Notas iniciais
Bem gente, ai vai mais uma comunicação do Trevor pra vocês, espero que gostem! Comentários são bem vindos!

Aqui estou eu mais uma vez! Obrigado por dar sinal de vida, ainda bem que você leu minha primeira carta. É realmente muito melhor poder compartilhar informações com alguém em segurança...

Meu nome você já sabe, então vou tentar contar o mais brevemente possível, minha história pessoal de vida, espero que você não dê gargalhadas, mas é completamente irônica, trágica e engraçada até.

Tudo começou quando eu era apenas um recém-nascido, para muitos eu poderia ser apenas mais um bebê na gigantesca cidade de Nova York, mas acho que nem todos os bebês nascem em laboratórios de genética avançada. Eu não passava de um experimento que ganhou vida e que poderia, talvez, ser considerado como bem sucedido. Até a grande explosão... Ninguém sabe ao certo a causa da explosão, mas o resultado é que o laboratório inteiro foi aos ares com chamas e pessoas gritando e morrendo, foi um perfeito caos.

Pode ser que você esteja se perguntando como eu sobrevivi... Bem, ai é que entram os motivos por eu ter nascido em um laboratório. Eu não era uma criança comum, assim como 19 outros que estavam em processo de criação ou processo de observação e estudo. Certamente eu não lembro exatamente como aconteceu, mas eu sobrevivi. Às vezes eu ainda tenho vislumbres em sonhos com explosões do laboratório e pessoas gritando por todos os lados.

Não sabemos quantos tinham capacidade de fugir com a idade que tinham e também não sabemos ao certo quantos de nós existem atualmente. Mas nós fomos separados e enviados a diversos países e estados diferentes, para orfanatos.

Fui adotado aos oito meses por uma família no norte do Canadá, foi para onde me mandaram. A família Collins me adotou como um filho e cuidaram de mim, eu fui bem tratado, mas eu sempre fui... “deslocado” do meio familiar. O casal tinha outros dois filhos, Maggie e Sarah. Elas eram boas moças e eram musicistas muito boas, mesmo ainda jovens.

A família logo foi ficando um lugar relativamente desconfortável, eu não tirava notas baixas, não precisava estudar, meu cérebro trabalhava em uma velocidade fora do comum e logo minha mutação ia ficando a mostra. Só notei isso aos 12 anos, quando comecei a regular meus feitos, errava coisas de propósito e estudava mais, enquanto comecei a pesquisar secretamente sobre o que poderia estar acontecendo comigo.

Nenhuma doença, anomalia e muito menos solução médica. As pesquisas não tinham um sucesso fácil. Mas não desisti e decidi que encontraria uma cura para qualquer que fosse meu problema, se fosse um problema.

Após 2 anos de procura, consegui encontrar uma matéria que falava sobre o estudo de formação de “super-genes”. E graças a uma coincidência razoavelmente agradável, datava da época em que eu nasci. Logo depois, achei a matéria da explosão no laboratório, o que me deixou ainda mais curioso.

Conclui que se eu fosse um daqueles sobreviventes, eu precisava encontrar os outros, descobrir as respostas e começar a me proteger melhor, afinal... Quando os outros países imaginarem que há a possibilidade de haver crianças super habilidosas espalhadas pelo mundo, vão nos caçar e só terminarão quando conseguirem por as mãos em uma “Arma biológica” (BW – Biologic Weapon).

Eu precisava partir, seria a única forma de proteger bem a família Collins e a mim mesmo.

Essa decisão fora uma das mais difíceis de tomar até o momento, deixar aqueles que me deram tudo que eu precisava quando eu mais precisei não parecia agradável, mas era necessário. E assim o fiz, fugi de casa, uma bolsa com mudas de roupas e meu canivete de estimação eram meus companheiros de viagem.

Havia um pequeno (enorme) problema, eu não sabia por onde começar, então decidi começar pelo começo. Minha viagem até Nova York era essencial para minha busca, por incrível que pareça, consegui chegar lá sem problemas, pelo visto o cartão de crédito que furtara do meu pai adotivo havia funcionado de uma forma sensacional.

Chegando ao local onde era o laboratório, que fica em um lugar dentro da área privada de uma empresa especializada em genética e criação de compostos químicos a base de animais. Os escombros da explosão permaneceram no mesmo lugar, exceto os corpos, pois precisavam ser removidos.

De certo modo eu me sentia atraído por aquele lugar, um tipo de “Deja vu” que fazia meu estômago embrulhar. A sensação era muito estranha e familiar, isso só me dá mais certeza de que eu sou um daqueles sobreviventes, e então as duvidas surgem como socos no estômago.

“Por que eu?”

“Como eu sobrevivi? Sou só... Eu!”

Todas essas dúvidas me deixam tonto, e por um segundo, acho que vi uma alucinação, mas poderia jurar que algo atrás dos escombros havia se mexido. Pisco os olhos com força e tento afastar o pensamento, suspeito do sol, afinal são três da tarde e o sol faz meus braços arder.

Porém, algo me tira de meus pensamentos, sinto um tremor na terra que me faz recorrer a um pedaço de pedra relativamente grande para me manter em pé. Não é comum o acontecimento de terremotos em Nova York e isso é completamente estranho, o tremor só aumenta e estou completamente apavorado, nunca havia corrido risco desse modo e não tenho idéia do que fazer, mas minhas pernas só começam a tremer quando o tremor para e meus olhos focam o que eu não quero ver. Sinto meus olhos prestes a pular do rosto e o sangue que costumava circular no meu rosto possivelmente me abandonou por completo, sinto que estou prestes a entrar em colapso com a imagem a minha frente.

Notas finais
Gostaram? Odiaram? Aceito criticas! :P