Backstage

27 Capítulo XXVII (Work Finalle)


Notas iniciais
Oi, meus amores! ♥ Estão preparados para o fim? Eu não! Estou com o coração apertado, feliz por encerrar mais um projeto, mas sentida pela despedida. Cada história que nasce começa a fazer parte do meu cotidiano, eu respiro o enredo, me entrego a ele, por isso é tão difícil desapegar. Backstage me fez muito feliz! Vocês, leitores, me fizeram muito feliz. Vou sentir falta do meu detetive e da minha apresentadora, de Martha e Donna, de Dinah... vou sentir falta de vocês se aventurando nesse projeto comigo. ♥ Backstage me trouxe muitas amizades e sou muito grata por isso. Obrigada a cada um de vocês que tiraram um tempinho para me acompanhar. ♥ Peço que LEIAM as notas finais e desejo que tenham uma excelente leitura! Kisses❣ P. S. (Capa presente da linda Bianca)!

Os cabelos de Diana balançavam livremente sob a impetuosidade do vento litorâneo de San Diego, enquanto caminhava lentamente sobre a areia fofa e morna com as sandálias na mão. Ela havia fretado um jatinho para a primeira hora do dia e, graças a diferença de fuso horário, conseguira chegar à cidade em que nascera sob os primeiros raios de sol.

Havia decidido ir a San Diego com um único intuito, porém, ao chegar, não pode deixar de tirar alguns minutos para aproveitar o clima ameno da manhã e a pouca movimentação para caminhar na orla de uma das praias afastadas do centro do condado, enquanto apreciava o azul intenso das águas do pacífico reluzindo sob o sol e beijando as areias claras no entorno.

Voltar à Califórnia, depois de tantos anos, mexia intensamente com as suas lembranças. Ali começaram seus sonhos, suas lutas, o decolar do seu sucesso. Ali estavam escritas as páginas mais felizes de sua vida e também as mais tristes, talvez, por isso, depois da morte da mãe e do divórcio, não quisera voltar mais ao berço onde fora criada. Olhar para trás, fazia com que, muitas vezes, as dores mal resolvidas sobrepujassem as boas recordações.

Entretanto, depois de muitos anos, depois de tudo o que vivenciara nas últimas semanas, sabia que não poderia dar qualquer passo em frente, se não fizesse as pazes com o passado. Sentira a necessidade gritante de reconciliação, e isso não poderia ser feito da maneira correta em nenhum outro lugar.

A brisa marítima e o som das ondas se quebrando nas rochas, surtiam o efeito terapêutico que Diana precisava para enfrentar o momento. Enquanto deixava os pés serem tocados pela água e escondidos pela espuma formada pelo ir e vir da maré, ela observava a colina a poucos metros de onde estava, a escalada que deveria fazer para enfrentar seus sentimentos. Estava com um misto de medo e ansiedade, mas seu coração lhe garantia que era o rumo certo.

Em um ponto da praia, ela sentou-se sobre uma pedra, recordando-se de quando era criança e sonhava com o seu futuro como comunicadora. A princípio, não esperava o show business, almejava algo mais formal como o New York Times ou, sendo menos ambiciosa, a bancada de um jornalístico regional. Mas, como gostava de interagir com o público, tinha o dom de encantar as pessoas com o seu carisma, não teve medo de investir em si mesma e nas oportunidades que surgiram, tornando-se uma estrela.

O som das gaivotas que sobrevoavam o mar lhe fez lembrar que, mesmo com todas as oportunidades que o estrelato lhe abriu, nenhuma felicidade, até então, fora maior do que as que tivera em San Diego, quando era criança. Avistando uma pequena concha na areia, ela a apanhou e guardou na bolsa, lembrando-se quantas vezes passava horas na praia juntando conchinhas ao passear com a mãe e anos mais tarde com a irmã. Uma distração tão simples, mas a felicidade de encontrar conchas com cores e formatos diferentes era memorável.

Diana sabia que queria voltar a ser aquela menina sonhadora e despreocupada, já havia conquistado seu espaço no trabalho, mas, na vida pessoal, perdera-se dentro de si mesma em mágoas, restrições, desconfianças e desilusões. Tudo estava sob controle, até Bruce chegar e bagunçar tudo, impondo-lhe a necessidade de reorganização. Até sofrer uma perseguição doentia e descobrir verdades sobre sua história que abriram-lhe feridas que nunca cicatrizaram de verdade. A Diana Prince forte e decidida que sempre fora, só assumiria novamente o seu eu, se colocasse o coração em ordem.

Antes que a praia começasse a ficar movimentada por surfistas e turistas, e corresse o risco de ser reconhecida, ela seguiu seu caminho. Olhou mais uma vez a colina para onde deveria ir e entrou no carro que alugara, era hora de se acertar internamente.

(...)

