Bad Blood

1 Sangue Ruim


Notas iniciais
Hey amores!!!
Essa fic é uma surpresinha para as minhas leitoras de "Destinos Cruzados" para agradecer pela paciência e por terem me esperado até hoje.
Espero que gostem e que estejam preparadas para um Tobias PELADO no primeiro capitulo kkkkk'
Boa leitura!!!
BeiJUs'

Tris:

Se está procurando um conto de fadas, com amores proíbidos e principes encantados em seus cavalos brancos, errou de história. Minha vida nunca foi um conto de fadas e está longe de ser um.

Com um mês de vida, fui deixada na porta de um órfanato, não sei quem são meus pais e nunca quis saber. Os odeio por terem me deixado naquele lugar horrivel, onde me batiam todos os dias, onde eu passava fome e de onde eu fugi aos 15 anos. Lá, meu apelido era sangue ruim, pois nunca ninguém quis me adotar.

Uma das monitoras colocou esse apelido em mim, o que fez as outras garotas de lá me odiarem e acharem que eu era algum tipo de doença contagiosa. Nunca tive amigos, nem ganhei presentes de natal. Não sei o que é ter uma festa de aniversário e muito menos o que é fazer um cartão para o dia das mães. Ninguém nunca me colocou pra dormir ou foi me buscar na escola.

Quando fugi passei dias morrendo de fome e sem ter onde dormir, até que o encontrei. Pensei que ele fosse me ajudar, mas estava enganada. Deus sabe o quanto eu me arrependo de não ter fugido dele antes que ele me pudesse fazer aquele mal.

Fui violentada de todas as maneiras possiveis e impossiveis, depois que ele fez o que quis, me deixou para morrer na rua. Era noite de Natal, estava nevando e eu me lembro de ver meu sangue sob a neve. É a única coisa que eu me lembro, já que fui drogada por ele e por isso não me lembro de quase nada.

Eu não poderia ter nascido apenas para sofrer, deveria ter algo bom pra mim em algum lugar e eu não poderia desistir. Por um milagre uma senhora me encontrou e me levou para o hospital. Naquela noite eu chorei tudo o que poderia chorar, depois disso, jurei que nunca mais iria chorar por nada. Então eu guardei essa memória ruim no fundo da minha cabeça e a esqueci lá, para mim isso nunca aconteceu.

E tem sido assim desde então...

Agora tenho 17 anos, tenho amigos verdadeiros e uma casa pra morar. Claro que nem tudo são flores, não pudi terminar o colegial por causa de uma coisa que aconteceu, estou morando de favor na casa do meu amigo Amar, que é um gay assumido e muito divertido. Sei que não posso ficar aqui por muito tempo, por isso estou procurando emprego há alguns meses.

Uriah é um amigo que nunca me deixou cair, esteve sempre comigo desde o dia no hospital. Não sei como alguém pode querer ser meu amigo, mas ele é tão sincero e me faz tão bem. Ele está no primeiro ano da faculdade de arquitetura, eu quero fazer direito mas ainda vou ter que esperar um pouco.

Também tenho uma amiga chamada Marlene, a conheci no bazar em que eu estava trabalhando. Ela é super rica, filha de um primeiro ministro e tal. É minha melhor amiga, está sempre me ajudando no que pode. Agora ela está em Paris mas volta hoje para morar definitivamente com o irmão mais velho. Não o conheço mas a Mar diz que ele é boa pessoa, apesar de que eu ache o contrário. Sei que estou julgando precipitadamente, mas como posso pensar diferente de uma pessoa que os outros chamam de A Fera? Não estamos falando daquela fera dos contos de fada, isso aqui é vida real, onde pessoas como ele destroem a vida das outras pessoas.

Sai de casa mais cedo hoje, vou passar na casa da Marlene pela primeira vez desde que nos conhecemos ano passado. Ela me arranjou uma entrevista de emprego, como assistente em um escritório de adivocacia, não sei como mas ela conseguiu. Mar sempre consegue tudo o que ela quer, é linda, loira e esperta.

