Aventuras no Acampamento Panapaná
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Em instantes, os quatro já estavam fora da sala do cinema. Alícia logo percebeu a cara emburrada de Marcelina.
– Que foi?- a mesma perguntou, fazendo Marcelina revirar os olhos.
– Você ainda pergunta?- Alícia balançou a cabeça positivamente.- Primeiro me responde, o que viemos fazer aqui fora?- esta cruzou os braços e fez uma cara nem um pouco boa.
– A gente pode ir comer alguma coisa!- Jorge sugeriu.
– Isso, ou podemos ir na pista de patinação!- Mário deu outra ideia.
– Já estávamos comendo Jorge!- lembrou a Guerra.- E outra, ninguém aqui sabe patinar!
– Eu sei.- Alícia contou. Em seguida, Mário e Jorge também concordaram com ela.- E aí, vai vir com a gente?
– Eu não sei pa...
– Grande coisa, a gente pode te ensinar!- Mário falou, fazendo a amiga abrir um sorriso.
– Isso, então vamos logo.- Alícia ordenou, já sem paciência.
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– Valéria, eu já volto.- avisou Abelardo, que ia no banheiro.
– Tudo bem, te espero aqui.
Ao sair, Abelardo pode notar alguém o perseguindo, mas esperou sair da sala para descobrir quem era.
– Carmen?- assustou-se.
– Que foi?
– É você que estava me perseguindo?
– E-eu? C-claro que não!- a morena mentiu. Abelardo ficou um pouco desconfiado de sua resposta, mas resolveu ignorar. Assim, os dois seguiram para o banheiro. Na verdade, Carmen fingiu que ia, mas ficou esperando no lado de fora.
Mais ou menos uns 5 minutos depois, o garoto finalmente saiu do banheiro masculino e se deparou com a mais nova amiga o fitando, ficando um pouco constrangido com o olhar.
– Vamos?- ele indagou, fazendo Carmen sair do transe.
– Pra onde?
– Voltar para a sala.- ele respondeu, com uma sobrancelha arqueada.
– Podíamos ficar aqui, não podíamos?
– Fazendo o que?- Abelardo notou a garota aproximando-se lentamente.
– Podemos comer algo.- sugeriu a menina, tentando aproximar-se mais. Entretanto, foi impedida pelo garoto, que virou a cara.
– T-tudo bem.- o garoto acabou aceitando, após a amiga insistir.
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– Moço, queremos 4 pares de patins.- Mário pediu ao atendente.
– Que números?
– Ahn.. 39 pra mim.- Mário.
– 37.- Alícia.
– 38.- Jorge.
– 36.- Marcelina.
– Aqui estão.- entregou os patins para cada um.
Em um piscar de olhos, todos já estavam calçados. Alícia, Mário e Jorge patinavam tranquilamente, deixando Marcelina para trás. A garota andava com dificuldades, apoiando-se nas laterais da pista.
– Acho que esquecemos um pequeno detalhe.- Alícia comentou, apontando para onde a Guerra estava. Ao perceber os amigos olhando para si, Marcelina fez uma cara feia.
– Eu vou lá.- Mário anunciou, patinando até onde a garota estava.- Pelo jeito estava falando a verdade quando disse que não sabia patinar.- completou, deixando escapar algumas risadas. Jorge não deixou ninguém perceber, mas tinha ficado com ciúme dos dois.
– Não ia mentir sobre isso Mário.
– Tudo bem, senhora.- o garoto brincou, recebendo um tapa fraco nas costas.- Ei!
– Merecido!- com aquela conversa, o Ayala tinha esquecido do que tinha que fazer. Acabou perdendo-se no imenso sorriso da garota que, quando percebeu, sentiu as bochechas queimarem.
– Vai me ajudar ou não?
– Ah é! Foi mal.
– Tá, o que eu tenho que fazer?
– Tenta andar formando um "v".- o garoto explicou.
Na primeira tentativa, Marcelina não conseguiu colocar em prática o que o amigo tinha lhe dito. Na segunda, o resultado foi pior: acabou caindo com tudo no chão. Como todo bom cavalheiro, Mário estendeu a mão para que garota levantasse. Porém, acidentalmente Marcelina o puxou junto, fazendo o moreno cair no chão junto com ela.
– Desculpa.- Marcelina falou, envergonhada.
– Não foi nada.- Mário acalmou-a.
O garoto logo tratou de levantar e ajudar a menina, que sorriu. Em seguida, os dois foram até os outros dois amigos. Alícia os observava com um olhar malicioso, já de Jorge não podemos dizer o mesmo.
– Parece que você já aprendeu a andar, né Marcelina?- Jorge perguntou.
– Mais ou menos, o Mário...
– Ótimo!- o loiro a interrompeu.- Agora já podemos patinar SOZINHOS, sem ajuda de ninguém!- acrescentou, recebendo uma cotovelada de Alícia. Marcelina assentiu, estranhando o jeito que o amigo tinha dito.
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– Vai querer comer o que?- Abelardo perguntou para Carmen.
– Um sorvete é uma boa opção.
– Tudo bem.
– Tá, eu quero de flocos. Te espero naquela mesa.- Carmen avisou, saindo dali no mesmo segundo.
Cerca de 10 minutos depois, Abelardo chegou com os dois sorvetes. Entregou para a garota o de flocos e passou a comer o seu de chocolate.
Carmen havia escolhido uma mesa encostada à parede, a fim de poder sentar ao lado do moreno.
– Tá bom?- tentou puxar assunto.
– O que?- Abelardo não entendeu.
– O sorvete.
– Tá sim.
– Posso provar?
– Pode.- o garoto respondeu. Carmen aproximou-se mais dele (se era possível) e fez a prova.
– Isso tá bom, mas também queria provar outra coisa.- antes que Abelardo pudesse falar algo, Carmen o prendeu na parede e o beijou. Ele até pensou em empurrá-la, porém ficou com medo de machucá-la, coisa que não era capaz de fazer com nenhuma garota. Sem ter o que fazer, não achou outra solução a não ser deixar a morena beijá-lo.
Após 2 minutos, os dois tiveram que se separar pela falta de ar, causando alívio em Abelardo..
– D-desculpa, n-nem te conheço d-direito!- desculpou-se a garota, saindo correndo dali. Logo, Abelardo correu até atrás dela.
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– Que filminho chato!- Paulo opinou.
– Mas era de terror!- lembrou Kokimoto.- Você adora terror!
– Esse não era legal!- defendeu-se.
– Era sim! Quase morri de medo!- Maria Joaquina contrariou o garoto, fazendo-o revirar os olhos.
– Só eu que notei o sumiço de alguém?- Margarida perguntou, referindo-se ao melhor amigo Mário.
– Notei de algumas pessoas.- Bibi corrigiu.
– Mário, Alícia, Jorge...- Jaime falou.
– Marcelina, Abelardo e Carmen.- complementou Daniel.
– Falando neles...- Valéria apontou para Alícia, Mário, Jorge e Marcelina, seguidos por Abelardo e Carmen. Ao ver o último, seus olhos brilharam.
– Melhor irmos embora.- aconselhou Paulo, nervoso ao ver Mário e Marcelina juntos.
– Tudo bem, até mais.- sua irmã acabou concordando.- Tchau pessoal!
– Bibi, minha mãe já está vindo nos buscar.- Maria Joaquina avisou, desligando o telefone.- Tchau gente.
O resto permaneceu ali até seus pais os buscarem. Abelardo despediu-se todos e seguiu para sua casa, que não ficava muito longe dali. Apesar do beijo com Carmen, outra garota tinha lhe chamado atenção: Valéria.
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