Diana caminhou lentamente pela grama baixa do extenso Fort Rosecrans, com um buquê de girassóis em mãos. As lápides brancas, perfeitamente enfileiradas, causavam fascínio e tristeza aos muitos turistas que passavam pelo cemitério militar, onde repousavam heróis que lutaram em guerra, militares e seus familiares.

Ao contrário do que representava para os turistas e até mesmo para os orgulhosos cidadãos americanos, o Fort Rosecrans sempre causou arrepios em Diana. Sempre tivera medo de algum dia ver a lápide da mãe em meio aquela organização de sepulturas que contrastava com o azul do oceano ao fundo da colina. Inevitavelmente, seu maior pesadelo tornou-se realidade cedo demais. Primeiro estivera ali para enterrar o padrasto e, um ano depois, para sepultar a mãe. Fora a última vez que pisou e olhou para o Fort Rosecrans... até agora.

Seus pés eram guiados pelo impulso de seu coração, embora nunca mais tivesse voltado ao local em que a mãe estava sepultada, sabia exatamente onde encontrar a lápide, mesmo após muitos anos. O velho carvalho fazia sombra à sepultura de Hipólita, mãe e oficial honrada da milícia americana, como dizia as inscrições.

Diana fez uma prece diante da lápide do padrasto, antes de encarar o local que abrigava os restos mortais de sua mãe. Ela retirou um dos girassóis e deixou-o recostado à lápide do padrasto, para então voltar sua atenção para a sepultura ao lado.

Ao retirar os óculos de sol e deixa-los encaixados sobre os cabelos, ela ajoelhou-se diante da lápide, relendo as inscrições sobre sua mãe. Após um longo suspiro, ela desnudou-se, derramando-se em um choro copioso. Um choro de saudade e de profunda comoção ao rememorar momentos que vivenciara com a mãe, um choro também de lamento, por Hipólita não ter tido a oportunidade de presenciar, fisicamente, a mulher que ela se tornara e que Donna estava se tornando.

Diana conteve um leve tremor, ao pensar que, se não fosse pelos detetives Wayne e Lance, talvez estivesse numa cova ao lado da mãe, se J’onn tivesse conseguido sucesso em seu intento.

Quando finalmente conseguiu controlar a intensidade do choro, Diana abriu o coração:

― Mãe! – Ela contornou as inscrições da lápide com a ponta dos dedos. ― Sinto tanto sua falta! – Sussurrou, em meio a soluços. ― Me perdoe por nunca ter voltado aqui antes. – Ela olhou para o céu, sabendo que, se sua mãe podia ouvi-la, não era por estar em um cemitério, mas por estar em um lugar melhor, em paz.

A ida de Diana ao cemitério militar de San Diego era um desafio pessoal que se impusera, uma oportunidade de superar seu ressentimento pela morte da mãe. Poderia ter ido a uma igreja, a outro cemitério qualquer, mas nenhum outro lugar iria mexer adequadamente em sua ferida que não fosse este. Só de ter conseguido chegar ali, já havia superado muito de suas mágoas passadas.

― Eu nunca te perdoei por ter morrido, mamãe. – Diana confessou. ― Não te perdoei, porque a senhora morreu pela farda, a maldita farda que tanto te deixava longe de mim. – Ela abaixou cabeça, envergonhada. ― Eu nunca entendi realmente o que o trabalho significava pra senhora, até me realizar na minha carreira e compreender o que a minha profissão significa pra mim. – Respirando fundo, prosseguiu. ― Donna sempre diz que somos parecidas, e eu sempre detestei ouvir isso, embora, lá no fundo, eu tenha orgulho. – Ela sorriu, em meio às lágrimas.

― Agora que sei que morreu em trabalho, mas não em função dele, me sinto culpada, me sinto injusta por ter sentindo tanta revolta. – Diana limpou as lágrimas na manga da blusa de seda. ― Era horrível pensar que tinha morrido fazendo o que amava, mas, pior do que isso, foi saber que a senhora foi assassinada, injustamente, e sequer soube o motivo. Se não fosse pelo homem que um dia amou, talvez a senhora ainda estivesse comigo. – Diana murmurou, sendo interrompida pelo choro incontrolável, mais uma vez.

― Me perdoe por ter sido tão incompreensiva com a sua carreira, mãe. – Ela abraçou o próprio corpo. ― Me perdoe por não ter te apoiado. Meu medo de te perder, impediu que eu demonstrasse meu orgulho por ter uma mãe competente e corajosa, uma mãe guerreira que sempre me ensinou a lutar pelo que eu queria. Eu sei que a senhora sabia disso, do meu orgulho, mas eu precisava dizer, ainda que agora não estejas mais comigo.

Com delicadeza, Diana colocou o buquê de girassóis adornando a lápide. A brisa suave que soprava sobre a colina espalhou o aroma das flores pelo ar e Diana sentiu como se sua mãe pudesse inalar aquele perfume junto de si.

― Eu escolhi os mais bonitos, mãe. Sempre foram os seus favoritos. – Ela lembrou-se dos girassóis que a mãe cultivava no quintal de casa, sentindo saudades da infância.

