Aventuras na Terra de Aaa Marshall Lee x Leitor
3 Floresta Movimentada...
Notas iniciais
Marshall Lee's P.O.V
"Essa floresta é ótima para fazer meu lanche da tarde! Tantas maçãs e morangos! E eles são simplesmente deliciosos..."
Eu estava flutuando até a floresta, para meu lanche antes de anoitecer. Como não tinha anoitecido ainda eu ainda estava com um pouco de sono, e estava com meu guarda-sol.
Soltei um longo bocejo, cocei minha cabeça e meu cabelo mal-penteado.
Olhei para a copa das árvores abaixo de mim e vi algo se mexer... Uma pessoa? Desci até os galhos das árvores para ver o que é... Sou curioso, sim. E daí?
Era uma garota. Cheguei mais perto, mas não tanto para ela não me perceber. Olhei para o rosto dela. "Ela é linda... Q-Quer dizer...! Não faz bem meu tipo..." Fiquei olhando enquanto ela andava pela floresta. Eu sou um perseguidor muito ninja (e muito bonito por sinal)... Ela estava indo em direção a uma árvore, o que ela ia fazer? Percebi que ela não olhava pra onde ia. Eu quase gritei para ela prestar atenção. Tarde demais... Ela bateu a testa na árvore e caiu pra trás. Eu me esforcei para segurar a risada e meus olhos começaram a lacrimejar. "Que garota burra, definitivamente não faz meu tipo!"
Ela se levantou e continuou a caminhar. "Tá bom, já me diverti demais, e estou morrendo de fome!" Deixei a garota continuar a andar e fui comer uns morangos. Começou a escurecer, eu terminei de sugar o vermelho de algumas frutas, coloquei algumas em uma sacola para mais tarde e voltei para casa. "Acho que vou terminar minha noite assustando alguém..." Pensei enquanto estava no sofá com minha guitarra-machado. E fui atrás de alguma vítima. "Vou ficar acordado até tarde assustando aquelas pessoas doces do Reino Doce... É legal ver eles explodindo de medo... Tá, não. Só alguns..." Peguei meu guarda-sol e voei até o Reino Doce.
Levei uma bronca do Gumward que ficou tagarelando o quão o povo doce é sensível a sustos e bláh, bláh, bláh... Saí voando, deixando ele sozinho. Começou a amanhecer e eu abri meu guarda-sol. "Tô com fome... Vou para aquela floresta de novo, já que tá mais perto."
Chegando lá, eu vi mais movimento nas árvores. Fui checar o que era, e cheguei mais perto. Depois ouvi um barulho de água, fui em direção a ele... "Aquela garota de ontem!" Ela estava tomando banho no lago... "Heheh... Interessante..." Fiquei observando ela como o pervertido que sou, e assumo. Mas não conseguia ver nada além de suas costas e seu belo cabelo [c/c]... Pena...
Ela levantou a cabeça e virou o pescoço para olhar ao redor. "Ela notou que estou observando!" Me escondi nas folhas de uma árvore antes de ela me ver. Esperei um pouco e quando voltei a olhar ela já estava vestida. "Droga..."
Ela foi embora, e como não tinha nada para fazer, segui ela.
Passou um tempo, e eu fiquei incrivelmente entediado... Então decidi perturbar ela.
– Hey, garotinha... — eu falei e ela olhou ao redor pronta pare se defender, mas depois voltou a andar tranquilamente. "Pensei que ela sairia correndo como qualquer um... Heh... Vou ver até onde ela vai com essa coragem..." Passou-se mais tempo, e eu queria saber como ela reagiria ao me ver. Ela parou de andar, essa é minha chance. Fui para trás dela, e soprei em seu pescoço. Ela se virou rapidamente.
–Boo. — Eu disse e ela caiu para trás. Dessa vez eu não consegui segurar o riso e caí na gargalhada. — HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!! — Eu ri sem parar até ficar sem ar e meu estômago doer.
Eu notei que ela só ficou lá caída no chão olhando para mim. Eu fingi limpar uma lágrima e olhei para ela. O rosto dela estava levemente vermelho. "Huum... o que é isso?" Fingi que continuava a rir, ela se virou e foi se arrastando em direção a uma faquinha no chão. "Que corajosa, quer lutar comigo?"
Cheguei mais perto dela e chutei a faca para longe, ela olhou para mim.
