Notas iniciais
eu vou colocar esse capítulo em terceira pessoa, aí você me dizem qual narração fica melhor O.k.

Assim que Sugar acordou, foram para a caverna que Josh encontrara. No caminho Elizabeth falava sem parar e perguntava a Josh coisas sobre fonte de água, a comida, como encontrou a Chelsea. Ela parecia não se incomodar com fodo do homem falar apenas o necessário.

Assim que adentraram a caverna foram se sentar junto aos outros. Nick estava sorrindo, acompanhado de Chelsea que tentava acalmar Clara, essa fazia um bico que a deixava muito lindinha. Sugar poderia até ter observado o que eles diziam, mas ele estava lá. Quente, vibrante, sorrateiro, perigoso e lindo. O fogo. A fogueira estava próxima do grupo e como uma reação estranha, o corpo da de cabelos róseos parou. Ela ficou ali, a mais de um metro de distancia daquelas pessoas desconhecidas, apenas observando o tão atraente e repulsivo fogo. Não sabia dizer porque suas mão suavam, não sabia dizer porque seu corpo parara... Não era medo, era apenas uma sensação de familiaridade.

– Você está bem? — Sugar nem percebera que Elizabeth não havia se juntado ao grupo perto da fogueira.

– Sim — disse a rosada um pouco exitante.

– Não está — disse Elizabeth, o que fez com que Sugar a fitasse — você não está bem, sua voz diz isso, sua expressão é neutra, mas sua voz está um porco pesada de mais.

– Agora é balança de voz, é? — Retrucou.

– Não, mas sua amiga — disse ela sorrindo — vem vamos nos sentar, aqui é frio, vai adoecer. Não precisa ficar muito perto do fogo, só na área de luz.

Elizabeth a guiou e sentou-se ao lado dela em uma região mais afastada da fogueira. Os outros se aproximaram mais e com isso fizeram uma roda.

– E agora? — Perguntou Clarinha — vai vim mais alguém?

– Eu não sei — disse Elizabeth colocando os cabelos escuros atrás da orelha — mas tenho o sentimento de que não. E também acho que essa não é a pergunta certa para a ocasião.

– A pergunta seria "O que estamos fazendo aqui?" — disse Chelsea, seu olhar demonstrava preocupação e também desconfiança.

– Eu fique me perguntando isso desde o dia em que cheguei -falou Josh, a cabeça dele ainda tentava decifrar a lembrança, mas pela primeira vez naquele lugar, ele não havia tirado uma conclusão precipitada.

Chelsea pensava em como desconfiava dos amigos, aquela ligeira sensação de que tinha algo que a faria mal no que ela comece. Era horrível. Involuntariamente, enquanto pesava, dava leves soquinhos no chão. Nick observou isso.

– Vamos ser sinceros — o silencio fora quebrado por Clara — talvez se disséssemos tudo o que sabemos a respeito dessa terra...

– Já fizemos isso — disse Elizabeth.

– Sim, sobre o buraco, a água e tudo mais — disse Clara — mas não sobre nós. Eu particularmente não gosto de falar sobre isso, mas pode ajudar.

Todos se entreolharam.

– Clara, você é mais inteligente do que eu — disse Elizabeth e todos deram uma leve risadinha, bem de leve, como um sopro, depois voltaram a fitar o chão — certo, e como você se sente estando aqui? — perguntou a morena para a menor. Todos levantaram a cabeça para olhar a cena. Clara estava de frente para Elizabeth, com Nick a sua direita e Chelsea a sua esquerda, ambos a olhavam, o que a fez fitar o chão por breves minutos e então começar a falar.

– A primeira coisa que eu senti foi medo — começou — não que eu sinta muito isso, mas depois acabou. Aí eu vi você e bem... Vocês sabem o que aconteceu. Elizabeth... — todos sorriram do jeito bravo que menor falou — Então eu fiquei com raiva de ser tratada como uma criancinha fofa — Sugar riu um pouco, mas parou, se bem que ela estava rido mais de tédio do que de diversão — aí viemos pra cá. Comemos, eles ficaram se entreolhando e me deixaram no vácuo — Nick corou um pouco com isso, mas continuou olhando para Clara e sorrindo, como se nem tivesse escutado, já Chelsea, passou a fitar o chão e roer as unhas — em seguida eles ficaram rindo de mim, mas começaram a me tratar como gente grande, ficamos conversando e vocês chegaram. Mas...

– Mas... — Elizabeth disse, batucando as mãos no chão fazendo um leve barulhinho.

– Mas em nenhum momento deixei de me sentir observada, perseguida, isso me deixa com raiva e lá no fundo com um pouquinho, mas pouquinho mesmo, de medo — ela disse rápido e com os olhos fechados, como se não quisesse que escutassem isso. Mesmo uma criança sabia o que era auto exposição, e fora o que Clara havia feito, se exposto para que o resto seguisse seu exemplo.

– E-eu — começou de Chelsea ainda fitando o chão, só que dessa vez voltara a dar os soquinhos no mesmo — eu tenho uma sensação estranha na hora em que vou comer, é como se estivesse algo errado na comida...

– Sabor de ferro? — Chutou Sugar. Elizabeth deu uma leve cutucada nela, como se dissesse: "não interrompe".

