Bad Red

4 Bem vinda a Chicago


Notas iniciais
Well, well. Hoje eu estava inspirada (Fiz muita coisa. Ufa!). Espero que gostem. Aproveitem a história. Fui.

Aquele poderia ter sido o maior erro de sua vida, ou talvez sua salvação.
Ela não sabia. Ainda estava um pouco insegura sobre aquilo.
Assim que olhou para a porta aquela academia de luta. O pequeno cartaz na porta dizia com letras garrafais que estava fechado. Mas ainda sim podia-se ver algumas luzes acesas adentro.

A tintura vermelha estava descascada, acima da parede continha o nome da academia "CLUBE CASTILLO" Ela parou antes de entrar pela porta. Sentiu uma sensação de Déjà-vu. Ela ignorou. Não poderia ser importante.
O menino ao seu lado remexeu em desconforto.

(HORAS ANTES)

Depois de ter andado por horas e mais horas, Brooke finalmente saiu da estrada. Ela observou as luzes fortes e os enormes prédios a sua frente. No término da estrada e no começo da cidade havia uma grande placa.

"CHICAGO 2 KM"

Brooke suspirou, cansada. A garota havia andado muito, mas ainda estava de pé, pois parou em algumas casas e pediu um pouco de água e comida durante o rigoroso caminho. Ela não estava em seu melhor, mas alguns quilômetros não iriam mata-la... Respirou fundo e andou, não iria desistir, estava tão perto. A cada hora que passava Brooke lembrava-se de Marie, um dor surgiu e impregnou seu coração durante o trajeto. O jeito em que aquela mulher sacrificou-se por ela, como sua mãe fez a emocionava.

Já era tarde quando a garota cumpriu seu caminho e chegou a cidade. O cheiro de massa encheu seu nariz, ela parou na porta de um restaurante, o cheiro de molho aumentou e seu estomago roncou em resposta. Calma aí colega, pensou. Brooke acabou por perceber que estava com o corpo colado na porta de vidro.

Aquilo parecia uma cena de filme, um clássico na verdade. A pobre menina órfã babando em frente a um rico restaurante, desejando estar no lugar da criança insatisfeita sentada a mesa. Aquela família feliz sentada ao canto comendo um bom frango assado, ou aquela do centro apreciando uma boa torta. Era isso que Brooke era, uma órfã. Sozinha no mundo. No final, a única pessoa com quem a garota podia contar era ela mesma. Nascemos sozinhos, vivemos por opção e morremos por fim. Sozinhos.

Ela viu-se em uma forte indecisão.

Sair dali ou ficar aproveitando mais um pouco aquele precioso prato de macarrão com queijo acompanhado com um pouco de mágoa, e com uma pitada de tristeza?

Brooke afastou-se.

Continuou em direção ao nada, ou ao infinito?

Se ela fosse fraca, preferia ter morrido. Lá em cima seria um bom lugar de se viver?

Afinal, o paraíso existe? Ou é apenas um argumento misógino de que viveremos em um lugar melhor?

Aquilo não fazia sentido na cabeça de Brooke.

Será que ela algum diz teria paz? Não? Talvez? Sim?

Um grito tirou Brooke de seus devaneios.

– Mas o que diabos... — Ela amaldiçoou. A garota parou e olhou para o lado.

No beco ao lado havia um garoto de joelhos no chão, com certeza tinha uns dez anos. Foi ele quem gritou.

A sua frente tinha três garotos, mais ou menos quinze anos.

Ela encostou-se na parede e os observou.

– Me soltem! Por favor! — O menino implorou.

Os três garotos riram, o do meio empurrou o menino com pé. Ele caiu no chão. Eles começaram a chuta-lo fortemente no estomago.

– Isso é para você aprender a não mexer comigo, filho da mãe. — O da esquerda zombou.

Brooke mordeu o lábio.

Como recitava Shakespeare: Ser ou não ser?

No seu caso, salvar ou simplesmente ignorar?

A garota ainda tinha bondade em seu coração e ele doeu-se com a dor do menino. Ela não poderia deixar que eles batessem nele.

Brooke pensou. Ela poderia pedir ajuda, mas a rua estava ficando deserta. Não poderia ir contra três garotos, mesmo sendo jovens, ela estava muita magra e fraca para lutar. Ela estava duvidando de si mesma, como sempre fazia. Você não é mais a ingênua Grey, garota! Vamos lá! Seu subconsciente alertou.

