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27 Capitulo 27
Notas iniciais
– Killian — ela pousou as mãos no seu rosto e encarou seus olhos — nós temos que dar um passo por vez, um filho agora não é aconselhável.
– Tudo bem amor — ele deu um selinho nela e foram almoçar o purê com carne assada que ele tinha preparado.
Emma sentiu que Killian ficou decepcionado com a ideia de ser só eles dois por enquanto, mas não podia fazer nada a respeito tinha muita coisa para ser feita e vivida antes de assumir essa responsabilidade.
– Sabe meu amor, eu pensei muito sobre esse dia a minha vida inteira eu imaginei como seria dividir o espaço com alguém, e como seriam nossos planos, mas infelizmente filho não estava nesses planos — Emma falou sentando no braço do sofá enquanto Killian se encostava na parede para ouvir.
– Eu sinto muito ter pressionado você, não era minha intenção é só que eu achei... Não tem importância o que eu achei, esquece — Killian saiu em direção ao quarto e Emma ficou um tempo olhando para a pílula na sua mão antes de criar coragem e tomá-la.
Ela sabia que Killian precisava ficar sozinho mas o impulso foi maior do que qualquer razão então ela abriu a porta devagar e viu ele jogado na cama sem camisa e com os braços na cabeça, como ele estava de olhos fechados não viu ela entrando.
Emma foi na ponta do pé e quando sentou a beira da cama ele abriu os olhos e sorriu.
– Está tudo bem? — Emma perguntou deitando sob seu peito.
– Nós vamos ficar bem, é só uma questão de adaptação — ele afagou os cabelos dela e ouviu um leve suspiro.
– Ninguém disse que seria fácil não é? — Ela levantou a cabeça para olhar nos olhos dele e deu um selinho.
– Não, não é fácil — Killian apertou o corpo dela contra o seu e ficaram em silêncio um tempo só curtindo o momento e as caricias que trocavam.
Emma aproveitou a posição favorável que se encontrava e sentou em cima do abdômen dele e começou a depositar beijos molhados por toda a pele exposta, ele a puxou e inverteu as posições sugando seus lábios de uma vez e apertando seu quadril, Emma começou a dar leves mordidas em seu pescoço e Killian roçava suas pernas nas dela,as caricias foram interrompidas por Killian que ouviu alguém bater a porta.
Emma praguejou e segurou seu braço impedindo-o de levantar.
– Eles vão embora, seja quem for vai embora se a gente não for abrir –e Ele voltou a beijá-la e ouviram as batidas mais fortes
– Emma, é melhor eu ir ver de quem se trata — Killian levantou vestiu a camisa e Emma se recompôs antes de segui-lo.
Tinha um senhor alto de terno na porta e procurava por Emma.
– Sou eu, o que deseja? — Emma perguntou séria.
– Não vai me convidar para entrar? — O senhor tinha um tom educado.
– Não vejo necessidade, haja visto que a conversa seja breve — ela cruzou os braços e encarou.
– Meu nome é Joseph, sou irmão do Gold.
Killian e Emma se entreolharam de queixo caído, ela abriu mais a porta para que ele entrasse.
– Muito bem, Senhor Joseph o que lhe traz a minha casa? — Emma perguntou ainda pé enquanto ele se aconchegava no sofá.
– Soube do que aconteceu com meu irmão — ele falou com um certo pesar na voz.
– Eu lamento não queria que fosse desse jeito, ele praticamente obrigou a Belle a atirar, ele nos mataria se ela não tivesse sido ágil — Emma deixou bem claro que ele não era e nunca será vítima de nada.
– Gold sempre foi a ovelha negra da família, mas nem por isso eu vou abandoná-lo.
– É justo, é seu irmão e ele só pode contar com você — Emma foi para o lado de Killian que observava tudo calado.
