Bad Heroes

6 As Quatro Armas


— Impressionante. — Disse Samuel. A bochecha esquerda colada na parede, os olhos como araras-azuis olhando o gelo fincado na parede da própria casa. Megan tentou fazer o máximo de força enquanto sussurrava no ouvido de Jade e ela se debatia.
— Não faça isso, Jade. — Ela dizia. — Ele deve ter uma boa explicação para isso.
Jade rosnava feito um leão enfurecido enquanto empurrava Megan para longe.
— Claro. — Ela disse, passando as mãos sobre as roupas numa tentativa de desamassá-las. — Sr. Idiota, qual é a sua explicação?
Megan percebeu que Jade estava ainda mais raivosa depois que Samuel desviou da clava de gelo que ela atirou nele. Agora ele estava lá, como se tivesse voltado a ser o nerd desengonçado, olhando para o gelo na parede. O gelo começara a derreter, pingando no chão.
Samuel se voltou para ela.
— Explicação para quê? — Ele a olhou sem nenhum interesse. Isso normalmente não acontecia com Jade, porque todo mundo olhava para ela com o maior interesse do mundo.
— Para essa coisa estar na sua casa e você não ter nos avisado ou até mesmo ajudado. — Jade apontou para o gigante estirado no chão. Ele ainda gorgolejava de leve, fazendo barulhos que faziam Megan suspeitar que iria se levantar.
— Por acaso, Jodelyn — Samuel passeou ao redor de Jade, chamando-a pelo nome verdadeiro. —, você precisou de alguma ajuda para derrubar aquele Alíen?
Jade trincou a mandíbula, os músculos saltando pelo pescoço. Ela cerrou os olhos para ele e por um breve momento, Megan sentiu uma raiva enorme irradiar da amiga. Era como uma coisa viscosa que deixava a visão dela turva, uma fumaça quase tóxica e negra vinda do corpo de Jade e se lançando ao redor de Samuel. Então Megan percebeu que era a raiva de Jade se espalhando pelo ar, mas era claro que só ela conseguia ver. Provavelmente era alguma habilidade dos Puros, pensou.
— Claro que não. — Ela respondeu cruzando os braços.
— Então porque acha que minha ajuda teria sido útil?
— Você poderia ao menos ter nos avisado. — Disse Jade. Ela deu um passo a frente e seu rosto ficou a milímetros do de Samuel. Ele não recuou, muito pelo contrário, manteve o olhar em chamas sobre ela, os narizes quase se encostando.
— Ei, galera, que tal nos acalmarmos? — Megan sentiu que teria que intervir, não queria ver aquela briga. Ela segurou o braço gélido de Jade e a afastou de Samuel.
Samuel sorriu, debochado como sempre. Ele abriu a boca para dizer alguma coisa, mas foi no mesmo instante em que a porta se abriu e uma coisa quadriculada entrou por ela.
— Olá! — Edward sorriu grande e acenou para Megan, ele iria fazer o mesmo com Jade, mas se conteve ao ver a cara dela.
Logan vinha logo atrás dele, com uma camisa verde e seus jeans com buracos nos joelhos.
— Oi, meninas. — Ele acenou rapidamente. — Oi, professor.
— Sr. Echolls. — Samuel cumprimentou.
Edward caminhou pela sala com um sorriso no rosto e os olhos fixos em Megan, ela riu. Ele estava usando uma camisa de botões quadriculada em laranja, azul e rosa e jeans azul com All Star. Megan queria avisá-lo que ele estava prestes a tropeçar no braço esticado do gigante, mas os olhos brilhantes impediram que ela pensasse em outra coisa que não fossem os olhos dele. Edward parou assim que a ponta de seu tênis encontrou o braço verde e nojento do gigante.
— Eca! — Ele deu um pulo para longe do corpo, completamente surpreso. Jade relaxou a expressão e Logan arregalou os olhos tão fortemente que Megan pensou que eles fossem saltar das órbitas.
