Awakening
13 Capítulo 13
Notas iniciais
O sol começou a descida final, banhando o bosque em ouro. Darius franziu a testa levemente ao encarar o horizonte. Os braços estavam cruzados afrente da vasta armadura que o revestia. O grande machado e seu leal companheiro estava preso firmemente em suas costas. Os olhos castanho avermelhados do guerreiro se estreitaram ao ouvir um leve assovio vindo do outro lado do corredor. Virou-se o suficiente para ver seu irmão se aproximar, ao perceber que Darius o encarava, Draven abriu um grande sorriso. Darius suspirou enquanto ele se aproximava.
— Esta atrasado. – A voz suava fria e cortante de seus lábios. Draven soltou um curto riso com escárnio.
— Então? Irei ganhar uma surra?
Darius nem ao menos se virou, quando o Carrasco de Noxus parou ao seu lado.
— Isso não é engraçado. Alguém morreu noite passada.
Draven franziu o cenho o encarando.
— Alguém? Quem?
— Um dos nossos convocadores. A investigação ainda esta em andamento, mas não há dúvidas sobre a identidade do criminoso.
Draven alargou ainda mais aquele sorriso psicótico. A felicidade e diversão estavam estampadas em sua face, mesmo ao saber da morte de alguém. Bem, não que isso fosse muito relevante, pois mortes haviam em todas as partes de Noxus e assassinatos cresciam cada vez mais na Cidade Estado, mas no caso era algo de muita relevância, já que não fora qualquer morte e sim um de seus convocadores, o que poderia causar grandes danos a Noxus.
— Quem quer que seja... esta muito ferrado. – Falou Draven, com diversão. Como se esperasse por um momento como aquele e se imaginasse cortando o culpado em pedacinhos, e adorando aquilo.
Darius sibilou, e se virou para o corredor, descruzando os braços encarou seu irmão novamente antes de seguir pelo corredor vazio, Draven o seguiu, enquanto o guerreiro andava em direção da porta da sala do seu alto comandante. Swain precisamente estava preocupado com esse fato, mas ainda não sabia o que ele estava planejando fazer ou se sabia exatamente quem havia feito aquele massacre.
Ao adentrar a vasta sala, Darius avistou Swain sentado em seu trono do outro lado do recinto observando atentamente Le Blanc que andava para la e para cá em sua frente, em cima daquele belo tapete avermelhado, que cobria boa parte do chão, seguindo para a mesa bagunçada com mapas e papéis que Darius poderia presumir serem pergaminhos e documentos. Os olhos de Swain desviaram da mulher até a porta, o brilho do candelabro iluminando aqueles olhos frios, enquanto ele analisava os dois guerreiros que entravam em sua sala. Le Blanc nem ao menos os olhou. Darius parou a uma distância respeitável de seu comandante antes de relatar.
— Todas as nossas tropas nos relataram. – Começou ele com os olhos entediados e a voz firme. – Trabalharam toda a noite limpando a confusão que a Lâmina Sinistra deixou para trás...
Swain pareceu sorrir abaixo daquele manto que sempre lhe cobria os lábios. Em seu olhar pareceu brilhar em um tom de curiosidade e diversão. Ele ergueu a mão fazendo Darius cessar a falatória. Então Swain disse suavemente.
— Darius. Por que tanta pressa...? Você não tinha algo para me contar antes?
O guerreiro sentiu o corpo congelar. Mas manteve a face neutra ao encarar Swain. Ele não disse nada, então Swain prosseguiu.
— Eu já sei o que aconteceu com Katarina... – Dizia ele, a voz de um predador para a sua presa. — Ela foi envenenada.
Draven se encolheu por um momento ao ouvir aquilo.
— Isso é loucura... – Sussurrou ele.
— Quem te informou meu senhor? – Perguntou Darius, seu coração um pouco acelerado. Mas mesmo fazendo tal pergunta, já sabia a resposta.
Swain gesticulou com a mão ao responder.
— Senhorita Cassiopeia, quem mais? – Ele deu uma pequena pausa, aproveitando para saborear cada reação de seu subordinado. – Ela não estava tão certa de que pudesse ajuda-la, então veio para mim em vez disso. Eu teria respondido positivamente a ela. Ela até parecia... surpreendentemente... arrependida. – Os olhos de Swain se semicerraram por um instante, observando atentamente os olhos entediados de Darius, bom. – Além disso... – Continuava ele. – Como parece, você agiu da melhor forma que pode, eu teria perdoado este silêncio impróprio. Mas as coisas mudaram agora.
Le Blanc que parara de transitar pela sala alguns instantes atrás, parou ao lado de Darius, um os braços estavam apoiados um contra o outro, e os lábios finos retorcidos em um meio sorriso.
