Awakening: O Regressor Escolhido pelo Sistema
24 CAPÍTULO 23 — O RECADO CHEGOU

A academia acordou diferente depois da queda de Darius. Não era o mesmo tipo de agitação que veio após o duelo contra Henrique, quando todos pareciam tentar entender se Raziel era uma anomalia ou apenas um aluno que havia escondido força por tempo demais. Dessa vez, a reação tinha outro sabor. Darius não tinha sido apenas derrotado. Tinha sido exposto. E, para alguém que construiu influência pisando nos outros, a vergonha era uma sentença mais cruel do que qualquer ferimento.
O fórum interno virou uma tempestade antes mesmo do café da manhã. Vídeos do duelo circulavam por todos os grupos, alguns com cortes lentos dos tapas, outros destacando o momento em que Darius liberou aura e, ainda assim, não conseguiu mover Raziel um centímetro. O título mais comentado dizia: “Darius Vhal foi derrotado sem arma. Isso conta como execução social?”. Logo abaixo, outro tópico crescia ainda mais rápido: “Raziel Akhium não usou aura. Isso é normal?”
As respostas vinham em ondas. Alguns alunos riam abertamente, outros fingiam pena de Darius, mas a maioria parecia presa a uma mistura de choque e alívio. Havia comentários de estudantes que, até poucos dias antes, jamais teriam coragem de falar contra ele. Agora surgiam relatos pequenos, quase tímidos, de intimidações antigas, provocações em corredores e treinos transformados em humilhação. A queda pública do valentão abrira uma comporta silenciosa. O medo, quando rachava, fazia barulho.
Raziel viu parte daquilo enquanto caminhava para o campo de treino. Não abriu todos os vídeos, não procurou comentários sobre si mesmo e não ficou repetindo a cena. Aquilo já havia cumprido sua função. Darius caíra diante da academia inteira, e o recado tinha sido entregue. O que os outros fariam com aquela queda não era mais responsabilidade sua. Ainda assim, ao passar pelos corredores, percebeu algo que não podia ignorar: alunos que antes baixavam a cabeça perto de Darius agora caminhavam mais retos.
O próprio vencido não apareceu naquela manhã. Alguns diziam que estava na enfermaria, outros afirmavam que havia se trancado no alojamento. Pouco importava. O que importava era que, pela primeira vez em muito tempo, a ausência dele fazia o campus parecer mais leve. Não porque um inimigo tivesse sido destruído, mas porque o palco que sustentava sua arrogância havia sido desmontado. Alguns reinos caíam com guerras. Outros, com silêncio depois de um tapa.
No campo externo, Raziel iniciou o treino como se nada tivesse acontecido. Corrida, respiração, mobilidade, sequência de base e controle fino de mana. O corpo ainda assimilava o salto brutal concedido pelo sistema, e por isso não buscou forçar atributos. Preferiu estabilizar. A aura intermediária repousava sob a pele como uma maré presa, mais densa desde a recompensa, mais obediente e, ao mesmo tempo, mais perigosa. Crescer rápido demais exigia cuidado. Poder sem estrutura era só outra forma de desabar.
Azuki chegou alguns minutos depois, segurando o tablet contra o peito e usando uma expressão que tentava ser neutra, mas falhava miseravelmente. Os olhos denunciavam satisfação, curiosidade e um pouco de preocupação. Atrás dela vinham Blaze, Sakura, Kael, Eryndor, Lyra e Alya, cada um carregando uma reação diferente à manhã seguinte. O grupo não havia combinado de aparecer junto, mas de alguma forma parecia inevitável.
Blaze foi o primeiro a falar, como sempre.
— Então… a técnica secreta era palmada pedagógica?
Azuki apertou os lábios, tentando não rir.
Sakura olhou para ele de lado.
— Você acorda pensando em como piorar uma frase?
— Isso é dom natural.
Kael passou por eles sem pressa.
— Dom amaldiçoado.
