Aventuras na Praia

5 Mistérios e Surpresas


Notas iniciais
Está ai o quinto capítulo, cheio de revelações e descobertas!
Ficou um pouquinho maior, mas garanto que vai valer a pena.
Tenham uma ótima leitura!

Arme, Ronan e Jin estavam seguindo as pegadas, deixadas por Amy, na areia. O lugar por onde estavam caminhando, era rodeado por dunas altas e uma vegetação rasteira, e havia um pequeno lago artificial próximo a eles, formado pela maré que invadia aquele local, provavelmente à noite. O vento estava um pouco mais forte, mas não a ponto de incomodá-los. Eles já tinham caminhado um pouco na trilha, não estavam muito longe da beira da praia na verdade, mas ainda não a tinham encontrado. As pegadas sumiam por detrás de uma duna que era mais alta em relação às outras dunas próximas. Arme que já estava um pouco mais a frente dos dois garotos, estava muito preocupada com Amy e sua mascote Nerissa, e apesar de cansada, ela prosseguia com passos firmes sobre a areia.

“Tomara que as encontremos logo, estou com um mau pressentimento... espero que nenhum monstro as tenham levado...” – Pensou a garota de cabelos roxos, enquanto subia aquela alta duna.

Porém, quando se aproximava do topo da duna, por algum motivo, ela parou de caminhar. Havia escutado a voz de sua amiga gritando, mas não conseguia compreender o que ela dizia, por causa do vento mais forte, e como estava com medo que estivesse sido apanhada por algum malfeitor, apenas ficou calada, tentando escutar o que estava acontecendo ali. Aos poucos as palavras se tornaram mais claras.

- Você tem que me ouvir! – Amy estava gritando. — Eu quem devo ser sua mestra! Fui eu quem salvou você do Kraken, e além do mais, você não combina nada com aquela garotinha ridícula, você tem é que ficar comigo, que sou muito mais bonita.

“Não pode ser...” — Arme ao entender que era Amy quem havia raptado Nerissa, apenas para tentar se tornar sua mestra, e após escutar as duras palavras, de quem ela considerava como uma de suas melhores amigas começou a chorar em silêncio, sem acreditar no que acabara de ouvir, porém continuou a escutar o que a garota dizia.

- Está me entendendo sereia? Eu sou sua mestra agora. – Amy gritou com Nerissa.

- Não! Eu não quero! – Falou a sereia, chorando — Arme é que é a minha mestra! Ela quem cuidou de mim todo esse tempo em que estive fraca, e ela quem se preocupou comigo, e não você!

Arme começou a chorar muito, chocada com sua amiga estar fazendo aquilo, ela então colocou as mãos sobre seus olhos e saiu correndo, voltando pelo caminho que tinha usado para chegar ali.

- Ahn? – Amy escutou um barulho, e percebeu que havia sido descoberta. – Espera Arme, foi só uma brincadeira amiga! – Disse ela. A garota de cabelos rosados saiu correndo atrás de Arme, gritando. – Arme me espera! — A garota de cabelos roxos resolveu parar de correr e se a encarou.

- Puxa Amy, como você pode fazer isto comigo? – Falou Arme, chorosa, mas muito irritada — E ainda falar aquilo de mim! Não sabia que você pensava essas coisas! E eu aqui preocupada com você!

- Você não me entendeu, é tudo uma brincadeirinha! Eu já ia devolver ela... – Falou Amy, tentando se desculpar.

- Não tente me enganar Amy, eu vi tudo! Sua falsa! Você não é mais minha amiga! Nunca mais fale comigo! — Falou a roxinha, começando a chorar. Ela se aproxima e tenta resgatar a força a sereia dos braços de Amy, porém a garota de cabelos rosa é bem mais alta e forte que ela, então ela não consegue fazer nada.

- Se você quer assim Arme! – Respondeu Amy, dando um empurrão na garota. Arme caiu de costas na areia. A garota de cabelos rosa continuou falando, sem se importar se sua amiga havia se machucado. — Por mim tudo bem, sua nanica, eu é que não quero mais ser amiga de uma menininha fraca e chorona, feito você! – Ela falou estas palavras, com ar de deboche, com a clara intenção de magoar a garota.

- Não fale assim com minha Mestr... – Gritou Nerissa, porém Amy tapou sua boca. –Vai lá chorar, vai! Buá, Buá, chora, menininha chorona! E pode contar pra eles, ninguém vai acreditar em você mesmo! – Falou a dançarina para a maga, rindo sarcasticamente de sua amiga que estava caída na areia.

