BELA??? Adormecida
2 Capítulo 1 - A Maldição
Notas iniciais
Depois do ocorrido no nascimento da princesa, os anos se passaram com relativa tranquilidade. O rei e a rainha tiveram mais três filhas nos três anos seguintes, seus nomes, respectivamente, Isabella, Cindy e Branca; e a princesa Auristela cresceu muito bonita e feliz.
No aniversário de 16 anos da princesa, o rei deu uma ordem para que todo o reino se preparasse para dormir, depois ele mesmo e a rainha foram para o seu quarto, deixando a princesa Auristela sob os cuidados da terceira fada.
— Olá, querida! – disse a fada para a princesa.
— Olá!
— Suponho que seus pais tenham lhe explicado o motivo do que vai acontecer hoje!
A princesa assentiu.
— Bem, – disse a fada – então só me resta lhe explicar o que vai acontecer! Eu vou carregar você até uma torre encantada preparada especialmente para este dia, uma vez lá você deverá deitar-se e espetar o dedo no fuso que lá se encontra. Depois que você e o reino dormirem, eu vou lançar alguns feitiços de proteção e levarei as suas irmãs para lugares estratégicos, onde elas poderão ajudar o príncipe a encontrar você quando a hora chegar!
Auristela olhou para a fada com um olhar preocupado.
— Vai ficar tudo bem com elas? – perguntou a princesa.
— Sim, minha querida! – afirmou à fada – Eu e minhas irmãs também estaremos prontas para ajudar no que for necessário!
A princesa suspirou pesadamente e olhou para baixo.
Coitadinha, parece tão infeliz!— pensou a fada.
— Então vamos? – perguntou.
— Sim – respondeu baixinho a princesa.
Tendo dito isso, a fada pegou a princesa pelos braços e levantou voo. A princesa olhou para baixo durante todo o caminho até a torre, admirando a maravilhosa vista aérea do reino de Miridell.
Durante o voo, a fada se perguntou o que a princesa Auristela estava pensando. Segundo seus pais, Auristela era uma menina quieta e obediente; mas a fada sabia que muitas vezes pessoas quietas e obedientes não estão exatamente felizes. Ela duvidava especialmente que alguém na situação da princesa pudesse estar feliz, ela tinha sido amaldiçoada no dia de seu nascimento, estava noiva de um príncipe que nunca havia visto, e agora este mesmo príncipe deveria salva-la da maldição passando por uma série de testes que provariam se ele era digno da princesa.
A fada olhou para a princesa Auristela, agora, neste exato momento, voando pelos céus de Miridell, a princesa parecia quase feliz. Isso fez Morgy, a fada, sorrir.
A torre era um lugar mágico no topo de uma montanha, criado em um tempo ancestral para proteger a rainha das fadas. Algumas centenas de anos atrás, esta torre havia sido a prisão de Rapunzel, antepassada da princesa Auristela, agora esta mesma torre iria mantê-la segura.
— Morgy! – chamou a princesa, olhando para o precipício que sobrevoavam.
— Sim?
— Como o príncipe vai passar por este lugar? – perguntou preocupada.
— Não se preocupe com isso, minha querida! Ele vai dar um jeito!
A princesa não pareceu convencida, mas Morgy teve que deixar isso de lado já que estavam se aproximando da torre.
A fada entrou com a princesa pela janela mais alta da construção, onde um pequeno quarto havia sido preparado.
Auristela suspirou novamente, parecendo triste. Tentando animar a garota, Morgy disse:
— Não há necessidade de se preocupar! Pense que você nem vai notar o tempo que passar enquanto estiver dormindo e quando acordar, você poderá se casar com o seu príncipe encantado e viver feliz para sempre.
Então a princesa, que parecia ingênua e insegura, olhou para a fada com um olhar sério e falou em um tom firme:
— A vida não é como nos contos de fada, Morgy. Não existe “felizes para sempre”.
A fada se assustou com essa mudança repentina de atmosfera e cambaleou para trás, assustada com uma resposta tão dura de alguém que parecia tão doce. Pela primeira vez Morgy estava considerando o que vida já tinha mostrado a pequena princesa, mas agora não era o momento para perguntar, quanto mais demorassem pior seria e a princesa precisava espetar o dedo e dormir.
A princesa sentou-se na cama.
— Por favor, cuide das minhas irmãs! – disse, enquanto deitava.
Morgy pegou o fuso e foi na direção da princesa. Esta ergueu a mão levemente e fechou os lindos olhos azuis.
— Durma bem princesa! – disse a fada enquanto se aproximava.
No momento em que o fuso perfurou o dedo da princesa, ela adormeceu e junto com ela todo o reino.
Depois que a princesa adormeceu, Morgy fez um curativo em seu dedo e arrumou seus braços sobre a barriga e, após uma rápida inspeção para ver se não havia esquecido nada, a fada voou para fora da torre.
— Grew falakes onotóri zinious— no momento que Morgy lançou o feitiço de barreira, uma floresta de espinhos e plantas venenosas cresceu um torno de todo o reino de Miridell.
— DRAGGIRION!!! – chamou a fada.
Uma grande serpente alada vermelha veio voando do horizonte, das terras ao longe.
— Draggirion, proteja esta torre e este reino como for necessário! – disse Morgy a serpente.
A grande criatura mexeu com a cabeça afirmativamente e enrolou-se na torre de maneira a protegê-la de qualquer ameaça externa.
Tendo confiado à segurança do reino ao dragão, a fada voou para longe, levando as três irmãs de Auristela com ela.
Fale com o autor