Blaze levou a mão ao peito, ofendido.
— Vocês não sabem valorizar meu talento.
Lyra sorriu com suavidade.
— Sabemos. Só escolhemos não incentivar.
A pequena troca tirou um pouco do peso do ar. Raziel continuou ajustando a respiração, mas o canto da boca quase se moveu. O grupo havia aprendido a cercar tensão com comentários idiotas, e aquilo era mais útil do que parecia. Pessoas que só sabiam ser sérias quebravam cedo. Quem conseguia rir antes de uma tempestade tinha mais chance de atravessá-la inteiro.
Alya se aproximou com a postura calma de sempre, mas o olhar carregava análise. Não havia julgamento ali. Apenas leitura. Ficou ao lado de Raziel por alguns segundos, observando a arena vazia à frente, como se ainda enxergasse a luta do dia anterior projetada sobre o chão.
— Você não lutou contra Darius — disse ela.
O espadachim virou levemente o rosto.
— Não?
— Não. Você desmontou o lugar que ele ocupava.
Blaze apontou para Alya como se tivesse acabado de ouvir uma sentença de tribunal.
— Isso foi muito melhor do que palmada pedagógica. Odeio admitir.
Sakura cruzou os braços.
— Então não admita.
— Tarde demais. Já está no ar.
Raziel guardou silêncio por um instante. A frase de Alya tinha precisão demais para ser descartada. Darius nunca havia sido importante por si mesmo. Era a posição que ocupava, o medo que espalhava, a sombra que carregava do irmão mais velho. Ao derrubá-lo sem espada e sem aura, o que caiu não foi apenas um aluno arrogante. Caiu a ideia de que Richard ainda podia alcançá-lo através de mãos emprestadas.
— Ele era um recado — disse Raziel por fim.
Alya assentiu lentamente.
— E recados costumam ser respondidos.
O treino seguiu, mas ninguém perdeu aquela frase. As sombras estavam se movendo agora, mesmo que ainda invisíveis. O grupo praticou formações leves, sem intensidade máxima. Azuki trabalhou círculos de base para as futuras Invocações Divinas, ainda sem tentar chamar partículas douradas novamente. Raziel corrigiu símbolos, retirou vícios necromânticos e explicou, com paciência cirúrgica, que reconstruir não significava negar o que ela já sabia. Significava fazer o conhecimento obedecer a uma lógica maior.
No fim da manhã, quando o grupo fazia uma pausa próxima aos obeliscos menores, o celular de Raziel vibrou. O som não chamou atenção de imediato, mas o nome na tela fez o mundo ao redor reduzir velocidade por um instante.
Pai.
Não era mensagem.
Era ligação.
Azuki percebeu a mudança no rosto dele antes dos outros.
— Aconteceu algo?
Raziel olhou para a tela por mais um segundo e atendeu.
— Pai.
Do outro lado, a voz veio firme, grave, carregando aquela presença que parecia ocupar espaço mesmo através de um aparelho.
— Assisti ao vídeo.
Raziel caminhou alguns passos para longe do grupo, não por segredo, mas por instinto. O campo ficou atrás como ruído distante. A ligação com aquele homem nunca vinha sem peso. Na vida passada, o pai observava todos os filhos como quem acompanha lâminas sendo forjadas: atento ao calor, às rachaduras, à resistência. Poucas vezes intervinha. Não por indiferença, mas porque acreditava em algo duro demais para uma casa comum: neste mundo, quem não aprende a se levantar não sobrevive quando o chão desaparece.
— Imaginei — respondeu o filho.
Houve um silêncio breve. Não frio. Medido.
— Você cresceu.
A frase atingiu mais fundo do que Raziel esperava. Não soava como relatório, nem como estratégia. Havia orgulho ali, contido, discreto, mas real. O tipo de orgulho que um homem como aquele não despejava em abraços ou palavras fáceis. Vinha em frases curtas, como aço polido.
Raziel não respondeu de imediato.
O pai continuou.