Arme ficou muito triste com o que acabara de escutar, estava chorando, sem acreditar que tinha ouvindo tudo aquilo de sua amiga. Lembrou-se da primeira vez que viu aquela menina de cabelo rosa, em Xênia, tentando ajudar a GC na sua missão de trazer o Deus da Luz de volta ao seu estado normal, quando aquela garota surgiu correndo, não se sabe da onde e tropeçou, caindo por cima dos inimigos, derrubando-os. Amy definitivamente não se parecia mais com aquela garota doce com quem tinha feito amizade ha algum tempo. Arme se levantou e subiu a duna de volta, deixando as duas para trás, chorando muito e seguiu de volta na direção dos meninos.

Amy viu sua amiga sair correndo daquele jeito, e também não acreditou no que acabara de fazer com ela. — “Puxa, o que eu fiz com minha amiga, eu não devia ter dito aquilo aquelas coisas e a derrubado daquele jeito... ela deve ter se magoado muito.” -, pensou. Amy se sentiu muito triste, pois além de não ter conseguido ter a fidelidade da sereia, ainda acabara de perder sua amiga. Ela parecia ter se arrependido do que acabou de fazer.

Ronan e Jin vêem Arme correndo em direção a eles e percebem que ela está chorando. Ela queria passar por eles sem ser questionada, porém é parada por Ronan.

- Espere Arme! O que houve? Por que está chorando?! Aconteceu algo com a Amy? – Perguntou Ronan, preocupado, e pegando a garota pelo pulso.

- Ai meu Deus, que houve Arme? Amy está bem? – Falou Jin, preocupado.

- Sim! Ela está muito bem por sinal! – Falou a garota, irritada, mas com olhos chorosos. — Ela raptou a Nerissa para tentar ser mestra dela à força! E ainda falou coisas horríveis de mim e me agrediu! – Arme estava muito magoada. — Eu nunca mais quero ver ela!

- O que você está dizendo Arme? Ela não faria isso! — Falou Ronan, sem acreditar no que escutava.

- Mas eu vi tudo com meus próprios olhos! Se não acredita, vá lá ver! – Respondeu a maga, irritada.

- Se foi isso mesmo, deixa que eu fale com ela. – Falou Ronan, calmamente — Ela irá devolver a Nerissa para você. – Ele falou isso, enquanto abraçava e acariciava o cabelo da roxinha, tentando confortá-la.

- Obrigada Ronan, mas não precisa mais. Nós não somos mais amigas!

- Não fale bobagens Arme, vocês são amigas de tanto tempo. Vamos resolver isto tudo e vocês vão fazer as pazes. – Falou gentilmente Ronan, para a garota.

Eu vou lá falar com ela também Arme, ela não deve ter feito isto por mau. – Falou Jin, olhando para garota. Arme apenas acenou com a cabeça, concordando.

Os meninos seguiram em direção as dunas. Arme resolveu não os acompanhar, pois ainda estava muito magoada, e vê-la de novo agora apenas a machucaria ainda mais. Resolveu ficar esperando pelos dois.

No caminho, Jin se lembrou da aposta feita com Ronan. — E a nossa aposta Ronan? Eu ganhei a corrida, e já tive até uma idéia de como você vai pagar a prenda. – Riu o Ruivo.

- E o que vai ser? Vê lá o que vai inventar hein? – Falou Ronan, preocupado com o que seria sua prenda.

- Ah, no Lual você vai saber! Hahaha! – Riu novamente Jin, com um sorriso perverso.

- Ok, promessa é dívida! Farei o que for preciso... – Falou o garoto de cabelos azulados, sem muito ânimo.

Ronan e Jin subiram a duna e encontraram Amy, segurando Nerissa. Os dois ficaram apenas olhando sérios para menina, sem nada dizer.

- O que foi? Por que estão me olhando assim? – Perguntou Amy, tentando disfarçar, porém os meninos continuavam com uma cara bem séria.

- Nerissa me escolheu como sua nova mestra agora, não quer mais a Arme como mestra, eu não posso fazer nada se ela não gostou disso. — Falou ela, enquanto tapava a boca da sereia, disfarçando.

- Amy, pare de mentir! Arme nos contou o que você fez, já sabemos de tudo! – Disse Ronan, que estava zangado com ela. — Ela é sua amiga, como pôde fazer isso com ela? – Falou ele, sério com a garota de cabelos rosa.

A garota percebeu que não tinha mais como esconder a verdade deles, e falou: — Ah, eu não queria ter feito isso com ela, mas eu fiquei com ciúme, queria a Nerissa para mim, mas ela não me quis como sua mestra, e então fiquei muito irritada com isso. Mas eu estou arrependida, vi que não devia ter feito isto com minha amiga, eu disse coisas horríveis a ela...

- Então pare de agir feito uma garotinha egoísta e mimada, e devolva-a para sua verdadeira dona! E também peça desculpa a ela! – Ronan falou num tom alto e sério com a garota, ele estava lhe dando uma bronca. — Você não deveria fazer isto com ela, pois ela é uma garota muito sensível e está chorando muito agora, por sua culpa!

