Back From Hell

5 Chapter 05 - The demon inside me.


''– Essa vai ser uma longa viagem. — Ian disse e Alexia cantou mais alto.''

Os três chegaram a Battle Creek, Michigan as 10 da manhã (Eu calculei o tempo de viagem de Millburn até Battle Creek, ok?)

– Nossa, que estranho... –Alexia comentou.

– O que?

– Dean, as dez horas da manhã, de pijama, tomando café com... uma família normal. – Era difícil para Alexia admitir que ele estava melhor sem ela.

– Quer desistir? – Ian perguntou.

– Não acabei de profanar dois túmulos de entes querido para desistir! – Alexia disse e saiu do carro. — Fica ai.

Alexia andou até a casa confiante, tocou a campainha e esperou, até que um garoto atendeu a porta, aparentava ter 14 ou 15 anos.

– Oi, tem como me ajudar? Nosso carro quebrou e os telefones estão descarregados. – Alexia daria uma boa atriz.

– Claro, só deixa eu chamar meu... pai. – O garoto chamar Dean de pai deixou o sangue de Alexia fervendo. – Dean? – O garoto foi para outro cômodo e Alexia ficou parada na porta.

– Olá, precisa do que mesmo? – Dean estava secando as mão em um pano e olhando para baixo, mas quando levantou a cabeça e enxergou a garota que atormentava seus sonhos, ficou nervoso. – Ah, precisa de alguma coisa? – Ele tentou parecer normal.

– Ah, nosso carro quebrou, queria saber se posso usar seu telefone. – Alexia até parecia uma garota envergonhada.

– Acho que não será necessário, eu sou mecânico. – Dean disse com um sorriso no rosto.

– Ótimo. – Alexia sorriu.

– Só me da um minuto, tenho que pegar minhas ferramentas. – Dean disse e Alexia foi para o carro.

– Rápido, estraga alguma coisa no carro. – Alexia disse para Ian.

– Porque?

– Porque eu disse que o carro quebrou e ele vai vir concertar!

– O.k. –Ian nem se mexeu. – pronto.

– O que você fez?

– Cortei a corrente do... Você não vai entender, deixa pra lá. Ser um demônio tem suas vantagens. – Ian riu e Dean saiu de casa, com a caixa de ferramentas na mão.

Ian saiu do carro e Alexia tirou Zoe. Dean sabia que Alexia tinha uma cadela chamada Zoe, havia visto ela uma vez, e a coleira era idêntica a que essa cadela tinha.

– Bonita coleira, onde comprou? – Dean perguntou e só depois percebeu o quão estupida foi sua pergunta.

– Ah, minha mãe que comprou então eu não sei, desculpe. – Alexia riu sem graça.

– Bom, desculpem deixar vocês aqui mas eu tenho que tomar café. – Ian disse e quando Alexia foi dizer algo, ele a interrompeu. – Sim, eu trago seu refrigerante.

– Refrigerante? – Dean perguntou.

– Ela toma refrigerante no café, no almoço, na janta e nos quinhentos lanches que faz de madrugada. – Ian riu e foi andando.

– Não sei qual é o problema dele com o refrigerante, meu pai e meu tio tomava cerveja no café da manhã, ninguém nunca encheu o saco deles! – Alexia disse e Dean parou de mexer no carro, encarou a garota por uns instantes.

– Desculpe, acho que não peguei seu nome... – Ele disse com um sorriso estampado no rosto, que nem ele sabia o motivo de estar ali.

– Ah, sou – Alexia pensou, não diria que seu nome é Nina. – Sou Lexi.

Dean limpou a mão, que estava suja de graxa e estendeu para Alexia.

– Sou Dean. – Ele disse e continuou arrumando o carro.

– Que foi Zoe? – Alexia falava com o cachorro, que rosnava para as árvores. Dean prestava atenção na garota, Alexia tinha uma cadela idêntica chamada Zoe, e usava a mesma camiseta velha do AC/DC e as botas surradas. A garota era idêntica a Alexia, só mudava o rosto.

– Lexi, você tem alguma irmã? – Dean perguntou, Alexia sorriu ao perceber que ele estava começando a notar.

– Nop, filha única... De um Tenente e uma ex-garçonete, linda história de amor. – Alexia riu irônica.

Dean ficava cada vez mais confuso e esperançoso, talvez aquela fosse Alexia, talvez estivesse sem a memória, as perguntas apenas aumentavam para Dean.

Alexia teve que se controlar para não agarrar Dean ali, no meio da rua.

Ian voltou com um pacote do McDonald’s, Alexia abriu a porta do carro e sentou. Tomou um gole do refrigerante e disse para Ian.

– Eu to dizendo, mudaram a formula dessa porcaria, ta com um gosto mais... viciante! – Alexia disse, Dean e Ian riram.

– Nossa, como é que essa corrente se cortou? – Dean perguntou, olhando o estado da corrente.

– Não sei, nunca mais alugo carro naquela porcaria e nunca mais me separo do meu GTO, que saudade da... – Dean a interrompeu.

– Judith. – Ele disse com os olhos esperançosos.

– É, como sabe? – Ela perguntou. Judith era o nome do carro de Alexia.