— Durante muito tempo, esperei ver qual caminho você escolheria. Não porque eu não visse você, Raziel. Eu via. Sempre vi. Mas ninguém sobrevive nesse mundo sendo carregado.
O jovem apertou o celular com um pouco mais de força. Havia uma parte dele, pequena e antiga, que gostaria de ter ouvido aquilo na primeira vida. Outra parte, mais madura, entendia que talvez jamais estivesse pronto para compreender. Naquele mundo, amor nem sempre vinha como proteção. Às vezes vinha como distância dolorosa, esperando que alguém descobrisse as próprias pernas.
— Força não é só talento — disse o pai. — É esforço. É decisão. É continuar quando todos já decidiram que você acabou.
O vento passou pelo campo, movendo a grama baixa perto dos pés de Raziel.
— E ontem, você mostrou isso.
As palavras ficaram suspensas por alguns segundos.
— Ainda não acabou — respondeu o espadachim.
Do outro lado, uma respiração curta escapou. Quase um riso.
— Eu sei. E é por isso que estou ligando.
O tom mudou levemente. Não perdeu o orgulho, mas ganhou gravidade.
— Seu irmão também viu.
Raziel ergueu os olhos para os prédios da academia.
— Era a ideia.
— Então sustente o que começou. Se vai sair da sombra dele, faça isso de pé. Sem hesitar.
A frase não veio como ordem. Veio como aviso. A família Akhium não era apenas sobrenome, mansão e tradição. Era política, prestígio, disputa silenciosa e heranças que podiam se transformar em lâminas. Richard não ignoraria o recado. Ninguém criado naquela casa ignoraria um desafio público, ainda mais vindo de alguém que todos haviam subestimado.
— Estou feliz por você estar crescendo, meu filho — disse o pai, e dessa vez a palavra final carregou algo que Raziel não lembrava ter recebido antes. — Mas crescimento chama atenção. E atenção traz inimigos.
O silêncio de Raziel foi resposta suficiente.
— Continue — completou o patriarca. — Agora você começou a parecer um Akhium.
A ligação terminou.
Por alguns segundos, o celular permaneceu junto ao ouvido, mesmo sem som do outro lado. Raziel baixou o aparelho devagar. Aquilo não era carinho comum. Não era o tipo de afeto simples que se via em famílias menores, longe de guildas, rankings e sangue antigo. Mas, vindo daquele homem, era quase uma declaração. Um reconhecimento. Uma porta que havia se aberto tarde demais para a primeira vida, mas cedo o bastante para mudar esta.
Quando voltou ao grupo, Blaze foi o primeiro a erguer as sobrancelhas.
— Pela sua cara, ou você ganhou uma herança ou alguém ameaçou te matar.
Kael olhou com calma.
— Na família dele, pode ser os dois.
Azuki deu um passo mais próximo.
— Era seu pai?
Raziel guardou o celular.
— Era.
— E?
— Ele assistiu ao vídeo.
Blaze abriu um sorriso.
— Ah, ótimo. Jantar em família vai ser super saudável.
Sakura suspirou.
— Você tem um talento raro para piorar qualquer clima.
— Eu chamo de versatilidade social.
Alya, diferente dos outros, não brincou. O olhar da Rainha do Gelo ficou um pouco mais atento, como se entendesse que uma ligação de um patriarca Akhium nunca terminava no próprio assunto. A jovem maga não perguntou detalhes. Apenas observou Raziel por alguns segundos e disse:
— Então o recado chegou mais longe do que a arena.
— Chegou onde precisava chegar — respondeu ele.
Enquanto isso, em outro ponto da cidade, longe dos campos da academia e do barulho dos alunos, Richard Akhium assistia ao vídeo em uma sala silenciosa. A luz do monitor refletia nos olhos escuros, sem arrancar qualquer reação exagerada. O arquivo mostrava Darius liberando aura, avançando com fúria, errando, sendo atingido. Mostrava a gola sendo agarrada. Mostrava o momento em que o recado foi entregue.