Chego na casa dela e quase caiu pra trás com o tamanho da casa. Seria brincadeira se eu disser que é enorme, enorme é pouco perto daquilo tudo. Não sei pra que uma casa desse tamanho só para duas pessoas morarem, vou ter que tomar cuidado para não quebrar nada aqui ou vou passar o resto da minha vida trabalhando para poder pagar.

Ajeito a minha roupa pela décima vez antes de tocar a campanhia, encaro meu reflexo na porta de vidro, acho que estou apresentável. Sobretudo vermelho, vestido preto por baixo e meia calça preta , com sapatos também pretos. Nada fora do lugar, como diria Amar.

Uma senhora abre a porta, me olha de cima a baixo com certa frieza. Já estou acostumada com esse tipo de olhar, por isso apenas sorrio e ignoro.

-Estou aqui para... –começo a falar mas ela me interrompe.

-A senhorita já é esperada. A senhorita Marlene a espera em seu quarto, suba as escadas e pegue o corredor da esquerda. –ela me coloca pra dentro. –Tenha um bom dia senhorita.

-Mais... –tento dizer mas ela já tinha sumido por um dos muitos corredores daquela casa. –Que corredor ela disse mesmo?

Ainda confusa, encaro a enorme escadaria feita de mogno à minha frente.

-Esse povo desse casa são loucos. –reclamo subindo as escadas. –Quando eu encontrar a Mar nesse museu eu juro que faço ela engolir aqueles sapatos de griffe que ela tem.

Chego ao primeiro andar, onde um imenso corredor cheio de portas me espera. Escolho o corredor da direita e sigo por ele, rezando para que esse seja o certo.

-Esta perdida senhorita? –uma voz rouca diz, me assusto, viro na direção da voz e dou de cara com algo duro e molhado.

Tudo acontece rápido demais. Eu não vi que o dono da voz estava tão perto assim, só senti o impacto de seu corpo molhado se chocando contra o meu me fazendo cair no chão com ele por cima. Demoro um pouco para entender. Quando vou reclamar, seus olhos encontram os meus e eu fico sem ar por alguns segundos.

Os olhos dele são de um azul profundo, tão escuro que te tira o fólego. Ele é quente apesar de estar molhado, ele sorri torto quando olha pra mim. Seu olhar deixa o meu e desce para minha boca, ele morde o lábio quando olha pra minha boca, me fazendo tremer levemente. O que diabos está acontecendo com você Beatrice? Recomponha-se!

Mais então olho para baixo vendo seu peitoral molhado à mostra, minhas mãos o tocando sentindo a sua firmeza. Como alguém pode ser tão forte assim? Afasto minhas mãos rapidamente de seu corpo, isso o faz rir.

-Dá pra sair de cima de mim agora ou quer passar o resto da vida ai? –pergunto tentando soar firme, mas sei que estou corando por causa da sua proximidade. Mais o que eu tô fazendo? E se ele for alguém da familia da Mar? Vou ser explusa daqui a ponta pés!

-Está muito confortável aqui, acho que posso ficar por aqui mesmo. Já que estamos numa situação não muito favorável. –diz e sua voz é rouca e quente como o inferno.

-Do que está falando? –minha voz sai tremendo, mas não me importo.

Ele sorri ainda mais e olha para algo acima de nós, olho para onde ele está mostrando e quase tenho um ataque. Uma toalha estava presa em alguma coisa, essa deve ser a toalha dele, o que quer dizer que ele está pelado em cima de mim!

Meus olhos ficam arregalados, meu rosto arde de vergonha quando não consigo evitar e desço meu olhar para mais baixo. Seu corpo estava totalmente grudado ao meu, mas pude ver alguma coisa, e que coisa!

-Gosta do que vê? Pode tocar se quizer. –diz sorrindo malicioso.

-Eu gostaria que saisse de cima de mim. Agora! –mando parcialmente irritada com a sua cara de pau.

-Tem certeza de que quer isso mesmo? –pergunta sussurrando em meu ouvido.

-Tem certeza de que quer levar um chute no seu precioso brinquedinho? Porque é isso o que eu vou fazer se você não sair de cima de mim agora.