– Não, algo de errado mesmo, como se eu não confiasse na comida que você me dão e nem em vocês, mas eu confio, só que lá no fundo eu tenho que fazer um esforço para isso.

– Eu busco algo — começou Josh — como se alguém tivesse fugido de mim... Minha irmã, ou pelo menos o pequeno trecho que eu lembro dela, me amou muito, mas tenho a sensação de que eu busco por ela. Quando eu conheci vocês, eu analisei os rostos de cada um, esperando que focem alguém, alguém por quem procuro... — Ele suspirou como se foce continuar, mas resolveu se calar. Aquela conversa estava sendo contagiosa, um após o outro estavam se abrindo, se abrindo para pessoas que nunca viram, mas como irão saber disso?

– Eu tive uma lembrança esquisita — disse Nick, a unica pessoa que sabia da lembrança dele era Elizabeth, por algum motivo ela despertava confiança nas pessoas e Nick achou melhor que a unica pessoa a saber continuasse a ser ela — eu me vi nos olhos de outra pessoa, o meu reflexo, não vi algo bom, mas fora quando eu olhara pra o abismo. Acho que ele despertou a lembrança em mim, e Josh, eu também tenho essa sensação de abandono, como se alguém tivesse me deixado, eu só não procuro por essa pessoa. Apenas sinto falta.

Elizabeth e Sugar se entreolhara. Sugar odiava falar sobre seus sentimentos, podia não se lembrar de muita coisa, mas se lembrava disso, teve vontade de rir pois estava com raiva, com raiva de ter que se abrir. Mas, assim que olhou nos olhos de Elizabeth sentiu confiança, ela tinha certeza de já conhecer a morena, e tinha certeza de que o que quer que viesse dela seria muito ruim. Sugar sabia que a vida de Elizabeth não fora nenhum pouco boa, só não entendia o porque. Então começou a falar:

– Eu cheguei aqui com uma lembrança que envolvia cigarros, festa e um garoto — começou falando com um pouco de irritação e impaciência na voz — não tenho muito o que dizer, além de eu ter ficado entediada quando acordei, fiquei com raiva e entediada novamente, a única coisa que eu estranhei além de tudo, foi o fato deu já conhecer a Elizabeth — todos ficaram surpresos e olharam para Elizabeth que parecia ter escutado nada demais — não sei de onde, não sei quando, mas eu te conheço — disse Sugar para a outra.

– Eu não tive essa sensação quando te vi, mas sim quando escutei a sua voz — disse Elizabeth sorrindo — era como se eu já te conhecesse.

– Tem outra coisa também — disse Sugar respirando fundo — quando eu vi o fogo, eu senti algo, não medo, mas proximidade. Como se eu e ele — ela apontou para a fogueira — já nos conhecêssemos bem.

Todos ficaram em silencio por um minuto digerindo as cinco informações. Então olharam para Elizabeth que estava traçando desenhos com o dedo no chão. Ela levantou a cabeça e se deparou com todos aqueles olhares...

– O que? — Perguntou. Josh colocou a mão na testa e abaixou a cabeça.

– Vai ser lerda assim — murmurou.

– Eu tive uma conversa sobre sentimentos — disse Sugar um pouco exaltada — sobre meus sentimentos, eu tenho certeza que odeio isso, então comece a falar agora, não é justo eu ter me exposto e você não.

–Tudo bem — disse Elizabeth sorrindo — eu estou feliz...

– Como é? — Disseram Clara e Chelsea ao mesmo tempo.

– Quero dizer, no inicio eu até fiquei assustada, mas logo passou e só de respirar, me mover eu fiquei feliz — Ela dizia tudo muito rápido e como sempre gesticulava — sabe, eu me senti um pouco solitária, mas explorar esse lugar foi incrível, água que gera fogo, cachoeiras perigosas, flores de diamantes...

– Flores de diamantes? — Josh questionou franzindo a testa.

– É — disse o ignorando com um gesto — flores de diamantes, arvores de ouros e todo o resto.

– Sim. Isso é lindo, mas estamos sem memórias, não temos noção de quem somo e de onde viemos, temos que ralar pra conseguir comida que nem é de qualidade, estamos isolados no nada... Como pode estar feliz? — Disse Sugar, mais surpresa do que com raiva.

– Porque eu estou vivendo — respondeu Elizabeth sorrindo.

Todos se calaram. "Porque eu estou vivendo". Isso ficou gravado no coração de cada um. Nick não conseguiu parar de sorrir. Enquanto todos reclamavam, sentiam medo, desconforto e bastante preocupação, tinha uma alma ali que era tão inocente que podia se sentir feliz, feliz como uma criança, isso porque nem mesmo Clara, que era de fato uma criança no grupo, conseguiu. Nick admirou aquela mulher, ela estava mais que certa... Elizabeth era feliz apenas por estar vivendo, apenas por ter vida, era feliz apenas por viver.

Notas finais
E então, o que acharam... As apresentações acabaram e agora eu tenho colocar em dias um baita rascunho... Só que estou sem tempo, nem é falta de inspiração, é de tempo mesmo. Quando tiver algum feriado eu prometo que vou tentar postar mais vezes. Eu espero que tenham gostado e me digam o que acharam do modelo de narração. A minha pergunta desse capítulo é: O que os fazem feliz? Não esqueçam de comentar e até :)