Backdraft

6 Capítulo VI: Last Hope, as raízes de uma história


Era uma situação difícil, suava frio naquela noite, caída naquele chão, se nem ao menos ter ideia do que podia fazer, só ouvia os passos deles que vibravam cada vez mais, só pudi olhar para Dilke ao meu lado, tanto eu quanto ele fizemos a mesma cara, uma cara como quem diz,"o que faremos agora?" Essa era uma boa pergunta, o que fazer agora...
[...]
Estava sentada junto a Dilke e Kaia, estávamos esperando uma confirmação, uma confirmação de um antigo amigo de meu pai, ele já havia ido a todo lugar no mundo, sabia onde haviam outras resistências pelo mundo, e também tinha desde carros a aviões de pequeno porte, e pelo que Kaia havia dito, ele era o que a gente iria precisar. Mas não teríamo tanta sorte assim, quanto eu imaginava. Logo chegou um homem, pelo que tinham me contado não era esse Ricardo Derosso, só pela descrição, esse homem que chegou se chamava Max, era filho do Ricardo, além disso era bem fino, parecia um conjunto de palitos, estava suando muito, ficava limpando o suor da testa com um pano sujo de graxa, ele respirou fundo e deu a noticia:

–bom eu tenho uma noticia boa e outra ruim, a boa é que Derosso ira levar vocês até uma das maiores resistências do mundo, que fica no meio do deserto — uma ansiosidade despertou em mim — mas ele só volta daqui três dias. Morreu de novo.
Fazer o que não é? Saímos dali, na verdade tudo aquilo, os carros, os aviões e tudo mais ficavam e um velho armazém, cheio de buracos, alguns feitos pelo tempo, outro por balas, é a vida na cidade não-oficial era difícil. Mas enfim, aconteceu uma coisa que eu não esperava na saída, bem como explicar, eu sai primeiro dali e logo uma mulher, aparentemente um pouco mais velha que eu, e meio que tropeçou em mim. Tudo bem, ela me atropelou como se fosse uma gazela fugindo de um guepardo, como quem diz, "sai da minha frente que se não já era porra." Apesar de eu nunca ter visto, ainda existe alguns desses animais, já vi alguns documentários pré-históricos na escola. Mas enfim, ela me atropelou, me modo meio falha pois nós duas acabamos no chão, ela logo se levantou meio tonta, ainda tentando correr, contudo ela caiu, desesperada, quando se recuperou só pulou e se escondeu atrás de mim, ainda no chão, alguns segundos depois, dois homens armados passaram por nós, se ao menos perceber que ela estava ali, eles com certeza não eram os mais espertos, mais...
Nós precisávamos entender o que estava acontecendo, achamos que seria uma boa ideia ir até aquele bar, onde nos atacaram aquele dia, mas tenho certeza de que, não nos atacariam de novo, e pelo que eu esperava, eles não iriam esperar que nós estivéssemos no mesmo lugar, novamente. Nós sentamos na cadeira, ficamos em silêncio, comecei a ficar com vergonha, fazia um certo tempo que não tomava banho, pois aqui, não havia água, muito menos um chuveiro. Minha roupa estava toda rasgada, realmente não era um momento em que eu, uma menina, perto de outra como estou me sentiria confortável. Ela começou a falar:
–muito obrigada, vocês salvaram minha pele...
–se bem que a gente só ficou parado e foi usado como esconderijo, então. Disse Kaia.
–com licença, foi atrás de mim que ela se escondeu então, o agradecimento é pra mim.
–ha! Cala a boca Assura, olha como aqueles caras eram gordos e lerdos, se você não tivesse entrado no caminho ela teria se salvado do mesmo jeito! Novamente ele.
–bem — enquanto eu e Kaia brigávamos, Dilke começou a falar — qual é o seu nome?
–Mitsuke, Mitsuke Romperstain.
–que estranho, isso é uma mistura de japonês e alemão por acaso? Indagou Dilke.
–é, nem eu sei a origem deste nome, na verdade. Disse Mitsuke.
–e por que eles estavam te perseguindo? Bom a esse ponto eu e Kaia parávamos de brigar e começávamos a tentar entender a situação.
–bem, é que eu pedi um informação e não paguei...
–uma informação — perguntei — não quero ser enxerida, mas, quanto era essa informação, era sobre o que, em? Me fala.
–bem, era meio cara, digamos que era uma coisa que eles só poderiam usar uma vêz — congelei pensando nas possibilidades, tinha de admitir que ela era bem atraente, sim não sabia o que era mais preocupante nessa hora — mas a informação mesmo era sobre onde estava meu irmão, eu estou a procura dele...
Então um silêncio irritante tomou conta daquele local, em todo ele. O motivo? Simples, eles sentiram que alguém estava chegando, e é difícil de dizer, mas o que fez todos perceberem isso não foi os sons de passos, sim eles estavam ali, mas era outa coisa que chamava a atenção, era uma aura, algo estranho, uma pressão horrível, ela vinha da porta, apesar de eu não acreditar que elas existissem, parei de tentar prestar a atenção nos outros, quando vi que eles estavam na mesma situação, então, pudi jurar ver algo ali. Mas logo o suspense acabou, ele entrou, era Jak, aquele cara mau-educado. Ele estava usando óculos escuros, e com uma cara muito seria, postura reta e cerrando os punhos, que estavam vestidos com luvas pretas. Mas logo essa postura se perdeu suas mão abriram e ele ficou curvado e com a boca aberta, tirou os óculos e passou a mão em seus cabelos esbranquiçados e bagunçado, exclamando: "Ressaca é foda, viu?" Ele olhou para o lado e nos viu:
–isso aqui não é um bar caramba? Por que tem tantas crianças remelentas aqui?
–seu... — Disse Mitsuke — o que você está fazendo aqui seu bêbado inútil, te procurei por toda parte!
–irmã? Nossa, como você engordou, tá uma baranga!
–claro a ultima vez que eu te vi eu só tinha seis anos!
Os dois estavam brigando muito, quase se estapeando, foi ai que eu refleti: "Se eles eram irmãos, Jak... Mitsuke... Roperstain?"
–bem meu pai era alemão e minha mãe era de algum lugar da asia... Disse ela.
–nossa mãe era uma bêbada safada isso sim!
–cala essa boca Jak, o que você sabe sobre a mamãe? Para de falar besteira!
–sei mais que você, e eu estou falando serio — disse Jak se jogando em uma cadeira qualquer — então, o que você veio fazer aqui nesse inferno maninha? Não devia estar no refugio? É pra lá que todo mundo vai afinal de contas. Dilke logo ficou ansioso, pode ser lá que sua família estava, afinal.
–Jak... — disse ela, baixando a cabeça, se encolhendo, até me levantei e me aproximei dela, ela segurava suas lagrimas, e parecia não poder controlar a expressão facial — todos eles, todos eles, estam... foram...
–Mie — disse ele, devia ser um apelido. Nessa hora, ele ficou todo preocupado, até tirou os óculos — o que aconteceu com a mãe e com o pai, eles estam bem? Ela só respondeu com a cabeça que não, semicerrando os olhos que já não podiam segurar as lagrimas. Ele ficou perplexo, não podia acreditar na realidade, mas logo se recuperou, colocou os óculos, ficou sem expressão, era possível ver seus olhos, seus óculos estavam mal colocados, meio caidos, seus olhos pareciam serenos, mas se você olhasse bem poderia ver que havia outro sentimento lá no fundo. Ele se levantou e foi até a porta, ao passar por mim, ele virou os olhos, que eram escuros, para a minha direção. Ao chegar a porta ele simplesmente perguntou, "foi o governo não foi?" E apesar de sua irmão responder que sim, apenas com a cabeça, ele estava de costas, mas mesmo assim, ele já sabia a resposta, deu um deu murro na parede, abrindo um buraco, colocou um cigarro na boca, sacou suas armas e saiu...
O local ficou em silêncio mais uma vez, todos ali já haviam esquecido o que estavam em suas mentes, eu me aproximei dela, bem lentamente, mesmo assim não tive coragem de toca-lá, perguntar a ela se estava bem. Quem fez isso foi Dilke, no entanto Mitsuke não respondeu. Alguns segundos depois, quando Kaia já ia se aproximando mais, ela se recompôs:
–cade ele — perguntou ela, enxugando as lagrimas com a manga da camisa e saiu correndo para fora, ela saiu e foi para o meio da rua de areia, olhando para os lados, perdia, então ela voltou desesperada — e agora? Não vejo mais ele — e apesar do fato dele só ter saído há 20 segundos, ele já havia sumido das ruas, me perguntava o que estava acontecendo — vocês precisam me ajudar...
–mas espera aí, o que é isso tudo? Indagou Kaia.
–é... — hesitou ela — é uma história muito longa, mas o que eu posso dizer, há 6 anos Jak deixou o refugio em busca de um objetivo, mas ele não percebeu que o governo só não destruía aquele lugar por causa de sua presença. No final o governo atacou, e matou a todos, eu, eu não pudi fazer nada para evitar mas aconteceu, ele, Jak, percebeu que foi culpa dele... Ele deve ter ido até a sede da GGCE.
–ele pretende se vingar — perguntou Dilke.
–talvez sim, mas acredito, que isso seja mais uma ideia de... suicídio...
[...]
"Essa época do ano, ela me lembra de uma época mais feliz para mim, começou há 16 anos, quando eu apenas 18. Eu, meu irmãos, meu amor e meu melhor amigo, essa é a história da "Last Hope" que foi de fato a ultima esperança da ONR, a Organização das Nações Restantes, que lutará incessantemente contra Timeus, um homem rico que além de ter o privilégio de sobreviver a guerra das manchas negras ainda formou a GGCE, o Grupo Governamental de Controle e Exterminio. Nessa guerra a ONR estava em apuros, o GGCE construiu todos os tipo de armas que já haviam sido apagado após do descobrimento da antimatéria, mas havia uma esperança, quatro jovens, da família Rokuro, Vicelliant e Gen, ainda mais Sarah Zodiak e Jak Romperstain. Nós fomos a salvação por sermos os primeiros a poderem usar matéria X, depois de tantos anos, durante dois anos, eramos o resumo da guerra, e durante dois anos fomos os melhores amigos, mas então aconteceu, quando esse grupo completou 20 anos, o mundo já estava devastado pela guerra, e a GGCE foi se fechando dentro das Blue Walls, no final, ela começou a produzir seus próprios soldados que podiam manipular matéria X, aos poucos nós fomos se perdendo no tempo, porquê? Nós eramos jovens, mas aquele ano foi diferente, nos separamos fácil. Agora eu nem sei algo mais dele, as vezes olho para dentro do meu coração, e me pergunto, eu realmente sei a verdade? Eu realmente o odeio tanto assim?"