Notas iniciais
Me desculpe pela demora, não foi falta de temo, foi falta de inspiração mesmo. Mas aqui está, espero que gostem.

– Clara! — Gritava Josh pelas cavernas, com o seu eco se espalhando por todas as direções. Ele corria pela terceira entrada pela quarta vez. Mas nada.

– Claaaaaara! — Gritou mais uma vez, sua voz embargada. Parou em meio a um abismo, era onde a caverna terminava, ou pelo menos o que ele podia ver com a tocha — Clara — disse em um sussurro em meio as lagrima.

– Josh — escutou um sussurro mínimo como resposta. O homem se sobressaltou. Com a visão dificultada pelas lágrimas vasculhou a escuridão, deu outro grito, mas nenhuma resposta. Concluiu então que a voz era apenas a sua mente.

– Josh — ele deu um pulo e se Elizabeth não o tivesse segurado ele teria caído no abismo — toma cuidado.

– Ela sumiu — gritou Josh — e eu não pude fazer nada, eu sei que eu deveria ter tomado cuidado — Lis estava de cabeça baixa e não disse nada — você acha que eu não sei que ela sumiu por minha culpa, onde será que ela está? Por quê estamos aqui? Eu quero sair dessa prisão? Por quê eu não posso?

Josh geralmente utilizava poucas palavras, mas naquele momento ele tinha perdido a cabeça. Alguém querido havia sumido bem diante dos seus olhos. Ele apenas piscou e Clara não estava mais lá. Não suportando o fardo em suas costas ele caiu sobre os joelhos e sussurrou uma ultima vez — Clara.

Ele sentiu duas mãos levantando o seu rosto, a tocha no chão lançava uma luz estranha nos olhos de Elizabeth, mas era possível ver os olhos marejados, mas era como se as lágrimas não saíssem. Josh analisou cada centímetro dos rosto dela, até ela o abraçar forte.

– Não é sua culpa, foi uma escolha dela — disse Lis.

– O que você quer dizer? -disse Josh sem expressão na voz.

– Nós — ela parecia exitar ao dizer — nós... nós estamos mortos.

Essa foi a ultima coisa que Josh escutou antes de desmaiar no colo de Lis.

– O que aconteceu? — Perguntou Chelsea quando avistou Elizabeth carregando Josh pelos ombros -outra lembrança? — a sua voz era baixa e firme, completamente neutras, mas o que sua voz escondia seus olhos demonstravam, muita preocupação. Até mesmo Nick estava sem seu costumeiro sorriso.

– Ele desmaiou com o amontoado de coisas que aconteceu — disse Elizabeth calma, como se explicasse a uma criança.

Eles ficaram ali, sentados na areis quente vendo o degradê do céu.

A garota de cabelos ruivos, longos e presos em uma trança estava sentada em uma cadeira de espera com algumas pessoas passando por ali. O corredor era estreito e mal iluminado dando uma aparência fúnebre.

Um homem alto de cabelos negros desgrenhados andava de um lado para o outro enquanto a menina acompanhava seu olhar e fazia um origami com guardanapos. O home parecia nervoso, feliz, preocupado, e ansioso. Então uma enfermeira apareceu.

– Sr. Raimann — chamou, o home parou e a fitou, a menina seguiu seu olhar, esperançosa e animada — sua filha nasceu...

– minha filha — ele disse em meio a lagrimas de alegria, Chelsea correu para ele e o abraçou com muita força e alegria, ele beijou a testa da menina que completava 6 anos de idade — sua irmã nasceu no mesmo dia que você filha.

– O melhor presente da minha vida — disse Chelsea enquanto era jogada para o alto pelo pai. Mas esse percebeu o semblante sério da enfermeira e cessou as comemorações.

– Sinto informar, mas o parto fora complicado e sua esposa não resistiu — disse a mulher friamente.