- É, acho que você tem razão Ronan – respondeu Amy -, eu vou fazer isso sim. Não quero perder a amizade dela. Acho que fui mesmo uma idiota. – Falou Amy, que estava envergonhada e triste.

Amy vai lentamente até onde está Arme, seguida pelos meninos, mais atrás. Ela vê que a garota de cabelos roxos estava sentada na areia e de cabeça baixa, chorando. Arme fez menção de ir embora, ao perceber a aproximação dela, mas parou quando a garota de longos cabelos rosados começou a falar:

– Arme minha amiga linda, me perdoa por tudo que eu te fiz e falei. Estou muito arrependida. Eu fui muito egoísta em querer te tomar a Nerissa desse jeito, me desculpe! – Falou Amy, chorando. – E, por favor, não ligue para o que eu falei de você, só falei aquilo porque estava irritada. Você na verdade é uma garota tão meiga e de bom coração, não merece todo o mau que eu te fiz, fui muito má com você amiga. — A garota de cabelos rosa se aproximou de Arme, que agora estava a escutando, mas ainda chorava um pouco. — Toma Arme, pega Nerissa de volta, ela é sua. Você pode me perdoar amiga? – Amy entregou a sereia para a garota de cabelos roxos, esperando por uma resposta.

- Mestra eu estou tão feliz em te rever! – Falou a sereia feliz, olhando para Arme. – Eu também minha querida! Eu também! – Arme parecia ter se animado novamente.

– Esta bem amiga, eu te perdôo sim! Acho que você não fez aquilo por mau, não é? Apesar de ter me falado aquelas coisas, sei que não foi de coração. Afinal, somos amigas de tanto tempo, não deveríamos estar brigando agora. – A menina deu um bonito sorriso para a garota de cabelos cor-de-rosa, que retribuiu com outro sorriso.

- Que bom que você me perdoou Arme! Amigas de novo, então? – Amy estendeu sua mão para a garota. – Sim! Amigas! – A garota de cabelos roxos retribuiu com um aperto de mão, e as duas se abraçaram fortemente.

- Que bom que tudo se resolveu. Tinha certeza que se entenderiam. – Falou Ronan, sorrindo ao ver as duas se abraçando fortemente.

- Amy, não fica triste não! Eu vou achar uma sereia para você! – Falou Jin, vendo que Amy estava triste.

- Verdade Jin? Eu ficaria tão feliz se você fizesse isso por mim! – Amy dá um pulo de felicidade, se aproxima de Jin, o abraça e dá um beijinho em sua bochecha. Ele fica completamente corado.

- Sim, prometo que vou procurar até encontrar uma sereia para você! Atravessarei o oceano se for preciso! – Falou Jin, aminado e com as mãos na cintura, olhando para o oceano.

Duas pessoas se aproximam do grupo. — Oi gente! Procuramos vocês por toda a parte? O que estão fazendo aqui? – Falou Ryan, que estava de mãos dadas com Lire.

- É que houve uma pequena confusão, mas já está tudo resolvido. – Respondeu Ronan para o elfo.

- Ah, que bom, nós ficamos preocupados. – Falou Lire, abraçando as meninas.

- E vocês, por onde andavam, hein? – Perguntou Amy, com uma cara intrigada.

- Bem... A gente... estava caminhando por ai... Não é Lire? – Ryan falou, meio sem jeito.

- Foi sim! – Respondeu a elfa, confirmando.

- Sei! Você estava era de beijos com Lire, isso sim! Ryan seu safado! – O rosto de Ryan ficou vermelho, como um tomate. – Não é isso... é que... — Falou o elfo sem jeito. — Todos riem, antes de Ryan acabar de falar.

- Bom, gente, eu vou lá procurar uma sereia para minha outra sereia. – Disse Jin, olhando para Amy e dando uma piscadinha de olho para ela. — Encontro vocês depois, lá no acampamento! – Falou Jin, antes de disparar correndo em direção ao mar. Amy deu um sorriso e acenou para ele. – Até mais Jin!

- Pessoal, acho já passou da hora de voltarmos ao acampamento! – Disse Ronan olhando o sol, que já estava mais baixo, no horizonte. — Melhor irmos andando, o resto do pessoal já deve estar esperando por nós, demoramos demais por aqui. – Falou Ronan para os outros.

...

Enquanto isso, do outro lado da praia, o outro grupo está em apuros, enfrentando a fúria de um enorme gorila. Estavam praticamente no topo da montanha, e ali era um terreno um pouco inclinado e cheio de obstáculos. O monstro estava entre eles e a entrada da caverna, parecia estar guardando algo importante lá. Ele estava muito irritado com a presença dos intrusos no local, e se preparava para atacá-los.