-Falando assim eu até me apaixono. –diz e levanta-se sem se importar com sua nudez.

Ele nem me oferece ajuda para levantar, então irritada com tudo me levanto sem olhar em sua direção. Estava pronta para dar meia volta e ir embora, até que escuto sua gargalhada.

-Tá rindo de que idiota? –pergunto forçando meu olhar a ficar apenas em seu rosto, maravilhosamente escupido por deus.

-Você tá parecendo uma garotinha virgem desse jeito. Vai me dizer que nunca viu um homem pelado?

-E você é idiota assim sempre ou é só hoje? Isso é jeito dos empregados andarem pela casa? –pergunto furiosa. Tudo bem que ele não parece ser um dos empregados, mais vai saber não é? Essa casa só tem maluco mesmo.

-Empregado? Você é nova aqui não é? Não sabe quem eu sou? –pergunta sorrindo cafageste.

-Claro que não!E nem quero saber! –cruzo os braços. –Estou aqui para ver a Marlene, só estou perdida.

-Dá pra se notar que se perdeu, mais bem que você poderia ter se perdido no meu quarto não é doçinho? –pergunta sorrindo torto. Maldito sorriso torto!

-Tá confirmado, você é idiota em tempo integral! E não me chame de doçinho! Tenho cara de bolo por acaso?

-Não, mas é gostosa como um.

-Idiota! –grito pegando minha bolsa. Sinto sua mão grande segurar meu braço.

-Ei novata! Você é a amiga da Marlene não é? O quarto dela é a primeira porta do corredor da esquerda.

-Valeu cara da toalha. –respondo sorrindo levemente.

-De nada doçinho. –diz quando lhe dou as costas.

-Nessa casa tem cada maluco. –reclamo revirando os olhos. –Estou vendo a hora a Anabelle sair de uma dessas portas e pedir a minha alma.

Mais o que eu estava pensando? Eu nunca fiquei assim perto de nenhum homem, mas esse me afetou completamente. Espero não vê-lo nunca mais, já tenho problemas demais na minha vida para me permitir ter mais esse.

Volto todo o caminho e quanto finalmente chego em frente a porta do quarto, parece que eu corri uma maratona. Bato na porta antes de entrar, escuto um “entre” e abro a porta. Mar assim que me vê, larga uma de suas roupas caras e corre pra me abraçar.

-Amiga! –grita no meu ouvido quase me deixando surda.

-Não me venha com isso de “amiga”. –digo brava. –Você não podia ficar me esperando na porta pelo menos? Eu tive que entrar nesse museu sozinha sem saber para onde ir e tudo o que a sua empregada disse foi que você estava me esperando e para completar um homem pelado caiu por cima de mim e eu quase morri de vergonha.

-Tris você sabe que tem tendencia a ser dramá...Espera! Você disse homem pelado? Está chovendo homens pelados aqui dentro de casa? –pergunta rindo.

-Eu desisto! Você é maluca! –dou meia volta para sair do quarto, mas ela me impede.

-Beatrice Prior, traga já essa sua bunda branca e grande pra cá e me diga o que aconteceu ou eu deixo de ser sua amiga.

-Foda-se! Não tem o que contar!

-Okay você ficou chateada, não vamos mais falar no seu gato pelado.

-Ele não é meu gato! –grito e ela revira os olhos.

-Tudo bem, está anciosa pra a entrevista?

-Anciosa é pouco! Estou quase tendo um troço! Acha que vão gostar de mim?

-Quem é que não gosta? Tris amiga, você é linda, esperta e aprende tudo em dois segundos. E se bobear, eu falo com meu irmão para...

-Não quero nada do seu irmão! –digo rapidamente.

-Okay, nada do meu irmão no meio. Sabe que eu até senti falta desse seu mal humor matinal?

-Vai se ferrar barbie falsificada!

-Também te amo flor de laranjeira! –diz me mandando beijo. Nos duas gargalhamos da nossa maluquice. –Sabe que assim você até parece uma adolescente normal.

-Eu sou uma adolescente normal tá? –falo magoada.

-Talvez, mas tem a mente de uma pessoa de 40 anos. Você é tão chata as vezes amiga!