Samuel riu com o salto dele e Edward corou, mas isso não fez com que ele e Logan se afastassem mais, eles continuaram olhando aquela coisa deitada no chão sujo da casa de Samuel.
O professor abriu o paletó e retirou uma arma de lá. Mas não era como nenhuma arma que Megan já tivesse visto, aquela era prateada e brilhante, parecia chumbo ou aço, o cano era grosso e era a parte que mais brilhava. Parecia uma arma normal, mas não era.
— Não olhem. — Ele disse, caminhando até o corpo cicatrizado da coisa. Ele ergueu a arma nas mãos, trazendo o dedo para o gatilho. Edward, Logan e Megan viraram os rostos e Jade permaneceu olhando, as íris fumegando. O sangue espirrou como um chafariz da garganta do gigante, encharcando os sapatos de Samuel.
O ar estava carregado com o cheiro de sangue: pesado e metálico. Jade emitiu um som grave pela garganta. Ela estava ainda mais pálida, se era de dor ou de desgosto, Megan não sabia.
— Eu disse para não olhar. — Samuel disse.
— O que é isso? — Logan disse. — Porque essa coisa está aqui?
Com uma careta, Jade fez um movimento com o ombro esquerdo, tirando o casaco. Samuel parecia observá-la, ele guardou a arma de volta no paletó e ignorou Logan como se ele fosse mais um aluno arrogante. Ele foi até a parede e puxou a clava de mais ou menos 20 centímetros cravada na parede. Megan sentiu frio só de olhar.
Samuel a viu encarando e esboçou um sorriso fantasmagórico.
— Isso — ele disse. — vai ajudar sua amiguinha marrenta. — Ele não esperou por alguma aprovação e encostou a clava no ombro de Jade. Megan pensou que Jade fosse tomar o gelo dele e fosse o enfiar no meio da fuça de Samuel, mas isso não aconteceu. Jade apenas franziu o rosto, mas não se afastou.
— O que está fazendo? — Jade perguntou.
— Estou dando um pequeno auxílio. — Ele disse. Enquanto Megan assistia e Edward e Logan cutucavam o gigante com as pontas dos tênis, a clava penetrou a pele de Jade, como um objeto pesado afundando em água. Deixou para trás uma lembrança: uma cicatriz clara e fina, quase invisível.
Uma imagem surgiu na mente de Megan. As costas de Jade, não exatamente cobertas pela parte de cima do biquíni, as omoplatas e curvas da espinha manchadas com pequenas marcas finas e brancas. Era como algo que vira em um filme — as costas da amiga não eram daquele jeito, ela sabia. Mas a imagem a incomodou.
Jade suspirou, a tensão deixando seu rosto. Ela mexeu o braço, inicialmente de forma bastante lenta, depois o movimento para cima e para baixo, e cerrou o punho. Estava claro: estava curada.
— Isso é incrível. — Disse Megan. — Como você...?
— Isso é gelo. Cura os Filhos do Gelo. — Disse Samuel. — Como um remédio. — Ele jogou a clava para longe e Jade vestiu a jaqueta. Com a ponta do sapato, Samuel balançou o corpo do gigante. — Vamos ter que relatar isso a Bradley. — Ele disse. — Ele vai ter um ataque. — Acrescentou, como se a ideia de que Bradley se preocupasse lhe trouxesse alguma satisfação. Samuel, pensou Megan, era o tipo de pessoa que nunca parecia feliz, não importava o que acontecesse.
— Porque ele vai ter um ataque? — Perguntou Jade. — Então que porcaria é essa? É um alienígena?
Samuel fez que sim com a cabeça enquanto Edward e Logan se inteiravam na conversa.
— Está vendo o tamanho dele?
— Estou.