- Muito interessante esta criatura — falou Mari enquanto o observava -, se parece com os Wendy-Kong que já enfrentamos, porém a cor de sua pelagem é marrom claro, além de ser bem maior, eu nunca tinha lido sobre estes. Acho acabamos de descobrir uma nova variante da espécie Wendy. – Falou Mari satisfeita com sua nova descoberta científica.

- Está brincando Mari? Isto não é hora para darmos uma de biólogos, temos que enfrentar esta criatura! – Riu Elesis, enquanto empunhava seu sabre, pronta para atacar.

A ruiva foi a primeira a investir contra o monstro, — Golpe Fatal! -, ela o atacou dando vários cortes e finalizando com um forte golpe no final. A criatura se defendeu, usando suas garras como se fosse um escudo. – Espada de Fogo! – Elesis saltou e girou sua espada no ar, lançando um forte ataque, porém sem conseguir atingir o alvo. Após isso o monstro revidou, tentando acertar a ruiva com um soco, porém Elesis foi mais rápida e conseguiu desviar do golpe.

É o fim! Lâmina esmagadora! – Sieghart aproveitou a distração do monstro e deu dois fortes golpes com o sabre, emprestado pela ruiva. Como foi pego de surpresa, o golpe não foi defendido pelo monstro com suas garras, e sim com o seu braço, o que lhe causou certa dor.

O gorila se irritou com a investida dos dois. Deu um rosno e bateu no peito, como fazem os gorilas quando estão irritados, ou querendo assustar alguém, e ergueu do chão uma grande pedra, que estava próxima a ele, com a intenção de arremessar nos intrusos.

Lass percebeu que o alvo do monstro era a ruiva e rapidamente lançou algumas kunais, mirando-as bem na mão do monstro. As armas acertaram de raspão a mão, fazendo-o gemer com a dor que sentiu. Com isso o monstro deixou cair para o lado a enorme pedra que segurava em suas mãos.

A pedra caiu, e como estavam em uma parte inclinada, seguiu rolando em direção de Mari. Ela estava de costas, pois havia escorregado em uma pedra lisa no chão, não vendo a aproximação do perigo. – Mari! Cuidado! – Gritou Sieghart, que se jogou na direção da garota e a empurrou para longe, evitando que ela fosse atingida, porém o moreno não conseguiu escapar e foi atingido pela grande pedra. Mari viu o que ocorreu e saiu em direção ao Imortal, para verificar se estava tudo bem.

- Você está bem Sieg? – Perguntou Mari ao moreno, que estava caído no chão.

- Sim, estou bem, isso não foi nada! Não se preocupe comigo agora, e sim com o monstro. – Falou ele, logo se levantando do chão.

Enquanto isso, Zero e Dio se prepararam para atacar. — Grand-X! – Zero pegou sua espada e deu um forte corte, saltando e logo após outro corte enquanto retornava ao solo. Dio por sua vez, atacou com sua foice – Estrela da Morte! – Ele arremessou sua arma, que atingiu o monstro em cheio, e a puxou de volta para si.

A criatura, com essa última investida, gritou com dor e fugiu assustada. — Vamos atrás dele, não o deixem fugir. – Gritou Dio.

- Esperem, não a ataquem mais, deixem-na ir. – Gritou Mari, para todos.

- O quê? – Todos olham para ela, e falaram surpresos.

- Sim, ela é uma fêmea pelo que pude observar, e a sua atitude foi muito suspeita, parecia estar protegendo algo, é muito provável que seja um filhote. – Explicou a garota de cabelos azulados.

- Vamos lá ver se encontramos este filhote então! – Falou Sieghart, rindo. – Quem vem comigo?

Os aventureiros entraram na caverna, menos Zero, que ficou de vigia do lado de fora. A caverna era alta, mas parecia não ser muito profunda. Estava um pouco escuro lá dentro, então Mari criou um orbe luminoso, que trouxe um pouco de claridade azulada, parecida com a luz de um luar. Andando um pouco adentro da caverna, eles encontraram o que parecia ser um berço ou ninho, feito de algumas palhas soltas no chão, e dentro dele um pequeno bebê gorila, com pouco pêlo ainda cobrindo seu corpo. Seus olhos já estavam abertos, eram como duas esferas bem negras, mas reluzentes. O filhote era muito bonito, para um pequeno Wendy, e não parecia estar assustado, pelo contrário estava curioso, o que encantou as garotas. Ele olhou fixamente com aqueles grandes olhos negros, para as estranhas criaturas que vieram ali lhe visitar.

- Owwww, olha, que fofo, um bebê Wendy! – Falou Elesis, que logo foi brincar com ele, dando o dedo para que o filhote segurasse. O filhote segurou no dedo da ruiva e ficou animado, olhando para as duas garotas.