Diana silenciou-se por um instante, distraindo-se com um ninho de pássaros no velho carvalho e pensando em como a vida podia recomeçar, mesmo em um lugar que respirava morte. Os pássaros pareciam não se importar com o local, apenas com a segurança de seus filhotes e a oportunidade de prepara-los para a vida, num local pouco visado e de poucos riscos. O instinto podia ser mais eficaz que a razão, ela refletiu. O brilho da vida era mais forte que a penumbra da morte.

― Sabe, mãe, eu não vim até aqui só para me desculpar. – Ela sentiu-se tímida por um instante. ― Vim pra falar de mim também. – Ela ponderou, antes de prosseguir, lembrando-se das conversas sobre garotos que tinha com a mãe na adolescência. Hipólita sempre fora uma mãe zelosa e avaliava muito bem os pretendentes da filha, embora sempre tenha lhe dado liberdade de seguir o seu coração.

― Eu me apaixonei de novo, mamãe. – Ela corou. ― Lembra quando eu conheci Arthur? Como eu me sentia nas nuvens? – Ela balançou a cabeça, sentindo-se tola pela euforia juvenil causada pelo primeiro amor. ― Com Bruce foi completamente diferente. Eu queria mata-lo. – Sorrindo, ela sentiu o coração disparar só de citar o nome do detetive. ― Mas ele encontrou a Diana que a senhora criou, mamãe, aquela garota romântica e sonhadora, que eu pensei não existir mais. Pelo menos se tratando de amor.

― Acho que somos parecidas nisso também. – Ela prosseguiu. ― Não tivemos sorte com o primeiro amor. Só que, quando a senhora encontrou o pai de Donna, ele se encaixava perfeitamente na sua vida, ambos eram policiais. O ‘defeito’ de Bruce, ao meu ver, é justamente este. Ele é um policial, mãe. Um lindo e maravilhoso policial.

― A senhora ia adora-lo. – Diana imaginou a aprovação imediata da mãe. ― Ele é o melhor. Corajoso, dedicado, íntegro. Salvou a minha vida. – A gratidão foi substituída pelas restrições. ― Mas vê-lo quase perder a própria vida, me trouxe a revolta e a insegurança que a sua morte me causou, mãe. – Mais lágrimas brotaram nos olhos de Diana. ― Antes de tudo isso acontecer, eu queria logo ficar livre das ameaças e viver o que eu sentia, estava decidida, mas depois de quase perder Bruce, o medo voltou. Medo de não ser capaz de apoia-lo, de não viver em paz, de não suportar perdê-lo em missão.

Ela recordou da frase que Alfred lhe dissera no hospital, sobre não poder viver a vida sempre esperando pelo pior. Estava tentando se convencer disso, mas sabia que só poderia colocar as boas expectativas em prática, depois de resolver as dores do passado, depois de sentir-se segura para abraçar as oportunidades que o presente lhe oferecia.

― Ele me pediu em casamento, mãe. Logo eu que disse que nunca mais me casaria de novo. – O trauma do divórcio com Arthur estava dissolvido, graças ao amor de Bruce. Já não era o medo de amar o seu empecilho. ― Eu disse que iria pensar. E ele ficou arrasado. – A imagem do olhar de decepção de Bruce na madrugada, quando ela lhe pediu um tempo,veio nitidamente em sua memória, fazendo-a sentir-se mal. ― Eu estou pensando, mãe, mas não consigo chegar a uma resposta. Não quero perdê-lo, mas tenho medo de assumir meu sim.

Decepcionada consigo mesma, Diana lutou para refletir com clareza, aproveitando a paz de espírito que a dissolução de suas mágoas em relação a morte da mãe lhe proporcionava.

― Eu pensei que voltar aqui me deixaria em paz e mais segura ao me livrar do ressentimento. Eu me sinto bem mais leve, mãe. Mas, ainda não sei o que fazer. – Encarando o horizonte, Diana pediu orientação.

― A senhora sempre foi uma boa conselheira, queria poder ouvi-la. Embora eu já seja uma mulher feita, tudo o que eu queria agora era um conselho de mãe. – Diana silenciou-se, voltando o coração para uma prece, esperava que a mãe lhe inspirasse coragem e discernimento, esperava conseguir ser honesta com Bruce, como estava sendo agora consigo mesma. ― O que eu devo responder? – Ela sibilou, de olhos fechados, crendo que encontraria uma resposta.

(...)

Diana passou o dia todo em San Diego. Após deixar o cemitério, quis voltar à casa onde crescera, caminhar pelo bairro onde morara e tomar sorvete em seu quiosque favorito. Voltar às trilhas do passado lhe desmentiu a crença que as dores podem ser maiores que as felicidades experimentadas um dia. A simplicidade dos lugares que revisitou lhe recordou que a razão complica a vida em demasia. O coração ainda era o melhor guia.