— Isso aconteceu porque ele atravessou a camada de ozônio. — Ele disse. — Ele é o que chamamos de Seng, são bem menores que isso. Você sabe o que acontece com alienígenas que atravessam dimensões ou camadas protetoras? Eles se ferem, mas muitas camadas, camadas poderosas? Atravessadas na carne de um alíen qualquer sem nenhuma espécie de proteção? É isso que acontece. — Ele apontou com o queixo para o corpo. — Eu o capturei perto da estação de metrô, enfurecido. O trouxe aqui para tentar me divertir, mas vocês chegaram bem na hora então resolvi aproveitar para fazer mais gente de boba.
Megan o encarou, horrorizada.
— Mas porque você faria isso conosco?
— Diversão. — Ele sorriu tão falsamente que Megan sentiu náuseas.
— Ah... — Jade suspirou. — Que tal eu retirar os seus órgãos? É só diversão.
— Jade — Edward segurou o pulso dela. —, o que houve?
Jade contou a história da luta à ele e Logan, explicando tudo.
Edward abriu a boca indignado, mas Samuel balançou os dedos para ele.
— Ah! — Ele disse, entediado. — Não me venham com esse blá-blá-blá de novo! Já me bastam essas duas! — Ele apontou os dedos cheios de anéis para Jade e Megan. — Devemos ir. — Disse ele, saindo de perto do sofá e indo até a porta, os amigos se apressaram atrás dele.
Eles saíram pela porta da frente, dando direto para a rua silenciosa. O sol pendurava-se como um amuleto sobre a cidade, emitindo reflexos ardentes no asfalto. O ronco distante de carros passando pela Williamsburg Bridge preenchia o ar úmido com um ruído que se assemelhava a asas batendo. Logan disse:
— Alguém quer me dizer para onde estamos indo?
— Para a linha L do metrô. — Disse Samuel calmamente.
— Você só pode estar brincando. — Disse Edward, piscando os olhos. — Guardiões do Cetro andam de metrô?
— É mais rápido que ir de carro.
— Achei que fosse alguma coisa mais legal, como uma van com a frase “Morte aos Alienígenas” pintada do lado de fora, ou...
Samuel nem se incomodou em fazer com que ele parasse. Megan olhou de soslaio para Samuel. Às vezes, quando Jade estava muito irritada com alguma coisa, ou simplesmente de mau humor, ficava de um jeito que Megan chamava de “momento Logan”. Era uma calma que fazia Megan pensar em como o gelo brilhava antes de quebrar com o peso da pessoa. Samuel estava em seu momento Logan. Com o rosto sem qualquer expressão embora algo estivesse queimando no fundo daqueles olhos tão azuis.
— Edward. — Disse Jade. — Chega.
Edward a olhou de um jeito como se dissesse de que lado você está?, mas Jade o ignorou. Megan ficou observando Edward enquanto viravam na Kent Avenue. A luz do sol passava pela ponte atrás deles iluminando os cabelos de Edward, criando um resplendor improvável.

Dentro do vagão praticamente vazio do trem, todos estavam silenciosos. Samuel estava em pé em um canto, pensativo. Megan não parava de se mexer na cadeira ao lado de Edward, que parecia pensar longe também. Logan estava com a cabeça encostada na janela, vendo apenas algumas luzes na escuridão debaixo da terra, Jade estava ao lado dele, olhando também. Era tão frio quando estava perto dela, Logan imaginou como era antes de tudo isso acontecer. Como ele e seus amigos se meteram nisso? Para ele, essa coisa de ancestrais sobrenaturais era coisa de filme ou histórias. De repente, eles conhecem um professor estranho e... bum! Eram os Protetores da galáxia, alienígenas existiam e não eram bonzinhos, eles tinham poderes e... Logan não nascera na Terra. Havia nascido em Plutão. Como assim? Plutão?, ele pensava. Meu pai também é um Filho da Escuridão? Ou minha mãe? Ele sempre teve uma imaginação muito fértil, era verdade, mas tinha plena consciência que era só imaginação. E agora tudo isso tinha ganhado vida: naves espaciais, armas incríveis, vida inteligente fora da Terra...
