Back From Hell

21 Chapter 21 - Secrets


''– Querida! — Alexia foi cortada por uma voz doce, a voz de Marilyn.''

– Marilyn, oi! — Alexia saiu do carro e lançou um olhar para Castiel, ele sabia o que fazer. — Quanto tempo! — Alexia abraçou Marilyn, que retribuiu o abraço apertado.

– Pois é, vejo que acho o caminho de casa. — Marilyn disse e olhou para o GTO. — E quem é esse adorável rapazinho?

– Castiel, muito prazer. — Castiel segurou a mão de Marilyn.

– Que moço educado! Vamos, entrem. — A senhora os guiou até a casa. — Vamos, sintam-se a vontade. Vou fazer um café e pegar um refrigerante para Alexia.

– Uau, ela sabe disso também. — Castiel disse e Alexia riu, estava nervosa, gostava muito de Marilyn, não podia imaginar que a senhora podia ser má.

– Ela sabe de tudo. — Alexia disse com um olhar enigmático, fazendo Castiel rir, duas vezes em dois dias, era um record.

– Então, Castiel... Conhece minha Alexia desde quando? — Dona Marilyn perguntou, largando uma bandeja com café e refrigerante na mesinha de centro.

– A quase dois anos, acho eu.

– Então onde estava quando ela estava vagando por ai, toda suja e sem nem ao menos saber onde estava?! — Alexia se surpreendeu pelas palavras de Marilyn, ela realmente se preocupava. Castiel mantinha a expressão neutra e até mesmo um pouco debochada no rosto.

– Estava longe. — Foi a única coisa que Castiel disse, antes de sacar sua adaga e avançar contra Marilyn, que recuou apavorada.

– Castiel não! — Marilyn disse alto. — Fique longe de mim! — Castiel continuou andando até Marilyn, que ao invés de recuar mais, correu até Castiel, derrubando o anjo no chão. — Eu tentei avisar. — Marilyn passou a distribuir socos pelo rosto de Castiel.

– Marilyn! — Alexia a chamou e Marilyn olhou para cima. Alexia disparou contra Marilyn, não a mataria mas o impacto que a bala causaria a tiraria de cima de Castiel.

– Eu te salvei, garota! Um pouco de gratidão seria bom! — Marilyn gritou e correu até Alexia, que conseguiu desviar do ataque do suposto anjo.

– Me salvou para me fazer matar meu pai e meu tio?! Que tipo de anjo é você? — Alexia perguntou indignada.

– Um anjo caído, querida. Nunca me encaixei com aqueles engomadinhos almofadinhas! — Alexia olhou discretamente para Castiel, não podia negar que ele era um engomadinho.

– E o que isso tem haver com os Winchesters, Bobby, Jo e Ellen? Porque me fez mata-los?

– Porque foi divertido. Acredite, eu nunca precisei de você para fazer isso... — Um simples gesto e um corte não muito profundo surgiu na barriga de Alexia. — Viu, se eu quisesse mata-los eu mal precisaria me mexer. Mas fazer você, que os amava mata-los, ah foi divertido! — Marilyn ria diabolicamente(Aaah quanta ironia)

– Não é possível que você tenha sido um anjo algum dia! — Alexia disse, o que pareceu ter deixado Marilyn puta da vida(N/A HU3)

– Vai curtir o céu! — Marilyn disse e partiu para cima de Alexia.

– Vai pro inferno. — Alexia disse assim que viu Castiel atrás de Marilyn com a adaga.

– Castiel... Não! — Uma voz feminina surgiu atrás de Alexia, que se virou rapidamente. Dois homens seguravam Marilyn. — Azrael e Azriel, levem a senhora Marilyn para tomar um chá, na cozinha. — A garota ordenou e assim os homens o fizeram. — Senti sua falta, Castiel. — A morena disse, era alta e tinha grandes olhos castanhos.

– Ariel! — Castiel largou a adaga e correu para abraçar a garota. — Eu senti tanto sua falta.

– Eu também, Castiel. Eu também. — Castiel apertou mais Ariel, que se aconchegou em seu abraço.

Alexia pegou a bolsa e saiu de fininho da sala, não iria atrapalhar os dois. Entrou no carro e foi em direção um bar, estava com sede e Castiel tinha asas, poderia se virar.

– Refrigerante, por favor. — Alexia nem sabia porque estava sendo tão educada, estava em um bar de motoqueiros, ninguém dizia 'por favor' (N/A: Sim, é muuuito difícil ouvir alguém dizendo 'Por favor' em um bar onde motoqueiros frequentam, experiência própria)

– Aqui está, mocinha. — O atendente, um homem alto, forte e barbudo, cheio de tatuagens a entregou a garrafa. Alexia apenas sorriu e entregou o dinheiro. — Perdida?

– Não, esperando meu amigo voltar.

– Garota?

