Bad Memories
4 Capítulo 4 - Casa de Gregória
18:30
Jantar e Chuva, eu minha mãe sentados na mesa.
- Mãe quem é aquele velho segurança que cuida aqui da rua?
— Não sei meu filho, ele está aqui ha anos.
— Há quanto tempo? Ele ainda consegue segurar algum bandido?
— Não sei, desde que era tinha sua idade, na época que eu morava aqui ao redor ele já cuidava dessa rua. – Tenho 15 anos.
— E o que ele tanto faz naquele condômino?
— Também não sei, é apenas um velho que não tem nada pra fazer da vida.
— Mãe......
— Sim?
— O que aconteceu com aquele condomínio?
PPPPPPPPPPLLLLLLLLLLLLLLLLLAAAAAAAAAMMMMMMMMMMMMMM Ela deixou o garfo cair no prato e o copo no chão.
— Mãe você sujou o chão todo – Me levantei rápido, para pegar os cascos de vidros no chão.
— Oh, meu filho não tem nada de mais – Ela se levantou
— Tem, a senhora não consegue mais limpar isso.
— Consigo, sai dai, me deixa limpar.
18:40
Chuva continua
— Meu filho, venha cá, me escute bem viu?
— Certo.
— Nunca entre nesse condomínio.......
— Mas por quê?
— Bem.......... Quando eu era pequena, uns oito anos de idade eu vim nesse mesma rua brincar de queimado com meus amigos, estava tudo indo bem, até que meu amigo Roger jogou a bola e caiu naquele condomínio, ninguém queria pegar, já era abandonado e tínhamos muito medo, então Rodrigo foi, abriu o portão, e entrou lá, e nós ficamos esperando ele lá de fora, até que uma nevoa estranha começou a aparecer e com ela veio um frio intenso, ai não conseguíamos mais ver Rodrigo, ficamos com mais medo ainda, até que o irmão dele resolveu ir atrás dele e entrou e não pudemos vê-lo também, ficamos lá por horas e eles não apareceram, fomos na casa dos pais deles e os pais deles foram correndo para frente do condomínio, a mãe tentou entrar, o pai deles segurou a mão dela na hora que ela ia abrir o portão e disse: Você sabe que o que tem ai não é normal, não podemos entrar ai. Ela começou a chorar e ficou falando que deveria ter falado para eles antes, mas já era tarde de mais. Minha mãe estava a minha procura, dava pra ver ela da esquina, ela me chamou e disse que eu nunca deveria se quer passar lá perto. Outra vez foi 5 anos depois, um grupos de hippies estava muito afim de fumar maconha, mas não encontram nenhum lugar seguro então resolveram ir para aquele condômino, e desapareceram e então vários rumores foram aparecendo, muitos eram mentiras, e pela ultima vez, um grupo de jornalistas queriam provar pra todos nas cidade que não havia nada lá e que era tudo rumores idiotas do povo, e entraram lá até com uma câmera profissional, isso foi mostrado por todos os jornais da cidade na épocas, e quando eles entraram lá nunca mais voltaram.
— E quando foi esse ultimo?
— Você ainda era um bebê – Ela me olhou serio na hora – Mas meu filho, não sei o que aconteceu com todo esse povo e nem com meus amigos, mas, por favor, nunca entre lá dentro, me promete?
— Sim, prometo – Infelizmente, menti para minha mãe – Já vou indo.
— Se cuide!
— Certo! – Coloquei o casaco, abri a porta e sai.
18:58
Estava andando na minha rua, não havia ninguém e quando ia dobrar a rua.
- BOA NOITE! – Era aquele velho segurança.
- Boa noite – Fiquei pálido pelo susto.
- Lindo esse condômino, não? – Ficou olhando, mas não acho que ele enxergava muito bem.
— Sim. – Me virei melhor para ele.
— Hm....
— Bonito, mas misterioso, assim como o senhor.
