Bad Beat: The Price's Marry Me.
1 Prólogo
Notas iniciais
Sair correndo.
Eu não podia ter feito aquilo, eu estava mais encrencada do que nunca. Pior que isso, eu estava totalmente fudida. Eu corria tanto, meu medo era maior que tudo e toda a adrenalina do meu corpo provavelmente estava em ação.
Eu precisa fugir dali, eu precisa ir pra algum lugar bem longe. Fora do bairro, fora da cidade, do estado. Fora do país. É exatamente isso que eu tinha que fazer, mas eu precisava da ajuda de alguém, e a única que poderia me ajudar agora é ela.
– Aló? — Ela atendeu o telefone com uma voz sonolenta
– Mãe? — Eu disse ofegante de tanto correr.
– Mônica? Filha você sabe que horas são? Por que esta tão ofegante?
– Mãe, você esta em casa?
–Onde mais eu estaria menina? Esse horário da madrugada.
– Eu to indo pra ai, o papai esta ai?
– Não, ele esta viajando.
– Ótimo, chego ai em menos de 10 minutos.
– Mas Mônica…
– Tchau mãe.
Eu realmente cheguei na casa da minha mãe muito rápido, nossas casas não eram distantes. Eu toquei a campainha loucamente até ouvir o barulho de chaves do outro lado. Quando a porta abriu eu entrei como um raio.
– Mãe fecha logo a porta. — Disse enquanto subia as escadas correndo
– Mônica Sousa, volta aqui agora. — Ela disse naquele tom de mãe, que todos conhecemos. Mas eu não dei muita importância e continuei subindo as escadas
– Não dá, não posso. Eu tenho que ir embora.
– Embora? Mônica, você esta ficando maluca? Eu to ficando preocupada… — Ela disse correndo atrás de mim, parando na porta do meu quarto.
– Toma — Joguei pra ela o cartão de credito dela.
– O que é isso? Meu cartão? — Ela olhou um pouco confusa
– Compra uma passagem pra mim pra ir NY. — Sei que aquele foi a gota pra ela perder a cabeça comigo.
– Passagem?? Mônica, chega! senta aqui e vamos conversar. — Disse autoritária, cruzando seus braços.
– Mãe, eu não tenho tempo. Eles vão vim atrás de mim, não sei em quanto tempo.
– Eles quem minha filha?
– Detetives, policiais. Esses caras mãe.
– E por que eles viriam atrás de você? — Ela falou arregalando os olhos.
– Não tenho tempo pra explicar, depois eu falo com mais calma. — Disse revirando umas caixas antigas que eu tinha no meu antigo quarto.
– Depois quando?
– Quando eu chegar na casa do Alexandre, seu amigo da faculdade. Falando nisso, liga pra ele e diga que sua sobrinha está indo pra casa dele!
– Aquele que está lá nos estados unidos? Como assim? E sobrinha? Quem quer ir nessa viagem é você ou… Minha sobrinha? — Tão confusa que a qualquer momento a cabeça de senhora dela explodiria.
– Eu vou mãe, mas sua sobrinha Samanta que vai pra lá. — Disse atenta em todas as tralhas daquela caixa, eu precisava achar aquilo. — Achei. — Sai andando e fui andando até o banheiro.
– O que você achou? — Ela perguntou
– Meus documentos falsos.
– Documentos falsos? — Ela quase gritou — Desde quando você tem documentos falsos?
– Essa é uma outra historia que depois te conto com calma. — Entrei no banheiro, deixei os documentos em cima da pia e peguei uma tesoura.
– "Samanta Diaz"? Essa é você Mônica? — Ela disse pegando os documentos em cima da pia. Analisando cada detalhe.
– Aham. — Falei enquanto pegava uma mecha do meu cabelo e então cortei.
– Está cortando o cabelo? Por que esta cortando o cabelo? — Ela falou surtando.
– Meus cabelos estão curtos na foto. Eu preciso que eles continuem curtos.
– Mônica… Para com isso. Quanto você bebeu minha filha? — Ela disse incrédula.
– Não mãe… Eu preciso ir embora.
– Ir embora… Ir embora. Como assim, do nada? No meio da madrugada? O que você fez?
– Eu ja disse que explico depois! — Ainda cortando algumas mechas do meu cabelo. Eu continuei olhando pra minha imagem no espelho. Meu Deus, o que eu estava fazendo?
Aquele banheiro ficou com um silencio constrangedor, com minha mãe parada me olhando assustada tentando digerir tudo o que eu tinha dito pra ela desde que entrei pela porta daquela casa. Eu cortando meus cabelos e o barulho da tesoura a cada mecha que eu cortava.
– Quanto tempo você vai ficar fora? — Ela perguntou
– Não sei, mas provavelmente por enquanto, uns 3 meses. — Ela arregalou os olhos e abriu sua boca pra falar, mas nada saiu, somente um suspiro.
– Você quer que eu passe meu cartão pra comprar sua passagem, com o nome dessa “Samanta”?
– Sim por favor.
– Tudo bem Mônica. Mas você vai me dizer tudo que esta acontecendo depois. — Ela disse quando eu finalmente havia cortado todo meu cabelo. Olhei pra ela por alguns minutos e tentei sorrir.
– Vai ficar tudo bem, eu prometo. Vou ficar bem, mas por enquanto, você precisa confiar em mim. Tudo bem? — Eu segurei suas mãos e falei tentando passar o máximo de confiança. — Agora. só me faça esses 3 favores. Primeiro, compre a passagem. Segundo, avise Alexandre que sua sobrinha está indo pra lá, pra passar uns tempos lá. Terceiro: Se qualquer pessoa, qualquer pessoa perguntar sobre Mônica Souza, você não sabe de nada. Não sabe de mim, não sabe pra onde eu fui. Não sabe de exatamente nada. E tudo isso fica entre eu e você, Ok? — Ela me olhava atenta. Suspirou uma vez e com receio de qualquer coisa que estava, ela balançou a cabeça positivamente. Sorri pra ela. E a abracei.
Eu não sabia muito bem o que estava fazendo, não sabia se era real, mas tudo me pareceu bem real. E eu tinha que resolver isso. Eu estaria partindo aquela madrugada pra Nova Iorque, e sabe-se Deus lá o que iria acontecer comigo.
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