- Sim, um espécime muito bonito, de fato. – Falou Mari com sua habitual seriedade, mas parecia estar muito satisfeita por estar certa em sua teoria, e por ter descoberto algo novo.

- Olha, ele está tentando sugar meu dedo, deve estar com fome. – Falou Elesis, rindo, enquanto o bebê botou a boca em seu dedo.

- Vamos, não devemos perturbar este bebê e sua mãe. Devemos deixá-los em paz agora. Felizmente não atacamos com tanta força a mãe dele. Ela deve voltar logo, para ver seu bebê. – Falou Mari.

- Sim, melhor fazermos isto. Pena que não dá para levar ele junto. Ele é tão bonitinho! – Brincou Elesis.

- Seria engraçado ver você criando um bebê Wendy. – Disse Dio, irônico.

- Pela primeira vez vou ter que concordar com este asmodiano... – Falou o moreno rindo também. – Ele nem ia perceber que trocou de mãe! – Gargalhou.

- O QUE VOCÊ DISSE?! – Os olhos de Elesis pareciam pegar fogo, e uma veia saltou em sua testa. — Ora seus! Vocês vão morrer agora! – Elesis gritou, correndo atrás deles. Dio escapou, mas a ruiva conseguiu acertar uns bons tapas em Sieghart.

- E então, encontraram algo lá dentro? Grandark me falou que encontrariam. – Falou o Andarilho, enquanto via os amigos retornarem.

- Sim, havia um lindo bebe Wendy lá dentro. Um belo espécime. — Respondeu Mari para Zero. — Aquele monstro que enfrentamos agora a pouco, era a mãe dele mesmo. – Explicou.

- Bom pessoal, eu acho que agora podemos dar uma espiada lá embaixo não é? – Falou Sieghart enquanto se dirigia à beira da montanha para admirar a paisagem. Todos resolveram ir até ali olhar a vista também.

- Nossa! É realmente muito lindo aqui de cima! – Falou Mari, admirada, com a linda vista que observava.

- Não falei que era bonito! Valeu a pena ou não? – Falou o moreno, satisfeito por ver todos ali reunidos.

Todos ficaram observando aquela vista maravilhosa, lá do topo daquela montanha, por alguns minutos. De fato, dava para ver toda a praia ali daquele ponto. Podia se observar as ondas chegando bem do meio do mar e se chocando fortemente contra as rochas que haviam do outro lado da montanha. Do lado pelo qual vieram, dava para ver ainda toda a beira da praia e as altas dunas de areia e o acampamento que parecia pequeno lá de cima.

- Sim, muito bonito mesmo. Dá para ver até nosso acampamento daqui. – Falou Elesis, admirada.

- Pessoal isso me lembrou que devemos voltar para lá agora. — Falou Sieghart.

- Concordo, pelos meus cálculos agora devem ser cinco horas da tarde. – Disse Mari ao observar a altura que o sol estava. Todos pegaram suas coisas e começaram a voltar pela trilha, porém desta vez eles encontraram um caminho mais seguro para descer, que ia pela lateral da montanha. Ao chegarem à base da mesma, eles descansaram um pouco e se preparam para voltar ao acampamento.

- E você Dio, ainda está desconfiado de Sieghart agora? Acho que você deve desculpas a ele. – Falou Mari ao asmodiano. Todos pararam de caminhar para escutar o que ele iria dizer.

O garoto demorou um pouco para falar algo, parecia estar contrariado em ter que concordar com isto.

- É você tem razão Mari, talvez eu estivesse enganado afinal. Foi mau aí... – Falou Dio, sem olhar diretamente para Sieghart, constrangido por ter de se desculpar para aquele cara irritante.

- Ta bem “criança”, desta vez passa. – Riu o moreno.

- Humph! – Deixou escapar Dio, contrariado.

- Sieg, não começa! – Falou Elesis.

...

Chegando ao acampamento, eles avistaram seus amigos que haviam acabado de chegar. Coincidentemente eles se encontraram quase que ao mesmo tempo. Todos largaram suas mochilas e coisas que carregavam, para descansar um pouco. Parecia estar tudo em ordem por ali, porém Mari foi a única que notou que havia coisas fora do lugar.

- Pessoal, tem algo errado aqui, algumas mochilas estão abertas. – Falou Mari, chamando a atenção de todos.

- É mesmo, isso está muito estranho... – Respondeu Lire, olhando melhor as mochilas abertas.

- DK, o que houve aqui? Quero um relatório! – Disse Mari, chamando seu robô, que havia ficado de vigia.

