Bad Memories

2 Capítulo 2 - Encontrando o velho segurança


Notas iniciais
Já que os capítulos são pequenos normalmente postarei 2 de uma vez

15 anos

7:00

Chovendo

Estavam eu e minha mãe na sala de jantar, eu já estava pronto para ir para o colégio, comi o ultimo pedaço de pão com geleia de menta e me levantei da mesa.

– Filho, você quer o guarda-chuva?

– Não eu vou de casaco – Fui ao meu quarto, estava bagunçado como sempre mas consegui achar meu casaco debaixo do meu travesseiro.

Passei pela Cozinha e minha mãe estava lavando os pratos.

– Mas meu filho você está resfriado.

– Não quero.

Era um dia muito chuvoso e frio quando tudo isso começou, eu abri o portão da minha casa, olhei para esquerda e para a direita e não havia ninguém na minha rua, o que era comum por que lá é um lugar muito esquisito e ainda mais chovendo.

Eu morava numa rua onde a rua ao lado tinha 3 condomínios, o 1° os prédios eram brancos e esse condomínio era abandonado, o 2° era amarelo, enorme e o nome era Morada Hiffle, o 3° era azul e pequeno.

O mais perto era o abandonado, eu estava virando a rua, em frente do condomínio até que bati de frente num velhinho.

– Bom Dia – Disse o Senhor.

Fique parado por um instante encarando o velhinho, até perceber que era o segurança da rua, ele havia me assustado.

– Bom Dia Sr. – O Sr. já era uma pessoa de idade, uns 80 anos, mas eu nunca tive a curiosidade de perguntar por que aquele senhor ainda trabalhava, e ainda mais de segurança, se um bandido invadir-se alguma casa naquela rua aquele Senhor chegaria na casa uns 20 minutos depois, pois andar pra ele é uma coisa difícil. Ele estava vestindo a sua roupa de segurança e sua arma de choque no bolso e segurando um guarda-chuva laranja gigante.

– Indo pra escola?

– Sim

– Não precisa de um guarda-chuva? – Ele foi esticando a mão como se fosse oferecendo o seu guarda chuva a mim

– Não obrigado, não gosto de guarda-chuvas – Sai correndo e virei a esquina, pode parecer falta de educação deixar um velho lá no meio da chuva e sair correndo, mas se eu não tivesse feito isso eu chegaria atrasado, e eu ainda teria que passar pelas casas dos meus amigos.

Escutei um barulho que não consegui entender, ai eu escutei de novo.

– TONIGHT – Parei na hora e aproveitei para pegar um fôlego, fique olhando se vinha alguém e resolvi voltar para ver se não tinha sido aquele velho segurança, eu já era muito curioso e mesmo sabendo que aquela voz não era daquele segurança eu voltei, olhei em direção da minha casa e aquele senhor não estava mas na rua, havia desaparecido, o que era comum, aquele velho aparecia e desaparecia.

– Estranho.

Voltei a correr.

7:10

– RREEEENNNNNNNAAAAAAAANNNNNNNNNNNNNNN – Esse era o único jeito de Renan escutar, gritando, eu não era uma pessoa muito saudável por isso sempre que corria não se sentia muito bem e naquela hora estive estava sem folego, Renan chegou ao portão.

– Cara, quer um copo d’água?

– Não, brigado, isso é só passageiro – Falei bem lentamente– Daqui a pouco para, estais pronto?

– Sim, vamos – Eu ainda estava um pouco sem ar

Agora fomos andando, um pouco devagar por causa da minha respiração, e ainda tinha que passar em Chris.

– Alguma novidade do 2° semestre? – Renan disse com uma cara de curiosidade enorme, mas na verdade ele só queria saber se tinha alguma garota nova.

– Sim, Brenda me falou que tem uma novata.

– E como ela é? – A cara de Renan aumentou mais ainda.

– Não sei, a tia de Brenda não falou nada – A tia dela era a coordenadora do colégio.

A casa de Chris é numa favela, um pouco perto da minha casa, é um pouco estranho, pois ele era rico, e quando íamos lá ficávamos impressionados com a diferença da casa de Chris com o resto das casas, a casa dele era gigante e tinha um enorme muro branco, com cerca elétrica. Renan apertou a campainha.

– Quem é?

– Vem logo se não você vai se atrasar.

– Ok.

Eu fui indo para trás até que bati em alguém.

– Cuidado criança! – Era aquele velho de novo

– Oh, Desculpe – A minha curiosidade para saber quem era aquele velho aumentava a cada segundo – Eh.. Senhor.....

– Sim?

– Qual seu nome? – Chris abriu a porta.

– Não precisa ser curioso criança, depois saberás de tudo.

– Hã?

– E não é só você – Ele soltou um sorriso estranho, e todos viram o rosto do velho, tudo caído e com algumas verrugas pretas e na sua boca só tinha alguns dentes e os que tinham estavam pretos, parou de sorrir e voltou a andar.

– Conhece? – Perguntou Chris, virei o olha pra ele.

– Mais ou Menos – Virei o olhar de novo para o velho e ele não estava mais lá, havia desaparecido no meio da chuva forte.

– Velho estranho.