Foi maravilhoso rever alguns amigos, vizinhos, pessoas que lhe viram crescer. A agitação dos momentos em que fora reconhecida não lhe tirou a calmaria que a visita ao passado lhe proporcionava, ao contrário, mostrava-lhe como sua colheita farta do sucesso começara árdua e lentamente, mas que fizera uma semeadura de qualidade, cuidando de sua trajetória de maneira que pudesse se orgulhar dos caminhos que trilhara.

Se não tivesse um programa para apresentar ao vivo, certamente não teria voltado para Gotham no mesmo dia. Mas precisava voltar, não só pelas responsabilidades, mas também pela certeza de que sua vida precisava seguir em frente.

Chegou a Gotham no meio da noite, devido a diferença de fuso horário, sequer teve tempo de passar em casa e não se deu ao trabalho de retornar as muitas ligações da irmã em seu celular. Sabia que Donna estava preocupada com sua viagem repentina e furiosa por não tê-la levado junto. Entretanto, o caminho que Diana fizera hoje, era uma trilha que precisava fazer sozinha.

Ao chegar à emissora, a equipe do Prince Show estava uma pilha de nervos pelo seu atraso, eles tinham apenas uma hora para coloca-la no ar, e ela parecia extremamente calma ao avisar que precisava de um banho antes de fazer cabelo e maquiagem.

Felizmente, deixar Diana Prince linda não era uma tarefa difícil, honestamente, ela era um espetáculo recém saída do banho, de cara limpa e cabelos molhados, nenhum maquiador ou cabeleireiro ousava discordar.

Os profissionais da beleza cumpriram seu papel em meia hora e deixaram Diana sozinha no camarim para se concentrar antes de entrar no palco. Todos da equipe notaram Diana muito diferente do dia anterior ao chegar ao estúdio. Ela ainda estava compenetrada e pouco falante, mas tinha o olhar menos triste, preocupado talvez, mas havia um brilho de esperança radiante em suas íris.

Quando bateram à porta, Diana julgou ser Wally com um café ou John com alguma recomendação sobre o programa, entretanto, ficou completamente surpresa quando autorizou a entrada e percebeu quem era.

― Com licença, minha querida. – Martha Wayne sorriu. Um sorriso que há muitos dias não era capaz de esboçar enquanto o filho estava em estado crítico na U.T.I. ― Eu não quero atrapalhar. – Ela justificou-se. ―Eu estive em sua casa, mas sua irmã disse que você devia ter vindo direto para a emissora. Sei que está quase na hora de entrar no ar, mas precisava muito vê-la.

Passada a surpresa, Diana foi tomada por uma preocupação repentina. Jamais imaginara receber Martha Wayne nos bastidores de seu programa. Somente um motivo poderia leva-la até ali.

― Aconteceu alguma coisa com Bruce? – Diana sentiu o coração parar. Havia ligado para o hospital para saber notícias durante o dia, disseram-lhe que ele estava se recuperando muito bem, inclusive havia se levantado e caminhado pelo quarto. ― Houve alguma complicação? – Diana apontou uma cadeira ao seu lado, para Martha sentar-se.

― Ele está ótimo. Nem parece que passou por uma cirurgia de alto risco. – Martha deu um sorriso tranquilo e segurou na mão de Diana, para acalma-la. ― Então foi aqui que Bruce e você se conheceram! – Martha deduziu, avaliando o local. Os bastidores de um estúdio de TV era um lugar interessante para se relatar uma história de amor, ela imaginou.

― Me perdoe a indelicadeza, Martha. Mas... – Diana percebeu o olhar sereno da mãe de Bruce. Estava feliz por vê-la bem, mas a visita surpresa estava intrigando-lhe até a alma. ― Por que a urgência em vir falar comigo?

― Eu tenho que viajar amanhã bem cedo, para tratar de uma parceria da fundação Wayne com uma empresa brasileira na criação de mais um centro de convivência para crianças órfãs. – Diana arqueou uma sobrancelha, não esperava que Martha se afastasse do filho nesse momento. ― Eu já havia adiado tudo, mas como Bruce está bem, e é uma parceria que ajudará muitas crianças na América do Sul, ele me convenceu a remarcar o compromisso.

― Espero que dê tudo certo. – Diana ficou interessada no assunto, porém a curiosidade ainda lhe corroía e Martha percebeu isso ao ver as mãos agitadas da apresentadora sobre o colo.

― Bruce me disse que vocês vão se casar. – O olhar de Martha não exibia aprovação ou reprovação, mas avaliava discretamente a reação de Diana.

― Ah, então é isso. – Diana endireitou-se na cadeira, desconcertada. ― Eu ainda não dei uma resposta. – Diana queria desculpar-se por Bruce ter criado uma expectativa na mãe, mas Martha não parecia nenhum pouco surpresa.

― Eu imaginei. – A naturalidade com que Martha lhe encarava fez Diana pensar se ela estava feliz por sua dúvida. ― Você fez bem em não responder imediatamente, Bruce é muito convencido. Embora ele esteja afirmando que esse casamento vai acontecer, ele passou o dia apreensivo. Ele sabe que você está realmente indecisa.