-Isso porque é minha amiga, imagina o que falaria se fosse minha inimiga.

-Ai eu falaria do seu nariz.

-O que tem de errado com...?

-Vamos, eu vou te produzir para a sua entrevista. –me interrompe me puxando para seu enorme closet rosa.

Depois de duas horas, já estou com outro vestido e com o cabelo impecavelmente liso. Mar tem o dom de deixar as pessoas bonitas, até mesmo eu.

-Agora sim, está parecendo a minha melhor amiga. –sorri sastifeita com seu trabalho.

-Você se superou dessa vez Mar! Depois eu devolvo seu vestido tá?

-Não precisa! Eu o trouxe pra você.

-Eu nem sei como agradecer.

-Não precisa agradecer, você é a melhor amiga que eu tive em anos.

-Você que é a melhor.

-É, eu sei. –diz convencida, jogo o travisseiro dela.

Mar me deixa na porta do enorme prédio cinza do qual eu iria fazer a entrevista, tenho que me concentrar para não cair com esses enormes saltos. As pessoas olham pra mim de forma estranha, todos aqui são elegantes e parecem ser da alta sociedade, coisa que eu não sou apesar de estar com as roupas da Marlene. Quando entro no elevador, meu celular toca.

-Mar eu espero sinceramente que você não tenha me mandado para ter uma entrevista com o Christian Grey em pessoa porque isso aqui tá parecendo a empresa dele. Todo mundo de cinza e todas as garotas que eu vi são loiras.

-Você está lendo livros demais! –posso até sentir ela revirando os olhos agora. –Olha a sorte que você tem, é quase morena vai se destacar no meio dessas loiras oxigenadas.

-Juro que te mato Mar! Onde você tá agora? –pergunto respirando fundo.

-Estou indo ver o seu querido John. –escuto sua risada. –Então quer dizer que você andou lendo 50 tons de cinza heim Tris? Safadinha!

-Vai se ferrar Marlene! –grito no mesmo instante em que as portas do elevador se abrem e todos os que estavam presentes naquele andar me escutam falar. –Desculpe. –sussurro ao desligar o celular sem dar qualquer explicação.

A secretária, uma senhora já de idade sorri pra mim e é o primeiro sorriso de verdade que recebo nesse escritório. Caminho até ela rapidamente.

-Bom dia!

-Bom dia criança! O que deseja? –pergunta docemente.

-Agora estão deixando o berçário invadir o escritório? Que tipo de trabalho é feito aqui? –ouço alguém murmurar e quase morro de vergonha. Queria que um buraco se abrisse aqui agora para eu me jogar dentro.

-Tenho uma entrevista de emprego com o senhor Eaton, sou Beatrice Prior. –falo nervosa.

-Sim querida, ele a está esperando. Venha comigo. –pede me levando até uma porta impecavelmente branca. –Sr. Eaton, a senhorita Prior acabou de chegar. –diz ao abrir a porta.

-Pode mandá-la entrar Rose. –uma voz diz.

Espera! Eu conheço essa voz! É o.... Rose me dá passagem e quando entro, minhas suspeitas se confirmam.

-Você? –não contenho a surpresa. Ele desvia o olhar dos papéis quando ouve minha voz e sorri pra mim.

-Mais olha quem está aqui! Olá de novo doçinho. –sorri torto e sei nesse momento que estou perdida.

Literalmente dessa vez!

Notas finais
O que acharam?? Continuo ou não?? A Tris vai conseguir o emprego??
SPOLER: No proximo capitulo vamos conhecer melhor a Tris e vai ter FourTris pra todo mundo!! E o Tobias vai descobrir o segredo da Tris, qual será??? (Não é o estrupo gente, isso só vai ser descoberto nos proximos capitulos).
AVISO: Como eu disse a fic vai ter apenas 15 capitulos, então vai ser um pouco diferente das outras que já fiz. Ainda não sei se será postada diariamente. Isso depende de vocês!!! O que me dizem??

COMENTEM pelo amor de deus e faça a autora de vocês felizes!!!
BeiJUs'