B + B
2 Seu outro lado
Notas iniciais
Pv. Buttercup
[Depois da luta]
– (Suspirou) Você não é tão ruim, como eu pensava – Estava de joelhos, e olhou para mim.
– Idiota – Esnobei.
Ele se levantou e se aproximou, já estava esperando coisas pervertidas dele, mas ele só estendeu a mão.
– Você acha que eu vou cair nessa de novo? – Perguntei quase rindo.
– Não, só queria saber se ainda esta com raiva de mim – Sorrio.
A gente discutiu, lutou e ele ainda pergunta se ainda estou com raiva? Ele tem vários parafusos a menos na cabeça, com certeza. Levantei-me sozinha e dei um aviso.
– Eu não quero ver sua cara idiota novamente – Falei firme.
– Que pena, porque eu vou continuar a insistir – Novamente aquele maldito sorriso – Mas não se preocupe, eu disse que estou apaixonado e não que estou amando, tem diferença nessas palavras, e no caso da paixão eu gosto de me diverti – Deu um sorriso malicioso.
– Quem você pensa que é pra falar essas coisas? – Não gostava do tom que ele falava.
– O professor de Educação Física? – Respondeu.
– Não esperava esse tipo de resposta – Fiquei com cara de idiota.
– Assim, eu sou Butch – Familiar esse nome, mas eu não me importo – E a sua “Dona”?
– Eu não sou “dona”, sou Buttercup – Queria poder bater bem na fuça dele, mas ele tem uma boa visão, ia desviar com facilidade.
– Então desculpe docinho, eu n- Interrompe.
– Não me chame de docinho! – Eu odeio quando me chamam por esse nome.
– Mas a tradução de seu nome é isto – Eu sabia, mas eu preferia que me chamassem pelo nome e não pela tradução, ele começou a rir do nada.
– Por que esta rindo?! — O questionei.
– Porque você não sábia hahahaha!– Ele não parava de rir grosseiramente.
– É lógico que eu sabia! Pare de rir! –Droga já estava ficando envergonhada.
– Então por que está vermelha? – Ainda rindo.
– Ho-hora é por que... Porque eu quero! – Sou idiota.
– Tá ok, vou deixar passar essa – Ele estava rindo da minha cara – Ei, se apresse o próximo tempo é seu – Ele disse com um sorriso encantador que me fez ficar vermelha.
– A-ah! Ta bom... – Disse baixando a minha voz e escondendo meu rosto totalmente vermelho.
Ele pegou suas coisas e saiu da quadra, então eu me pergunto o que será que ele ganha me irritando? Droga! Se ao menos eu não tivesse o conhecido. Bateu o segundo tempo e já era o terceiro, nossa passamos dois tempos lutando era muito tempo, então fiquei esperando as garotas chegarem. Era o meu primeiro dia como professora eu não sábia como me comporta como uma, fiquei pensando de uma forma em que elas podiam se diverti, então foi ai que tive uma ideia.
– Bom dia, eu sou a professora Buttercup, e queria conhecer vocês melhores então diga seu nome e seu esporte favorito – Me apresentei com o maior entusiasmo.
Depois que as alunas se apresentaram e falaram seus esportes favoritos eu disse em seguida.
– Tudo bem, vou dizer meu esporte favorito, é o futebol, eu amo e prático todo dia.
Algumas garotas acharam estranho eu gostar de esporte masculino, mas depois compreenderam, em seguida decidimos o esporte em íamos começar, escolhemos queimada, um esporte que exige velocidade e força, e é claro, parceria. Jogamos normalmente, mas eu me senti incomodada, é como se alguém estive se me espiando, quando olhei para entrada do ginásio, eu percebi que era ele, aquele maldito mesmo assim me desconcentrei era normal isso no primeiro dia, os professores passam pra ver se estão dando aula direitinho. Acabou a aula, e todas as alunas retornaram para suas salas, quando a ultima aluna saio ele entrou.
– Nossa pra um primeiro dia você ate que não foi mal – Ele se aproximava bem devagar, e ainda com aquele sorriso irritante dele.
– Você achava que eu era uma daquelas professoras que ficam nervosas no primeiro dia de aula? Que pena, eu não uma delas – Fui muito sarcástica.
– Sim, e alias o seu sorriso é lindo – Sorrio maliciosamente.
–... – Estava vermelha – Assim, queria saber por que estava me observando? achei que isso era trabalho dos supervisores – Quero ver ele me responder essa.
– Por que você é diferente dos outros e só queria saber como é o seu outro lado – Deu um sorriso carente, e parei pra pensar.
– Meu outro lado? – Perguntei.
– Sim, o seu lado menos agressivo, mais carinhoso e bondoso – Ele estava andando em volta de mim, me observando de baixo pra cima e de cima pra baixo.
– Eu não sou tão carinhosa quanto você pensa – Dei um passo pra tráz.
– Tem certeza, então me diz quem foi à professora que deu aula pras garotas sem nenhuma briga, gritaria ou qualquer outro desentendimento? – Estava andando em minha direção, mas parou quando terminou de falar.
– Só sei que é a pessoa que você não vai conhecer – Eu fui muito direta, quase que eu sentia pena.
– Hora... Da uma chance pra mim, não serei mais o cabeça quente que você esbarrou sem querer na calçada – Ele fala como se eu fosse cair na sua conversa ou como se ele tenha mudado.