— Então um invocador noxiano foi brutalmente assassinado esta noite. É verdade que seu rosto tinha sido esmagado e suas entranhas derramadas no chão como enfeites...? – Perguntava ela interessada. Passando o indicador pelo próprio lábio inferior, intensificando ainda mais aquele sorriso cruel. Darius a encarou pelo canto do olho, sem se mover.
— Sim, senhora. Punhais com a marca Du Couteau estavam deitados ao redor... perto dos corpos.
Le Blanc soltou um riso de excitação, deixando tanto Darius quanto Draven inquietos. Swain levantou-se do trono, fazendo a atenção de todos da sala olharem recaírem sobre ele. Que andava com fluidez até a janela mais próxima, estendeu o braço perto do batente ao ver a sua pequena Beatrice pousar suavemente em seu antebraço. Ela chiou, mas não trouxe nada consigo. Estava limpa. Chiou novamente ao olhar Darius e Draven que a encararam diretamente naqueles três olhos negros como a noite, antes dela voltar a sua atenção para as penas das asas, limpando-as. Swain a colocou gentilmente em seu ombro antes de prosseguir com a reunião.
— Não consigo entender... por que Katarina agiria contra Noxus? Só para provar que é digna? De alguma forma parece diferente dela... ela não tem medo de morrer, como todos os outros guerreiros noxianos. Ela sabe que ela é mais forte que a morte. No entanto, mesmo se as razões permanecem obscuras, eu não posso arriscar Noxus envolvido em algum tipo de problema com a Liga por enquanto. – O olhar gélido como gelo de Swain recaiu sobre Darius e Draven. – Ambos, vão avisar o Instituto da Guerra sobre a nossa posição. Não vamos tolerar tal comportamento em Noxus. Certifique-se de que ninguém a ajude a se esconder de sua perseguição. Seus crimes não podem ser atribuídos a Noxus. No entanto, como um último gesto de respeito por um dos nossos cidadãos mais leais, não vamos perseguir Katarina. Mas, se ela mostrar a sua face... ela vai se arrepender.
Darius e Draven se entreolharam por um momento.
— Vamos! – Advertiu Darius para o irmão. Andando para fora da sala, pelo que deu para entender, a reunião entre eles havia terminado. Swain voltou a encarar a janela a fora, observando o céu e além, como se olhando para ele conseguisse ver o que Katarina estaria pensando. Darius sabia que ele estaria trançando um plano a mais entre as mangas caso algo desse errado, e se desse, teria pena de quem ficasse em seus caminhos. Ao sair pela porta e andar três lances de escadas, Draven quebrou o silêncio.
— Ele não disse exatamente que ela foi banida de Noxus. Você acha que foi isso que ele quis dizer?
— Não sei, talvez ele simplesmente não quer admitir. Mas isso não é problema nosso.
Draven suspirou.
— Ei, não seja tão babaca.
Repreendeu Draven, mas Darius não estava com cabeça para isso, simplesmente cuspiu as palavras.
— Apenas cale a boca...
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A sala de Swain continuava em silêncio após a saída dos irmãos noxianos. Le Blanc não mencionou nenhuma palavra, o seu olhar curioso percorria o corpo de Swain conforme o Alto Comandante voltava a se sentar em seu trono. A mulher sorriu para ele, um sorriso selvagem e completamente malicioso. Swain estreitou o olhar conforme seguia os movimentos ágeis da mulher com o olhar. Ela se aproximou do trono, deslizando ambas as mãos no peitoral do homem, enquanto seguia para trás do trono, deslizando as mãos calmamente em uma carícia gentil.
— Uma besta ferida correndo atrás de sua presa... – Ronronava ela no ouvido de Swain. – E se ela voltar?
— Ela não vai voltar. Ela tem algo a fazer, bem antes que o veneno cause a sua morte. – Respondia ele rispidamente. Le Blanc soltou um risinho baixo.
— Huhuhu... como é conveniente. Ela era um problema para você, certo?
Swain não respondeu, Le Blanc apenas aumentou o sorriso ao falar.
— Você sabe o que acho tão interessante sobre a Lótus? – Novamente, silêncio invadiu a sala, ela deu uma pausa dramática antes de continuar, mantendo as carícias no peitoral dele, o provocando. – Suas raízes e caule crescem profundamente em água enlamada, mas sua própria flor vive na superfície e nunca toca a lama. Suas pétalas estão sempre iluminando mesmo quando a chuva chega, como se nada pudesse estragar a sua beleza. Mas... ainda... suas raízes e tronco... estão enterrados na lama, bem embaixo... sim, linda Lótus. Você não pode escapar do que você é. Uma planta que cresceu na lama. E um dia a chuva vai pressionar em seu rosto encantador... vai ser duro... vai ser tão difícil que você não irá aguentar e irá afundar... nunca murchar. Mas afogar. Afundando na lama de onde você veio.
Le Blanc riu com escárnio e Swain soube, soube que ela estava falando de Katarina.
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