Apesar do apoio e a compreensão de Martha, Diana achou por bem se explicar.

― Eu não estou brincando com os sentimentos do seu filho, Martha, nem fazendo um jogo difícil, mas é que... – As palavras lhe faltaram quando notou que seus motivos não eram desconhecidos do olhar que lhe media.

― Ele é um policial, como a sua mãe. – Martha concluiu e Diana anuiu com a cabeça. ― Me desculpe por tocar nesse assunto, minha querida, mas acho que já temos uma certa intimidade, não é? – Diana assentiu. ― Sei que você tem medo de perdê-lo.

― Eu sei o quanto a profissão é importante para Bruce e que eu não posso pedir que ele abra mão disso. Mas não sei se, como esposa, poderia lidar com o que ele faz. Especialmente depois de vê-lo ferido, de quase vê-lo morrer.

― Eu entendo. – Martha sussurrou, de fato, entendia muito bem. ― Eu também me preocupo com ele. Mas também entendo que ele faz o que ama, que está cumprindo com o seu dever. – Havia uma serenidade admirável no olhar de Martha.

― Como consegue conviver com isso? – Diana ergueu os olhos, encarando intensamente os olhos claros de Martha.

― Eu o amo. – Martha segurou-lhe a mão novamente.

― Isso é o suficiente? – O olhar aflito de Diana clamava por uma confirmação

― Não só o suficiente, mas o essencial. Já falamos sobre a perda do meu marido, não foi? O amor me manteve de pé. Não é fácil, Diana. Mas quando se ama, verdadeiramente, os medos e as aflições vão embora aos poucos. Se ficarem juntos, a alegria de ver Bruce chegando em casa, mesmo após um turno duplo, sempre vai ser maior do que havia sido a sua preocupação ao vê-lo sair no dia anterior. – Com um carinho maternal, Martha afagou o rosto de Diana. ― Se posso lhe dar um conselho, um conselho de mãe... A morte é imprevisível e triste, minha querida. Mas ainda mais triste é optar por um futuro solitário, ao não se permitir amar por medo de perder.

As duas se encararam, com lágrimas nos olhos, numa sintonia muito íntima e profunda. Não eram necessárias palavras. O silêncio reinou até serem interrompidas por uma batida na porta, quando John veio avisar que Diana tinha cinco minutos para entrar no ar.

― Eu preciso ir. – Martha levantou-se e deu um beijo no rosto de Diana. ― Não quero que pense que vim aqui interceder em favor do meu filho. Vim porque me importo com você, Diana, como uma filha também. Agradeço por ter me ouvido, mas siga o seu coração. – Martha deu-lhe as costas, mas antes que alcançasse a porta, Diana a chamou.

― Martha! – A viúva de Thomas Wayne virou-se para encara-la. ― Obrigada por ter vindo. – Diana deu-lhe um sorriso grato.

― É sempre um prazer encontra-la. – Ela olhou para a pauta do programa deixada sobre a mesa e cometeu a indiscrição de ler alguns tópicos, voltando a encarar Diana em seguida. ― Não deixe de pedir que Jon Bon Jovi cante Always. É a minha música favorita dele.

Martha saiu e Diana viu-se rindo sozinha, enquanto o olhar repousava sobre o porta retratos que levara para o camarim e colocara uma foto sua com a mãe.

― Obrigada, muito obrigada, mamãe! – Ela sussurrou, antes de deixar o camarim e encaminhar-se rumo ao palco.

(...)

Diana entrou vibrante no palco, deixando a produção extremamente surpresa com sua energia, especialmente por ela ter estado tão retraída na reunião de pauta e ter chegado em cima da hora para apresentar o programa. Jon Bon Jovi abriu o programa ao som de Livin’ on a prayer levando a plateia à loucura, e conseguindo, até mesmo, fazer a apresentadora cantar alguns trechos em dueto com ele.

A conversa que teve início em sequência também fora muito produtiva. O tema principal da entrevista era a crescente popularidade do hard rock entre os americanos e a decisão da banda em dar um tempo em meio ao sucesso avassalador que vinha fazendo no segmento na década de 90. Jon explicou os conflitos que vinham causando desentendimentos na banda e o consenso em que chegaram, sobre terem um período para dedicarem-se a projetos paralelos como um recurso para retomarem a formação musical futuramente.

Diana aproveitou para falar dos singles do músico, ícone do rock mundial, sua recente carreira como ator, e para especular Jon sobre como lidava com o assédio feminino, sendo considerado um dos cantores mais sexys da atualidade e sempre tendo sido muito discreto na sua vida pessoal, resguardando-se de escândalos.

Jon desconversou sobre seu sucesso com as mulheres, mas aproveitou para falar sobre o casamento de quase dez anos com Dorothea, sua paixão dos tempos de colégio. Fez questão de enaltecer o apoio e a paciência da companheira, creditando a ela os louros da trajetória ascendente de sua carreira.