O comboio parou em uma estação escura e suja, com quatro pessoas sentadas nos bancos, esperando seus trens. Logan deixou aqueles pensamentos que só o confundiam ainda mais para trás e se permitiu observar as pessoas, como ele gostava de fazer. Haviam duas senhoras sentadas em um banco velho e podre, elas liam revistas e apontavam algo nas modelos das páginas, mais a frente, comprando um bilhete, estava um cara alto e com casaco preto, setas brancas bordadas no braço do casaco de malha, calça de malha preta e cabelos... cabelos brancos? Logan estreitou os olhos e viu que os cabelos eram claros, mas não eram louros e sim brancos ou prateados. Ele teria continuado observando aquele cara, mas quando seus olhos viram a garota a alguns metros de distância do tal cara, ele se dedicou a olhá-la sem parar.
Logan se perguntou como conseguiu ver até a cor dos olhos dela daquela distância e naquela escuridão, já que as luzes da estação piscavam a cada um segundo. Os olhos dela eram verdes, como alface misturado ao óleo, os cabelos grandes e castanhos com cachos suaves nas pontas, usava um casaco marrom fino de seda com flores pretas bordadas nas mangas, que estavam dobradas até o cotovelo, tinha um cordão preto com uma pomba preta de amuleto e usava saia preta e botas. O rosto era angular e pálido, as bochechas eram altas como as de Jade e ela cutucava as unhas pintadas de preto umas nas outras. Foi quando ela o viu olhando, se fosse qualquer outra garota ele teria desviado o olhar no mesmo segundo, mas aquela era uma mulher. Ela deveria ter entre vinte e vinte e três anos, e ele não parou de olhar. Logan percebeu que a mulher o olhava surpresa, com a respiração profunda. Ele pensou em sorrir, e quando estava prestes a erguer os cantos da boca, o cara de cabelo branco ou prateado veio andando até ela e com olhar cravado em Logan. Ele tinha uma espécie de cavanhaque mal aparado que havia crescido pela mandíbula e um olhar massacrante para Logan. Vinha com uma pose de bonitão, lembrava aqueles namorados ciumentos prontos para bater em qualquer um que olhasse sua garota, mas Logan não conseguia parar de olhar. A mulher estendeu a mão para trás, e seus dedos finos tocaram o peito do cara, fazendo-o parar de andar e olhar para ela. O comboio se mexeu lentamente, ameaçando deixar a estação enquanto a mulher disse algo ao cara e ele olhou para Logan e seus amigos dentro do vagão levantando uma sobrancelha prateada ou branca. A mulher olhou para Samuel, estudando-o enquanto o olhar ameaçador do cara ainda pairava sobre eles.
— O que ele está olhando? — Jade se inclinou sobre Logan para olhar na janela e deu língua para os dois na estação no mesmo momento em que o trem se mexeu e avançou entre os trilhos enferrujados.
Logan deu de ombros e viu Samuel se dar conta de algo, como se estivesse sentindo uma sensação estranha. Ele murmurou tão baixo que só Logan, com suas habilidades de pantera, conseguiu escutar. Entre os dentes, Samuel disse:
— Mercurianos.

— Você guarda sua nave aqui? — Edward estava olhando o alto do enorme depósito, com as portas seladas com fita amarela de polícia. — Mas é onde se guardam aviões.
Samuel pôs mão por dentro do paletó e puxou uma chave de bronze pendurada em um chaveiro. Parecia o tipo de chave que alguém usaria para abrir uma baú velho no sótão. Megan assistiu a cena, curiosa.
— As naves são praticamente primas dos aviões. — Disse Samuel, ele encaixou a chave na tranca, olhando para Edward por cima do ombro. Samuel empurrou as portas grandes com mais de quinze metros de altura até elas estarem completamente escancaradas. O tal depósito ficava atrás do aeroporto, escondido por um muro alto. Quando olharam dentro do mesmo, estava vazio.