– É, velha amiga. — Alexia tomou um gole do refrigerante e continuou conversando com o atendente. — Já são oito horas, preciso ir. Qualquer coisa é só ligar Johnny! — Alexia havia ficado amiga do atendente. — Paul, Jim, Rick — Alexia dizia ao passar pelos motoqueiros, se despedindo.

Alexia entrou em seu GTO, não deu partida, ficou apenas sentada, encarando o bar, até que o toque de seu celular a assustou, Highway To Hell começou a tocar.

– Alô?

– Alexia?! — Era Dean.

– Fala Dean.

– Onde diabos você se meteu? São oito e quinze da noite de sábado, você disse que voltaria sexta!

– Ta, só não morre ai! Eu já to voltando, resolvi o problema... Provavelmente vou chegar só amanhã.

– Porque?! Onde você ta' ? Eu te busco.

– Dean, eu to de carro. Estou em Petersburg, Virgínia. — Dean suspirou do outro lado da linha.

– O.k, mas me promete que vai ligar quando amanhecer?

– Prometo, tchau Dean.

– Tchau, te amo. — Dean disse e Alexia desligou o telefone.

– E lá vamos nós! — Alexia disse e ligou o carro, dirigiu o máximo que conseguiu. Seus olhos estavam praticamente fechados quando Castiel surgiu ao seu lado, acompanhado.

– Olá Alexia. — Castiel disse, fazendo Alexia ziguezaguear pela estrada, que felizmente estava vazia.

– Puta que pariu, Castiel! Você quer que eu morra?

– Que boca suja. — Ariel comentou baixo para Castiel, que segurou o riso. Alexia semicerrou os olhos, não gostou nada de Ariel em seu carro.

– Se divertiram? — Alexia perguntou, olhando os dois anjos pelo retrovisor.

– Demais. — Ariel lançou um olhar malicioso para Castiel, que sorriu cúmplice.

– Me contem tudo depois. — Alexia forçou a voz de patricinha mimada.

– Pode deixar.

A viagem toda seguiu com Ariel e Castiel tagarelando alguma coisa sobre a bagunça no céu. Quando finalmente chegaram em Sioux Falls, Alexia saiu do carro rápido, batendo a porta. Entrou como um raio dentro de casa, assustando os Winchester's.

– Que bicho te mordeu, garota? — Dean perguntou segurando o ombro de Alexia.

– Nenhum... — Alexia foi cortada pelas risadas escandalosas de Ariel,passando pela porta.

– Quem é essa, Cas? — Dean perguntou, de braços cruzados.

– Ariel, uma velha amiga. — Castiel abraçou Ariel de lado e Alexia revirou os olhos, gesto notado por Ariel.

– Castiel, tenho que ir... Volto mais tarde.

– Claro, até mais.

– Até mais, Dean. — Ariel disse e evaporou(Não no sentido literal da palavra).

– Então Cas... — Dean disse passando os braços pelos ombros de Castiel. — Bem vindo ao clube, cara. — Ele disse e riu. — Vamos conversar mais tarde. — Dean disse para Alexia e foi para a sala.

– Okay. — Alexia disse para si mesma e virou-se para subir as escadas.

– Ei... Alexia? — Castiel chamou a mesma.

– Fala. — Alexia disse, com um leve sorriso nos lábios.

– Porque fugiu do nada?

– Se eu fugi, obviamente não iria informar onde eu iria. — Alexia disse divertida, Castiel continuou sério.

– Algum problema? — Castiel perguntou, segurando os ombros de Alexia.

– Algum problema? — Sam perguntou, abraçando Alexia de lado e beijando o topo de sua cabeça. — Foi tudo bem?

– Uhum, tudo muito bem. Agora eu quero dormir um pouco. — Alexia disse subiu.

– Ela está estranha. — Sam disse e foi para a sala, junto de Dean.

Castiel subiu as escadas até o quarto de Alexia, a porta estava destrancada, o quarto vazio mas a porta do banheiro trancada. Castiel sentou-se na cama e esperou Alexia sair do banheiro, o que não demorou muito.

– Porra, Castiel! — Alexia berrou assim que entrou no quarto. — Que susto, criatura!

– Desculpe, não queria lhe assustar.

– E se eu estivesse sem roupa?

– Nada que eu não tenha visto. — Alexia olhou apavorada para Castiel, desde quando ele era tão... aberto?

– Qual é a sua? Fica de segredinho com aquela sereia lá?

– Ariel é um anjo, não sereia.

– Você nunca viu A Pequena Sereia?

– Não.

– Chega de segredos, Castiel. Quem é ela?

– Ela foi como uma namorada, por um tempo, então eu desci e perdemos o contato, mesmo com as minhas visitas regulares ao céu, foi difícil vê-la!

– Hum... — Foi a única coisa que Alexia disse, vestiu sua camisola e desceu as escadas, em direção a sala.