– Tsk, Tsk, tsk... Não imaginou que a deixaria pegar sua "faquinha" tão fácil assim, não é? — Falei olhando para ela. Ela se levantou e ficou de frente para mim com uma cara raivosa... Eu olhei para baixo. "Que pequena..." Eu sorri ironicamente. Quando de repente ela me deu uma rasteira, automaticamente eu comecei a flutuar. — Oooh, nããooo... — eu disse fazendo uma falsa voz dramática. Eu não notei que ela estava vindo em minha direção, então senti uma cotovelada no estômago. "Ai! Isso doeu!" Abri meus olhos apenas para levar um tapa na nuca e flutuar em círculos, depois senti um soco no meu rosto. "O que foi isso?! Um Combo?!"
– Hiiiiisssss... — sibilei com a língua para fora, e os minhas presas aparecendo, me preparando para estraçalhar aquela baixinha idiota. Ela se assustou e deu um passo para trás, eu pulei em cima dela e a prendi no chão. Ela arregalou aqueles brilhantes olhos [c/o] e ficou vermelha. "Um...?" Parei de assustá-la para ver o porque de sua reação, logo percebi. Nossos rostos estavam muito próximos. "É por causa da posição que estamos...?" Ela continuou vermelha e me olhando assustada. Um sorriso tomou meu rosto. "Que fofa..."
Ficamos assim por um momento, eu vi que ela estava incomodada com aquilo, o que só me deixava com vontade de rir mais dela. Até que ela abriu a boca para falar algo.
– Quer sair de cima de mim?! — ela disse com muita raiva. Eu sorri ainda mais.
– Querer, não quero. Por que? Parece que você está gostando... — Eu sabia que meu olhar ficou com um ar pervertido, o que posso fazer?
– N-Não! Nunca! Sai de cima de mim, idiota! — Ela disse soltando seus braços das minhas mãos e socando meu peito, tentando me empurrar de cima dela.
– Então por que seu rosto está vermelho, baixinha? — Eu a provoquei colocando a ponta da minha língua para fora. Ela parecia com mais raiva, fechou os olhos e tentou esconder seu rosto nos próprios braços enquanto me socava. — Hahaha! Isso faz cócegas... — Eu disse com ironia na voz, olhando para baixo onde seus olhos estavam. Então, senti algo em meus olhos. "Aquela pulguinha quase me cegou!" Eu sai de cima dela e sentei na grama, com minhas mãos em meus olhos. Ouvi ela se afastar mas não ouvi passos indicando que ela foi embora.
– Garota idiota... — Eu sussurrei não me importando se ela vai ouvir ou não, e coloquei minha língua para fora.
– Garoto estranho... — ela disse em resposta fazendo o mesmo.
Silêncio eterno...
Até que ela se levantou, se limpou, apanhou suas coisas e foi embora me deixando sozinho.
Olhei ao redor para saber se ela foi embora ou não. Já tinha ido embora. Fiquei sentando no chão pensando... Pensando naqueles lindos e brilhantes olhos [c/o]... E eu nem sei o nome dela... Então notei aquela faquinha que ela deixou cair, no chão perto de um arbusto de morangos. Apanhei-a e fui atrás dela para devolvê-la. "Não é uma desculpa para vê-la de novo... Não... Ela é insuportável!"
Fui voando atrás dela, parecia que ela estava com medo e saiu correndo o mais rápido que conseguia. Eu a vi tropeçando em uma pedra e caindo no chão. Me deu vontade de rir, mas a vontade passou quando vi que ela não se levantou. Cheguei mais perto dela... Ela estava caída no chão, mas notei que ela continuava respirando. Um alívio chegou ao meu peito. "Ela caiu no sono. Deve estar exausta..." Olhei para seu rosto adormecido. "Ela parece com uma boneca de porcelana... Uma boneca de porcelana idiota com um doloroso gancho de esquerda!"
–Ei, garota. — eu chamei ela sem tocá-la, mas ela parecia estar em um sono profundo. — Ei! Acorde, idiota! — gritei mais alto. Nem um pio um resposta.
"Vou ter que levá-la." Peguei seu corpo adormecido em meus braços e saí voando. "Preciso encontrar um lugar seguro para ela, mesmo sabendo que nem um lobo faminto comeria o pouco de carne que ela tem." Soltei um suspiro profundo e fui a procura de um lugar para ela ficar.
Your P.O.V.
Senti algo muito macio e quentinho envolvendo meu corpo. Com muita preguiça, abri meus olhos. Minha visão chegou a um teto de madeira. Estou deitada numa cama. "Um quarto... Uma casa?" Me levantei da cama e me espreguicei.
– Nyan... — um barulho engraçado saiu da minha boca. Fechei minha boca com minha mão e comecei a rir de mim mesma mentalmente.
Fui até a porta do quarto e a abri, andei por um corredor longo, ele levava até uma escada que ia para baixo. Desci as escadas e me encontrei em uma sala de estar com várias mobílias aleatórias. Andei até a cozinha.
– Oh! Você está acordada, querida! Que bom que está bem!
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