O homem não disse nada, apenas ficou parado fitando a enfermeira. Já a menininha arregalava os olhos como se esse quisessem sair das órbitas. Ela gritou e começou a chorar, enquanto o homem apenas fitava a enfermeira e aos poucos, avida presente em seu olhar e ficando cinza e escura. Aquela não só o dia em que Chelsea perdera a mãe, ela acabara de perder o pai também.

Lágrimas irromperam dos olhos da ruiva e então ela desmaiou.

– Chelsea? — Chamou Nick que estava do seu lado. O três acordados se puseram ao redor da ruiva — ela deve ter tido uma lembrança — falou Nick secando uma lágrima do rosto da ruiva sem se tocar de que estava sendo observado. Ele mordiscou os lábios inferiores enquanto ajeitava a ruiva em uma posição mais confortável, lançou um olhar a Lis que com certeza Sugar percebeu.

– O que vocês dois estão escondendo — disse ela. Sugar. O Turbilhão chamado Sugar Marie McCoy, ela sentia vontade de rir. É de rir. Estava completamente ferrada, sem memórias, com vontade de beber alguma coisa, seus amigos estava desmaiados e uma estava desaparecida, a situação era tão alarmante que quando percebeu ter algo mais sentiu uma imensa vontade de rir, novamente estava errada ao pensar que nada poderia piorar.

As palavras ditas entre os olhares de Lis e Nick eram completamente desconhecidas para a rosada, isso só aumentou a sua ironia externa e uma ligeira irritação.

– Nós escondemos algo de vocês — disse Nick calmo, sem nenhum sorriso triste nem nada. Ela não aguentou, soltou uma gargalhada e recebeu olhares espantados por isso.

– Já estamos completamente ferrados, o que mais pode me dizer — disse em tom de ironia — por acaso estamos mortos?!

Nick e Lis apenas a fitaram com alguma coisa nos olhos que ela simplesmente não quis identificar.

– não — disse ela rindo — isso não pode ser verdade, não mesmo — ela se levantou e olhou ao redor, uma sensação estranha lhe percorreu o abdome e a bile se fez presente em seu paladar. Ela engoliu o vomito e fitou os dois amigos — que merda é essa — estava com muita raiva — não podemos estar mortos, quer dizer que é isso? é isso que todo mundo questiona? Um lugar estranho, sem memórias com pessoas estranhas e presos no nada? Isso aqui é uma espécie de purgatório por acaso?

– Purgatório teve data, hora e local de criação — disse Elizabeth o que fez os outros dois a olharem incrédulos — que foi?

– Eu vou ignorar isso — disse Sugar para Lis.

– Eu sei que parece estranho, mas eu me lembrei do dia em que morri — disse Nick — essa foi a minha lembrança, é a única coisa concreta que sei sobre mim.

– E se Nick morreu e veio parar aqui da mesma forma e condições que a gente... — Elizabeth não precisou terminar para Sugar entender.

A rosada sentou no chão bruscamente, fitou o mar e começou a rir sem graça.

– Estou com vontade de falar palavrões — foi a única coisa que disse após um tempo.

– Então é realmente verdade — todos pularam ao escutar Josh — mas se nós morremos e isso é o pós-morte, onde Clara foi?

– paraíso? — perguntou Chelsea.

– Desde quando vocês estão acordados? — perguntou Nick.

– escutei você falando da sua lembrança, um pouco antes daquilo — disse a ruiva.

– Eu estou acordado a horas — disse Josh.

– Então é isso — disse Chelsea — morremos e aqui estamos. Eu tenho uma ideia do que aconteceu com a Clara — quando viu que tinha a atenção de todos falou — acho que ela concluiu o que vinha fazer aqui e voltou para o mundo.

– Eu também — disse Nick.

– Só espero que esteja bem — sussurrou Josh, sem querer Elizabeth ouviu e por impulso apertou a sua mão e sorriu para ele. "Vai estar" moveu os lábios, o que fez o moreno sorrir.

– Chelsea, você tem estrelas na nuca — disse Nick tirando alguns fios de cabelos da nuca de Chelsea — assim como Clara tinha a lua e Lis o sol.