— Okay, talvez você tenho colocado a nave em outro depósito. — Disse Edward, olhando o enorme espaço vazio.
Megan deixou a mente relaxar. Ela se imaginou limpando os retratos da mãe com uma pano velho e passando na vista à frente dela, limpando o feitiço como se fosse poeira.
Lá estava: a verdadeira visão, brilhando através da falsa como luz através de um vidro escuro. Ela viu a nave de Samuel estacionada e imóvel no chão arenoso. Era laranja e azul, com uma pintura divina e cintilante e com certeza era quase do tamanho de um avião de verdade. Um vidro transparente exibindo a cadeira do motorista e um painel enorme e cheio de botões.
— É um truque, garoto. — Samuel disse. — Eu a tornei invisível, mas Megan deve conseguir vê-la. Você está vendo, Megan?
Megan suspirou.
— Sim.
Samuel assentiu e se aproximou da nave, tocando na lataria com a ponta do dedo. Então a nave pareceu surgir diante dos olhos dos outros também, que sorriram com a visão. Samuel os guiou até a parte traseira da nave, de onde a nave se abriu, descendo uma rampa de ferro que dava até o interior. E eles estavam na entrada que Megan lembrava. Samuel tirou o paletó, jogou-o em cima de uma cadeira próxima e seguiu por uma pequena escada embutida no chão, que dava até um andar inferior.
Eles se apressaram atrás do professor, esbarrando uns nos outros no processo. O andar inferior era praticamente igual ao superior, mas sem a presença da cabine de comando e com quartos atrás de portas pretas que deslizavam para os lados como as do Quartel Móvel. Havia várias prateleiras encostadas nas paredes, com um bilhão de pedregulhos como fitas de música e discos de vinil. No centro, haviam quatro caixas que pareciam servir de cadeira, e algumas coisas que mais pareciam armas cobertas com lenços pretos encostadas perto de uma parede.
— O que estamos fazendo aqui? — Jade perguntou, cruzando os braços.
Samuel ignorou a pergunta. Ele foi até uma das coisas cobertas perto da parede e a desembrulhou. Um escudo prateado e redondo, brilhava sob a luz no teto, Samuel o carregava com inegável dificuldade, erguendo até o peito.
— Pense rápido, Edward! — Ele gritou e Edward se assustou, olhando para ele. E Megan quase não acreditou quando viu o escudo girando pelo ar como um freesbe na direção do rosto de Edward. Samuel sorria e Edward arregalou os olhos, sem saber o que fazer. Então ele ergueu os braços na frente do torso e agarrou o escudo como se fosse um freesbe de verdade, de plástico e leve.
— Cara, qual é o seu problema? — Edward perguntou, parecendo atordoado enquanto segurava o escudo.
— Essa é a pergunta que não quer calar. — Jade sorriu maldosamente.
Samuel riu.
— Esse é o seu Escudo Celestial, Edward. — Ele disse, como se fosse a coisa mais natural do mundo.
— O que?! — Edward disse atônito, olhando o escudo prateado e brilhante em suas mãos. — Como assim?
Megan percebeu que, ao contrário de Samuel, Edward carregava aquele escudo com uma grande facilidade, como se ele fosse feito de brinquedo.
— É a sua arma. — Disse Samuel, pegando vários sacos brilhantes que estavam empilhados em cima de uma caixa. — E essas são as roupas de combate dos Protetores.
Ele jogou os sacos nos rostos de cada um deles, Megan quase deixou o seu cair.
— Agora andem, vistam-se. — Samuel bateu palmas, os anéis grossos tilintando nos outros. — Vamos até seus planetas, adolescentes irritantes.
Então ele subiu a escada, deixando-os sozinhos e espantados.