― Quando há amor, apesar das falhas, o casamento funciona muito bem! O segredo é amor, simples assim. – O astro sorriu, voltando-se para a apresentadora. ― Acho que você sabe como é. Pensei ter visto um brilho apaixonado no seu olhar enquanto falava sobre a minha esposa.

Diana corou e a plateia aplaudiu a situação em que o rockstar deixou a apresentadora.

― Talvez eu saiba mesmo. – Ela admitiu, logo desconversando. ― Podemos ouvir Always?

Jon assentiu, cantando, voz e violão, o sucesso que Martha Wayne pedira à Diana, tendo a platéia como coro.

Após a apresentação musical, a entrevista voltou ao seu foco sobre hard rock, a influência do heavy metal em alguns dos projetos de Bon Jovi, e sua referência musical quando criança ter sido Elton John. Bon Jovi continuou contando detalhes da sua formação artística e fazendo pequenas apresentações de seus sucessos, bem como de canções de bandas notáveis como Led Zeppelin e Aerosmith.

A fluidez da entrevista foi tanta, que Diana mal notou o tempo passar. Entretanto, ao perceber que o programa aproximava-se do fim, a apresentadora começou a sentir as palmas das mãos suarem. Enquanto fazia as últimas perguntas para o rockstar, era notória sua ansiedade e inquietação, tanto que o diretor do programa chegou a adverti-la pelo ponto eletrônico em seu ouvido.

Quando finalmente as perguntas cessaram e Diana deveria fazer os agradecimentos ao convidado, ela fugiu do roteiro, pediu licença, e encarou uma das câmeras, sentada na poltrona de onde conduzia as entrevistas.

― Antes de finalizar, eu gostaria de dar uma declaração importante. – Ela se atrapalhou, precisando respirar fundo. ― Ontem, como devem ter notado, eu estava muito sensibilizada na volta ao programa, devido aos acontecimentos recentes em minha vida particular. – O frio na barriga se intensificava à medida que ela prosseguia. ― Eu pedi a todos que torcessem pela recuperação do detetive Wayne, e gostaria de dizer que ele está se recuperando bem.

“Diana, mas o que foi que deu em você?” – John murmurou no ponto eletrônico. “Não temos que dar boletim médico ao final do programa.” Ele reclamou, não entendendo onde a apresentadora queria chegar agindo daquela forma.

Para não perder a coragem e a concentração, Diana retirou o ponto eletrônico do ouvido, pedindo desculpas mentalmente a John. Já era demasiadamente difícil dizer o que pretendia por si só, não podia tolerar a voz do diretor lhe advertindo ao mesmo tempo que seu coração batia descompassadamente.

― Oh, céus! Isso é mais difícil do que eu pensava. – A plateia e o público de casa ouviam a apresentadora com extrema curiosidade. ― Sobre o detetive Wayne, eu espero que ele esteja assistindo. – Ela deu um sorriso tímido. ― Bruce... – Ela encarou a câmera, como se pudesse olhar dentro dos olhos de Bruce. ― Eu te amo! E quero dizer que já pensei sobre o pedido de casamento. – Ela cobriu o rosto com o alvoroço da plateia, logo voltando o olhar para a câmera. ― Se o pedido ainda estiver de pé, eu quero dizer que... aceito.

A equipe nos bastidores, a plateia, o público de casa e até Jon Bon Jovi foram à loucura com a declaração.

Diana tentou sair do foco, agradecendo aos telespectadores, a plateia e ao entrevistado, tentando encerrar o programa, mas o entrevistado pediu mais um minuto.

― Eu sabia que tinha visto um brilho em seu olhar. – O rockstar comentou, pedindo o violão de volta a um assistente de palco. ― Não podemos encerrar o programa de qualquer maneira depois de uma declaração dessas. – Ele sentou-se em um banco, ajustou o pedestal com microfone, deixando Diana surpresa com o gesto. ― Eu tenho uma canção, que ainda não foi lançada, mas quero dedicar a esse momento, como meu presente de casamento para o mais novo casal do ano.

Diana abraçou o músico, emocionada, terminou os agradecimentos e sentou-se, enquanto as luzes do estúdio diminuíam e Jon cantava o futuro sucesso de sua banda, chamado All About Loving you.

(...)

Olhando para as páginas da minha vida

Tenho lembranças de você e eu

Alguns erros que você sabe que cometi

Arrisquei algumas coisas, caí de tempos em tempos...

Diana deixou o estúdio rumo a sala de reuniões, ainda não acreditando na loucura que fizera. Imaginava se Bruce não estivesse assistindo ou ainda se tivesse desistido do casamento. Ela tinha de admitir que merecia um fora depois de tê-lo feito esperar tanto, mesmo enquanto apenas flertavam.

