Back From Hell

9 Chapter 09 - Lúcifer's Bitch


Notas iniciais
Capítulo dedicado a diva da McQueen, que fez uma recomendação super divosa *---*

''Dean destravou a arma e Alexia fechou os olhos''

– Dean, não! — Sam disse e Dean abaixou a arma.

– Ainda não. — Dean disse no ouvido de Alexia e passou esbarrando no ombro da mesma.

– Vamos te dar uma chance para explicar, uma... — Sam disse e apontou uma cadeira para Alexia sentar. — Pode começar.

– Eu não tenho o que explicar! — Alexia disse, cruzando os braços na frente do peito.

– Meu Deus, você lembra cada dia mais a sua mãe! — Sam disse com as mãos na cabeça. — Por favor filha, você não está me dando escolha! — Sam praticamente implorava.

– O que quer que eu diga? ''Desculpe por ter matado a querida Lisa'', ''Eu não vou fazer mais'', desculpas só são validas quando se tem arrependimento... Pelo menos na última vez que eu chequei era assim! — Alexia se levantou da cadeira, ficando frente a frente com Sam, que a encarava boquiaberto.

– Você não se arrepende de ter matado uma inocente? Quem é você? Porque eu duvido muito que seja a Alexia!

– Acredite pai, essa sou eu... Essa sou a verdadeira 'eu'. — Sam a encarava, decepcionado e até Bobby havia parado e estava observando os dois.

– Sabe, por muito tempo eu desejei que você voltasse, que eu tivesse minha filhinha de volta... Mas eu queria a Alexia, não essa coisa. – Alexia agora o encarava, com a testa franzida, parecia querer decifrar o que ele queria dizer.

– Você queria o outro corpo? — Alexia perguntou indignada e foi cortada por Sam.

– Não tem NADA a ver com o corpo, Alexia. Tem haver com você ter voltado um monstro do inferno! — Sam disse e Alexia olhou-o com os olhos marejados.

– É isso que acha que eu sou? Um monstro? — Ela perguntou, num fio de voz.

– Sim, infelizmente é o que eu acho.

– Ótimo. — Ela disse e fechou a cara. — Pode soltar o Samael? — Alexia perguntou, limpando as lágrimas do rosto.

– E porque faríamos isso?- Bobby perguntou.

– Por favor, Bobby. — Alexia fixou seu olhar em Bobby, que inconscientemente pegou uma faca e desfez a armadilha.

– Como fez isso? — Sam já havia visto demônios manipularem pessoas, mas nunca tão facilmente assim.

– Quer saber, pai? — Sam fez que sim com a cabeça e Alexia foi até ele, com passos pesados. Sam recuou e acabou sentando na cadeira. — Quer saber como eu voltei?

– Obviamente não foi pelo bom coração de Lúcifer. — Sam disse.

– Não, foi porque ele cansou de seu brinquedinho favorito, sabe como é ser usada, abusada e despedaçada todos os dias? Sabe como é implorar pela morte? Implorar para que seu corpo não se regenere? — Sam a olhava atentamente. — Porque em todos esses meses, ou anos, tanto faz, era a única coisa que eu pedia, a morte.

– Alexia, eu... — Sam foi cortado por Alexia.

– Não, agora você vai ouvir! Não bastava apenas Lúcifer abusar de mim, ele ainda me deixava para os outros, como um resto que ele não quis... Samael foi o único que teve oportunidade e nunca chegou perto de mim, por isso Lúcifer o mandou para cá junto comigo, ele sabia que Samael não iria me fazer mal, até eu mesma me enganei com ele no começo, não estou dizendo que ele é bom, ele é desprezível.

– Ei! — Samael protestou. — Fazer o que, é verdade. — Ele dizia enquanto enchia um copo de vodca.

– E quando eu voltei, quis vir correndo para cá, mas não podia, Lúcifer disse que se eu não fizesse o que ele mandasse, eu voltaria direto para o inferno. Fiz coisas de que não me orgulho, lá em baixo e aqui em cima... — Alexia deu uma pausa para controlar as lágrimas.

– O que eles faziam com você? — Dean apareceu encostado no batente da porta.