- Sim mestra: Infelizmente o acampamento foi roubado por alguma criatura ou alguém não identificado. Captei barulhos nos arbustos próximos e tentei descobrir quem era, mas não obtive sucesso na busca. O ladrão não foi identificado. – O robô contou o ocorrido para sua mestra, porém com muito receio de sua reação.

- DK! Você foi ineficiente! Estava dormindo? – Mari falou irritada com a falha do robô.

- Por favor, mestra, não me desative. Lamento muito ter falhado... – Se desculpou DK, abaixado e com as mãos juntas.

- Não se preocupe, não farei isto. Porém, tenha mais atenção, pois da próxima vez, talvez eu não esteja de bom humor. – Falou Mari séria.

- Sim Mestra! Obrigado! Da próxima vez não vou falhar! – O robô girou sua cabeça e bipou.

- Mas o que será que fez isso Mari? Será que foi algum animal selvagem? Um lobo, ou um urso talvez? – Perguntou Amy assustada.

- Ai, estou com medo! – Falou Arme, roendo as unhas.

- Acalmem-se meninas. – Mari falou. — É pouco provável que seja um animal, com certeza foi alguma pessoa, pois as mochilas não estão rasgadas, elas foram abertas cuidadosamente. – Respondeu ela, ao observar melhor as mochilas.

- Não se preocupem garotas, – falou Sieghart -, nós vamos investigar por ai e montaremos vigia, para o caso deste ladrão voltar aqui. Aí, ele terá uma bela surpresa!

- ROOONC! – Ecoou a barriga de Lass. — Bom, eu não sei vocês, mas eu estou com uma fome! – Falou o ninja, meio sem jeito.

- Eu também estou com fome, vamos fazer um lanche agora! Depois caçamos este ladrão misterioso. – Respondeu Sieghart, rindo.

Todos se sentaram juntos em um grande círculo, e começaram a fazer um lanche. Desta vez havia um pães deliciosos que estavam ainda bem fresquinhos, preparados por Lire e bolos e doces muito saborosos feitos por Elesis.

- Ummm, que pão delicioso! Parecem que foram feitos agora! – Falou Ryan ao saborear aquela refeição.

- Obrigada Ryan, foi eu quem fiz. – Respondeu Lire com um sorriso.

- Realmente, está tudo muito gostoso. – Falou Lass, de boca cheia enquanto degustava uma fatia de bolo.

- Mas o bolo quem fez fui eu! – Se gabou Elesis.

- E o Jin gente? Até agora ele não voltou... Será que aconteceu algo com ele? – Perguntou Amy, um tanto preocupada, olhando para seus companheiros, ao saborear um doce.

- Olha só, parece que cheguei bem na hora do rango! – Falou Jin, chegando ao acampamento, sorridente.

- Jin, nós já estávamos preocupados! Você demorou tanto, o que houve? – Perguntou Ronan.

- Ah, nada não! Apenas demorei a voltar. É que acabei indo muito longe. – Respondeu o ruivo, com a mão atrás da cabeça e rindo.

- E ai Jin, achou a minha sereia? – Perguntou Amy, ansiosa, olhando para o ruivo.

- Lamento Amy, não encontrei nenhuma sereia. Andei por tudo e nadei bastante também, mas não encontrei nada. – Falou Jin com ar de cansado.

Amy faz uma cara de decepção. – Ai Jin, mas você me prometeu...

- Espera... Eu disse que não encontrei uma sereia, mas..., eu encontrei um bichinho que combina mais com você minha flor! Ela estava perdida, perto de algumas árvores, e estava chorando, ai falei que tinha uma menina que gostaria muito de cuidar dela. Ai ela me seguiu até aqui. — Jin chamou pela mascote encontrada por ele, dando um assobio.

De trás de uma árvore próxima, veio correndo um grande coelho. Era uma coelha fêmea muito bonita, de pelagem rosa bem clara e tinha um sinal em sua testa em forma de coração, num tom rosa mais escuro e uma pintinha pequena no mesmo tom abaixo deste sinal, no meio de sua testa, e nas pontas das orelhas também tinha manchas no mesmo tom escuro, formando triângulos. Tinha também olhos rosa e em seu peito, braços, sobrancelhas e abaixo das orelhas, tinha tufos brancos. O curioso foi que a coelha parou em pé quando se aproximou de Amy, mesmo sem Jin ter dito quem era a garota que a queria como mestra e pareceu até que ela adivinhou quem era.

- Quero que você seja minha nova Mestra! Gostei muito de você! Meu nome é Twinky. – Falou a coelha rosa, se abraçando em Amy e sorrindo.

- Claro, serei sua mestra sim! – Falou Amy acariciando a cabeça da coelha. — Ai Jin! Ela é tão linda! *o* Amei ela! Obrigada! Você é um amor! — Amy abraça e dá um beijo em Jin, um selinho! Jin retribui, mas foi pego de surpresa e ficou muito corado na hora.

