Back From Hell

2 Chapter 02 - Roadhouse


''– Você lembra a minha filha, Katherine. Ela tinha a sua idade quando morreu. – Marilyn disse com mágoa na voz e mostrou uma foto da filha para Alexia.''

– Nossa, ela se parece comigo. Desculpe a pergunta, mas a quanto tempo foi isso? A foto parece meio antiga.

– Mais de 20 anos, se afogou no lago. – Marilyn guardou a foto. – Bom, mas temos que nos desapegar, amo e sempre vou amar a Kath, mas tudo acontece por um motivo. – As palavras de Marilyn ficariam na cabeça de Alexia por um tempo.

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– Bom, foi divertido, mas eu preciso ir. – Dean disse pegando o casaco.

– A patroa vai brigar se chegar tarde? Qual é, Dean. – Bobby brincou, o que deixou Dean de cara fechada. – É brincadeira, garoto.

– Haha, tenho mesmo que ir, foi bom passar um tempo com vocês. – Dean se despediu de todos(Ellen, Jo, Ash, Sam, Bobby e a xerife Mills.) e voltou para casa, onde Lisa o esperava.

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Alexia estava na varanda de Bobby, bateu na porta e logo o mesmo a atendeu, de cara fechada.

– Quem é você e o que quer? – Ele perguntou, mal-humorado, como sempre, segurava a shotgun atrás da porta, não queria ser surpreendido por visitas indesejáveis.

– Bobby, sou eu... Alexia. – Bobby semicerrou os olhos, ficou furioso por esta garota, que ele nunca havia ouvido falar, se apresentando como Alexia.

– Olha não sei quem você é mas quero que saia da minha propriedade! – Ele disse apontando a shotgun para Alexia.

– Bobby, sou eu... Se não fosse, como saberia que você tem um casinho com a Jody Mills? – Alexia disse, nervosa e Bobby abaixou a arma.

– Não pode ser, é impossível você ser a Alexia. – Ele disse e largou a arma.

– Tem razão, Aquela Alexia ficou lá em baixo. – Alexia cravou uma faca no peito de Bobby, que caiu no chão.

– BOBBY! – Alexia gritou e se levantou num pulo, estava toda suada e com a respiração ofegante.

– O que foi, Alexia? – Senhora Marilyn perguntou do outro lado da porta.

– Foi só um pesadelo, desculpe Dona Marilyn.

– Não foi nada querida, pesadelos acontecem. – Marilyn disse e seus passos se afastaram.

Alexia não conseguiu dormir após aquele pesadelo, ficou apenas acordada, pensando no que deveria fazer.

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– Sam? – Bobby o balançou. – Vai para a cama garoto!

– To bem aqui. – Sam se remexeu no sofá, parecia uma criança de 5 anos.

– Anda, vai para o quarto. – Bobby tocou uma lata de refrigerante vazia em Sam, que levantou e se arrastou até o quarto.

Sam deitou-se e logo dormiu, sonhou com Alexia, o que era normal, mas seus sonhos nunca haviam sido tão reais.

– Olá? – Sam encostou no ombro de uma garota morena que estava de costas para o mesmo, olhando uma estante de livros na biblioteca.

– Olá Sam.

– Como sabe meu nome? – Os olhos da garota ficaram totalmente negros e Sam puxou a faca.

– Não precisa disso! – Com um simples aceno, a faca voou para longe.

– Quem é você? – Sam perguntou, visivelmente assustado.

– Sou eu, Alexia...

– SAM! – Sam acordou num pulo, Bobby estava praticamente gritando em seu ouvido.

– Mas o que... Bobby? Porque não me deixou dormir?

– Temos problemas e dos grandes. – Sam levantou-se da cama e seguiu Bobby. – Ellen acabou de me ligar, o bar está destruído.

– Demônios?

– O mais provável... Quer ir lá dar uma olhada?

– Claro, alguém se feriu?

– Ah, pelo menos uma dúzia de caçadores morreram... e Ash. – Ash não era um irmão para Sam, mas ele ficou triste e furioso ao mesmo tempo ao saber de sua morte, Sam estava cansado de perder gente. — Ellen e Jo vão ficar aqui por um tempo, então tente parecer civilizado.

– Eu sou civilizado, Bobby.

– Não é mais. – Sam sabia o que Bobby queria dizer, ele havia ficado mais quieto desde a morte de Alexia.

– Ei, Bobby — Bobby se virou para Sam. — Obrigado, por tudo.

– Não por isso, garoto — Bobby deu um sorriso sincero, sempre cuidou dos garotos como seus próprios filhos e essas pequenas demonstrações de afeto significavam muito para ele, mesmo que não admitisse.

Sam e Bobby esperaram até amanhecer para ir até o hotel onde as Harvelle's estavam hospedadas.

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– Bom, eu já vou indo... Nunca poderei agradecer tudo o que fez por mim Dona Marilyn, obrigada, mesmo! — Alexia disse quando se soltou do abraço de Dona Marilyn, que estava muito triste com a partida da garota.

– Não precisa agradecer, gostei muito da sua companhia. Se algum dia não souber para onde ir, saiba que aqui sempre terá um lar.

Dona Marilyn era uma pessoa solitária e ao ver Alexia, lembrou-se de sua filha, lembrou-se que ela não iria querer que a senhora vivesse triste.

– Tome. — Dona Marilyn alcançou uma caixinha para Alexia, que abriu e olhou surpresa para Marilyn.

– É muito lindo, mas eu não posso aceitar, desculpe. — Alexia inclinou a caixa para Marilyn.

– Por favor, eu imploro, eu pretendia dar para a minha filha no aniversário de 21 anos dela, mas esse dia nunca chegou, quero que você fique com ele.