– Não queira saber. — Foi a única coisa que Alexia disse sobre aquele assunto.

– Eu bebi... Sangue de demônio. — Alexia disse, Sam e Dean a olharam preocupados. — Eu não sabia, Samael colocava aos poucos na minha bebida, creio que ele aumentou a dose no dia em que matei Lisa, eu vi o que eu fiz, mas não me controlei, era quase como se eu estivesse possuída...

– Mas não estava e agora um menino perdeu a mãe. — Dean disse com raiva. — Eu só não te mato, pois quero bater muito em você. — Dean disse a Samael, que riu.

– Tortura? Quer se lembrar dos velhos tempos, Dean? — Samael disse e Dean congelou, ele se referia ao inferno.

– Quieto seu filho da puta! — Dean acertou um soco em Samael, que apenas riu.

– Então... — Samael pigarreou. — Já que a vadia ''barra'' brinquedinho favorito de Lúcifer e vocês já se entenderam, eu não tenho mais nada pra fazer aqui. — Samael fechou os olhos, e ao abrir e perceber que ainda estava na casa de Bobby, tentou disfarçar.

– Obviamente não te deixaríamos apenas com a armadilha do chão. — Bobby disse e apontou para o teto com a shotgun, uma outra armadilha havia sido desenhada.

– Desgraçados... Eu não posso nem dizer que vocês vão pagar, porque quem vai pagar vai ser a princesinha ali. — Samael ria histericamente.

– Vá pro inferno. — Dean disse e desmaiou o demônio, água benta e umas porradas servem para algo.

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– Então, o que faremos com ela? — Bobby perguntou a Sam, que olhava preocupado para Alexia.

– Eu acho que tem alguma coisa nela, algo que está a controlando, se tirarmos isso dela, ela volta ao normal. — Sam disse, não tinha certeza de nada mas era a única chance que eles tinham.

– E como vamos saber o que é a 'coisa' ? — Dean perguntou.

– Eu posso ajudar. — Castiel apareceu de repente, assustando a todos.

– Não. Faça. Mais. Isso. — Dean disse pausadamente e o anjo olhou para baixo.

– Desculpe, não era minha intenção... Eu acho que sei o que está acontecendo com Alexia... — O anjo disse, misterioso como sempre.

– Ah, quer um convite formal para falar sobre isso? — Dean perguntou nervoso.

– Ela provavelmente tem uma marca, a marca dos condenados... — Castiel disse e Bobby pegou um livro na prateleira empoeirada.

– Marca dos condenados — Bobby repetia para si mesmo. — Eu já vi isso em algum lugar. Aqui! — Bobby apontou para a página no livro. — Como não pensei nisso antes?!

– 'Pera ae', o que é a Marca dos Condenados? — Dean perguntou, confuso.

– É a marca de uma pessoa que está sob o controle de Lúcifer, para você, Sam, o sangue de demônio lhe permitiu exorcizar mais facilmente... Para Alexia é como se alguém a possuísse.

– Lúcifer... -Sam disse rindo da própria lerdeza, como não havia pensado nisso antes?

– Então cada vez que Alexia bebia o sangue, ficava sob o controle de Lúcifer? — Dean perguntou, era o mais confuso ali.

– Parcialmente, sim. — Castiel respondeu.

– Parcialmente? Então ela meio que tinha controle do corpo? — Dean já estava ficando irritado.

– Não exatamente, ela tinha o controle dos próprios pensamentos, se ela estivesse pensando em Lisa, obviamente Lúcifer a mandaria mata-la.

– Espera, o que? — Dean perguntou mais uma vez.

– Provavelmente, Alexia estava demonstrando algum sinal de simpatia por Lisa, então Lúcifer a tirou do caminho de Alexia... Assim como Azazel fez com Jessica e a mãe de vocês. — O anjo recebeu olhares furiosos dos irmãos. — Desculpe.

– Então... Alexia não queria matar Lisa? — Sam perguntou.

– Exato. — Castiel disse, deixando Dean com a consciência pesada.

– Tem como reverter isso? — Bobby perguntou.

– Sim. — Castiel respondeu.

– Você consegue? — Foi a vez de Sam perguntar.

– Consigo, mas irá doer... muito.