Dean não sabia se ficava feliz, com raiva ou triste.

Feliz por Alexia ter voltado. Com raiva por ela não perceber que ele era Dean e triste por talvez ser apenas uma coincidência.

– É um nome muito comum para carros. – Ele brincou.

Alexia comeu o hambúrguer, e sugou cada gota do refrigerante, parecia que havia a formula para a vida eterna ali dentro.

– Para a sorte de vocês, eu tenho uma corrente sobrando aqui dentro. – Dean pegou uma corrente na caixa de ferramentas. Arrumou no carro. – Pronto.

– Obrigada, sério. – Alexia fez menção de pegar a carteira dentro da bolsa e Dean a impediu.

– Por favor, não precisa! – Quem visse não diria que era Dean, recusando dinheiro.

– Eu insisto. – Alexia tirou a carteira e entregou quinhentos dólares para Dean.

– Eu não posso aceitar, Lexi. – Ele disse e estendeu o dinheiro de volta.

– Tudo bem, é o que eu provavelmente pagaria em uma oficina. – Alexia disse sorrindo. – Então, obrigada. A gente se vê por ai. – Alexia entrou no carro, Ian colocou Zoe no banco de trás e entrou também.

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Os dois já haviam ido a uns cinco minutos, porém Dean continuava parado no meio da rua. Até que percebeu um colar no chão. Parecia ser uma asa de anjo de prata.

Agora Dean tinha um motivo para procurar Lexi sem parecer estranho.

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– Então? Matou a saudade? – Ian perguntou rindo.

– Nem um pouquinho! – Alexia riu. – Já sei. – Alexia pegou a bolsa e pegou um iPod.

– De novo não!

– For the lives that I take, I am going to hell. For the love that I make, I am going to hell. Gettin heavy with the devil, you can hear the wedding bells.

– Going to Hell? Chega a ser irônico! – Ian comentou rindo.

– Hahaha. – Alexia continuou cantando descontroladamente as músicas do The Pretty Reckless.

– Chegamos, quer comer alguma coisa? Eu busco.

– O.k, pra comer qualquer coisa mas pra beber... – Ian a interrompeu.

– Já sei, refrigerante.

– Isso. – Alexia sorriu, desceu do carro e tirou Zoe de lá também. Eles haviam alugado um quarto em um hotel onde cachorros eram permitidos.

– Vamos Zoe? – Alexia puxou Zoe pela coleira.

Ian já havia comprado tudo, refrigerante, cerveja e pizza’s. Ele saiu do mercado e andou até a lateral do prédio. Com uma de suas unhas, parcialmente afiadas, abriu um corte em seu pulso e abriu o refrigerante.

– Só mais um pouquinho e você poderá fazer coisas incríveis. – Ian falava consigo mesmo. Ele derramou uma boa quantidade de sangue no refrigerante e o fechou.

– Ei cara, o que ta fazendo? – Um garoto, de uns 17 anos, gorro preto, barba por fazer e skate em baixo do braço perguntou ao ver Ian colocar sangue no refrigerante.

Com um simples aceno, Ian quebrou o pescoço do garoto e sumiu, indo direto para o hotel.

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– Lisa preciso sair, tenho que devolver uma coisa. – Dean disse, dando um selinho em Lisa e saindo logo em seguida.

– Wow. – Foi a única coisa que ela disse.

Dean pegou as chaves do Impala, havia pego a placa do carro de Alexia e havia rastreado o endereço. Stalker? Nem um pouco.

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– Em que posso ajudar? – Lisa abriu a porta, olhou a garota de cima a baixo com um olhar de nojo. – Quem é você?

– Eu sou Alexia. – Alexia sorriu sadicamente e entrou, fechando a porta atrás de si, fazendo Lisa recuar. Seus olhos ficaram completamente negros – E você é Lisa. – Alexia riu, parecia uma fugitiva de hospício.

– O que você quer? – Lisa estava realmente assustada, Ben havia ido para um acampamento e Dean havia saído. Ela sabia onde tinha uma arma guardada, mas não sabia se seria possível chegar lá a tempo e Lisa sabia o que Alexia era, só não sabia se balas comuns a parariam.

– Sabe, não foi legal você separar o Dean da família, uma boa mulher não faz isso! – Lisa saiu correndo para a cozinha, abriu a gaveta e pegou a arma.

– Fora daqui ou eu atiro. – Lisa não tremia, estava firme, o que fez Alexia se sentir mais feliz.

– Que meiga, você não vai atirar em ninguém docinho... – Alexia deu um passo e Lisa atirou em sua barriga.

– Ow, isso arde! – Com um aceno de Alexia a arma voou até o outro canto da cozinha, Lisa tentou fugir mas Alexia a agarrou pelo pescoço, fazendo a mesma levantar no ar.

– Porque? – Lisa perguntou, ficando roxa.

– Por que é divertido. – Alexia riu e quebrou o pescoço de Lisa. – Tchau tchau.

Alexia largou o corpo de Lisa no chão, passou por cima, abriu a geladeira, pegou uma lata de refrigerante e saiu. Ela não precisava se preocupar com digitais, havia as queimado a um bom tempo, ossos do ofício.