mãos, logo desviando o olhar para o nada novamente;
- Ontem, quando eu e Emmett voltávamos do shopping com as meninas um grupo de motos nos seguiu... – disse com a voz inexpressiva
- Como? Que motos? – Charlie perguntou alarmado
- Não sei – de ombros, ainda sem olhá-lo – Elas nos seguiram por um tempo e depois simplesmente sumiram á nossa frente – expliquei – Soube alguma coisa sobre o assassinato de Max e Gabriella? – o olhei
- Não, nenhuma misera suspeita – ele riu irônico – Digo suspeitas nós temos, mas seria bem mais fácil se soubéssemos quem são – o olhei confusa e ele se encolheu – Você sabe de quem estou falando
Assenti de leve e suspirei levantando-me.
Não tinha mais nada para falar. Minha discussão com Charlie havia me esgotado por completo. Só queria voltar para casa e dormir, afinal, amanhã teria que resolver várias e várias coisas sobre o Baile que seria daqui á dois dias.
Não queria nem pensar em ir parar no shopping com a – louca – da Jane para comprar os trapos pro Baile. Ah sim, e ainda teria de encarar Riley depois ta idiotice que fiz e, Deus queira que ele não esteja me odiando o que eu acho muito difícil, mas tudo bem. E o mais difícil seria ter que fingir estar bem no dia do Baile e ainda sim ter que cantar para toda a High School Forks.
- Eu já vou
- Bella, por favor, espere vamos juntos
- Não. Estou de carro e prefiro ir sozinha
Antes que ele pudesse dizer mais alguma coisa eu saí do escritório.
Já estava escuro lá fora de forma que a Lua parecia assustadora por trás das nuvens. E de qualquer forma, as coisas iriam mudar.
E seja como for... Isso já enlouqueceu pessoas, antes, sãs.
PDV Narrador
Gregory foi o primeiro á entrar na casa. Há quanto tempo não entrava ali? Três ou quatro anos? Phoenix era de longe um lugar que ele odiava. Sol e praia eram coisas ás quais ele tinha alergia. Na verdade, ele tinha alergia ás pessoas. E isso herdará de seu pai.
Sua mãe, Anne, nunca foi á favor do que sei pai fazia, porém ela o amava demais para deixá-lo. Lembrava como se fosse ontem quando seu pai chegava de noite satisfeito por ter feito o que lhe era agradável e – aos seus olhos – normal. Anne fingia não saber o que ele fazia e o recebia com beijos e abraços, sua irmã – Jenns – sempre corria para os braços do pai enquanto ele esperava seu pai vir e se sentar no sofá ao seu lado.
Ruy passou por Gregory lhe dando um empurrão de leve no ombro e rindo de sua expressão. Gregory fez uma careta mandando o amigo á merda e adentrou á casa. Ele agradeceu por Jenns estar em Paris com Anne. Seu pai, Carlos, estava tratando de outros assuntos e mandou que ele e seus amigos dessem um jeito na casa;
Sinceramente Gregory não entendia o porquê de seus amigos admirarem tanto o que seu pai fazia. Ele não via nada de especial ou normal nisso, diria até que seu pai era um psicopata se não fosse pelo dinheiro que recebia através disso. Gregory suspirou. Ele odiava fazer isso, mas era fato que por causa de seu pai nunca levaria uma vida normal.
De qualquer forma, ele entendia o porquê daquilo.
Ela sabia demais, apesar de nunca ter falado nada que os tivesse prejudicado ela ainda sabia demais.
E seja como for, a escuridão já foi pior
Notas finais
-*
N/Belle: Então, gostaram? Vejam, dia 11-11-11... E lançou um filme com esse titulo, é do mesmo diretor de Jogos Mortais e todo mundo sabe que eu sou louca por Jogos Mortais e eu preciso assistir esse filme e ninguém perguntou né.
Mas heein, respondi os reviews que diminuíram bastante heein? Mas é isso. Então... Eu amei os reviews de vocês sério! Muito mesmo, sei lá, só amei. Alias, vejam a resposta dos reviews gent, eu gosto de responder e espero que vocês gostem de ler e normalmente eu deixo perguntas lá.
E eu quis postar hoje por que achq amanhã não vou ter tempo... Vou comprar meu vestido de formatura, sepá tiro uma foto com ele e mostro pra vocês, alias achq ninguém aqui nunca viu foto minha... Agradeçam por isso.
E quem será o Gregory? Filho do Carlos ele. E quem será a Anne? E a Jenns? E o Ruy, terá um papel importante?
Eu sei vocês nãos abem e não me matem.
E gent, eu amo esses nomes né? Christian e Gregory.
Enfim, só isso!
Vou-me indo... E um breve comentário: i love John Swan. Só isso. 'HAUAHSUAH;
Fiquem curiosos!
bjbj ;*
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