Seria um prato cheio para a capa da People, ela imaginou o título escandaloso da publicação: “A Princesa da Comunicação é rejeitada pelo Príncipe de Gotham depois de declaração ao vivo.

Afastando esses pensamentos, ela tentava controlar o rubor que se formava ao cruzar com cada colaborador nos bastidores e ser felicitada pela atitude e pelo possível casamento.

Ela passou cerca de uma hora e meia na reunião de pauta, os roteiristas e diretores olhavam-na com um semblante divertido, mas ela tentava manter o assunto apenas relacionado ao trabalho. Apenas ao término da reunião foi que John ousou tocar no assunto.

― Não gostei de sua insubordinação, retirando o ponto eletrônico ao vivo, Diana. – Ele a censurou, logo sorrindo. ― Mas tenho que admitir ter sido uma bela declaração. A audiência foi nas alturas. – Ela ruborizou-se

― Vamos esperar os convites! – Wally brincou, mostrando que havia realmente superado sua paixão platônica depois do que aconteceu à Diana.

― Não me amolem! – Diana deixou a sala, ansiosa para voltar ao camarim para se trocar e verificar se Bruce havia ligado ou deixado algum recado em seu celular.

Você estava lá pra me ajudar a superar

Já estivemos por aqui algumas vezes

Vou deixar tudo bem claro

Me pergunte como chegamos tão longe

A resposta está escrita em meus olhos

A euforia de Diana caiu drasticamente ao ver que o celular em sua bolsa estava sem bateria. Dividida entre ir ao hospital ou voltar para casa, ela se trocou rapidamente, criando altas expectativas quando o telefone do camarim tocou.

Só podia ser Bruce, ela disse a si mesma. Shayera não iria transferir a ligação de um fã depois de uma declaração daquelas no programa.

― Pronto! – Ela atendeu, sorridente, logo amuando-se quando ouviu a voz do outro lado. ― Ah, é você, Donna!

― Quem pensou que fosse? Bruce Wayne? – A irmã questionou o óbvio. É claro que Diana esperava que fosse Bruce. ― Sinto decepcioná-la, irmãzinha. Por falar em decepção, como assim eu fico sabendo que você vai se casar pela televisão?! – Donna estava feliz e irritada.

― Estou cansada, Donna. Quando eu chegar em casa conversamos, ok?! – A caçula bufou do outro lado da linha. ― Pensei que estaria feliz com a notícia.

― E estou. Mas pensei que teria uma revelação familiar antes de um anúncio para o mundo inteiro. – Diana suspirou. ― Tudo bem! Quando você chegar eu brigo e te abraço. Por hora, saiba que estou orgulhosa de você, Di! Beijos!

― Beijo! – Diana desligou o telefone.

Toda vez que olho para você, vejo algo novo

Que me deixa mais animado do que antes e me faz te querer mais

Não quero dormir essa noite, sonhar é uma perda de tempo

Quando olho o que a vida vem se tornando

Tudo se resume a amar você.

Diana pegou a bolsa e a chave do carro com os ombros caídos. Disse a si mesma que Bruce não se manifestara para puni-la, e que ela merecia, porém a frustração era inevitável.

Quando bateu a porta atrás de si. Ouviu o telefone tocar de novo. Fez pirraça na porta, até ouvir o terceiro toque, não resistindo, voltou, atendendo ao telefone, cheia de expectativa novamente.

Já vivi, já amei, já perdi, já paguei dívidas

Já estive no inferno e voltei

E dentre tudo isso você sempre foi meu melhor amigo

Por todas as palavras que eu não disse e todas as coisas que eu não fiz

Hoje vou encontrar um jeito.

― Sabia que você iria ligar. – Ela atendeu, confiante.

― Hum, então já te avisaram do enxame de jornalistas na frente da emissora? – Shayera questionou, frustrando Diana mais uma vez.

― Como?!

― Eu liguei para recomendar que saia pelos fundos. A não ser que queira ser massacrada por flashes e perguntas. – A ruiva explicou, logo felicitando Diana pela atitude durante o programa.

― Obrigada, Shayera. Eu quero um pouco de privacidade, apesar do rompante de hoje. – Diana desligou.

Cabisbaixa, seguiu pelos corredores. Iria para casa. Talvez Bruce estivesse dormindo na hora do programa, talvez estivesse ressentido e não quisesse falar com ela. Não iria se expor. Decerto, a porta do hospital estaria tão lotada de jornalistas quanto a porta da emissora.

Ela seguiu para o estacionamento, conformada, estranhando quando viu uma limusine preta chegando e estacionando em frente ao seu carro.

Toda vez que olho para você, vejo algo novo

Que me deixa mais animado do que antes e me faz te querer mais

Não quero dormir essa noite, sonhar é uma perda de tempo

Quando olho o que a vida vem se tornando

Tudo se resume a amar você.

― Não pode ser! – Ela murmurou, quando viu a porta de trás se abrir e uma muleta apoiando-se ao chão, antes de amparar a figura alinhada de Bruce Wayne, trajando um caro terno italiano.