A garota pegou o revolver preso em sua calça. Estava sem balas, porém, iria assusta-los. Aquilo era o suficiente. Ela respirou fundo. Vá.

Agora.

[...]

Os meninos riam ainda mais alto.

Brad, Taylor e Tony divertiam-se com a dor de Jake.

Brad era apenas um filhinho papai.

Taylor era um recluso. Um revoltado sem causa.

Tony. Tony era o líder, filho de um dos empresários mais conhecidos de Chicago. Ele era o seu bastardo, na verdade. Jake não o culpava por ter essa raiva imensa dentro de si, Tony não teve a figura do pai em sua vida. Mas mesmo assim, ainda não se justificava o porquê dele maltratar tanto os "Nerds" e menos "Populares".

Qual era graça nisso?

A dor.

A desgraça alheia.

Isso era apenas... Maldoso.

– Não mecha comigo novamente, Stilinski. — Tony preparou-se para chuta-lo mais uma vez, porém, passos foram ouvidos.

Um corpo apareceu sob a luz fraca do poste.

A sombra ganhou a forma de uma garota. Magra, com as roupas rasgadas e sujas.

– Hey! — Ela gritou. — Deixem-no em paz!

Taylor e Brad entreolharam-se assustados, mas depois relaxaram quando viram a menina. Tony apenas riu.

– O que um ser esquelético como você pode fazer? — Taylor zombou.

– Não seja um idiota, Taylor. — Brad repreendeu.

– Saia daqui se não quiser acabar como ele. — Tony falou, ríspido.

Má escolha. Resolveram ir pela maneira mais difícil. Eles não sabiam quem era Brooke e o que ela era capaz de fazer.

– Estou avisando, rapazes. Se quiserem continuar com as cuecas limpas e secas, saim daqui e o deixem em paz. — Brooke continuou no tom mais neutro possível. Ela já estava começando a perder o pouco de paciência que tinha.

– Foda-se.

Ela bufou. Levantou a arma e pressionou o gatilho levemente.Os três saíram correndo como gazelas assustadas. Idiotas. Covardes.

O menino levantou-se rapidamente com medo de Brooke.

– Não! Calma, eu não vou te machucar. – Ela disse.

– V...Você... Você... – Ele tentou falar.

– De nada. – Ela deu um pequeno sorriso e se virou para sair dali.

– Espere.

Ela parou.

– Eu... Hã... Sou Jake. – Ele estendeu a mão para Brooke. Ela apertou, os dois ficaram em silencio por um tempo.

– Não vai me dizer o seu nome. – Ele falou novamente, indeciso se devia continuar a conversa.

Ela o observou. Jake tinha os cabelos pretos, grandes olhos de azul intenso, sardas inundavam seu pequeno rosto. Ele parecia tão inocente.

– Eu sou Brooke.

Jake avaliou Brooke. Jeans rasgados e sujos, blusa suja de terra, cabelos desengrenados, rosto pálido e com alguns cortes.

– Você veio de alguma guerra? – Ele riu. Ela bufou e riu também. Há quanto tempo não ria.

– Você não iria gostar de saber da minha resposta, garoto. – Ela começou a andar novamente, mas o garota a parou.

Jake havia criado uma simpatia por ela. Brooke o salvou. Ele devia a ela. Se tiver uma coisa que na sua família não é aceitável, é dever favores.

Brooke olhou com receio para Jake.

O garoto começou a falar, meio sem jeito.

– Eu.. É que... Bem, você não parece que está nós seus melhores dias. – Ele desviou o olhar para baixo e depois voltou a observar Brooke. – E eu gostaria de retribuir o favor.

– Não precisa. – Ela falou.

– Precisa sim, oras. Você me salvou de Tony e seus amigos otários. Eu te devo. – Ele disse mais uma vez tentando convence-la.

– Eu não sei... – O que ela tinha a perder? Porém, a pegunta não era essa e sim. O que ela iria ganhar?

– Por favor. – O menino pediu. Ela olhou em seus olhos e assentiu com a cabeça. O menino sorriu sabendo que havia ganhado. Ele pegou Brooke pelo braço a puxou para fora do beco.

[...]

E ali estava ela, na porta do clube. Receosa, deu o primeiro passo e entrou.

Brooke ainda não sabia, mas a partir dali sua vida mudaria completamente, mas seria para melhor... Ou para pior?

Notas finais
Então? O que acharam? Conta com a opinião de vocês, queridos e queridas. Beijocas^^ Bye Bye