– Hum... Vou pensar no seu caso – Falei com dureza e saindo da quadra, mas quando me virei ele deu um abraço por tráz.
– Obrigada... – Falou bem próximo ao meu ouvido e diminuindo a voz.
– HENTAI! – Me virei e dei um tapa nele (novamente), e sai correndo com a minha bolsa.
Eu não sei quais eram as intenções dele, mas eu sei que depois dessa eu não o perdou. Entrei na sala dos professores e encontrei Bubbles, ela estava chorando e tentando esconder suas lágrimas dos outros professores.
– Bubbles! O que houve? – Estava me sentindo como irmã mais velha.
– Nada Buttercup, é só um cisco no olho – Tentou limpar as lágrimas, mas mesmo assim ainda chorava.
– Não minta pra mim Bubbles, eu sei que você tem um motivo – Fui direta.
– To bom – Ainda chorando – Eu estava saindo da sala dos alunos quando de repente, me esbarro com um dos professores, eu não sei qual era a matéria dele só sei que ele deu um sorriso malicioso pra mim e percebi que ele estava com mais intenções.
– É por isso? – Perguntei petrificada.
– Sim – Afirmou.
– ... – Fiquei calada por um estante – Era só isso, e você chora? Nossa você é muito sensível [autora: Lógico se trata de lindinha] – Fiquei sentada a cadeira ao lado dela aliviada, pensava que era coisas mais graves.
– Buttercup, não fala de mim desse jeito! – Ela gritou comigo.
– Ok, se acalme eu apenas a descrevi – Complementei.
– Mas não precisava – Respondeu.
–Ta bom, então eu vou descobrir qual era o professor e então chamo ele pra esclarecer tudo, então você fica mais calma sobre isso? – Tentei ser madura nesse caso.
– Sim! Obriga Docinho! – Me abraçou.
– Ei! Eu já falei pra não me chamar assim! Me solta! – Gritava na sala dos professores tentando tira-la do meu corpo. Depois de um tempo ela me soltou e se sentou de volta, então perguntei como era aparência dele.
– Bom, ele é loiro, tem olhos azuis, é um pouco alto e estava usando um terno de cor azul escura – Deu poucas características mas da pra encontrar.
– Ok eu vou dar uma saidinha e vou ver quem é a pessoa – Eu sai meio com um sorriso falso. Quando sai o professor de Educação Física aparece, sempre nos péssimos momentos.
– Oi querida – Ele se aproximou de mim com um sorriso simpático.
– Eu não sou sua querida! – Respondi de uma forma que me acalmou.
– A não fala assim, agora que eu ia apresentar você para os meus irmãos – Ele disse com uma cara de decepcionado falsa. Um homem alto, de cabelos ruivos e longos, vestindo um jaleco, com os olhos como a chamas aparece de tráz dele.
– Oi donzela, eu sou Brick – Ele pegou minha mão e a beijou, isso foi estranho, mas de uma certa forma ele é mais carinhoso do que o Butch.
– Eu sou Buttercup – Fiquei vermelha em seguida, quando soltou minha mão ele me observava, fiquei com um pouco de medo porque talvez ele seja pervertido igualzinho o irmão.
–... – O Butch ficou observando do jeito que olhei pro Brick, e depois ficou com raiva do jeito que o Brick me olhava – Docinho, este é Boomer – Tentou me distrair, mas conseguiu. Butch deu espaço pro irmão dele passar, quando vi o Boomer eu percebi que ele batia com as características do homem que Bubbles tinha descrevido.
– Oi eu sou o Boomer, muito prazer senhorita – Ele falou gentilmente.
– Oi Boomer, sou Buttercup o prazer é todo meu – Fui gentil no começo, mas depois queria saber se era verdade – Me responde uma coisinha Boomer, você por acaso esbarrou com uma professora?
– Sim, porque? – Confuso.
– É porque ela me contou que você tem mais intenções sobre ela – Falei meio que travando nas palavras.
– AAhh! Nossa me desculpa eu não queria... Me desculpe – Ele ficou constrangido, me senti meio péssima também por te dito na frente dos irmãos dele, mas são homens vão entender. Quando todos se apresentaram eu fiz sinal de tchau e fui saindo, foi quando o Butch veio em minha direção.
– Ei! Docinho, me espera! – Eu não tava muito longe e mesmo assim ele gritou.
– Ai! Quantas vezes eu tenho que dizer, o meu nome é Buttercup – Vou estar num ponto em que ele não aquentará minha raiva .
– Foi mal, é que você realmente é um docinho – Deu um sorriso simpático, mesmo assim parecia que ele queria sorrir malicioso – Mas então, quer sair pra um encontro?
– O quê?! Você sabe que eu te odeio né? – Fiquei séria depois dessa pergunta idiota.
– Sei e é por isso que estou lhe convidando, é só pra gente se conhecer e talvez você possa se torna a minha colega de trabalho – Fez sinal de positivo nas mãos, e um sorriso encantador.
– Hum... Ta só uma chance de poder se aproximar, mas não muito – Falei assustada com os pensamentos dele.
– Legal, te vejo no sábado as 7:00 da tarde, no parque central ok? – Ele tava muito feliz.
– Ok – Eu falei meio insegura da minha decisão.
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