Assim que conseguiu se firmar de pé, Bruce jogou as muletas para o lado, recostou-se na lataria do carro e enfiou as mãos nos bolsos da calça, esperando Diana se aproximar.

― Está louco?! – Ela viu que Alfred estava na direção do carro e sentiu um certo alívio. ― O que pensa que está fazendo aqui?

― Vim buscar a minha noiva. – Ele foi categórico, não se importando com ar de preocupação que pairava nas feições de Diana.

― Você devia estar no hospital. Não tem condições de ter alta ainda. Como conseguiu sair? – Um misto de preocupação, surpresa e euforia percorria os sentidos de Diana.

― O hospital é herança do meu pai. O sobrenome Wayne resolve muita coisa por lá. Aproveitei que Leslie estava em uma cirurgia e subornei um enfermeiro.

― Louco! Você estava quase morrendo há dias atrás. Seu estado ainda é grave. Você devia se envergonhar por subornar um funcionário do hospital.

― E você devia estar me beijando agora. Olhe para o esforço que fiz. – Ele persuadiu. ― Venha cá! – Ele a puxou, disfarçando as dores que sentia pelos ferimentos em cicatrização.

Embora Diana ainda quisesse argumentar, ele a beijou, colando o corpo dela ao seu, acariciando seus cabelos e explorando sua boca com profunda satisfação.

Você pode acabar com o mundo todo

Você é tudo que eu sou

Somente olhe para minha cara

Tudo se resume a amar você.

― Você precisa voltar ao hospital! – Ela murmurou, enquanto tinha os lábios levemente mordiscados.

Diana tinha de admitir que Bruce havia tido uma recuperação considerável. Podia notar o esforço dele ao se manter de pé, mas a boca estava perfeitamente saudável para devorar-lhe os lábios com fervor, deixando-a quente e tonta.

― Estava sentindo falta disso. – Ele murmurou, apertando-a contra o seu peito, sentindo-a estremecer. ― A propósito, foi um belo programa essa noite. Será que Jon Bon Jovi aceita cantar na festa do nosso casamento?

― Você assistiu! – Ela mordeu o lábio, envergonhada, mas feliz que não se declarara inutilmente.

― Claro! Mas gostaria de ouvir o que você disse, pessoalmente. – Bruce emoldurou-lhe o rosto com as mãos.

― Que eu amo você?! – Ele assentiu, esperando que ela prosseguisse. ― Eu te amo. Só estava com medo de seguir em frente. Acho que agora não estou mais. – Ela deitou a cabeça no ombro de Bruce, que beijou-lhe a fronte.

― Eu sei. – Ele deu um sorriso de satisfação. ― Quanto ao pedido, ainda está de pé. Case-se comigo.

Toda vez que olho para você, vejo algo novo

Que me deixa mais animado do que antes

e me faz te querer mais

Diana olhou para o céu estrelado, a lua cheia e apreciou a brisa fresca da madrugada. Queria memorizar aquele momento para sempre, cada detalhe, incluindo a frequência cardíaca de Bruce e o frio que sentia no estômago.

― Podemos levar Alfred no pacote de casamento? – Bruce trouxe o rosto dela para seu campo de visão, surpreso com a sugestão.

― Honestamente, se para me ver casado minha mãe tiver que abrir mão de Alfred, ela vai preferir que eu continue solteiro. – Os dois riram.

― Tudo bem. – Diana deu de ombros. ― Devo muito à sua mãe. – Bruce arqueou uma sobrancelha, intrigado, mas sabia que não descobriria o teor desta ‘dívida’.

― Isso confirma o sim? – Ele insistiu.

― Sim! – Ela reafirmou, sorridente. ― É claro que sim!

Eles se beijaram, selando o início oficial de um amor de bastidores, agora declarado aos holofotes da vida.

Não quero dormir essa noite, sonhar é uma perda de tempo

Quando olho o que a vida vem se tornando

Tudo se resume a amar você...

...Tudo se resume a amar você.

Notas finais
Gostaram!? Esse é realmente o último capítulo, mas como eu sou uma autora legal, escrevi um epílogo de bônus, que será postado em sequência. Algumas notas sobre o capítulo: *O Fort Rosecrans é um cemitério real em San Diego, dedicado a soldados e seus familiares. *Pelo tanto que falei de Jon Bon Jovi no capítulo vocês devem ter percebido que ele é um crush antigo meu, haha. Ele é, e o deixei como último artista a ser entrevistado, depois de ler uma declaração maravilhosa dele para a esposa, achei coerente com o que Diana precisava fazer. A canção All About Loving You foi lançada por Bon Jovi apenas em 2002, mas achei que valia uma prévia para um casal como Diana e Bruce; *Link da música: https://www.youtube.com/watch?v=eb1oFIqBVzA Obrigada por tudo. Amo vocês! ♥ ♥ ♥ Leiam o Epílogo em sequência, que já já vou postar! Beijos❣