– Obrigada, mesmo, realmente não precisava.

– Vire-se. — Marilyn pediu e Alexia obedeceu. A senhora havia colocado o colar em Alexia.

Alexia havia ficado maravilhada com o colar, era simples porém lindo.

– Prata pura. — Marilyn disse depois de colocar o colar em Alexia. — Espero ver você outra vez mocinha. — A senhora abraçou Alexia mais uma vez.

– Até mais, Dona Marilyn. — Alexia disse e saiu, com a mochila que Marilyn havia lhe dado.

Caminhou meia-hora até chegar a uma rodoviária, comprou a passagem, seu ônibus sairia meio-dia, eram apenas dez horas da manhã.

– É um saco esperar ônibus! — Um rapaz alto, de cabelos escuros e olhos verdes falou para Alexia. — Ian. — O rapaz estendeu a mão para Alexia, que a apertou.

– Nina. — Alexia sabia que não era seguro dar seu nome verdadeiro, nunca se sabe quem é quem.

– Indo para... ?

– Ah, eu não deveria dizer, você pode ser um psicopata ou coisa parecia, mas Sioux Falls. — Ian riu.

– Eu estou indo para Columbus, Ohio.

– Hum. — Alexia preferiu não puxar assunto, não estava com humor para conversar. — Bom, vou comer algo, foi legal te conhecer, Ian.

Alexia levantou-se e foi em direção ao banheiro, andou rapidamente até lá, entrou e trancou a porta, estava tomando mais precauções desde que saiu do inferno.

Abriu a mochila e sorriu, Dona Marilyn havia colocado roupas de sua filha e dinheiro dentro de sua mochila. Alexia pegou a mochila e saiu, parando em um restaurante na rodoviária.

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– Você está bem, Ellen? — Dean perguntou, quando ficou sabendo que o Roadhouse havia sido destruído, foi até o hotel onde as Harvelle's estavam, encontrando Bobby e Sam.

– Meu bar foi destruído... Estou dando pulos de alegria. — Ellen disse, sarcástica, com uma bolsa de gelo na cabeça.

– Onde você estava na hora que o bar foi destruído? — Sam perguntou.

– Tinha ido buscar mais pretzels, pedi a Jo que fosse comigo, ela brigou muito para não ir... Está vendo? Se não fosse por mim, você estaria morta agora, como Ash. — Ellen disse e deixou algumas lágrimas caírem.

– Podemos não falar disso? — Jo havia falado pela primeira vez, desde que os Winchester's e Bobby haviam chegado.

– O.k, então, querem ir passar uns tempos com Bobby? — Sam perguntou.

– Vai ser ótimo, ficar em um hotel exatamente na frente do meu lugar favorito no mundo incendiado não é bom. — Ellen disse e se levantou. — Iremos amanhã, tenho que resolver algumas coisas aqui.

– Eu posso ir hoje. — Jo disse.

– Não vai ficar aqui com a sua mãe? — Dean perguntou, ninguém entendia o porquê da frieza entre as duas.

– Não, ela se vira sozinha. Quando vamos? — Nem Bobby, nem os garotos gostaram do jeito que Jo estava tratando sua mãe.

– Ah, na verdade, nós temos que arrumar algumas coisas em casa, passamos aqui amanhã. — Sam inventou uma desculpa para fazer Jo ficar com a mãe.

– Tudo bem e obrigada por nos deixar ficar com vocês e pela preocupação. — Ellen disse, sem o seu mau-humor diário.

– Não por isso, vamos? — Dean disse e os três saíram do quarto das Harvelle's.

– Clima tenso. — Sam disse para Bobby e Dean.

– É, nem me fale... Agora se não se importam, eu tenho um jogo de futebol para assistir. — Dean disse. — Foi legal ver vocês, de novo.

– Você nem gosta de futebol, Dean. — Sam retrucou.

– É, não gosto, mas é o time do Ben então não tenho muita escolha. — Dean riu e foi embora.

– Credo, ele parece um cara normal. — Bobby disse e Sam riu.

– Sempre pensei que seria eu a ir em jogos de futebol, buscar na escola. — Sam disse com olhar baixo.

– É, mas como não foi você... Vamos continuar trabalhando — Bobby deu um tapa nas costas de Sam e os dois foram embora também.

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A viagem de Alexia foi tranquila, o ônibus estava dando uma parada quando Alexia percebeu onde estava. Um pouco mais a frente, a garota conseguia ver os destroços queimados de um bar, o Roadhouse. Sorriu ao perceber que estava tão perto de casa, mas o sorriso logo desapareceu quando ela pensou na possibilidade de Ellen e Jo ou até mesmo Ash, estarem mortos.

– Eu vou ficar por aqui, obrigada. — Alexia disse ao motorista e foi andando até o Roadhouse.

Ficou parada em frente aos destroços do bar, o cheiro era horrível, carne humana queimada misturado com cinzas e enxofre. Alexia virou-se e caminhou até o hotel barato que havia do outro lado da rua.

– ... Vamos continuar trabalhando.– Alexia ouviu uma voz conhecida, era Bobby.

Alexia se controlou para não sair correndo e agarrar Sam e Bobby, que estavam a 5 metros de distância da garota. Ela sabia que levaria tempo até falar com os Winchester's e Bobby de novo, sabia que precisava fazer coisas antes.

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Sam e Bobby estavam saindo do hotel, quando Sam viu uma garota, pequena e de cabelos escuros parada na recepção, ela os encarava mas desviou o olhar assim que percebeu que Sam a encarava também. Sam ficou assustado quando percebeu que a garota, era a mesma que estava na maioria de seus sonhos.