- Sabia que você ia gostar Amy, ela combina muito com você! – Falou Jin sorridente, ele estava meio sem jeito com a reação da garota, mas tinha gostado muito do beijinho que ganhou.

- Muito bonita sua coelha Amy! Ela é muito fofa! – Falou Arme, se aproximando delas. Todas as meninas vão para a volta para observar a nova mascote de Amy. Os meninos não se interessaram na novidade.

- Hei meninos, vamos dar uma volta por ai para ver se encontramos o ladrão? – Convidou Sieghart, os outros garotos que estavam próximos dele.

- Vamos, preciso caminhar um pouco, depois de comer tanto. – Falou Ryan, ainda beliscando um pedaço de pão.

- Sim, quero pegar este desgraçado! — Falou Dio, muito sério.

Todos os meninos começam a caminhar pelas redondezas do acampamento. Menos Ronan que falou que iria depois. Ele foi se procurar por Arme, queria muito falar com ela.

- Arme, eu queria falar algo com você. O que você acha de irmos até aquela duna? O sol já está se pondo... Deve ser bonito de ver de lá... – Convidou Ronan timidamente, a garota de cabelos roxos.

- Sim Ronan, eu aceito, vou adorar ver o por do sol com você. — Arme aceitou o convite, mas ficou nervosa com o que seria o assunto.

Ronan caminhou junto com Arme para aquela duna alta, próxima do acampamento. Eles subiram até o topo, para poder observar o por do sol calmamente e se sentam na areia.

Os dois ficaram admirando aquele lindo espetáculo da natureza, por alguns minutos. Naquele momento, o sol que estava com um tom bem avermelhado, que se refletia nas nuvens próximas, começou a tocar de leve no mar, que com isso o espelhava, gerando lindos matizes de cores claras, alaranjadas e avermelhadas, em suas águas. Passava também pela frente do sol um bando de gaivotas, que ao voar por ali, pareciam mais estar dançando, para comemorar aquele show de cores, que certamente dariam uma bela pintura.

- Ronan, eu queria te agradecer, por ter acreditado em mim e por ter falado com a Amy. Naquela pressa de irmos embora, acabei esquecendo de te falar isto. – Falou a garota, olhando nos olhos dele.

- Não precisa me agradecer Arme, foi um prazer fazer isso por você.

- Mas Ronan, o que você queria falar comigo? — Perguntou ela. Não sabia o porquê, mas seu coração se acelerou antes de fazer aquela pergunta.

- Bem Arme, o que eu queria te falar... — Ronan pegou nas delicadas mãos de Arme, que ficou ainda mais nervosa -, o que eu tenho para te falar é que eu sinto algo diferente por você, que é mais forte que a nossa amizade. Eu... Eu... estou apaixonado por você! E este sentimento foi crescendo, aos poucos, e agora está tão grande, que não consigo mais negar e nem mantê-lo só para mim! Arme, eu te amo! – Disse ele com os olhos iluminados pelo brilho do amor.

O garoto de cabelos azulados sentiu as mãos trêmulas de Arme. Percebeu seu nervosismo, e que ela havia ficado com o rosto corado.

- Ronan... sabe... Eu também sinto o mesmo por você... – confessou tímida — Eu também te amo Ronan! E estou muito feliz por saber que você sente o mesmo por mim! Tinha medo de que este amor fosse apenas fruto de minha imaginação...

- Não Arme, este amor é real, e é a coisa mais linda que já me aconteceu. Nós nos amamos, de verdade e para sempre! – Falou Ronan, emocionado.

Os dois se olharam, com olhos radiantes, de dois apaixonados. Aos poucos eles se aproximaram, e Ronan a envolveu em seus braços, afagando-a em seus cabelos. Arme também o abraçou forte, estava muito nervosa, mas se deixou levar por aquele lindo sentimento. O rosto de Ronan se aproximou do de Arme, e seus olhos azuis se encontraram com os olhos de tom violeta intenso. Então Ronan encostou carinhosamente seus lábios nos dela, e eles começaram a se beijar lentamente, mas neste beijo, havia muita paixão. O coração de Arme disparou, sentiu como se ele fosse sair voando por ali, com tamanha felicidade que sentia. Ela segurou o longo cabelo de Ronan, afagando-o também. E os dois ficaram assim, por vários minutos, trocando carícias e beijos apaixonados naquela linda cena, enquanto o sol terminava de dar seu espetáculo ao tocar suavemente a superfície do mar.

...