– Mas eu tenho a cobra no meu braço — disse Chelsea.

– Se você três possuem então o resto também deve ter — falou Josh e imediatamente tirou a camisa, no que o fez deixou a mostra um livro no seu ombro esquerdo. O livro tinha folhas soltas que caiam em uma poça de liquido negro, provavelmente tinta, na capa havia uma rasgo, como feitos por um felino — engraçado, esse símbolo...

– Significa o que? — perguntou Chelsea.

– É como se foce um sacrilégio à sabedoria — disse Josh se encolhendo para tentar enxergar melhor — é como se desejassem a sabedoria, mas a ameaçasse — disse ele com a testa franzida.

– O que o sol quer dizer? — perguntou Lis.

– Fertilidade — disse Josh e pela primeira vez depois do acontecido sorrira pra valer, na verdade tentou não rir da cara de Elizabeth que lhe deu um belo tapa na marca — mas também renascimento, segunda chance.

Chelsea ia começar a falar quando Josh a interrompeu — estrelas significa brilho próprio e independência e a cobra pode ser veneno ou sabedoria, esperteza.

– Você é bom com simbolismos — disse sugar.

– é, achoque sou — disse ele confiante e então o brilho em seus olhos se apagou — a lua era representação das maldições e da pureza, também da magia.

– Caiu como uma pena para ela, não — disse Chelsea com a mesma melancolia de Josh.

– Certo — disse Sugar — não acredito que vou fazer isso, mas tudo bem — ela então, muito corada, tirou a blusa, estava usando um tope por baixo, mas mostra a barriga para os garotos era estranho.

– Uma cruz?! — Exclamou Elizabeth, se dobrando um pouco Sugar conseguiu ver a cruz em suas costelas.

– Tatto encontrada, agora... — ela pôs a blusa de volta e fitou Josh em busca de alguma explicação.

– A cruz significa viada — disse Elizabeth para a surpresa de todos — o cristianismo copiou do Egito antigo.

– Lis, você é meio anti-cristo — disse Josh com calma.

– Não é isso — disse ela — acho que escutei essas história em algum lugar, não sei onde, não tive nenhuma lembrança, diferente de vocês — estranhamente ela não demonstrava descontentamento.

– Agora é a sua vez de tirar a camisa, bonitão — brincou Chelsea com Nick, mas isso o fez corar. Corar mais do que ele desejava, de toda forma, ele tirou a camisa normalmente. Inicialmente não se viu nada — dá um viradinha — brincou Chelsea novamente, se distraindo um pouco com a timidez de Nick. O mesmo teve que virar de costa, muito constrangido. — Uma arvore.

– Yggdrasil — disseram Josh e Lis em uníssono.

– A arvore nódica?! — perguntou Nick — não entendi.

Nas costas de Nick, no ombro direito na verdade, descendo pelas costas estava o desenho de uma arvore muito diferente, visivelmente Yggdrasil.

– Yggdrasil era a arvore da vida na mitologia nórdica — disse Nick.

– Era de lá que tudo vinha, da árvore divina — disse Josh.

– Mas não tem muita lógica — disse Nick.

– Tem sim — falou Chelsea, ela era a mais próxima de Nick — é de você que parte das conclusões vêm e se é a arvore da vida e estamos mortos, talvez seja uma ligação.

Eles continuaram discutindo as marcas, mas nenhum chegou a uma conclusão do porque estarem ali. mas de uma coisa tinham certeza. Eles iriam descobrir como ir embora.

Notas finais
Eu queria agradecer a Capitain Maia pela mensagem, ela me recomendou uma história ótima chamada Huters, tentem ler mesmo que as vagas tem sido encerradas, vão gostar! A pergunta da vez é mais um pedido, qual história de sua autoria me recomendariam? Peço que seja original, talvez eu não conheça a categoria. Então até os comentários. Ps.: eu fiz um blog com os registros sobre o Nyah!, dêm um olhadinha: http://cascadesorvetenyah.blogspot.com.br/