— Não tem nada de misterioso, é apenas um condomínio.
— Por que ele é fechado?
— Há vários anos atrás, a água de todo o seu poço acabou e até hoje eles ameaçam cair.
— E por que não caíram ainda?
— Não sei.
— Mas, o que o senhor tanto faz ainda dentro?
— Não precisa se preocupar.
— Não estou preocupado!
— Depois você irá entender tudo. KOOOOAF KOOOOAF – Tosses o atacaram.
— Certo, estranho, até mais – Voltei a andar.
— Até. KOOOOAF KOOOOAF.
Cada paço que eu andava parecia que a tosse daquele velho aumentava no meu ouvido, comecei a correr, aquilo estava muito estranho, e aumentava, aumentava, aumentava.
PLASHHHHHH – Bati numa pedra e tropecei.
— MERDA! – Bati com a cabeça no chão e minha testa já estava começando a sangrar.
Levantei-me e fui andando, olhei para trás, aquele velho já tinha ido, continuei andando.
19:02
Quando cheguei ao Recife Antigo parou de chover, cheguei lá sem problema, os porteiros de lá nunca ligaram pra ninguém entrando e saindo de lá. Mas olhavam o tempo todo, e não era por causa da minha testa eles realmente são muito curiosos e veem o que as pessoas estão levando para dentro.
— Droga! – Gregoria não me falou em qual apartamento ela morava.
Tive que ir perguntando as pessoas que passavam lá.
— Moça onde mora Gregoria?
— Ora droga, e eu sabei lá.
— Ok, obrigado.
— Ah, vai procurar ela menino!
— Certo.
— Eu sei onde Gregoria mora – Disse uma menina de cabelos pretos, roupa punk e que usava óculos, devia ser irmã dela, mas não era.
— Ela mora no Sr. Hitari, 3° andar apartamento 302.
— Obrigado!
— O que vocês vão fazer?
— Vamos fazer um trabalho no condômino aqui do lado.
— Ahhh – Ela parecia preocupada, não parava de mexer a cabeça – Tenho que ir! – Ela saiu correndo.
19:10
Apertei a campainha do apartamento.
- Já Vai!
Ela abriu a porta, no seu apartamento era tudo preto, até seu avô vivia vestido de preto, numa rede preta, na varanda, lendo um livro que eu não pude reconhecer por ter a capa preta.
— Vamos
— EH, mas antes eu posso ir ao seu banheiro?
— Claro, é a 1° porta do corredor, estou te esperando aqui fora, O que foi isso na sua testa?
— Certo, nada de mais, só um pouco de sangue, eu lavo no banheiro.
Eu realmente não estava com vontade de ir ao banheiro, eu queria ver melhor como era o apartamento dela, andei pelo corredor e abri a porta do banheiro, o banheiro deveria ser a lugar mais normal da casa, era quase tudo como um banheiro normal é, só duas coisas tiravam esse banheiro do normal, havia um som enorme do lado do vidro do banheiro e em cima da porta havia a imagem de alguma coisa, acho que era um santo, apontando para a direção do chuveiro. Abri a torneira, lavei minha testa, abri a porta e sai.
- Vocês não deveriam ir lá – Disse o avô.
- E por que não? – Ela fez uma cara de raiva, mesmo ela estando fora dava pra ela ver o avô.
- Lá não entra pessoas há muito tempo!
- E o que isso tem a ver comigo?
— Eu já entrei lá, com meus amigos do colégio também, e lembro que lá não é um lugar comum, coisas estranhas acontecem lá, e não me lembro de como sai de lá, e não lembro onde estão e como estão meus amigos.
— Liga não, esse velho é louco.
— Eu sou louco? Depois vamos ver quem é esse louco, mocinha.
- Ahh, vai tomar a merda do seu remédio logo!
Eu fiquei surpreso com o jeito que ela fala com os outros, e ela era muito carinhosa comigo, será que ela estava afim de mim? Acho que não...
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