Próximo do acampamento, enquanto os meninos procuravam por pistas de quem os tinha roubado, Dio escutou algumas vozes, dentro de uma pequena cabana de pescadores feita de madeira, e que parecia abandonada, porém tinha uma tênue luz em seu interior. A voz que ele acabou de escutar, parecia-lhe familiar. – Não pode ser... – disse para si. Não estava acreditando no que sua mente insistia em lhe avisar. Ele resolveu entrar na cabana, para se certificar de sua desconfiança. Ao entrar, encontrou um asmodiano de baixa estatura e gordo, de cabelos azulados e usando uma boina roxa em sua cabeça, tinha um enorme botão pregado nela, e usava uma bermuda na cor roxa também e vestia uma camisa branca, que estava aberta, era seu desprezível criado, Sebastian. Ele estava abraçado, com uma pequena mulher de cabelos azuis, que estavam presos com um penteado estranho. Ela trajava um biquíni que não formava um conjunto, pois era de duas cores diferentes: a parte superior era rosa e a inferior era de cor roxa. Dio a conhecia porem custou a vir à sua mente o seu nome, mas depois de alguns segundos, lembrou quem era ela: se tratava de Elena, a arquimaga, que ajuda a GC refinando os colares e reforçando os equipamentos.

Os dois estavam aparentemente se beijando, e foram pegos de surpresa, por Dio.

- Me-me-me-Mestre! O-o-que está fazendo aqui? – Disse Sebastian gaguejando muito, ao ver seu mestre diante de si, irritado.

- Eu é quem devo perguntar isso, seu cretino! – Gritou Dio, furioso com seu criado -, Não era para você estar cuidando de minha casa, como te ordenei? E o que esta fazendo aqui com Elena?

Os outros garotos, que estavam próximos, ouviram a voz de Dio gritando com alguém e foram averiguar.

- Mas me-me-mestre! Eu já te-terminei to-to-todo o serviço! E o Alfred co-concordou em fi-ficar no meu lu-lugar. E-então eu resolvi vi-vir aqui curtir uma praia, com minha na-na-namorada...

- O QUÊ?! Eu não acredito nisso, seu verme! – Gritou Dio — Você ousa fazer uma coisa dessas, não cumprindo minhas ordens e, ainda por cima, vem dizer que está namorando! Era só o que me faltava! – Dio ainda não acreditava no que via e ouvia. O asmodiano prosseguiu: — E foi você quem roubou as coisas lá no nosso acampamento? – ANDA, FALA! – Gritou ele para seu criado.

- Si-sim me-me-messtre. Fui e-eu, é que esqueci de trazer alimentos para cá e ficamos com mu-muita fome, e a Elena, coitadinha, ela nã-não tinha um biquíni para mergulhar, então eu pe-peguei emprestado um das meninas lá. Mas eu juro que já ia lá devolver...

- CALADO! Como ousa! – Gritou Dio — Não tenho um criado ladrão! Eu vou enviar você direto pra Fornalha do Inferno, onde a chama é bem forte! E vou aproveitar e mandar esta mulher junto, já que ela quer ficar tanto com você! Vão os dois queimar juntinhos lá! – Dio ergueu seu braço e começou a criar um portal próximo a eles.

- Na-nã-nãooo! Me-me-me-mestree!! Po-po-po-por favor! – Implorou Sebastian se abraçando à Elena. – Por favor, poupe a gente! – Disse Elena.

– E-Ela nã-não tem nada haver com isso Me-mestre! – Falou Sebastian.

Nisso, ouviu-se um barulho. — Pare Dio, Não faça isso! Ele é seu criado! E aquela ali é Elena a arquimaga que nos ajuda. – Gritou Sieghart para o asmodiano, segurando-o.

- Não tente me impedir idiota! Estes vermes merecem um belo castigo! – Falou Dio, muito irritado.

- Porque não os deixamos ficar lá com a gente? Não iriam nos atrapalhar. Além do mais aqui não parece seguro a uma hora dessas. – Disse Ryan, tentando acalmar os ânimos.

- O quê? Porque estão defendendo este traste! – Disse Dio, ainda mais irritado.

- Também sou a favor de deixá-los ficar lá com a gente, aqui não é seguro. – Falou Jin.

- Está decidido então, vocês vem com a gente. – Falou o Imortal, enquanto soltava Dio.

- Está bem, vou poupar a vida destes dois inúteis desta vez! – Respondeu o asmodiano, menos irritado, depois de ter sido solto. – Mas não pense que isso vai sair assim barato Sebastian! Depois nós dois vamos conversar...

- O-Obrigado Me-me-mestre! – Sebastian ficou aliviado, pois não seria mais enviado para queimar naquele verdadeiro inferno. Elena também se acalmou.

- Ok, vamos todos voltar então, já está tarde, lá vocês nos contam essa história melhor. – Disse Sieghart.

Continua...

Notas finais
O vencedor da corrida foi o Jin, então Ronan, se prepare para pagar um mico no Lual! Qual será? Vocês vão saber no próximo capítulo, até lá!

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