– Eu quero que a minha cunhada volta para casa e cuide dele,ela não pode simplesmente deixar o marido,ela está grávida — ele alterou a voz e Killian tomou a frente antes que Emma falasse.
– O senhor modere o tom de voz para falar com a minha mulher, nós o recebemos aqui com muita educação — Killian já tinha o rosto vermelho pela raiva
– Mulher? — Ele olhou para a mão de ambos e viu que não tinham aliança. — É a uma linha tênue entre ser esposa e ser mulher.
– Aeroportos já viram mais beijos sinceros do que casamentos, não precisamos de formalidades para ser um casal — Killian abriu a porta e convidou-o a sair.
– Eu queria um propor um acordo antes de sair — Joseph falou gesticulando as mãos
– Não gostamos de acordos — Killian falou com precisão, mas antes que ele saísse Emma o chamou.
– Nós não desejamos mal algum ao Sr.Gold, e referente a Belle é muita crueldade sua querer que ela viva de baixo do mesmo teto do homem que tentou matá-la — Emma tinha os olhos marejados pela lembrança do dia.
– Casais brigam todos os dias e isso não impede que eles se amem senhorita- Ele saiu e Killian fechou a porta.
– Ele é louco, tão louco quanto o irmão- Killian abraçou a Emma que estava chorando e naquele abraço ela sentiu que estava protegida.
– Amor,será que ele quer vingança pelo que aconteceu?- Emma perguntou ainda nos braços dele
– Vamos esquecer esse homem e voltar de onde a gente parou no quarto? — Ele levantou seu rosto com o polegar, secou suas lágrimas e iniciou um beijo terno.
– Acho que podemos deixar esse assunto para depois — ela falou com os braços envoltos no pescoço dele.
– Eu conheço essa cara, o que você está pensando hein, Emma Swan? — Ele afastou seu corpo do dela e sentou-se trazendo ela para seu colo.
– Vou falar com a Belle, ela precisa saber do que está acontecendo.
– Emma por favor...
– Eu sou autoridade policial desta cidade é o mínimo que eu posso fazer.
– Tudo bem, vá em frente! Salve o mundo — Killian levantou e foi para o banho deixando Emma pensativa na sala.
Quando Killian saiu do banho, ela não estava mais em casa. Emma apressou o passo até a livraria que ela trabalhava.
– Emma que surpresa! — Belle abraçou a amiga.
– Preciso muito conversar com você.
– Se for sobre aquele riste dia, eu não quero falar. — Belle foi para trás do balcão e Emma insistiu.
– Gold mencionou alguma vez que tinha irmão?
– Que papo é esse? — Belle esboçou um sorriso e viu que Emma manteve a seriedade
– Belle ele está na cidade, Joseph está na cidade e eu acho que ele não veio fazer novos amigos.
Belle respirou fundo e sentou-se na cadeira antes de falar novamente.
– Gold, me falou sobre ele uma vez, disse que nunca tinha se dado bem com ele e que por isso mudou-se para cá.
– Ele disse o motivo pelo qual não se davam bem?
– Não, nunca.
– Belle você não pode ficar sozinha naquela casa, não com ele a solta por ai
– E o que você sugere? Granny's? Me desculpa Emma, mas meu salário não banca uma estadia longa por lá.
– Pode vir morar na minha casa, temos um quarto sobrando.
– De jeito nenhum, atrapalhar a lua de mel de vocês.
– Deixa de bobagem, vamos arrumar suas coisas agora — Emma segurou a mão de Belle com firmeza e as duas foram arrumar as coisas.
– Emma e se o Killian...
– Com o Killian eu me entendo, relaxa.
Aos poucos o armário antes amarrotado de roupas da Belle ficava vazio e as incontáveis malas ganhavam peso, depois de pegar todos seus pertences Emma foi até a sua casa pegou o carro e voltou para buscar a Belle, ela não sabia como Killian ia reagir mas era necessário não podia deixar sua amiga grávida entregue a própria sorte.
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