Richard não pausou nenhuma vez.
Assistiu tudo até o fim.
Atrás dele, uma janela ampla revelava parte da cidade, prédios altos, luzes artificiais e o céu claro do meio-dia. A sala era elegante, limpa e fria, com móveis escuros e uma mesa onde documentos de guilda estavam perfeitamente alinhados. Nada ali parecia fora do lugar. Nem mesmo o silêncio.
Uma chamada apareceu no canto da tela.
Darius Vhal.
Richard atendeu sem pressa.
O rosto de Darius surgiu pálido, marcado, os olhos tentando sustentar alguma dignidade que já não encontrava apoio.
— Richard, eu posso explicar.
O irmão mais velho de Raziel apenas observou.
— Você perdeu para ele sem que usasse arma.
Darius engoliu seco.
— Ele mudou. Aquilo não era normal. A força dele, os movimentos, a forma como—
— Eu não pedi um relatório da sua vergonha.
A frase cortou qualquer tentativa de defesa.
Darius ficou imóvel.
Richard apoiou o queixo nos dedos, ainda olhando para a tela com calma quase ofensiva.
— Sua função era simples. Manter meu irmão pequeno. Você falhou.
O rosto do cão de guarda se contraiu.
— Eu posso corrigir.
— Não.
A palavra veio suave, e justamente por isso pareceu mais ameaçadora.
— Você já serviu ao seu propósito.
Darius empalideceu ainda mais.
Richard encerrou a chamada antes que o outro respondesse. O vídeo voltou ao início automaticamente, congelando no instante em que Raziel, desarmado, encarava o adversário no centro da arena. Pela primeira vez em muito tempo, o irmão mais velho não parecia irritado. Parecia interessado.
— Então você finalmente aprendeu a morder — murmurou.
O sorriso que surgiu em seu rosto não tinha calor.
— Vamos ver se sabe sobreviver depois disso.
Na academia, o dia seguiu com estranha normalidade. A notícia do duelo ainda dominava os corredores, mas Raziel voltou ao treino, Azuki voltou aos círculos, e o AXION voltou a ajustar formações para a futura raid. O mundo externo começava a se mover, mas dentro do campo havia algo quase confortável. Até que, no fim da tarde, quando o céu começava a assumir tons dourados, o celular vibrou novamente.
Dessa vez, o nome na tela fez o peito de Raziel apertar de um jeito diferente.
Elisa Akhium.
A irmã mais velha.
Na primeira vida, Elisa havia sido mais do que talento. Era presença. Um tipo de força que não precisava esmagar para ser respeitada. Forte, elegante, absurda com uma espada de duas mãos, mas ainda assim capaz de sorrir como alguém que lembrava que poder não precisava destruir tudo ao redor. E Richard a matou. A memória atravessou Raziel como uma lâmina fria, mas o presente estava ali, brilhando na tela em forma de mensagem.
Assisti ao vídeo.Outra mensagem chegou antes que ele respondesse.
Fico feliz que finalmente esteja quebrando a casca e criando seu próprio caminho.Raziel encarou as palavras por tempo demais.
Azuki, que estava ao lado revisando símbolos no tablet, percebeu o silêncio.
— Outra ligação assustadora da família?
— Mensagem.
— Isso é melhor ou pior?
— Ainda não decidi.
O celular vibrou novamente.
Estarei na cidade no sábado. Quero tomar um café com você.Raziel respirou devagar.
Elisa viva.
Elisa escrevendo.
Elisa chamando para um café como se o futuro não tivesse sido manchado por sangue.
Então veio a próxima mensagem.
Chame sua amiga também. A que está sempre com você.O mundo pareceu parar por um segundo.
Raziel olhou para Azuki.
Azuki olhou para ele.
— O quê? — perguntou a invocadora.
Ele mostrou a tela.
A expressão dela passou por três fases rápidas: confusão, surpresa e uma tentativa falha de manter compostura.
