Notas iniciais
Queria destacar que nesse capítulo (encontrado nos últimos parágrafos) possui uma pequena cena de lemon entre os personagens. Se isso de alguma maneira lhe incomoda, pare de ler uns três parágrafos antes.

Era Sábado, ainda dava para ver taças de vinho tinto ao pé da cama, junto com uma garrafa vazia que provava e mostrava o que havia acontecido depois do beijo. Observei o Kevin, que ainda dormia e cuidadosamente limpei o quarto de maneira bem rápida. Na cozinha eram visíveis as louças e panelas sujas do que não havia sobrado do raviolli que o mais velho havia feito para combinar com a bebida. Eu não sabia se eu teria sido babaca demais ao ponto de perdoar uma história que no fim das contas eu nem queria saber o que estava se passando, mas de uma coisa eu sabia... É difícil dizer não quando se tem quatro anos de casamento com uma pessoa que você convive todos os dias e que é a razão da sua felicidade.

Sem me importar muito, levando em consideração que teríamos o dia todo para arrumar aquilo, tomei uma ducha rápida para tirar a ressaca que o vinho me dava, mesmo que eu tomasse poucas doses e me vesti com uma calça de moletom cinza sem nada por baixo e uma camisa branca, nada como estar confortável o bastante em sua casa. Aproveitei que Kevin não havia acordado ainda e preparei seu café – daminha maneira dessa vez – suco de laranja, torradas e geleias eram o suficiente tanto para mim, quanto para ele.

Caminhei até nosso quarto e sentei na cama, observando-o por algum tempo, o jeito que ele dormia, mostrava para mim o verdadeiro Kevin que eu havia conhecido e que eu queria acreditar que era o mesmo nos dias atuais. Dei um breve sorriso e encostei uma de minhas mãos em sua cabeça, acariciando o local por segundos.

– Amor, acorda. – Falei sem surgir efeito nenhum no mesmo. – Acorda dorminhoco, fiz algo pra ti. – Terminei, beijando sua bochecha, fazendo com que naquele momento ele serrasse os olhos e apenas sussurrasse com sua voz rouca, um apenas “acordei”.

Voltei para sala, enquanto Kevin ainda estava acordando. Decidi que esperaria por ele, para tomarmos o café da manhã juntos, então sentei no sofá de qualquer forma e ligue a tv, procurando de canal em canal até achar algo que me interessasse. Era uma série policial, um pouco CSI misturada com Law & Order, não sabia ao certo, mas era algo que prendeu minha atenção até que ele aparecesse.

– Então... Vamos comer ou não? – Olhei para o mesmo, enquanto entrelaçava os dedos, esperando por uma resposta. Eu ainda sentia como se ele estivesse incomodado com toda aquela situação e quisesse me pedir desculpas, mas ele apenas não queria tocar naquele assunto de novo, e, muito menos eu. Por fim, ele assentiu com a cabeça e caminhamos até a cozinha, para fazer o dejejum.

– Sabe Patrick... – Ele iniciou enquanto eu colocava o suco de laranja em um copo. – Eu vejo o quanto você trabalha, e, apesar de que eu trabalho bastante também, mas não chega nem perto da tua carga horária. Eu sinto que precisamos de um tempo para nós. Por isso, eu tomei a liberdade de comprar duas passagens para Orlando nesse final de semana. Acho que vai ser bom para ambos e para tirar o estresse cotidiano. Não quero que fique bravo que eu tomei essa decisão sem te avisar, só quero que aceite e venha comigo. –

Confesso que essa notícia, proferida por ele, teria me pego de surpresa. Eu, por algum momento, não sabia o que dizer então o silêncio se formou por algum tempo, que eu tinha a plena certeza que levou minutos. Beberiquei um pouco do suco e por fim, posicionei o copo sobre a mesa.

– Poxa, Kevin. – Falei enquanto criava coragem para olhar diretamente em seus olhos castanhos. – Você sabe que não posso largar a empresa, não agora. Sem falar que... – Peguei as passagens de sua mão, verificando a data do voo. – É nessa Segunda, sabe... Não estou pronto para ir em uma viagem, não agora. –

– Tudo bem, eu podia ter imaginado. – Ele jogou de qualquer forma as passagens sobre a mesa e sem terminar de comer, retirou-se do local, caminhando até a sala, onde, deitou-se no sofá e ficou mexendo no seu iPhone. Cada vez que ele pegava naquele maldito celular, era uma desconfiança que tomava conta do meu corpo, fazendo com que eu não agisse e pensasse devidamente. Digo, ele podia estar falando com o cara que eu nem conseguia proferir o nome. Talvez ele tivesse razão, eu pensava no trabalho demais e como ser o melhor, e acabava perdendo os melhores momentos da vida, cujo só vivemos uma vez.

Sem pensar muito, caminhei até ficar próximo o bastante dele e me agachei, olhando em seus olhos.

– Eu aceito. Desculpa, eu aceito sim. Eu posso passar o controle da empresa para o vice-presidente e partimos na próxima Segunda, como planejou.

Um sorriso formou-se em seus lábios, fazendo com que ele largasse do celular e me abraçasse forte.

