Notas iniciais
Mais um capitulo e me atrevo a dizer que esse é o penúltimo :( (todos choramos). Fugindo muito do primeiro, esse tem mais diálogos.

Elliot chegou no prédio, completamente mudado desde de que esteve ali pela última vez. Uma única luz estava acesa, e ele podia ver a silhueta da mulher ali, de cabeça baixa com os óculos pendendo na ponta do nariz. Ele bateu na porta duas vezes e ela mandou entrar.

–Uma tal de detetive Benson ainda trabalha aqui? Ou deveria dizer, sargento?

–Elliot?!

–Sou eu, em carne e osso.

Olivia se levantou e abraçou o homem, ela se sentiu em casa ao abraçar o homem.

–Mais em carne que em osso. O que faz por aqui?

–Estava passando por aqui e resolvi subir, ver uns velhos amigos.

Aquela era a maior mentira que Elliot poderia contar, mas Olivia não saberia, então para ele estava tudo ótimo e não era uma completa mentira se pensar por um lado.

–Pensei que você me ia me bater...

–Você merece né? Mas por mais ódio que eu tivesse de você, eu senti sua falta. Acho que foi mais alto.

–Eu também, senti muita sua falta. Que acha de sairmos e passar a noite como sempre passamos.

–Ou podemos comprar umas cervejas e beber no meu apartamento. Você paga.

–Okay, eu mereço.

–E muito mais né!

Ela falou pegando algumas pastas e sua bolsa, que logo Elliot pegou dela, como sempre fazia quando trabalhavam juntos.

–Não posso chegar tarde em casa. O Noah tá me esperando.

–Noah?

–Sim, meu filho.

Elliot não sabia muito o que falar, pelo que pode perceber, Olivia tinha uma ótima vida e talvez não tivesse espaço para ele. Mas mal sabia, que Olivia sempre se sentia viva, livre, feliz ao lado dele e poucas foram as pessoas que a fez se sentir assim.

–Cervejas, batatas e bacon. Te espero lá em casa.

–Sim senhora.

–Ei Elliot, esse é meu endereço.

Ela entregou um papel pra ele e seguiu pro seu carro, Elliot seguiu pra moto e cada um seguiu seu caminho. Chegou em casa e tomou banho, aproveitando que Lucy ainda estava lá, assim que saiu Elliot tinha chegado com várias sacolas.

–Era só cerveja.

Ela falou colocando Noah no chão e indo ajudar o homem.

–Eu comprei. Trouxe pizza, cerveja, suco e sorvete. Você deve ser o Noah.

Elliot agachou até ficar na altura dele e deu a mão, que o menino bateu em cima...e bocejou em seguida.

–Alguem está com sono.

Elliot falou pegando o menino em seus braços, Olivia fez a mamadeira e pode ver a desenvoltura que Elliot tinha com a criança e certos pensamentos não foram impedidos nem um pouco de tomar conta de sua mente.

–Liv?!

Olivia saiu do seu transe momentâneo, Elliot estava com Noah nos braços dormindo e perguntava onde era o quartinho dele.

–O segundo a esquerda, mas posso coloca-lo lá.

–Não não, ele já está dormindo e confortável, trocar ele de colo pode acorda-lo.

Olivia concordou, as vezes Elliot ganhava dela pelos argumentos, tudo bem que não era apenas argumentos que ele ganhava dela, mas não precisava entrar em detalhe.

–Começou sem mim?

–Me desculpe.

Ela falou entregando uma cerveja para ele e voltando a atenção a sua.

–O que vamos fazer?

–A gente ia conversar…

–Liv, não vamos fazer isso. Estamos tão bem, se conversamos eu vou falar coisas que machucam, você vai falar coisas que machucam.

–Você sabe que vamos ter que conversar…

–Eu sei, não hoje Liv. Está tudo tão lindo, vamos só aproveitar. Eu trouxe ingredientes para fazê yakisoba.

Olivia sorriu pra ele, aquele sorriso lindo que sempre desarmava o homem e no final, concordou com a ideia dele.

Notas finais
Preparados pro ultimo? O que vocês acham que possa acontecer?