— Sua irmã sabe de mim?
— Aparentemente.
— Você falou de mim?
— Não.
— Isso é reconfortante de um jeito horrível.
Raziel digitou.
Como sabe dela?A resposta veio alguns segundos depois.
Sábado, 13h. Café Sete Estrelas. Não se atrase.E nada mais.
Raziel encarou a tela. Café Sete Estrelas ficava no centro da cidade, não muito longe da lanchonete onde explicara a Azuki sobre Invocações Divinas. Um lugar mais elegante, conhecido por receber estudantes da academia, professores e membros de guildas menores. Elisa escolhera um espaço público, mas não casual. Havia intenção ali.
Blaze, que havia se aproximado sem ninguém perceber, leu por cima do ombro de Azuki.
— Conhecer família? Isso escalou rápido.
Azuki virou para trás quase tropeçando no próprio susto.
— Você brota do chão?!
Kael surgiu do outro lado.
— Ele faz barulho. Vocês que estavam distraídos.
Blaze apontou para Raziel.
— Sábado, café, irmã mais velha, amiga convidada. Eu não sou especialista em romance nobre, mas isso parece perigoso.
Sakura apareceu logo atrás e segurou Blaze pelo ombro antes que continuasse.
— Para antes de piorar.
— Eu nem comecei.
— Exatamente.
Lyra sorriu de forma gentil, olhando para Azuki.
— Elisa Akhium tem uma reputação muito boa. Pelo menos entre pessoas que não têm medo de mulheres fortes.
— Isso não ajuda no nervosismo — respondeu a invocadora.
Alya, que havia permanecido em silêncio até então, observou Raziel com atenção.
— Sua irmã saber sobre Azuki significa que alguém está observando você com mais cuidado do que antes.
— Eu sei.
— Isso te preocupa?
Raziel olhou novamente para a mensagem.
Preocupar era pouco. Elisa não era ameaça. Pelo menos não para ele. Mas a simples existência daquele convite significava que as mudanças estavam alcançando lugares sensíveis da linha do tempo. Na primeira vida, certos encontros nunca aconteceram. Certas conversas morreram antes de nascer. Agora, a irmã que ele falhou em proteger no futuro estava viva, próxima, interessada… e ciente de Azuki.
— Sim — respondeu por fim. — Mas não pelo motivo que você imagina.
Alya não insistiu.
Azuki, por outro lado, ainda parecia presa ao detalhe mais imediato.
— Eu preciso ir bem vestida?
Blaze abriu um sorriso enorme.
— Definitivamente.
Sakura apertou o ombro dele.
— Não começa.
— Eu ia dizer algo útil.
Kael olhou.
— Mentira.
Blaze suspirou.
— Eu sou muito injustiçado.
Raziel guardou o celular e olhou para Azuki.
— Você não precisa se preocupar.
— Fácil dizer. Não é a sua irmã lendária querendo conhecer você como “a amiga que está sempre junto”.
— Tecnicamente, é minha irmã.
— Você entendeu.
Pela primeira vez naquele dia, Raziel sorriu de forma mais visível. Pequeno, discreto, mas real. A expressão pegou Azuki desprevenida por um instante, e isso a fez desviar o olhar com rapidez.
O sol terminou de se esconder atrás dos prédios da academia, deixando o campo banhado por uma luz alaranjada. O duelo contra Darius havia encerrado uma sombra antiga, mas a mensagem de Elisa abria outra porta. Não uma porta escura. Não exatamente. Era algo mais delicado, mais perigoso por tocar em esperança.
Raziel olhou para o céu e deixou o ar entrar devagar nos pulmões.
Richard havia recebido o recado, seu pai finalmente o reconhecera. E Elisa… parecia saber mais do que deveria.
Sábado, 13h. Café Sete Estrelas.
O futuro estava mudando outra vez.
E dessa vez, talvez fosse mais difícil controlar o que viria depois.
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