– Eu te amo, eu te amo pra caralho! – Ele falou, ainda me abraçando. Tive a oportunidade de olhar para seu celular, que agora estava jogado no sofá e para meu alívio, ele estava apenas jogando um jogo qualquer.

– Eu também te amo, Kevin. – Falei, respirando um pouco mais aliviado.

O tempo passou rápido naquele dia. Alternamos entre procurar as melhores roupas no closed para a viagem e assistir alguns filmes na netflix. Logo mais era Domingo, e só faltaria um dia para nossa viagem.

Ao anoitecer, a campainha toca, soando por todo o acampamento, fazendo com que Kevin fosse abrir a porta. Para minha surpresa eram Dom, Doris e Algustin, com algumas garrafas de bebida na mão, claro. Não demorou muito para que eles entrassem e se esparramassem no sofá, como de costume. Mais cedo eu havia contado ao Dom, sobre a viagem, por mensagem. Ao certo ele devia ter dito aos demais, que quiseram aparecer de surpresa – boa por sinal – aqui em casa para ver de perto como tudo estava funcionando.

Ficamos horas e horas bebendo uma vodka de marca duvidosa e jogando Just Dance, afinal, tinha jeito melhor de passar o Sábado a noite em casa? Apesar de serem meus amigos, Kevin não se importava com a presença deles em minha vida, e nem tinha o direito. Ele sabia como cada um dali significava bastante para mim, era como se sem eles, eu não fosse eu mesmo. Eles me colocavam no chão, quando eu precisava – o que era na maioria das vezes.

Dançamos o suficiente para que todos ficassem suados em uma noite de temperatura considerada baixa. Paramos por um momento e nos jogamos no sofá, parecendo cinco crianças satisfeitas. Era tarde e Dom notou isso ao olhar a hora em seu relógio de pulso, fazendo com que ele e os demais se despedissem, não tardando a atravessar a porta, por mais que eu tivesse insistido para que todos ficassem e dormissem por aqui mesmo.

Espere o Kevin limpar toda a sala enquanto eu ficava soltando algumas brincadeiras para ele do tipo “escravo” e outras que uma pessoa um pouco alterada tem facilidade em criar. Ele por fim, deixou a sala como antes e partimos juntos ao chuveiro, para tomar banho.

Ambos tiramos a roupa ainda na sala e caminhamos até o box do banheiro, onde fechamos o mesmo e ligamos o chuveiro que derramava, de forma potente, uma grande quantidade de água.

– Sabe que a maioria das coisas que eu faço, eu faço por você, certo? Eu não faria questão de ter uma vida cheia de luxos ou mais que confortável, se eu não tivesse do teu lado. Sabe, Kevin... Eu tenho duas prioridades em minha vida, meus pais e você. E você sabe disso. Nada disso teria graça se eu não tivesse vocês aqui. –

Falei enquanto a agua percorria nossos corpos que agora estavam grudados um ao outro, Kevin sabia disso, porque eu fazia questão de lembra-lo todos os dias. Não como se eu tivesse cobrando algo ou passando na cara, mas era meu jeito de fala-lo o quanto ele era importante em minha vida e o quanto eu o amava.

Sem deixar que ele falasse alguma coisa, segurei com firmeza a cintura do mesmo e direcionei meus lábios até o seu pescoço, alternando entre beijos e chupões. Empurrei o mais velho até a parede, fazendo com que suas costas fossem de encontro com o azulejo gelado da parede. Subi meus lábios até sua boca, onde finalmente nossos lábios puderam se encontrar, iniciando um beijo rápido e com bastante desejo. Explorei aquela boca com minha língua que vez ou outra entrelaçava com a do mesmo, fazendo com que entrasse em total sintonia.

Kevin então revidou a provocação, fazendo com que agora eu fosse de encontro a parede. Ele percorreu todo meu corpo com sua língua, até dar de cara com meu caralho que já estava pulsando e duro como ele sempre costumava deixar nessas horas. Sem hesitar, ainda me encarando, o mais velho segurou com uma das mãos, meu membro que pulsava e já começava a babar um pouco e iniciou um vai e vem, fazendo com que minha respiração ficasse um pouco ofegante. Sem se contentar com o vai e vem que ele mesmo alternava entre rápido e devagar, Kevin, aos poucos, colocou meu pau em sua boca, explorando com a língua e lábios, cada centímetro daquele membro que ele já estava acostumado em utilizar.

Ele sabia cada ponto fraco meu, o que me deixava bastante vulnerável. Com uma velocidade um pouco rápida, ele sugava insaciadamente meu pau, e me ver gemendo, era a deixa para que ele fizesse aquilo com mais vontade. Levei minhas mãos até suas costas, onde pude arranhá-las com força e pressionei com vontade, quando por fim, depositei jatos de porra em sua garganta, fazendo com que no final das contas, minhas pernas tremessem um pouco.

Terminamos o banho e por fim, fomos dormir ainda pelados. Já era Domingo de madrugada, e no outro dia pegaríamos um voo direto para Orlando, onde passaríamos uma semana inteira sendo adolescente outra vez.

Notas finais
Esperam que estejam gostando! Se tiver algo a dizer, por favor comentem! Vou ficar bastante feliz. Boa leitura e até o próximo capítulo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.